RISING UP AT NIGHT de NELSON MAKENGO no Indie Lisboa

República do Congo / Bélgica / Alemanha / Burkina Faso / Catar2024, 95’

Um filme que visita Kinshasa, numa altura em que a República Democrática do Congo, em geral, e a cidade, em particular, estão envoltos em turbulência. O foco do filme é a construção de uma central elétrica, ao mesmo tempo que a cidade está com dificuldades de acesso a electricidade, sendo as noites, metaforicamente e não só, bem mais escuras. O que vem ao de cima é tanto a inconformidade como a resistência desta população, muitas vezes através da força da fé.

Como é que, concretamente, filmamos a ausência de luz? Rising Up at Night é uma espécie de desafio e uma experiência imersiva única. Makengo filma discussões em contra luz, com silhuetas a aparecer na tela. Às vezes, isto é apenas uma tela preta. Mas é também um filme sobre a luz, mesmo frágil e trêmula. A das lanternas apontadas para o crânio como se a cidade estivesse no coração de uma caverna. Mas também luzes mais surpreendentes: as artificiais das guirlandas das ruas, tiaras multicoloridas. São os fogos de artifício que aparecem, os relâmpagos que cortam o céu. “A alegria é trazida pela luz”, ouvimos durante um sermão, e a busca pela luz torna-se realmente uma questão divina. 

Rising Up at Night é sobre como vivemos e como sobrevivemos. Como viver num filme de desastre, quando as inundações aumentam o infortúnio. Como demonstramos uma força vital impressionante? O que podemos ver sob o céu estrelado? O que revelam as primeiras manhãs azuis? A vida cotidiana segue seu curso e se, implicitamente, o filme diz algo político, isso nunca é expresso frontalmente. (Michaël Gaspar)

TÍTULO ORIGINALTongo Saa ARGUMENTO Nelson Makengo FOTOGRAFIA Nelson Makengo SOM Moimi Wezam MONTAGEM Inneke Van Waeyenberghe PRODUTOR Rosa Spaliviero, Dada Kahindo Siku

mais info

TONGO SAA by NELSON MAKENGODocs Against Gravity I Polish premiere I Doc Competition ; First Appearance Award
Seattle FF I Seattle premiere I African PicturesDOXA I British Columbia premiere I Doc Competition

STLOUIS’DOCS I African premiere I International Competition

IndieLisboa I Portuguese premiere I International Competition

Margaret Mead I US premiere I Filmmaker Award; Audience Award; Filmmaker Award Contenders

Kunstenfestivaldesarts I Belgian Premiere I expanded cinema version

HotDocs I North American Premiere I World Showcase

Visions du Réel I International Premiere I International Competition

Berlinale I World Premiere I Panorama

22.04.2024 | by martalanca | Congo, Kinshasa, Nelson Makengo

Cinema Colonial Belga | Bwana Kitoko - 1955, doc, 77' André Cauvin | 26Maio | 16h00

Sessão apresentada por David Pinho Barros
Bwana Kitoko - 1955, doc, 77’ André Cauvin

 

ENTRADA LIVRE

Sinopse
“Quando a historiadora belga Florence Gillet escreveu um artigo sobre a vida de André Cauvin para a CINEMATEK, intitulou-o Histoire d’un Passion Ambiguë pour l’AfriqueBwana Kitoko (1955), o documentário que o cineasta realizou para documentar a viagem do rei Balduíno ao Congo e ao Ruanda-Urundi, é porventura o exemplo mais paradigmático daquilo que foi, entre 1938, o ano de De Melaatsheid (A Lepra) de Gérard De Boe e 1960, a data da independência do Congo, esta ambiguidade do cinema colonial belga.

Bwana Kitoko, o seu projecto subsequente, apesar de partilhar com os filmes de De Boe um apagamento total de qualquer manifestação de dissidência e a vontade de construção de uma utopia audiovisual, é uma obra com algumas idiossincrasias significativas do ponto de vista cinematográfico e sociológico. “

In. Bwana Kitoko (1955) de André Cauvin, por David Pinho Barros


Auditório do Grupo Musical de Miragaia
Rua da Arménia, 18,
4050-066 Miragaia/Porto
https://maps.google.pt/maps?q=Rua+da+Arm%C3%A9nia,+18,+4050-066+Miragaia%2FPorto&hl=pt-PT&ie=UTF8&ll=41.141966,-8.618367&spn=0.009211,0.01929&sll=41.162143,-8.621954&sspn=0.073664,0.154324&hnear=Rua+Arm%C3%A9nia+18&t=m&z=16&iwloc=r2

26.05.2013 | by martalanca | Bélgica, Bwana Kitoko, Congo

CONGO STARS VIBRATION em Lisboa

Formada por imigrantes originários da região do Baixo Congo - que engloba Angola, Congo Kinshasa e Brazaville – a banda Congo Stars foi fundada há cerca de 12 anos com o intuito de rememorar os sons tradicionais desta região em terras lusitanas.

Ritmos como kilapanga, kizomba, sukus, semba e rumba congolesa, tocados com a mbonda, o lokole e o likembe (xilofone), fazem parte do repertório da banda, mas também a fusão com outros sons, como reggae e salsa são cantados em lingala, português, kikongo e kimbundo, dando a real dimensão da diversidade rítmica/linguística desta zona da África banto.

Atualmente composta por 8 integrantes (entre congoleses e angolanos) a banda se caracteriza pelo constante trânsito musical, contando com a participação de músicos de outras partes da África.

Formação

Vuza Ntoko – fundador e presidente da banda – voz

Fils Kinkela Palancas – chefe da banda – guitarra e voz

Sting Abraão – chefe de ensaio – guitarra e voz

Guy Kiala Matumba Jazz – secretário – voz

Chana Nbomgo – chefe de disciplina – voz

Emedi Bass – guitarra/baixo

Victor Maniata – baterista

Nzinga Mbonda – percussão

ouvir no sound cloud

06.02.2013 | by martalanca | Congo, música africana

domingo (in)continente com Congo Stars - BARTÔ LISBOA

Uma banda com sons e ritmos quentes de origem africana. Desde os sukus do Congo Kinshasa, ao semba, rumba, salsa, kilapanga, kizomba, sem esquecer a nova dança lele lele. Não faltem a este espectáculo de prazer musical.

 

27 de maio, a partir das 22h - no Bartô (Chapitô) - ENTRADA LIVRE

23.05.2012 | by martalanca | Congo, música

Tintin e racismo

Reflexão de Pedro Moura em torno da recente decisão do tribunal belga em relação ao processo instado pelo cidadão congolês Bienvenue Mbutu Mondondo em relação à edição de Tintin no Congo.

“esta foi uma oportunidade perdida para instaurar uma discussão séria, balizada e sustentada sobre o papel desta obra no quadro social contemporâneo. Não se procurando uma contextualização maior, uma preocupação em compreender o processo, o gesto de Mondondo, ou até mesmo de reler o livro de Hergé, tudo se resumia a um “achas que o Tintin é racista?”, “Claro que não!”, e pronto. Claro, usualmente tudo isto do lado daqueles que, como nós, portugueses contemporâneos, somos herdeiros de um império colonial que ainda olha as suas ex-colónias como palcos preferenciais de negócios e exploração e constante rebaixamento (“Nem se souberam governar…”).”

ler artigo completo aqui

05.03.2012 | by franciscabagulho | BD, Congo, Tintin no Congo

City of Joy, a Revolutionary Center for Women Survivors of Gender Violence, Celebrates First Graduating Class on January 28 in Bukavu, DRC

Tomorrow, Saturday, January 28, V-Day and the Fondation Panzi (DRC), will celebrate the first gradating class of City of Joy in Bukavu, Democratic Republic of Congo (DRC).   City of Joy, a revolutionary community for women survivors of gender violence, opened its doors to the pilot class of 42 women this summer.

This first class has taken part in a diverse and impactful six-month curriculum that includes: group psychotherapy; self-defense; English; literacy; communications; civic and political education including civil rights; comprehensive sexuality education; massage; physical education, and horticulture. The program was designed by local staff to address the unique emotional, physical, and intellectual needs of Congolese women survivors of gender violence, and to provide them with the tools necessary to return to and thrive in their communities upon graduation.

“Following the six-month program, a marked change in the women is already evident,” said V-Day Congo Director & Director of City of Joy, Christine Schuler Deschryver.  “Upon their arrival the faces of these women showed signs of despair, discouragement, and loneliness.   Over time they have, little by little, been helped to use their past difficulties as a source of empowerment. Through the training and programming at City of Joy, these women have moved from pain to power and will return to their homes ready to help revolutionize their communities.”

 

The City of Joy is part of a worldwide campaign that was initiated in 2007 to raise awareness about the level of gender violence in the DRC and advocate for change throughout the Congo. Conceived and developed by the women on the ground in partnership with V-Day and the Panzi Fondation (DRC), the construction of the City of Joy began in September 2009 and opened its doors in June 2011.  The second City of Joy class of 90 women is scheduled to begin the program on February 14, 2012.

 

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About the City of Joy

City of Joy is the next chapter in V-Day’s ongoing campaign, STOP RAPING OUR GREATEST RESOURCE: Power to the Women and Girls of the DRC.  The worldwide campaign was initiated in 2007 to raise worldwide awareness about the level of gender violence in the DRC and advocate for change throughout the Congo. Conceived and developed by the women on the ground in partnership with V-Day and the Panzi Fondation (DRC), the construction of the City of Joy started in September 2009 and opened its doors in June 2011. V-Day has generated significant funding from private foundations and individual donors as well as its vast global network of activists.

About V-Day

V-Day is a global activist movement to end violence against women and girls that raises funds and awareness through benefit productions of Playwright/Founder Eve Ensler’s award winning play The Vagina Monologues and other artistic works. In 2011, over 5,800 V-Day benefit events took place produced by volunteer activists in the U.S. and around the world, educating millions of people about the reality of violence against women and girls. To date, the V-Day movement has raised over $85 million and educated millions about the issue of violence against women and the efforts to end it, crafted international educational, media and PSA campaigns, reopened shelters, and funded over 13,000 community-based anti-violence programs and safe houses in Democratic Republic Of Congo, Haiti, Kenya, South Dakota, Egypt and Iraq. Over 300 million people have seen a V-Day benefit event in their community. V-Day has received numerous acknowledgements including Worth Magazine’s 100 Best Charities (2001), Marie Claire Magazine’s Top Ten Charities (2006), one of the Top-Rated organizations on Great Nonprofits (2010).

27.01.2012 | by martalanca | Congo, violence, women

Le seul Orchestre Symphonique de Kinshasa

20.07.2011 | by martalanca | Congo, orquestra

Exposition CONGO FARWEST

Bonjour,
J’ai le réel plaisir de vous inviter à visiter l’exposition Congo Farwest à partir du 10 mai 2011 au Musée de Tervuren.L’exposition est le résultat d’une résidence dans les collections du département d’histoire coloniale du musée. Depuis septembre 2008, Patrick Mudekereza et moi avons travaillé sur les archives coloniales.Nous serons heureux de vous présenter nos travaux et de recevoir vos commentaires.
Bien à vous, Sammy Baloji+32 488 210 685

28.04.2011 | by martalanca | Congo, Sammy Baloji

@ praia maria KJF - 01

 

 

Começa amanhã a terceira edição do Kriol Jazz Festival. A cidade, em festa desde o fim de semana passado, fervilha: feira de artesanato na rua pedonal do plateau, feira da música no pcil; o olhar fotográfico de Omar Camilo e o trabalho de Domingos Luísa  estão expostos em duas casas da Praça Alexandre Albuquerque; na rua 5 de Julho monta-se uma palco; na pracinha o chão areja entre palcos vis-a-vis e KJF.

 

Amanhã @ KJF:

 

Remna Schwartz que com ele traz a guiné, o senegal, a frança e cabo verde (ver mais aqui)

Danae traz  “Novos Crioulos” que mixam cuba, cabo verde, brasil e europa na cidade de Tavira (ver mais aqui)

Vera Cruz apresenta o projecto SAKUTA, resultado de 10 anos viagens de (re)conhecimento, com músicos de cabo verde, brasil, angola e guiné-bissau (vermaisaqui)

Lexxus Legal traz-nos hip hop do Congo para fechar em grande (ver mais aqui)

 

É o primeiro de dois dias de KJF na rua 5 de Julho, a entrada é livre e a noite promete!

 

Este é um festival 100% Kriol, Jazz na sua essencia!

 

 

12.04.2011 | by samirapereira | cabo verde, Congo, danae, lexxus legal, remna schwartz, Vera Cruz

Congo, where rumba meets r'n'b, Staff Benda Bilili & NBE, Mwana

In cinemas now is the film Benda Bilili, a documentary telling the extraordinary story of Staff Benda Bilili. If you haven’t been paying attention, Staff are a group of mostly polio-stricken street musicians from Kinshasha who’ve ended up making it big around the world. This is undoubtedly something to celebrate – but with all due respect to the band, it is shameful that it takes a Congolese act to be disabled to make them of such interest. In many ways, the band’s image reflects a very western perception of African music. The reality for the blinged-up stars and their adoring fans in the dancehalls of Kinshasa can often involve a very different, much glitzier story.

Back catalogues of outstanding Congolese music are largely ignored in the UK, yet few countries have produced such a rich seam of consistently innovative and socially meaningful popular music. From roughly 1960-1990, artists such as Franco and his band TPOK Jazz,Tabu Ley Rochereau and Zaiko Langa Langa were the biggest musical acts in the whole of sub-Saharan Africa. In terms of musicianship, Franco’s music is up there with the Beatles, yet if you ask 99% of people in Europe or America, they won’t have heard of him.

In 2011 the music heard in the streets and bars of Kinshasa increasingly blends dancehall, hip hop and r’n’b with traditional rumba, while artists such as JB Mpiana, Ferre Gola and Koffi Olomide are as much about image, designer gear, waving wads of cash and bragging as they are about the music. The perceived inaccessibility of the Democratic Republic of Congo, with its extreme poverty, ongoing conflicts, corruption and lack of basic public facilities, provides a barrier to musical tourists. The irony is, of course, that the music is joyful and uplifting; anything but dark – although there is also a rich tradition of social and political commentary in Congolese music.

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27.03.2011 | by martalanca | Congo, Staff Benda Bilili & NBE

"Fleuve Congo" - Exposição no Museu do Quai Branly

27.06.2010 | by martamestre | Arte Negra, Congo, Museu Quai Branly