Agressões e racismo, todos passaram por isso

Agressões e racismo, todos passaram por isso As histórias contam-se na primeira pessoa. Fala-se de agressões gratuitas, da falta de respeito, de não se sentirem cidadãos de direito: “antes de se identificar já foi vítima”, “queremos ser tratados como cidadãos”; polícias à paisana com conversas ordinárias, insultos repetidos “pretos de me***”, “volta para a tua terra”; saídas à noite que acabam em tragédia, rusgas quando se está calmamente no café a ver a bola e se acaba deitado no chão à chuva, a ouvir insultos, festas de aniversário ou modestos convívios que de repente se misturam com balas, e ops, danos colaterais... (artigo de 2015)

A ler

13.03.2017 | por Marta Lança

Periferias, de Carlos No

Periferias, de Carlos No O trabalho de Carlos No tem uma forte componente de crítica e denúncia social, mas as esculturas que agora se mostram não pertencem à linha panfletária que se limita e enumerar problemas, elencando os podres de que o mundo é feito. Pelo contrário, a denúncia, aqui, é um gesto de reflexão, dando ao visitante os elementos e as ferramentas para olhar de frente temas como a pobreza, a exploração, as diferenças sociais reflectidas em aspectos como a habitação ou a vivência do espaço público, sempre de um modo capaz de fazer pensar.

Vou lá visitar

10.10.2015 | por Sara Figueiredo Costa

Xikala – História e Urbanidade de um Bairro de Luanda

Xikala – História e Urbanidade de um Bairro de Luanda Paulo Moreira afirma ter iniciado este trabalho “motivado pela urgência em documentar e compreender a forma urbana” do bairro antes da demolição. As preocupações do arquiteto não estão circunscritas à sua disciplina, a proposta que nos apresenta é mais do que um projeto de investigação sobre um bairro informal, trata-se de um olhar intimista sobre a organização espacial, social e cultural da Chicala.

Cidade

07.09.2015 | por Cláudia Silva

Indígenas, imigrantes, pobres: o afropolitanismo no rap crioulo - parte 2

Indígenas, imigrantes, pobres: o afropolitanismo no rap crioulo - parte 2 O gueto da Cova da Moura se expande para ganhar conexões com outros guetos pelo mundo: o local é global e remete à condição de discriminação nas periferias em geral onde a injustiça social é um fardo mais suportável se narrado e enfrentado pelo grupo.

Palcos

24.08.2015 | por Susan de Oliveira

Mural Sonoro: Viver a Música a partir da "Periferia (?)"

Mural Sonoro: Viver a Música a partir da "Periferia (?)" Na preparação do debate de 16 de Março no Museu da Música, com o tema Viver a Música a Partir da ”Periferia (?)”, lembrei que vários estudos e abordagens sobre a vida cultural das favelas, assim como a crítica acerca da escassa representação dominante de que elas têm sido alvo, são de há quase um século, embora esta fosse uma perspectiva quase nula do cenário mediático, cujo foco permanecia no tráfico de drogas e violência.

Cara a cara

10.03.2013 | por Soraia Simões

Burkina Faso – Uagadugu - a capital das duas rodas

Burkina Faso – Uagadugu - a capital das duas rodas Muitas velhas motorizadas, carros muito antigos, alguns dos quais provisoriamente remendados, e bicicletas povoam a rua. Casas planas e rectangulares, de um piso, por vezes de betão, outras de argila, marcam a paisagem.

Cidade

11.11.2011 | por Sebastian Prothmann

Londres, quem são os verdadeiros selvagens?

Londres, quem são os verdadeiros selvagens? A hipocrisia não acaba aqui. Cameron pensa aumentar os poderes da polícia sobre redes sociais como Twitter, Facebook e BlackBerry Messenger. Fazendo eco dos regimes autoritários, o primeiro-ministro diz que «a livre circulação de informação pode ser usada para o bem. Mas também pode ser usada para o mal». A ironia não se perdeu em nações estrangeiras, tantas vezes objeto da crítica britânica. A Xinhua, agência de notícias chinesa, comenta: «Podemos questionar-nos porque é que os líderes ocidentais… tendem a acusar indiscriminadamente as outras nações de vigilância, mas… assumem o direito de vigiar e controlar a Internet.»

Cidade

14.09.2011 | por Lara Pawson

Notas em torno da África Urbana de David Adjaye

Notas em torno da África Urbana de David Adjaye O que mais impressiona a quem sobrevoa o continente africano é a força e variedade da sua natureza, nas cinco “categorizações geográficas” claramente apresentadas por David Adjaye na sua exposição e aqui sublinhadas por Cristina Salvador - a floresta, o deserto, a savana, o prado, a montanha, bem como todas as situações híbridas, entre umas e outras. As cidades moldam-se a estas distintas paisagens, mais concentradas na linha do litoral africano, e esboçam, elas próprias, novas paisagens territoriais, também elas diversificadas e crescentes.

Cidade

02.06.2011 | por Isabel Raposo

Urban Africa – reflexões sobre cidades africanas

Urban Africa – reflexões sobre cidades africanas Estas novas leituras da urbanidade em África obrigam-nos a reequacionar novos paradigmas, novos modelos de urbanismo como propõe Adjaye, e novas formas de intervenção nas áreas urbanas, que levem em conta a multiplicidade e complexidade que ocorre em cada cidade e que só poderão ser encontradas e geridas localmente. Isto é válido tanto para o que ocorre nos antigos centros das cidades, os seus “corações” que nalguns casos ainda batem, como para as suas réplicas que nasceram posteriormente.

Cidade

30.05.2011 | por Cristina Salvador

A África das periferias de Lisboa: a produção artística na periferia

A África das periferias de Lisboa: a produção artística na periferia No dia 16 de Março o Chapitô acolheu o BUALA para mais uma calorosa Tertúlia, desta vez sobre a produção cultural na periferia de Lisboa. Aqui ficam umas linhas sobre os nossos convidados e alguns aspectos que partilharam connosco da sua experiência (fragmentos de discurso).

Cidade

18.03.2011 | por vários

Sobre o documentário mim'delo

Sobre o documentário mim'delo Desde o comércio à cultura, Cabo Verde sempre foi encruzilhada de um conhecimento global. Um bom exemplo desta mistura é a capital cultural, Mindelo. Como segunda maior cidade, com cerca de 70 mil habitantes, Mindelo vive de costas voltadas para a sua periferia. Estigmatizadas pelo desemprego crónico, estas recentes comunidades periféricas convivem diariamente com um universo de drogas, violência, carência, exploração laboral e abandono social. Surpreendentemente, nada parece roubar o sorriso de esperança dos seus rostos, nem a sua vontade de celebrar a vida.

Afroscreen

04.01.2011 | por Miguel Pinheiro