Supressão e conservação do homem branco

Supressão e conservação do homem branco Quanto mais avançava na colonização do mundo exterior, tanto mais o homem branco precisava ajustar a si mesmo, e quanto mais assim se ajustava, mais precisava colonizar o mundo. Os senhores do autodomínio, que tinham vertido sangue no Novo Mundo, lançavam agora seu olhar abstrato e utilitário para o continente europeu. A colonização externa das culturas não-européias se reverteu directamente em colonização interna do próprio mundo. Na medida mesma em que promovia a capitalização da produção e a industrialização, o colonialismo também destruía o modo de produção agrário da antiga Europa e impelia a parcela empobrecida da população para as fábricas, então com jornadas de trabalho de 14 horas e bárbaro trabalho infantil.

A ler

03.10.2013 | por Robert Kurz

Transpor as fronteiras da música: I hate world music

Transpor as fronteiras da música: I hate world music Detesto a world music. Essa é provavelmente uma das perversas razões por que me pediram para escrever sobre o tema. Trata‐se de um chavão amplo que se refere à música não ocidental de todo e qualquer género, desde a música popular à música tradicional e até à música clássica. É uma categoria pseudomusical e de marketing e um nome que designa uma prateleira na loja de discos onde se encaixa tudo o que não cabe em qualquer outro ponto da loja.

Mukanda

20.07.2012 | por David Byrne

Desfazer o afro-pessimismo, entrevista a Okwui Enwezor

Desfazer o afro-pessimismo, entrevista a Okwui Enwezor Os fotógrafos africanos humanizam, enquanto europeus e americanos tendem a inscrever as imagens de África numa narrativa de desespero e miséria, recuando para a percepção, predominante na época colonial, de que a pessoa é objecto - e não sujeito - da fotografia. Entrevista com Okwui Enwezor, decano dos Assuntos Académicos no Instituto de Arte de São Francisco.

Cara a cara

25.03.2011 | por Ana Dias Cordeiro

O grande medo do Ocidente

O grande medo do Ocidente Demasiado pouco, demasiado tarde? Até onde irá a revolta? Que regimes irão emergir deste tsunami? Será ainda possível impedir os falcões israelitas de lançar uma guerra preventiva? Será a Turquia ou o Irão o modelo das próximas revoluções? Perguntas por agora sem resposta, porque os jovens já não acreditam na capacidade e vontade dos Estados Unidos e da União Europeia para pôr termo ao conflito israeloárabe, e promover o desenvolvimento e uma nova ordem na região. Mesmo que quisessem.

A ler

19.03.2011 | por Nicole Guardiola

Decálogo neo-animista - Ruy Duarte de Carvalho

Decálogo neo-animista - Ruy Duarte de Carvalho Criticando ou combatendo o paradigma humanista e prognosticando a recuperação de políticas do equilíbrio, os neoanimistas pretendem antes recolocar o desempenho e a livre existência das pessoas em equilíbrio, precisamente, com os interesses comuns das pessoas, de todas as pessoas e de toda a criação.

Ruy Duarte de Carvalho

15.04.2010 | por Ruy Duarte de Carvalho