Conferência 2018: E este património?

Neste Ano Europeu do Património Cultural, a Acesso Cultura pretende reflectir sobre um património muitas vezes não preservado ou então escondido, ignorado, silenciado, inacessível, desconfortável, desvalorizado: o património LGBTQI+ (Lesbian, Gay, Bisexual, Transgender, Queer, Intersex).

Que património é este? Porquê destacá-lo?

Não podemos ser o que não podemos ver, não podemos ser se não somos visíveis. Na Acesso Cultura estamos conscientes da importância da representação, da necessidade das pessoas – de cada um de nós – de se sentirem representadas e de serem aceites. De se sentirem reconhecidas, acompanhadas, membros da sua própria comunidade, mas que possam também reconhecer-se como fazendo parte de outras.

A história da comunidade LGBTQI+ é pouco conhecida e ainda menos incluída nas nossas narrativas mainstream. Os desafios que tem enfrentado, a luta pelos seus direitos, o seu contributo neste país são assunto ainda muito condicionado a audiências minoritárias. Quando não vemos alguém, essa pessoa não existe para nós, com todas as consequências que esta ignorância traz para a inclusão social e para a decorrente valorização da nossa sociedade.

A Acesso Cultura, ao escolher este tema para a sua conferência de 2018, Ano Europeu do Património Cultural, pretende colocar no centro da nossa reflexão histórias escondidas ou não reconhecidas; as condições em que estas são investigadas; a sua preservação, divulgação e interpretação; mas também a criação contemporânea, o património gerado hoje. Uma sociedade que se quer inclusiva e respeitadora da diferença necessita de múltiplas narrativas, necessita de ter acesso ao conhecimento, necessita de se encontrar com o outro e de ser capaz de reconhecer a sua humanidade.

Programa
Notas biográficas
Referências bibliográficas e outras

PREÇÁRIO
Normal: €30
Estudante / Desempregado: €25
Associado da Acesso Cultura: €20

Ficha de inscrição
(clique nas palavras “Ficha de inscrição”)
Política de reembolsos: Em caso de desistência de participação, o inscrito terá direito ao reembolso do valor de inscrição, desde que comunique essa desistência, por escrito e com 8 (oito) dias de antecedência. Não se aplica o disposto no parágrafo anterior, caso a desistência comprometa o número mínimo de participantes exigido para a realização do curso, caso em que o valor não será devolvido, ficando o inscrito desistente com crédito em montante igual ao valor da inscrição paga, podendo usufruir deste mesmo crédito em inscrições futuras em cursos da Acesso Cultura.

AGRADECIMENTO
André e. Teodósio

18.09.2018 | por martalanca | LGBTQI, património

LE1f na zé dos bois, LISBOA

* Estreia nacional *   3ª, 30 de Outubro às 22h

Incorporando a sua sexualidade na música e no universo que cria, LE1f opera uma noção de rap que provavelmente afastará alguns puristas e aproximará destimidos. Seja pela natureza híbrida das canções, seja pelo flow por vezes desconcertante que recorre. Cativa pela intensidade que evoca e pela criatividade com que cruza cor e ritmo numa atmosfera essencialmente tenebrosa. A mixtape ‘Dark York’ editada este ano, sintetiza tudo isto ao longo de uma hora e resulta de uma intensa busca por diferentes sonoridades que o levassem ao som por si idealizado. Afirma-se pois como uma poderosa obra de apresentação, capaz de sobreviver a entusiasmos passageiros.

zé dos bois

 

29.10.2012 | por franciscabagulho | LGBTQI, rap

Joburg Gay Parade

7 October 2012 

Yesterday, at Joburg Gay Parade, about 20 black lesbians and gender non-conforming feminists from the One in Nine Campaign were assaulted and intimidated by Joburg Pride organising committee members and their marshals. The Campaign disrupted the parade to demand one minute of silence to remember those members of the LGBT community who have been murdered because of their sexual orientation and gender expression. Campaign members were distributing leaflets to explain why they were there. Instead of engaging with us, Pride organisers assaulted us, threatened to drive their cars and trucks over us, called us names and told us we had no right to be at the parade. As lesbians and gender non-conforming people, we had every right to be there and to claim the space and assert our demands as anyone else attending the parade. 

The first pride in Johannesburg took place in 1990. Bev Ditsie, a forerunner of the LGBT movement in the country, said to the pride gathering that day: “Today the world is going to know that we here in South Africa have been oppressed for too long. We can’t stand it any more. … Today we are making history.” Simon Nkoli spoke after her: “I am black and I am gay. I cannot separate the two parts of me into secondary or primary struggles. In South Africa I am oppressed because I am a black man, and I am oppressed because I am gay. So when I fight for my freedom I must fight against both oppressions.” 

A quarter century later and nearly two decades into the “new” South Africa, the oppression that Bev and Simon named remains just as present in the lives of black lesbians, gay men and bisexual and transgender people. The difference is, pride has ceased to be a space for charting new futures and has, with a few exceptions, been stripped of all political content. 

The de-politicisation of most prides has allowed the old, racial apartheid to be translated into a new, economic apartheid, which is clearly evident in many pride celebrations. Capitalist consumerism and individualistic rights claims now characterise many prides in South Africa, as they characterise most other spaces for the LGBT community. This is not the history that Bev, Simon and others imagined  they were making in 1990. They, and we, never imagined that pride would become little more than a marketing and pinkwashing tool for corporations whose ostensible support of LGBT rights serves to mask their rampant violation of other rights. We never imagined that we would matter only if we constituted the “gay market,” had “double income, no kids” and were aflush with the “pink rand.” 

10.10.2012 | por franciscabagulho | Gay Parade, Joburg, LGBTQI

Nova Galeria Buala de Zanele Muholi

Fragmentos de uma nova história

A obra de Zanele Muholi é, segundo as suas próprias palavras, um trabalho de “activismo visual”. Todo o seu empenho e luta, de carácter profundamente político, consiste em dar visibilidade à comunidade negra de lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexuais. Muholi  sente-se emocionalmente ligada a esta comunidade à qual pertence e pela qual luta e revê a sua própria construção identitária, conseguindo, através das suas imagens, romper com alguns estereótipos e ideias fixas que perduram, não só no nosso imaginário ocidental, como no seu país, a jovem democracia sul-africana, bem como no continente africano em geral.

ver +

14.09.2012 | por franciscabagulho | arte contemporânea, Fotografia Africana, LGBTQI

Contemporary Black Female Sexualities, Call for Papers

For a collection on “Contemporary Black Female Sexualities,” the editors invite essays that explore black women’s sexualities—and representations or manifestations of black female sexual desires—marked by agency and empowerment, as well as instances wherein black women’s sexual intimacies are regulated by them. Given the degree to which black female sexuality has historically been mediated by politics of respectability or silence, as well as hindered by and constructed in opposition to Western paradigms of womanhood and “normative” female sexuality, this volume seeks contribution—both disciplinary and interdisciplinary and from a range of theoretical, ideological, methodological, socio-political, and critical frameworks—that address and illuminate contemporary black female sexualities. Contributing essays might explore 20th and 21st century
representations and black sexual politics, particularly post-sexual revolution, that challenge earlier paradigms governing intimacy and the “cartographies” of black female desire. This volume seeks, then, to be a collection of essays that does not bifurcate but rather complicate black female sexuality by exploring it along a continuum: including, but not limited to, abstinence, asexuality, celibacy, LGBTQI (Lesbian, Gay, Bisexual, Transgender, Questioning, and Intersex) sexualities and identities, “straight” or compulsory heterosexuality, same-sex desire, same-gender loving, “sexual self satisfaction,” transgressive sexualities, etc.

In light of recent cinematic adaptations of feminist texts by male directors, such as Precious (based on Sapphire’s novel Push) and For Colored Girls (based on Ntozake Shange’s choreopoem For Colored Girls Who Considered Suicide When the Rainbow is Enuf), contributing essays might also examine the ways black women’s sexualities have been mediated and depicted by men and/or media, as well as portrayed in popular and visual culture; experienced and represented beyond a rigid conservatism of sexual puritanism or Victorianism; have been influenced by or intersects with religion, “the black church,” fundamentalist religious doctrines and liberation theology; or have been informed by or in opposition to nationalist, Western, militaristic, or racialized gendered constructs, such as the “cult of true womanhood” or “don’t ask, don’t tell.” Other trajectories of exploration might include black women’s bodies, sexual wellness, and gynecological health care, as well as sexuality and the politics of the intimate in the U.S. or black diaspora broadly construed.
Audre Lorde makes a distinction between “the erotic” and the “pornographic,” whereby the latter operates as “a direct denial of the power of the erotic, for it represents the suppression of true feeling. Pornography emphasizes sensation without feeling.” In what ways do black women, via their sexualities, experience and express sensation with feeling that is not characterized by violence, marked by suffering or punitive measures, regulated by men or the state, pathologized, or encumbered by restrictive practices or models?
While essays that engage any of these topics are solicited, other considerations of black female sexualities are welcome, as are email inquiries to the editors.
Please send abstracts of 250-500 words, along with a CV or full list of credentials, to blackfemalesexualities@gmail.com by October 1, 2012. Editors will invite contributors to submit completed essays of 4000-7500 words, which will be due by January 15, 2013. As we have already received strong interest in the collection from a reputable academic press, review of materials and requests for revisions will proceed in a timely and efficient fashion, as we are eager to submit the collection for publication review in April 2013.

Trimiko Melancon and Joanne M. Braxton
Loyola University/College of William and Mary

02.08.2012 | por candela | black, erotic, female, LGBTQI, pornographic, sexualities