Tereza e os silêncios do arquivo colonial: uma leitura de Encontrar Tereza. Do apagamento colonial à presença imaginada, de Lorena Travassos

Tereza e os silêncios do arquivo colonial: uma leitura de Encontrar Tereza. Do apagamento colonial à presença imaginada, de Lorena Travassos O arquivo sabe muito sobre o corpo de Tereza e quase nada sobre Tereza. Mediu-a, classificou-a, mudou-lhe o nome, registou a sua passagem por Lisboa e voltou a encontrá-la dez anos depois em Angola. Mas não nos deixou sequer a possibilidade de reconhecer o seu rosto. Tereza chamava-se Txilungu. E é precisamente nesse intervalo entre tudo aquilo que o arquivo colonial registou e aquilo que tornou invisível que começa este livro.

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02.09.2026 | por Inês Vieira Gomes

Mulheres negras e a força matricomunitária

Mulheres negras e a força matricomunitária E as mulheres foram fundamentais para desenhar novas formas de convivência e possibilidades de viver em sociedade, articulando formas de compreender as dinâmicas do escravismo. Aproveitando seu trânsito dentro das casas-grandes e senzalas, igrejas e ruas, para transmitir ideias revolucionárias para fora das estruturas pensantes escravocratas, elas foram fundamentais para a criação de planos de sobrevivência, rotas de fuga e a construção, por grupos de diferentes etnias, de espaços afastados das casas-grandes e senzalas: os terreiros e os quilombos, lugares que reelaboraram a força subjetiva africana de organização e de humanização desses indivíduos.

Mukanda

20.12.2020 | por Katiúscia Ribeiro