crónica maio

crónica maio Como resgatar a poesia urbana deste mundo opaco, onde as pessoas nos frustram? Se eu não acreditasse no Céu, sei lá em que morte do meu passado eu estaria. As gaivotas voando no céu do fado de Amália, embalando a minha fantasia. Oiço canções para lá da campainha do VLT, anunciando o sono da tartaruga. Sou filha de Xangô e Iansã, e por isso sei que um dia em algum momento, raios e trovões irão varrer os telhados do Império para restabelecer a paz. Perante esta tristeza inclemente, chuvas irão trazer descanso às flores, e devolver a esperança aos trabalhadores da cidade.

Mukanda

26.05.2026 | por Rita Brás