Sónia Borges
Posts com a etiqueta Sónia Borges
Arquivo
Autor
- administrador
- adrianabarbosa
- Alícia Gaspar
- arimildesoares
- camillediard
- candela
- catarinasanto
- claudiar
- cristinasalvador
- franciscabagulho
- guilhermecartaxo
- herminiobovino
- joanapereira
- joanapires
- keitamayanda
- luisestevao
- mariadias
- marialuz
- mariana
- marianapinho
- mariapicarra
- mariaprata
- martacacador
- martalanca
- martamestre
- nadinesiegert
- Nélida Brito
- NilzangelaSouza
- otavioraposo
- raul f. curvelo
- ritadamasio
- samirapereira
- Victor Hugo Lopes
Data
- Maio 2026
- Abril 2026
- Março 2026
- Fevereiro 2026
- Janeiro 2026
- Dezembro 2025
- Novembro 2025
- Outubro 2025
- Setembro 2025
- Agosto 2025
- Julho 2025
- Junho 2025
Etiquetas
Mais lidos
- Dialogos Africanos sobre restituição
- Sempre em Abril
- "Uma teoria feminista da violência, por uma política antirracista da proteção", de Françoise Vergès
- CPPD Festival »Voices Rising: Memory Unsilenced«
- PROJECTO GLOBAL, de Ivo Ferreira
- "Santas e Insubmissas: moral cristã e (de)colonização do corpo feminino na criação artística luso-brasileira"
- "Tudo em prol do bairro. O SAAL em Tavira e a construção em comum"
- Memórias de paz e guerras
- "Here be Dragons", de Beatriz Neto
- “Regeneração: Arte, Ecologia e Pós-Colonialismo”
O livro de Sónia Borges sobre o bairro de Santa Filomena constitui um importante testemunho de uma realidade muitas vezes escondida. Estas páginas trazem-nos, de facto, verdades difíceis. Pela pena da Sónia, percorremos as suas ruas, por vezes lamacentas, assistimos: à transformação das habitações de precárias em definitivas; ao aparecimento dos lugares públicos e de apoio à comunidade; aos efeitos desestruturadores das representações racistas que vêm de fora, sobre as pessoas e as suas culturas; às manifestações de identidade presentes num penteado ou numa veste; à tensão trazida pelo cerco policial imposto às suas gentes; ao papel educador e ecumenizante desempenhado pelas crianças. A recriação da realidade em movimento que esta narrativa nos traz tornou-se possível porque a autora, rompendo com o seu estatuto de técnica de um projeto, de profissional neutra e isenta, se assumiu como pessoa na relação com os habitantes do bairro. Abriu-se aos outros, acertou o seu ritmo e os seus tempos pelo dos outros, simetrizou-se com quem interagia, numa palavra, tornou-se vizinha.