Sónia Borges
Postes avec la étiquette Sónia Borges
Archives
Auteur
- administrador
- adrianabarbosa
- Alícia Gaspar
- arimildesoares
- camillediard
- candela
- catarinasanto
- claudiar
- cristinasalvador
- franciscabagulho
- guilhermecartaxo
- herminiobovino
- joanapereira
- joanapires
- keitamayanda
- luisestevao
- mariadias
- marialuz
- mariana
- marianapinho
- mariapicarra
- mariaprata
- martacacador
- martalanca
- martamestre
- nadinesiegert
- Nélida Brito
- NilzangelaSouza
- otavioraposo
- raul f. curvelo
- ritadamasio
- samirapereira
- Victor Hugo Lopes
Data
- mars 2026
- février 2026
- janvier 2026
- décembre 2025
- novembre 2025
- octobre 2025
- septembre 2025
- août 2025
- juillet 2025
- juin 2025
- mai 2025
- avril 2025
Étiquettes
- Ana Nolasco
- Art and Ethics
- bacantes prelúdio para uma purga
- Bayreuth
- Belita Palma
- cinepor
- data sharing
- de lândana ao virei
- estrangeiros
- FLUP
- Jeroen Dewulf
- Luso-tropicália
- memória colonial
- orquestra Okwess International
- Pantalassa
- paulino vieira
- Pepito
- planeta
- professores
- Rosinha e outros bichos do mato
Les plus lus
- Era das Repressões
- Mafolofolo
- Episódios de fantasia e violência, p. feijó
- A Maldição do Açúcar
- A obra de Kamal Aljafari, no Batalha, Porto
- "Aqueçam-me para que eu possa partir para casa", Terra Batida 2025
- "Aqueçam-me para que eu possa partir para casa", Terra Batida 2025
- Afro-Sul: feira do livro de África e sul global
- Não são águas passadas
- Seis décadas de Revolução Cubana e da Tricontinental,
O livro de Sónia Borges sobre o bairro de Santa Filomena constitui um importante testemunho de uma realidade muitas vezes escondida. Estas páginas trazem-nos, de facto, verdades difíceis. Pela pena da Sónia, percorremos as suas ruas, por vezes lamacentas, assistimos: à transformação das habitações de precárias em definitivas; ao aparecimento dos lugares públicos e de apoio à comunidade; aos efeitos desestruturadores das representações racistas que vêm de fora, sobre as pessoas e as suas culturas; às manifestações de identidade presentes num penteado ou numa veste; à tensão trazida pelo cerco policial imposto às suas gentes; ao papel educador e ecumenizante desempenhado pelas crianças. A recriação da realidade em movimento que esta narrativa nos traz tornou-se possível porque a autora, rompendo com o seu estatuto de técnica de um projeto, de profissional neutra e isenta, se assumiu como pessoa na relação com os habitantes do bairro. Abriu-se aos outros, acertou o seu ritmo e os seus tempos pelo dos outros, simetrizou-se com quem interagia, numa palavra, tornou-se vizinha.