Celebrar África: palavra, vozes e ritmos

Organização: Roda Viva – restaurante e espaço cultural

Parceria: Junta de Freguesia Santa Maria Maior e Projecto Literaturas Afrikanas

Músico convidado: Mbalango

Curadoria: Venâncio Calisto

No âmbito das comemorações do mês de África, o Roda Viva: restaurante e espaço cultural moçambicano em Lisboa, numa parceria com a Junta de Freguesia Santa Maria Maior promove o evento “Celebrar África: palavra, vozes e ritmos” a ter lugar no dia 27 de maio a partir das 16 horas.

Com uma programação em que o livro assume o centro das atenções, este evento é um convite para olhar o continente mãe com os “olhos bem de ver” como vaticinou a poeta Noémia de Sousa, a partir das lentes dos seus pensadores, poetas e escritores, cujas obras estarão expostas no emblemático lavadouro municipal de Alfama, mesmo em frente ao Roda Viva, No Beco do Mexias nº 11.

Para além da feira do livro à cargo do projecto Literaturas Afrikanas, a música também marca especial presença nesta festa de África, através do concerto “Mbira ya Inhagoia”, uma breve apresentação do mais recente álbum do músico moçambicano Mbalango. Trata-se de uma viagem ao encontro das sonoridades e ritmos do passado e do presente, uma oportunidade para conhecer as narrativas de luta e de esperança do povo moçambicano.

O Dia da África comemora-se anualmente a 25 de maio. Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu esta data como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África. E recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.

25.05.2021 | by Alícia Gaspar | Africa, celebrar África, concerto, exposição, feira do livro, Noémia de sousa, roda viva

A new biography of one of Africa’s seminal anti-colonial thinkers and activists

On 20 January 1973, the Bissau-Guinean revolutionary Amílcar Cabral was killed by militants from his own party.

Despite Cabral’s assassination, Portuguese Guinea became the independent Republic of Guinea-Bissau. The guerrilla war that Cabral had started and led precipitated a chain of events that would lead to the 1974 Carnation Revolution in Lisbon, toppling the forty-year-old authoritarian regime. This paved the way for the rest of Portugal’s African colonies to achieve independence.

Written by a native of Angola, Amílcar Cabral: The Life of a Reluctant Nationalist narrates Cabral’s revolutionary trajectory, from his early life in Portuguese Guinea to his death at the hands of his own men. Using recently opened state security police archives, the book details his quest for national sovereignty, beleaguered by the ethnic-based identity conflicts the national liberation movement struggled to overcome. Through the life of Cabral, António Tomás critically reflects on existing ways of thinking and writing about the independence of Lusophone Africa. 

António Tomás is Associate Professor in the Graduate School of Architecture at the University of Johannesburg. He holds a PhD in Anthropology from Columbia University, in New York. He has worked as a journalist in Angola and Portugal and has written extensively on issues related to Lusophone Africa.

20.04.2021 | by Alícia Gaspar | activist, Africa, Amílcar Cabral, anticolonialism, history

"Crónica de uma deserção, Retrato de um país", livro de Fernando Mariano Cardeira

Fernando Mariano CardeiraFernando Mariano CardeiraFernando Mariano Cardeira nasceu em Fanhais, freguesia da Nazaré, a 11 de Outubro de 1943. 

Frequenta o Liceu da Figueira da Foz, 1954-59, e o Liceu de Leiria, 1959-61. Ingressa na Academia Militar (AM) em Outubro de 1961. Em 1965 ingressa no Instituto Superior Técnico como oficial-aluno da AM. Em 1968 requere o abate ao efectivo da AM por discordar da política colonial do governo. Reclassificado em Tenente-miliciano de Infantaria em Mafra, Abril de 1969. Interrupção do curso de Engenharia, que vem a completar em 1977.

Mobilizado para a Guerra Colonial em Maio de 1970. Em 23 Agosto de 1970 deserta a salto pela Serra do Gerês, e pede asilo político na Suécia.

Regressa a Portugal em Junho de 1974. Reintregado no Exército é convidado para Director de Informação da RTP, onde fica de Abril de 1975 a Abril de 1976. Funcionário dos Serviços de Apoio do Conselho da Revolução até Agosto de 1979. 

Completa o Curso de Engenharia Nuclear no Instituto National des Sciences et Techniques Nucléaires de Saclay, França, em Setembro de 1980. 

Em 1986 ingressa no Reactor Português de Investigação como Supervisor.

Aposenta-se em 2004. Representou Portugal em vários comités científicos da OCDE e da União Europeia.

Foi um dos fundadores da Associação de Exilados Políticos Portugueses (AEP61/74) em 2015. É actualmente Presidente da Direção da Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória- NAM. 

27.03.2021 | by Alícia Gaspar | Africa, crónica de uma deserção retrato de um país, Fernando mariano cardeira, guerra colonial, lançamento de livro, livro, Portugal

Course | Side Lanes in Curatorial Practice

Side Lanes in Curatorial Practice

Professor: Azu Nwagbogu
Horário: 20 Nov (18h - 21h), 21 e 22 Nov (15h - 18h)


Documentação necessária (em inglês):- Biografia curta, com telefone, WhatsApp e contacto por e-mail;- Carta de intenção.
Participantes com limite: 10 participantes
Procedimentos de selecção: Para cumprir o requisito e selecção com base na carta de intenção.

Para se registar: hangarcia.production@gmail.com

Língua: Este curso será ministrado em inglês.

Data limite para a inscrição: 17 de Novembro de 2020

Preço: 100 euros + inscrição

Este curso centrar-se-á no papel da imagem, dos objectos e dos seus conjuntos no pensamento crítico em torno dos fósseis futuros. Também colocaremos à prova esses tropos e ideias enquanto se relacionam com futuros, tornados populares na última década, na cultura visual contemporânea e examinaremos a sua aptidão para utilização na nossa realidade distópica actual. Por fim, reflectiremos sobre o debate sobre a restituição tópica e as possibilidades de acelerar o processo.

A estrutura do curso adoptará um calendário intenso sob estas rubricas:
- Fósseis do futuro? Arquivo, Som, Documento, Memória.- Estética de Design Crítico e Fotografia de Estúdio em África.- Estudos de caso em arte, fotografia e design. Uma avaliação das principais exposições de arte, e tropas comuns na arte contemporânea em relação a África e diáspora.- Restituição e Museus em África.
Azu Nwagbogu é o Fundador e Director da African Artists’ Foundation (AAF), uma organização sem fins lucrativos sediada em Lagos, Nigéria. Nwagbogu foi eleito como Director Interino/Curador Chefe do Museu Zeitz de Arte Contemporânea na África do Sul de Junho de 2018 a Agosto de 2019. Nwagbogu serve também como Fundador e Director do Festival LagosPhoto, um festival anual internacional de fotografia artística realizado em Lagos. É o criador do Art Base Africa, um espaço virtual para descobrir e aprender sobre a Arte Africana Contemporânea. Nwagbogu foi júri do Dutch Doc, POPCAP Photography Awards, World Press Photo, Prisma Photography Award (2015), Greenpeace Photo Award (2016), New York Times Portfolio Review (2017-18), W. Eugene Smith Award (2018), Photo Espana (2018), Foam Paul Huf Award (2019), Wellcome photography prize (2019) e é jurado regular de organizações como Lensculture e Magnum.Durante os últimos 20 anos, tem curadoria de colecções privadas para vários indivíduos e organizações empresariais proeminentes em África. Nwagbogu obteve um mestrado em Saúde Pública pela Universidade de Cambridge. Vive e trabalha em Lagos, Nigéria.

04.11.2020 | by martalanca | Africa, azu nwagbogu, curso, side lanes in curatorial practice

CCCV - Centro Cultural de Cabo Verde - exposição "Territórios de Memória - A Área Metropolitana de Lisboa pelo Olhar de Africanos e Afrodescendentes"

Convite

O Projeto AFRO-PORT Afrodescendência em Portugal, a Embaixada de Cabo Verde em Portugal e o CCCV — Centro Cultural Cabo Verde têm a satisfação de convidá-lo(a) para visitar a exposição fotográfica e audiovisual “Territórios da Memória  -  A Área Metropolitana  de  Lisboa pelo Olhar de Africanos e Afrodescendenles”, que está patente até 27 de novembro, de segunda a sexta feira, das 10.00 horas às 16.00 horas, no espaço do CCCV, na Rua de São Bento 640, 1250-222 Lisboa.

Entrada livre

A exposição audiovisual exibe ao público o acervo de registos recolhidos no âmbito dos projetos de investigação AFRO-PORT — Afrodescendência em Portugal (Centro de Estudos sobre África e Desenvolvimento/ISEG) e Discursos memorialistas e a Construção da história (Centro de Estudos Comparatistas/FLUL), além das fotografias de Herberto Smith, da Festa de São Miguel Arcanjo, do bairro Casal da Mira. A partir do diálogo horizontal com os participantes, os projetos recolheram um conjunto de registos audiovisuais de pessoas africanas e afrodescendentes na área Metropolitana de Lisboa. Dessa recolha criou-se um acervo, que estará agora disponível ao público, como resultado de uma estreita parceria com o Centro Cultural Cabo Verde, na co-organização da mostra.

 

Por razões de segurança sanitária e no cumprimento das indicações da Direção Geral da Saúde, o número de visitantes em simultâneo no espaço pode estar sujeito a limitação. Agradecemos a compreensão de todos.

24.10.2020 | by martalanca | Africa, centro cultural de cabo verde, convite, territórios da memória

3rd Text Africazc CHAMADA DE ARTIGOS

Contemporary perspectives on visual arts and culture

Edição especial: Africa/Brasil

Data limite para submissões: 15 de dezembro de 2020 

Data de publicação: julho de 2021

3rd Text Africa (originalmente Third Text Africa) convida para o envio de artigos sobre o tema “Africa/Brasil”, a serem publicados em julho de 2021.


Nós estamos particularmente interessados em estudos de caso e estudos comparativos que abordem os seguintes tópicos:

  • Reflexões artísticas sobre o tráfico negreiro, a escravidão e seus efeitos;
  • Relações entre artistas e outros agentes dos campos artísticos da África e do Brasil no contexto da emancipação política das nações africanas, durante e após a Guerra Fria;
  • Trocas entre artistas e outros agentes em relação a instituições como museus e escolas ou a eventos como festivais de arte e bienais;
  • Outros diálogos entre África e Brasil no contexto do atual processo de globalização.

Diretrizes para submissões

  • Os textos podem ter o formato de ensaios, entrevistas ou resenhas. Ensaios visuais também são benvindos.
  • Os textos não podem ultrapassar 7.000 palavras, incluindo as notas.
  • Textos em português e inglês são benvindos.
  • Os autores devem seguir as regras de estilo de ASAI (disponível mediante solicitação)

Os responsáveis por esta edição são Roberto Conduru (Southern Methodist University, Dallas), Mario Pissarra (ASAI) e Awam Amkpa (New York University).

Sobre 3rd Text Africa (originalmente Third Text Africa3rd Text Africa é uma revista online, com acesso livre, revisada por pares e publicada pela Africa South Art Initiative.

  • 3rd Text Africa tem um particular interesse em promover a reflexão a partir da África e do Sul global, mas considera todas as submissões, desde que ofereçam novas perspectivas e sejam relevantes para o tema da edição.
  • 3rd Text Africa procura ser accessível a uma audiência mais ampla que a tradicionalmente alcançada por revistas acadêmicas e recebe contribuições não apenas de acadêmicos, mas também de curadores, artistas, críticos, educadores e outras pessoas atuantes nas artes.
  • 3rd Text Africa tem publicado edições temáticas desde 2009. Fundada por Rasheed Araeen como um veículo para ampliar o escopo da revista Third Text, 3rd Text Africa tem sempre operado independentemente da revista matriz.

Para mais informações: https://asai.co.za/third-text-africa/

Para esclarecimentos sobre esta edição:

Prof Roberto Conduru rconduru@mail.smu.edu

Dr Mario Pissarra mario@asai.co.za

Prof Awam Amkpa awam.amkpa@nyu.edu

Para submissões para esta edição: admin@asai.co.za

04.09.2020 | by martalanca | Africa, Third Text

TASTE BLACK HISTORY apresenta 1619 SABORES – Raízes Africanas Globais I Luanda

A TASTE BLACK HISTORY vai realizar em Luanda o evento 1619 SABORES – Raízes Africanas Globais, uma das iniciativas que se enquadram no projecto “1619-2019”, que tem como objectivo assinalar os 400 anos desde que o primeiro barco atracou na cidade de Jamestown, actual Estado da Virgínia, vindo de África com pessoas escravizadas. Reconhecer as ligações culturais e aumentar a apreciação do público em geral no continente africano e na sua diáspora é outro dos objectivos do projecto.
1619 SABORES – Raízes Africanas Globais será um evento gastronómico que envolve a redescoberta da influência da gastronomia africana em outras paragens, através da pesquisa local, experiências gastronómicas e uma exposição interactiva. Tomando a gastronomia autêntica como ponto de partida, o evento será um espaço empresarial e cultural inovador para promover os países participantes e identificar praticas que os conectem. Com partida em Angola, a iniciativa terá ainda paragens no Brasil, Estados Unidos de América, Inglaterra e Jamaica.

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22.08.2019 | by martalanca | Africa, gastronomia, TASTE BLACK HISTORY

Tu e África têm uma história?

 

clicar aqui 

Welcome to African-European Narratives!

Sharing stories … uncovers the diversity of Europe and the potential of the intercultural dialogue within it.

Your story matters … to make sense of African-European memories, present experiences and identities;

to raise awareness of Europe’s colonial past and foster a real post-colonial present.

Participate as co-author …

in this collective work and research

It may take only a few minutes …

to share an inspirational story!

 

18.02.2019 | by martalanca | Africa, African-European Narratives

Colonial and postcolonial landscapes

The infrastructure of the colonial territories obeyed the logic of economic exploitation, territorial domain and commercial dynamics among others that left deep marks in the constructed landscape. The rationales applied to the decisions behind the construction of infrastructures varied according to the historical period, the political model of colonial administration and the international conjuncture.​

This congress seeks to bring to the knowledge of the scientific community the dynamics of occupation of colonial territory, especially those involving agents related to architecture and urbanism and its repercussions in the same territories as independent countries.

It is hoped to address issues such as how colonial infrastructure has conditioned the current development models of the new countries or what options taken by colonial administrations have been abandoned or otherwise strengthened after independence.​

The congress is part of the ongoing research project entitled “Coast to Coast - Late Portuguese Infrastructural Development in Continental Africa (Angola and Mozambique): Critical and Historical Analysis and Postcolonial Assessment” funded by ‘Fundação para a Ciência e Tecnologia’ (FCT - Foundation for Science and Technology), which has as partner the Calouste Gulbenkian Foundation (FCG).​

The aim of this congress is to extend the debate on the repercussions of the decisions taken by the colonial states in the area of ​​territorial infrastructures - in particular through the disciplines of architecture and urbanism - in post-independence development models and the formation of new countries with colonial past.

see programme 

11.01.2019 | by martalanca | Africa, arquitectura, colononial, pós colonial, seminário

"Sexual and Reproductive Rights: conflicting narratives and the future of Gender in Africa"

ECAS 2019, Panel Anth23 The panel is convened by Ricardo Falcão and Clara Carvalho.
“In Africa public discourses, by authority figures like politicians and religious leaders, concerning gender often refer to moral identities rooted in sociocultural beliefs and religion. At the same time, human rights concerning sexuality and reproduction, are sometimes frowned upon as tokens of westernisation. These regimes of representation and public performances invoking social norms and african identities, are political tools. And even if gender cannot be adopted uncritically in african contexts, without the risk of misrepresenting important social dynamics, such as seniority (Oyewumi), efforts to downplay its importance as a descriptive tool do more for conservative, nativist agendas, and power dynamics associated with violence and inequality, than for human rights, a language that is not the language most people use to describe their problems.However, activisms for sexual citizenship and gender often work precisely on discursive levels (but not only) to convey new languages to people in order for rights to be claimed. By creating new spaces for debate activisms help deconstruct normativity as the only narrative and generate new forms of social commentary oriented towards better informed decisions for individuals, even if in their lives structural constraints remain a reality. Technology also helps boost this approach by expanding outreach, registering, giving more visibility.In this panel we welcome scholars to rethink gender as an analytical tool from a decolonial, decentered, pluralist, critical perspective by taking into account current activisms in gender in areas such as GBV, sexual violence, FGM/C, education, alongside discourses opposing social change and invoking social norms.

more info

image taken from here 

07.01.2019 | by martalanca | Africa, gender

Innovation, Invention and Memory in Africa - CHAM International conference in Lisbon, 17-20 July 2019

CHAM is proud to announce the organisation of its IV International Conference on  Innovation, Invention and Memory in Africa. Following very successful previous editions we are now focusing on Africa, its heritage, challenges and achievements. 

As a leading centre in the Humanities, CHAM aims in this edition to foster the presentation and discussion of multiple disciplinary approaches and contributions to the understanding of cultural, literary, historical, social, educational, artistic, ecological, and political landscapes in Africa. The conference will bring together students, academics, policymakers, community leaders, artists. It will promote a broad disciplinary approach to African Studies and a dynamic forum for discussion and knowledge production. A particular attention will be dedicated to the importance of future leaderships and to the role of young policymakers, researchers and artists. 

Call for panels: 5 July 2018 - 16 October 2018

Call for papers & posters: 1 November 2018 - 5 Feb 2019
Early bird registration: 14 March 2019 - 18 April 2019

Keynote

Paul Gilroy (Professor of American and English Literature, King’s College London)

Read more about the conference concept

Please note that the working language of the conference is English. Presentations may be delivered in Portuguese, although proposals (titles/abstracts) should be presented in English, and consideration given to the global audience.

03.08.2018 | by martalanca | Africa, CHAM, Conference

Re-Lembrar | Re-Membering | MAPUTO

O ponto de partida da exposição internacional Re-Lembrar (Mystery of Foreign Affairs) é uma reflexão sobre a vida entre culturas diferentes de vinte mil trabalhadores moçambicanos que trabalharam e moraram na República Democrática Alemã. Contudo, o projeto almeja também, de forma mais abrangente, contribuir para uma reflexão sobre as relações entre Europa e África, no passado e no presente.

A primeira parte da exposição decorreu em vários lugares da cidade de Schwerin, na Alemanha, entre setembro e novembro de 2017, com a participação de artistas de Moçambique, Angola, África do Sul e Alemanha. Nesta exposição, as obras de artistas como Dito Tembe, Iris Buchholz Chocolate e Katrin Michel abordam a temática das relações de intercâmbio da República Democrática da Alemanha com trabalhadores moçambicanos, conhecidos como Madgermans. Por seu turno, as obras de artistas como Matias Ntundo ou Gemuce proporcionam uma revisitação do passado colonial, enquanto os trabalhos de Edson Chagas e Zanele Muholi representam a presença e a questão de estereótipos e atribuições culturais no mundo atual.

A segunda parte da exposição decorre em dois espaços da cidade de Maputo, no Camões – Centro Cultural Português e na Fortaleza de Maputo, e estará patente entre 14 de junho e 27 de julho de 2018. Em Maputo, a exposição passa a incluir dois trabalhos sobre a Namíbia: Towards Memory, de Katrin Winkler, um projeto de vídeo e pesquisa que surgiu de uma colaboração com mulheres da Namíbia que foram enviadas em crianças para a RDA em 1979, aquando da luta da libertação e anti-apartheid no seu país. O segundo trabalho é intitulado Namibia Today, de Laura Horelli, e recorda a edição do jornal homónimo impresso na então RDA.

Em Maputo, são ainda apresentadas obras de Jorge Dias, Maimuna Adam, Gemuce, Dito Tembe, Luís Santos, Matias Ntundo, Iris Buchholz Chocolate, Edson Chagas e Katrin Michel. Através de diferentes meios, da instalação à pintura, passando pela escultura e vídeo, a exposição pretende contribuir para um trabalho de memória sobre o passado comum, bem como para uma reflexão sobre as relações atuais entre África e Europa.

20.07.2018 | by martalanca | Africa, african art, african artist, Art, Book art, Book objects, Conceptual art, contemporary art, diáspora, exhibitions, Found Objects, freedom, Installation, Maputo, migration, mozambique, post colonial

África, os quatro rios, de António Pinto Ribeiro

22.05.2017 | by martalanca | Africa, antónio pinto ribeiro, livro

Africa is / in The Future I Bruxelles 19.05 > 20.05.2017

Deux journées interdisciplinaires qui portent un regard nouveau et décomplexé sur l’Afrique et sa diaspora.

 PointCulture Bruxelles, rue Royale 145 I  Cinéma Nova, rue d’Arenberg 3                    VENDREDI 19 MAI

  • 15h-16h : Fabio Vanin “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” (PointCulture Bruxelles)
  • 16h30-17h30 : Rebel Up ! et NGHE “Afrika Sound” (PointCulture Bruxelles)
  • 18h-19h : Performance OZFERTI (PointCulture Bruxelles)
  • 20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)
  • 22h : Projection « The Tower » (Cinéma Nova)

SAMEDI 20 MAI

  • 14h-15h : Pascale Obolo et Gato Preto « L’afrofuturisme, terrain d’expérimentation esthétique ou outil de déconstruction et d’émancipation ? » (PointCulture Bruxelles - en français/ anglais)
  • 15h30-16h30 : Oulimata Gueye « La science-fiction, une technique d’adaptation » (PointCulture Bruxelles)
  • 17h-18h : Jean-Christophe Servant « L’Afrique, entre futur et avenir » (PointCulture Bruxelles)
  • 19h30 : Table d’hôtes et microboutiek (Cinéma Nova)
  • 20h : Projection « I love kuduro » et « Woza taxi » (Cinéma Nova)
  • 22h : Concert Gato Preto (Cinéma Nova)
  • 00h00 : Rebel Up djset (Cinéma Nova)

PROGRAMME DÉTAILLÉ

VENDREDI 19 MAI

·         15h00 – 16h00 Conférence “African future urban challenges : Luanda and Nairobi” de Fabio Vanin

Quels sont les défis environnementaux et sociaux auxquels les villes de Luanda et Nairobi sont confrontées ? Comment ces deux villes traitent l’idée d’avenir ? Comment les arts et l’utilisation de différents récits nous projettent vers le futur ?

Fabio Vanin est professeur d’urbanisme paysager à la VUB et cofondateur et directeur de LATITUDE Platform for Urban Research and Design. Ses recherches actuelles portent sur les menaces environnementales dans les zones urbaines, en particulier sur l’eau, et sur les modèles urbains émergents en fonction des problèmes de sécurité. Il a également un fort intérêt dans la recherche de la croissance des villes africaines, en particulier dans les pays lusophones.

·         16h30 – 17h30 Conférence “Afrika Sound ” de Rebel Up ! + Médiathèque NGHE

Rebel Up! & la NGHE Mediatheque proposent un voyage personnel et subjectif à travers les sons, ceux du passé et ceux de la musique électronique contemporaine en constante évolution, issus d’Afrique et de la diaspora. À partir de leur expérience et de leur travail singulier, Ils esquisseront les contours de plusieurs mouvements, styles, labels musicaux et autres manifestations culturelles de l’ère numérique, aidés d’une sélection de musiques et de vidéos YouTube. Attendez-vous à une session passionnée alliant faits musicaux et histoires personnelles à une énergie débordante.

NGHE est un espace de découverte et de partage de la musique localisé à Molenbeek. Sous forme d’une médiathèque subjective et ouverte à tous, nous voulons mettre en valeur la singularité musicale de certaines régions du monde et promouvoir le réseaux des labels indépendants.

Rebel Up ! est un collectif bruxellois diffusant des sons innovants, il s’est rapidement imposé comme expert en musique « du monde » folk et urban et en culture alternative globale. En 2010, Rebel Up! insuffle son concept « global » dans la vie culturelle bruxelloise à travers soirées, concerts et festivals.

·         18h00 - 19h00 Performance OZFERTI

Début 2016, après des mois de recherches graphiques et musicales, Florian Doucet se lance en solo et crée OZFERTI son alias venu de la planète NUBIA NOVA. En Mars 2016, il sort l’album ADDIS ABOUMBAP, un mélange envoûtant de Tezeta Ethiopien et de Beats Electronique. Suivrons les albums AFROGRIME vol.I & vol.II, mashups où la puissance de l’Afrobeat Nigérian rencontre le fracas du Grime Britanique. Ozferti accompagne son live de projections vidéo où s’entremêlent les images des légendes de l’Afrique de l’Ouest et des motifs géométriques psychédéliques.

https://soundcloud.com/ozferti

·         20h : Projection « Kin Kiesse » et « Kingelez » (Cinéma Nova)

> Kin Kiesse

Mwezé Ngangura, 1983, CD, 16mm, vo ang st fr, 28’

Ce film “classique” réalisé par Mweze Ngangura, considéré comme le père du cinéma congolais, est un portrait de “Kin la belle quand elle était encore capitale du Zaïre. Tourné en pellicule, couleurs chaudes et superbes, la ville se découvre à travers les yeux de Chéri Samba, peintre populaire, aujourd’hui mondialement reconnu, alors à ses débuts. Quartiers animés, coiffeurs, immeubles, ambiance, on découvre une ville au rythme endiablé dans laquelle la musique, quelles que soient ses formes et ses origines, fait le lien entre des éléments disparates mais vivants. Et tout ceci à l’apogée d’une dictature…

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04.05.2017 | by martalanca | Africa, cinema, Future

Red Africa: power, liberation and the geopolitics of the Soviet Union

Across Africa, the struggle between the forces of capitalism and communism sparked coups, revolutions and political divisions, resulting in a huge impact on Africa’s post-independence landscape. In 1960 Moscow rightly judged anti-colonial fervour to be a good fit with Marxism and Soviet embassies were set up in many African countries. But was there a Soviet strategy for taking over Africa? To what extent was the USSR aware of political structures in Africa and the needs of those countries which it supported? What were the impacts of the Cold War on African national identities?
Speakers: Dr Miles Larmer, University of Oxford, Dr Christabelle Peters, University of Warwick, Dr Meera Sabaratnam, SOAS, University of London. 
Chair: Richard Dowden, Director of the Royal African Society

This event was part of Calvert 22’s Red Africa Season. And It can be listened here.

08.03.2016 | by claudiar | Africa, African History, African Politics, Cold War, Soviet Union

New Maps for Africa?

Seminário “New Maps for Africa? Contextualising the ‘Chinese model’ within the Ethiopian and Kenyan paradigms of Development”, com Prof. Elsje Fourie

09.03.2014 | by martalanca | Africa, maps

No Fly Zone - LISBOA

28.01.2013 | by martalanca | Africa, angola, arte contemporânea

"Rethinking Cosmopolitanism Africa in Europe | Europe in Africa" I Berlim

A Maumaus, o Goethe-Institut Lisboa, a Akademie der Künste e o Institute for Comparative Modernities at Cornell University apresentam “Rethinking Cosmopolitanism Africa in Europe | Europe in Africa”

An International Symposium 
February 2–3, 2013, 10–19h
Akademie der Künste
Pariser Platz 4
Berlin, Germany
Free admission – In English 
Simultaneous translation English/German
www.goethe.de/cosmo     www.adk.de

The two-day conference “Rethinking Cosmopolitanism: Africa in Europe | Europe in Africa” will revisit the intersection of modernity and decolonization. Focusing on the rise of a new international order in the mid-twentieth century and the insufficiency of the classic definitions of modernity, culture, art and politics, the conference will consider the consequences of the historical, cultural, and artistic entanglement of Africa and Europe within the notion of cosmopolitanism.
Cosmopolitanism is conceived here as a metaphor for mobility, migrancy, and co-existence with difference, in opposition to parochialism, xenophobia, fixity, and limited notions of sovereignty. Taking in account its anti-hegemonic and anti-homogenizing potential, cosmopolitanism is perceived as a pursuit of peace through the development of a strong sense of ethics and moral obligation towards other human beings everywhere. The conference will also look at the root causes and consequences of new migrations in Africa and Europe.
An important goal of the conference is to examine the practice of artists who can no longer be classified and located either inside or outside the ‘West,’ or as occupying an in-between space. In re-conceptualizing cosmopolitanism, even the apparently adequate notions of ‘European,’ ‘Western’ or ‘African’ art may no longer be helpful. This conference will consider more adequate definitions of current art practices and their respective ways of envisaging and defining their relationship to distinct, but unevenly connected worlds.
Berni Searle, Enfold from the 'Seeking Refuge' series, 2008. Courtesy of the artist and Stevenson Gallery. Photo by Tony Meintjes.Berni Searle, Enfold from the 'Seeking Refuge' series, 2008. Courtesy of the artist and Stevenson Gallery. Photo by Tony Meintjes.
Program:
Saturday, February 2
Rethinking Cosmopolitanism and the Entanglement of Africa and Europe
Theoretical and Historical Implications
10h Opening Session
Johannes Odenthal | Welcoming Remarks
Joachim Bernauer | About the conference
Salah M. Hassan | Introductory Remarks
10:30h Europe/Africa, and Universal History
Susan Buck-Morss | Hegel, Haiti and Universal History: A Response to the Critics
Siegfried Zielinski | “Means & Seas”
Panel | Tejumola Olaniyan, Manuela Ribeiro Sanches
12:30h Artist Talk (I)
Bahia Shehab | Practicing Art in Revolutionary Times
13h Lunch Break
14:30h Dislocating Africa and Europe
Achille Mbembe | Provincializing France?
Manuela Ribeiro Sanches | Decolonizing Post-National Europe: Some Thoughts on Nationalism and Cosmopolitanism
Panel | Fatima El Tayeb, Jeanette S. Jouili
16:30h Coffee Break
17h Europe: From Modernism to Postcolonialism

Hans Belting | When was Modern Art? The Museum of Modern Art and the History of Modernism
Fatima El Tayeb | European Others: Whiteness and Racial Violence in Colorblind Europe
Panel | Susan Buck-Morss, Achille Mbembe
Sunday, February 3
Africa in Europe | Europe in Africa
Cultural and Artistic Practices and the Politics of Representation
10:30h Rethinking Cosmopolitanism: Cultural and Artistic Practices
Sandy Prita Meier | East African Cosmopolitanism as the Space Between
Tejumola Olaniyan | Cosmopolitan Interest Rates: An Itinerary
Panel | Elisabeth Giorgis, Salah Hassan
12:30h Artist Talk (II)
Berni Searle | On Cosmopolitanism, Xenophobia and Migration: An Artist’s Journey
13h Lunch break
14:30h Rethinking Cosmopolitanism: Visual and Performing Arts
Salah Hassan | Rethinking Cosmopolitanism: Is ‘Afropolitan’ the Answer?
Jeanette S. Jouili | Fashioning cosmopolitan citizens in Britain: Islam and Urban culture after Multiculturalism
Panel | Leonhard Emmerling, Peter Weibel
16:30h Coffee break
17h Curating Africa in Europe/Europe in Africa
Selene Wendt | Africa in Oslo: Bringing Afropolitanism to the Polar Circle
Elisabeth Giorgis | Re-thinking Ethiopian Modernism
Panel | Jürgen Bock, Elvira Dyangani Ose
19h Closing Session
Salah Hassan
The symposium is coordinated by Salah M. Hassan in collaboration with Joachim Bernauer and Jürgen Bock. It is organized by the Goethe-Institut (Lisbon) in collaboration with the Akademie der Künste (Berlin), the Maumaus School of Visual Arts (Lisbon), and the Institute for Comparative Modernities (Cornell University), with the support of Allianz Cultural Foundation.

21.01.2013 | by martalanca | Africa, cosmopolitanism, europe

“Linking Culture and Development in Africa” call for papers:

Panel 69  European Conference African Studies (ECAS) in Lisbon 2013.

convenor Raquel Freitas (Centre for Research and Studies in Sociology, University Institute of Lisbon (CIES, ISCTE-IUL)

To submit a paper follow the link here

This panel explores the link between culture and development in Africa, in a world that is marked by increasing but unsustainable consumerism. We invite papers that address policies linking culture and development in Africa and the dynamics of decision-making between different actors involved.

The importance of linking culture and development has been recognised with increasing emphasis in the past few years. This acknowledgement derives essentially from the fact that the cultural and creative sectors represent 3.4% of global GDP, while receiving only 1.7% of international development aid.

UNESCO is actively deploying an agenda of mainstreaming culture into development and pursuing the goal of introducing culture as a priority in a post-2015 UN Development Agenda.

There are different interpretations as to how this link can be operationalized, bearing different implications. Essential cleavages reside in the broad or restricted conception of culture, and in the instrumental or intrinsic values of culture. Artists are likely to value the restricted conception that highlights the intrinsic value of culture, associated with art as an end in itself, while policy-makers may be more concerned with a broad notion of culture and how it can be a means to achieve an end, i.e., in this case the objective of contributing to development.

The panel welcomes contributions that address these hypotheses as well as the dilemmas surrounding these various interpretations of culture and how different actors, including policy-makers, donors, civil society, citizens in Africa espouse these or other positions regarding the link between culture and development. We would also welcome papers that include, for example, the perspective of African migrant artists: how they see this link and to what extent they are keen on and able to contribute to the policy debate in their countries of origin.

13.01.2013 | by martalanca | Africa, desenvolvimento

Trailer de "Garibous" - documentário

Está disponível no Youtube o trailer do documentário Garibous. Com a direção do brasileiro Denis Franco Goedert, o registro traz imagens impactantes e entrevistas sobre a realidade de pobreza e escravidão das crianças e jovens do oeste africano.

Filmado em Burkina Faso, um dos países mais pobres do mundo, o longa metragem nos mostra o cotidiano de crianças escravizadas.  Esses menores são doados por seus pais a tutores chamados Marabus com a promessa de cuidado emocional e físico: comida, saúde e hospedagem. A realidade, porém, é bem diferente. Os Garibus passam o dia mendigando, com restrito acesso à alimentação e condições sub-humanas de moradia, além de serem responsáveis por sua propria sobrevivência.

Mal vestidos, sujos e de chinelos, os pequenos escravos circulam pelas ruas das cidades tentando coletar o valor exigido por seus tutores, cerca de R$1,50, e temendo os castigos físicos violentos caso falhem. “Há uma fala de um ex-garibous que diz que o pior de tudo é que não há ninguém para te consolar”, comenta o diretor Denis Franco Goedert que se comoveu com o sentimento de solidão vivido por eles.


Lançamento do documentário previsto para março de 2013.

Estima-se que mais de 2 milhões de crianças e jovens vivam nessa situação. Por isso, várias ONGs e grupos humanitários trabalham para denunciar essa  realidade para que as leis que resguardam os direitos das crianças e adolescentes sejam cumpridas.

Contactos | Info:
facebook
Malu Nogueira | Tel: 11 5095-3867 | E-mail: mnogueira@fundamento.com.br
Nathalia Nakaza | Tel: 11 5095-3898 | E-mail: nnakaza@fundamento.com.br

08.01.2013 | by herminiobovino | Africa, Burkina Faso, documentário