Carregar o mundo nos cabelos: T'Ayó, o Musical

Carregar o mundo nos cabelos: T'Ayó, o Musical Há ainda quem questione a importância da representatividade. É chover no molhado, mas vale repetir que, certamente, essas são as pessoas que sempre se viram pelas revistas, filmes e novelas; cuja pele está no sinônimo estrutural daquela palavrinha: beleza! É, também, dizer do óbvio, mas vale repetir que é justamente na infância que construímos os significados do que é desejável, confiável, do que é ser bom e que esses adjetivos estão historicamente associados às pessoas brancas.

Mukanda

27.07.2016 | por Daisy Serena

A literatura angolana, o poder, a resistência e a vida

A literatura angolana, o poder, a resistência e a vida Dois relatórios da PIDE, de Março de 1966 e 1967, são bem reveladores do poder da literatura, tal como era protagonizada por Luandino. Apesar de se encontrar preso, ter suscitado uma onda de repressão, violência e censura, em 1965, quando lhe foi concedido o prémio da Sociedade Portuguesa de Escritores, a obra de Luandino, ao lado da de outros escritores angolanos, continuava a ser um instrumento de poder ao serviço dos que procuravam resistir à dominação colonial.

A ler

19.04.2016 | por Diogo Ramada Curto

Entrevista a Elikia M'Bokolo

Entrevista a Elikia M'Bokolo Os “afrodescendentes” que se encontram na América, nas Antilhas, na Europa e na Índia, são os conservadores de valores do continente africano, por via da religião, dos sentimentos de solidariedade, da visão do futuro, das resistências. Nas minhas aulas de história africana, no que diz respeito à Diáspora africana, considero que a África de fora joga um papel muito importante para o interior do continente. Na década de 1950 e 1960, nota-se que a Diáspora, de fora e a do interior do continente, tiveram uma forte ligação.

Cara a cara

11.03.2016 | por Cláudio Fortuna

Jogos Sem Fronteiras #2 – espaços de resistência e práticas de invenção

Jogos Sem Fronteiras #2 – espaços de resistência e práticas de invenção Devendo o seu nome ao programa de televisão Jeux Sans Frontières, a mais longa co-produção da história da televisão Europeia, a acção desta plataforma – sem fronteiras de linguagens – tem-se pautado pelo seu carácter situado e relacional, em articulação estreita com o contexto e o momento histórico em que ocorre. Neste quadro, tem vindo a privilegiar uma abordagem curatorial e de convite/encomenda à realização de trabalhos artísticos e teóricos (que por vezes se traduz numa abordagem editorial) temática, agrupando sob conjuntos de ideias-chave uma série propostas que incluem muitas vezes a criação de conteúdos originais, em diversos suportes – e sua posterior tradução e itinerância. REVISTA JSF#2

Jogos Sem Fronteiras

07.03.2016 | por Ana Bigotte Vieira, Nuno Leão e Sandra Lang

Jogos Sem Fronteiras: it's a knockout!

Jogos Sem Fronteiras: it's a knockout! O mundo rebenta pelas costuras, tomando a expressão em sentido literal: hipótese que não pretende ser sociológica nem crítica mas prática, imediata e evidente. A essas costuras, que rebentam permanentemente e à vista desarmada, JSF chama “fronteiras”. Não apenas aquelas que repudiam o estranho e o estrangeiro que esperamos manter afastado do nosso espaço exclusivo e territorial; mas ainda as que definem uma única crise, de tudo e por todo o lado.

Jogos Sem Fronteiras

29.10.2015 | por vários

Poesia como reacção

Poesia como reacção Arnaldo Santos é autor de dois livros editados pela Casa dos Estudantes do Império na década de 60, apesar de nunca ter estudado em Portugal. O escritor recorda os tempos em que nas férias levou mensagens de Lisboa para Paris, fazendo a ponte entre Amílcar Cabral e Mário Pinto de Andrade que urdiam as independências africanas.

A ler

13.11.2014 | por Joana Simões Piedade

“Era um movimento realmente espontâneo e essa foi a sua força”

“Era um movimento realmente espontâneo e essa foi a sua força” Antes, pai e filha não se entendiam. “Não comunicávamos. Ela comunica pelo computador e eu não percebia. Não conseguia compreender que viesse a casa e passasse 20 horas em frente ao computador e quatro a dormir. A ditadura também abriu um fosso entre gerações. Agora reencontrámo-nos.”Para Sadok, “recusar ser corrompido já era uma forma de resistência”. A filha decidiu fazer mais e resistir através da Internet. Agora, o pai agradece-lhe.

Vou lá visitar

26.01.2011 | por Sofia Lorena