Arriscar aquilo que abre caminhos, entrevista a António Pinto Ribeiro

Arriscar aquilo que abre caminhos, entrevista a António Pinto Ribeiro Uma determinada expressão cultural resulta de uma expectativa que um grupo tem em relação à cultura e ao mundo mas também na sua carga hereditária, naquilo que os anglo-saxões chamam e bem heritage. Naturalmente que, por tradição ou expectativa, muitas destas culturas e grupos entram em conflito. Pode ser produtivo, desde que se assuma isso como algo normal que faz parte da democracia. À medida que há negociação entre grupos e expressões culturais, onde a intervenção na cidade, a política e questões sociais não podem ser substituídos pela cultura, encontram-se numa situação democrática e rica. As produções culturais devem traduzir isto.

Cara a cara

02.05.2011 | por Marta Lança

Bety e os “pikinoti” dançam por um mundo melhor

Bety e os “pikinoti” dançam por um mundo melhor “52 histórias” é um livro ilustrado evocando uma agenda perpétua onde, ao longo de 52 semanas, sucedem-se 52 histórias, rostos, direitos, geografias de coragem, dignidade, mas também de privação e de injustiça. “52 histórias” integra a colecção “Arquipélago” da ACEP, que procura novas abordagens de comunicação com a sociedade portuguesa para combater estereótipos e desocultar pessoas e iniciativas que geram mudanças no mundo de que somos parte.

Palcos

16.11.2010 | por Rita Vaz da Silva

O sentido do afecto

O sentido do afecto Ana Clara Guerra Marques, coreógrafa e directora artística deste espectáculo inédito no nosso ambiente cultural, arrumou um conjunto bem uniforme e bem contrastante de meios humanos e técnicos para levar ao palco um ritual de dança sagrado e ao mesmo tempo profano, já que conseguiu unir no mesmo gesto rítmico o espírito da máscara e a química inefável da sombra.

Palcos

06.06.2010 | por José Luís Mendonça

O sincretismo de Gregory Maqoma

O sincretismo de Gregory Maqoma Gregory Maqoma, bailarino e coreógrafo sul-africano, utiliza a sua origem para a construção de uma identidade artística. “Beautiful Me”, coreografia apresentada em Luanda (2009) numa interpretação a solo, traduz as suas preocupações sobre a sociedade sul-africana e os poderes político nos destinos do mundo.

Cara a cara

25.05.2010 | por Joana Simões Piedade

Dança contemporânea africana: uma oposição criativa às imagens estereotipadas da africanidade

Dança contemporânea africana: uma oposição criativa às imagens estereotipadas da africanidade De que modo a dança africana e a corporalidade considerada africana são usadas enquanto meio estético em práticas culturais comuns à Europa? Que imagens da dança e performance africanas são criadas pelo discurso europeu? Na perspectiva africana, aborda-se as (re)acções e escolhas individuais dos bailarinos e coreógrafos africanos face a vários desafios. Terá o discurso europeu grande influência nas decisões dos bailarinos e coreógrafos africanos?

Palcos

23.05.2010 | por Nadine Siegert