Historiador João José Reis vence o Prêmio Machado de Assis

 Foto Nós Transatlânticos Foto Nós TransatlânticosO historiador baiano João José Reis, considerado referência mundial para o estudo da História e da escravidão no século 19 no Brasil, é o vencedor do Prêmio Machado de Assis, concedido anualmente pela Academia Brasileira de Letras a um intelectual pelo conjunto da obra. Reis ganhou R$ 100 mil.

A entrega será feita no Salão Nobre do Petit Trianon, no dia 20 de julho, durante as comemorações pelos 12 anos da fundação da ABL.

Formado em História pela Universidade Católica de Salvador, João José Reis tem mestrado e doutorado pela Universidade de Minnesota e diversos pós-doutorados, que incluem a Universidade de Londres, o Center for Advanced Studies in the Behavioral Sciences, da Universidade de Stanford, e o National Humanities Center. Também foi professor visitante das seguintes universidades: Universidade de Michigan, Universidade Brandeis, Universidade de Princeton, Universidade do Texas e Universidade de Harvard.

30.06.2017 | por martalanca | escravidão, josé reis, prémio Machado de Assis

Memórias do Esquecimento

This film, shot in 2008, explores how memory of slavery intersects with life experience, black affirmation and urban reconversions in contemporary Rio de Janeiro. Despite the central place that Rio de Janeiro played in the Atlantic slave trade until the end of the 19th century, traces of this past have for long looked hidden in the urban landscape. This forgetting is not simply a random phenomenon, it also relates to the myth of racial democracy as an ideal that has actively tried to downplay racial inequalities in Brazil in the name of national mixture. Albeit little visible, the memories of a slave past are not deleted completely. They emerge ambiguously, but also powerfully, in the daily life of Tia Lúcia and Alder, the main characters of this film.

19.11.2013 | por martalanca | escravidão, Rio de Janeiro

Revista (In)Visível na área - nº 1 ESCRAVIDÃO

Nesta edição propomos ampliar a perspectiva sobre a escravidão. Nossa intenção é escapar das visões amarradas no tempo histórico. Procuramos alargar o olhar sobre os diferentes enquadramentos teóricos e populares que têm dominado e marginalizado as interpretações deste fenômeno. A proposta é tratá-lo sem delicadezas etimológicas para que os leitores e leitores se deparem com um percurso mais desnudado em relação à dureza empírica do seu significado social.

(o Buala colaborou com este número) Boa leitura! Liberte a sua edição aqui.

PRÓXIMA CHAMADA: LOUCURA

Desamarremos as camisas de força. Curto circuitos nos tratamentos de choque. Convoca-se a todxs: artistas, dentistas, puristas, sociólogxs, ginecologistas e urologistas, filósofxs, arquitetxs, matemáticxs, amigxs ou inimigxs de Foucault, gente do time de Goya ou do de Baby do Brasil. O que queremos é enlouquecer em diferentes linguagens. Afinal, vivemos para debater, para relacionar, para rasgar os jornais do dia e para denegrir a normalidade das coisas. Gritar na biblioteca, nos hospícios. Loucura a sério em fotografia, imagens, artigos, reportagens e na insanidade que vier.

Prazo limite para receção de trabalhos: 20 de Janeiro de 2013

Comunicação de aceitação: 20 de Fevereiro de 2013.

Consulte as normas para envio aqui.

15.01.2013 | por martalanca | escravidão, loucura

AfrikPlay - Filmes à Conversa | ISCTE-IUL

27 Junho | 18h00 às 19h00 | Auditório B103, Ed. II - ISCTE-IUL


YESTERDAY SLAVES: DEMOCRACY AND ETHNICITY IN BENIN (Camilla Strandbjerg e Eric Hahonou.29’, 2011) Com Pedro Osório (FCSH-UNL)


“A escavidão, emancipação, democracia, cidadania e grupos étnicos são alguns dos tópicos focaods neste filme. FIlmado no norte do Benin, o filme desenha o longo caminho para a liberdade de um homem. A sua trajectória pessoal, simultaneamente particular e arquetípica, demonstra como os Gando, um grupo socialmente marginalizado, agarrou a oportunidade de aceder à representação política e à cidadania durante a recente implementação da descentralização democrática no país. Como nos é explicado por um Presidente de Câmara e seus conselheiros, a trajectória dos Gando em direcção ao poder e cidadania teve início numa mobilização em torno de uma identidade Gando, através de moviemtnos sociais e culturais. O documentário revela o processo universal e complexo da construção de identidades colectivas.”

http://rucforsk.ruc.dk/site/en/publications/les-esclaves-dhier%281d125221-0f90-479d-85e5-dffd03b9cef8%29.html
http://afrikplay.wordpress.com/https://www.facebook.com/AfrikPlay

 

27.06.2012 | por martacacador | escravidão, filmes á conversa. Afrikplay, ISCTE

África mais acessível no Instituto de Estudos Brasileiros

O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) começou a disponibilizar na internet livros e documentos raros sobre a África produzidos do século 16 ao 19.

O projeto Brasil África, que tem apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, já construiu a base de dados sobre os documentos para facilitar a pesquisa detalhada das referências e começa a digitalizar imagens.

De acordo com a Márcia Moisés Ribeiro, pesquisadora do IEB e coordenadora do projeto, o objetivo é permitir o acesso a livros e documentos raros sobre o continente africano.

“O IEB possui uma das mais importantes bibliotecas de livros raros de São Paulo. A ideia foi construir um banco de dados para reunir informações sobre esses documentos e obras que, em seguida, serão digitalizados e disponibilizados”, disse à Agência FAPESP.

Márcia atualmente desenvolve o projeto de pesquisa “Medicina e escravidão nas dimensões do universo colonial: a América portuguesa e o Caribe francês no século 18”, que será concluído no fim do ano.

O site já conta com informações detalhadas sobre cada documento selecionado. “Há dados sobre autor, obra, data e local da publicação. A base de dados traz também um breve resumo de cada documento indicado”, explicou.

É possível encontrar documentos que envolvem as mais diversas áreas sobre o continente, como história, geografia, medicina, religião e temas relacionados ao tráfico de escravos.

“São livros raros de viagem, de medicina, sobre a fauna e flora, além da história e das religiões africanas. Sobre a escravidão, há assuntos relacionados ao comércio e tráfico negreiro, como condições da travessia desses escravos, entre outros temas”, disse Márcia.

O processo de digitalização dos documentos da base de dados foi iniciado em maio e a previsão é que até o fim deste ano todas as obras estejam disponíveis no site.

A pesquisadora estima a existência de cerca de 600 documentos e livros raros sobre a África nas várias coleções do IEB. “Até agora trabalhamos apenas com os documentos da biblioteca do IEB, que tem cerca de 300 documentos que já estão no banco de dados, mas ainda não disponíveis na versão digital, que será disponibilizada em julho. A próxima etapa será a documentação do arquivo, no qual se encontram os manuscritos”, destaca.

Nos manuscritos há diversas correspondências entre governantes da África e governadores das capitanias brasileiras. “É uma documentação rica, sobretudo porque muitos são documentos únicos”, disse Márcia.

Divulgar e preservar

De acordo com a historiadora, a ideia surgiu a partir de sua própria pesquisa. “Trabalho com história da medicina e escravidão no período colonial e, ao ter contato com o material no IEB, percebi que o instituto guardava documentos e livros importantes para historiadores”, contou.

Grande parte dos temas envolvendo o continente africano, segundo ela, era estudada principalmente pela relação com a escravidão. “Mas, nas últimas décadas, outros temas relacionados à África têm despertado interesse de pesquisadores. A história do continente, por exemplo, só passou a ser obrigatória como disciplina há cerca de dez anos, nos programas das universidades. Mas ainda é restrita, quando comparada com a história da América, por exemplo”, destacou.

Márcia salienta que, ao ampliar o acesso a textos e imagens raras – com possibilidades de impressão –, será possível estimular os estudos de forma geral sobre o continente.

“Além de democratizar o acesso pela internet, a digitalização é uma forma de preservar as obras raras, evitando o manuseio excessivo e desgaste”, disse.

 

Alex Sander Alcântara

Mais informações aqui.
 

07.07.2010 | por martalanca | África-Brasil, escravidão, Instituto de Estudos Brasileiros