Ciclo de cinema moçambicano no Consulado de Portugal - MACAU

A Associação dos Amigos de Moçambique, que completou no passada sexta-feira, dia 16, vinte anos de existência, vai organizar alguns eventos para celebrar a efeméride. Para além dum ciclo de cinema que decorrerá no Consulado Geral de Portugal, entre os dias 26 e 29 deste mês e que contará com a presença de três convidados de Moçambique entre eles dois realizadores de cinema, Natércia Chicane e Júlio Silva, no dia 30/11, será lançado no clube C&C, pelas 18h30, o livro do investigador etnomusicólogo, produtor e realizador Júlio Silva “Instrumentos Tradicionais de Moçambique”. O ciclo de cinema, com abertura marcada para as 18h00, de dia 26, inaugura com o filme de Mickey Fonseca e Pipas Forjaz, “ O lobolo”, às 18h15.

22.11.2012 | por martalanca | Cinema Moçambicano

'DINA' vence 6º prémio internacional

A curta-metragem ‘DINA’ consolida-se como o filme Moçambicano de ficção com mais prémios internacionais ao vencer a categoria Prix de l’Organisation Internationale de la Francophonie du meilleur court-métrage, Afrique Connexion, no Festival Internacional de Cinema Vues d´Afrique. A 28ª edição deste Festival de filmes de África e das Caraíbas decorreu entre 27 de Abril e 6 de Maio de 2012, em Montreal, no Canadá.
Este é o 6º prémio internacional arrecadado por ‘DINA’, um emocionante filme sobre o impacto da violência doméstica contra a mulher na sociedade e na família. Outros prémios ganhos por ‘DINA’ incluem: Special Jury Prize no Fest’Afilm - Festival Lusófono e Francófono de Montpellier, França; Melhor Curta-Metragem no Internacional Images Film Festival (IIFF), Zimbabué. O filme foi ainda premiado como melhor curta-metragem nos festivais internacionais de cinema da Nigéria (AMAA), Burundi (FESTICAB), e Camarões (Écrans Noirs).

‘DINA’ conta a história de uma adolescente de 14 anos cuja vida sofre profundas mudanças depois de descobrir que está grávida. No tribunal, Fauzia enfrenta Remane pela última vez. Foi escrita e realizada pelo jovem Moçambicano Mickey Fonseca.
A ‘curta’ integra uma série de 4 filmes Moçambicanos retratando a problemática da violência baseada no género, e especificamente a violência doméstica contra a mulher. A série foi produzida por Pipas Forjaz e Mickey Fonseca (Mahla Filmes) para a organização não-governamental N´weti Comunicação para Saúde, em 2010, com financiamento da Embaixada do Reino dos Países-Baixos.

Para assistir a ‘DINA’ entre em: http://www.mahlafilmes.com/mahlaefilmdina.html

10.05.2012 | por martacacador | cinema, cinema africano, Cinema Moçambicano, prémios internacionais

Um Agosto de Cinema na Universidade Eduardo Mondlane - Maputo

Prezado(a),

Reafirmando a intenção de fazer do mês de AGOSTO, um mês para o cinema nacional na FLCS (Faculdade de Letras e Ciências Sociais) da Universidade Eduardo Mondlane, anunciamos o Ciclo de Cinema Moçambicano 2011 FLCS, um espaço onde se pretende confluir ideias em torno do cinema e outras áreas, desta vez com a reflexão em torno das artes e da Cultura.

Olhando a produção audiovisual nacional, podemos perceber uma quantidade considerável de vídeos que se relacionam com a produção artística ou biografias de artistas nacionais, especialmente na área da música, das artes plásticas, da dança e algumas peças elaboradas no formato videográfico em sí (…).

Acreditando no poder do Cinema e do Audiovisual como provocador destas reflexões, propõem-se um Ciclo de Cinema Moçambicano de 2011 voltado para um olhar para as Artes, seus fazedores e organizadores, para a Cultura, como esfera de encontro de hábitos e costumes de diferentes identidades e para o debate entre as duas esferas, muitas vezes confundidas, entre outras razões, pela falta de esclarecimentos.

Com isto, formula-se o tema “ARTE E CULTURA: Arte ou Cultura?” para preencher o mês de Agosto de cinema na FLCS, dando continuidade ao programa iniciado no ano de 2010.

Departamento de Comunicação e Imagem/Secção de Artes e Desporto
Faculdade de Letras e Ciências Sociais/ Universidade Eduardo Mondlane - Campus Principal

09.08.2011 | por martamestre | Cinema Moçambicano, Universidade Eduardo Mondlane

"DINA", de Mickey Fonseca, ganhou o prémio de Melhor Curta Metragem do Festival FESTICAB 2011, no Burundi

When Dina (14 yrs) falls pregnant, Fauzia(mother), begins to understand that Remane’s(husband) violent behavior has reached extreme heights. After a big fight that leaves Fauzia in the hospital, Dina convinces her mother to open a case against her father. In court Fauzia confronts Remane for the last time.

Quando Dina, a filha de 14 anos engravida, Fauzia compreende que a violência de Remane, seu esposo, atingiu novos limites. Com a mãe hospitalizada depois de uma terrível cena de violência física, Dina convence-a a  denunciar Remane à Polícia. No tribunal Faizia enfrenta Remane pela última vez. 

O filme “DINA” ganhou no dia 7 de Maio de 2011, o prémio de Melhor Curta Metragem do Festival FESTICAB 2011, em Bujumbura no Burundi.

O filme “DINA” ganhou no dia 27 de Março de 2011, o premio de Melhor Curta Metragem de Africa para 2010, no African Movie Academy Awards, na Nigeria

O filme “LOBOLO” ganhou no dia 4 de Março de 2011, o premio Especial do Jury no 22’ FESPACO em Ouagadougou..

Obrigado a todos que ajudaram a fazer estes filmes.

DINA foi escrito e realizado por Mickey Fonseca, e O Lobolo, escrito por Emidio Josine e realizado por Michele Mathison.

Os filmes foram produzidos pela Mahla Filmes lda, e financiados pela embaixada do reino dos Paises baixos, Holanda, e que fazem parte de um projecto da N’weti.

CAST

Dina - Nelsia Laquine

Fauzia - Esperança Naiene

Remane - Tomas Bie

Fatima - Francilia Jonaze

Policia - Hildizino Boa

Juiz - João Antonio

Enfermeira - Tania Antonio

Amigo - Timoteo Maposse

mais info

08.05.2011 | por martalanca | Cinema Moçambicano, Dina, Mickey Fonseca

Mickey Fonseca em entrevista à RDP- DINA- melhor curta metragem africana

Veja aqui o cineasta moçambicano    
     
     
 


01.04.2011 | por martalanca | Cinema Moçambicano

EU SOU ÁFRICA - 8º episódio CAMILO DE SOUSA - MOÇAMBIQUE

sabado, dia 26 de março, às 19h na RTP2

 

CAMILO DE SOUSA, cineasta, nasceu na antiga Lourenço Marques (Maputo), em 1953, e cresceu na Mafalala, bairro de Craveirinha e Eusébio, no início da periferia de Maputo. Sobrinho da poetisa Noémia de Sousa, aprendeu em casa a construir uma consciência política e na rua que a cidade se demarcava consoante a cor da pele e a posição social. Guerrilheiro na luta pela Independência de Moçambique, militante da FRELIMO, marcou-o profundamente o que veio depois da guerra e que o leva a abandonar o partido. Com o projecto de cinema móvel - que cobre todo o território moçambicano - e o jornal de actualidades Kuxakanema, com o trabalho no Instituto Nacional de Cinema (onde encontra JL Godard, Jean Rouch e nasce toda a geração dos que hão-de fazer cinema em Moçambique), e mais tarde com a Ébano, a produtora onde continua a praticar o seu “cinema de resistência”, Camilo de Sousa reencontrou no cinema o caminho da luta por uma sociedade mais justa. É membro fundador e vice-presidente da Associação Moçambicana de Cineastas, criada em 2003. 

maputo visto de catembemaputo visto de catembe

Camilo de Sousa tem um ritmo só dele, maneira de contador de histórias (e tem sempre uma na manga). Acompanhado pela filha Camila, leva-nos a conhecer o bairro da Mafalala, habitado por macuas, rongas e changanas, pessoas das ilhas do Índico e muitos outros. Foi nessa mistura de gente, na fronteira da cidade de cimento com o subúrbio, que Camilo cresceu e logo percebeu que Maputo tinha dois mundos bem distintos, consoante a cor da pele e a posição social. Fala-nos do tempo colonial, da militância na FRELIMO e da formação de guerrilha em Cabo Delgado, a norte. Da guerra, marcou-o o que veio depois, e questiona o que fica das revoluções no funcionamento normal das sociedades. “Nem todos estávamos de acordo com o que se implementou depois da independência”, tempo de clivagens e aspectos mais nebulosos, desilusão que culmina nos dias de hoje, em que “os pobres estão cada vez mais pobres e os ricos mais ricos”. Lembra as originais expressões de Samora Machel, que já denunciava “é preciso matar o crocodilo quando ainda está no ovo.” Leva-nos de visita ao Instituto Nacional de Cinema, criado após a Independência, “onde nasceram todos os que fazem cinema em Moçambique”. Ali reside em formato de película a memória do país e o muito que foi registado da sua história. Fala-nos do projecto de cinema móvel, do jornal de actualidades Kuxakanema, e leva-nos à Ébano, a produtora onde, com muitos companheiros de jornada, de Isabel Noronha a Licínio de Azevedo e ao filho, Karl Sousa, continua a praticar o seu “cinema de resistência”.

 

 

23.03.2011 | por martalanca | camilo de sousa, Cinema Moçambicano

NSHAJO (O JOGO) de Raquel Schefer

Entre 1957 e 1959, o antropólogo Jorge Dias, uma das figuras maiores da etnografia colonial portuguesa e da corrente luso-tropicalista, realiza, sucessivamente, três estudos de campo no Planalto dos Macondes, no Norte de Moçambique. O material recolhido daria origem à extensa monografia Os Macondes de Moçambique (1964-70), uma das obras fundamentais da antropologia portuguesa.
Em 1959, aquando da terceira expedição a Moçambique, Jorge Dias permanece durante alguns dias na residência da minha família, no Mucojo, onde o meu avô era então administrador de posto.
Nshajo (O Jogo) entrelaça o relato de um episódio prosaico da estadia de Jorge Dias no Mucojo com uma tentativa de reflexão visual sobre a representação antropológica e os processos de observação empírica, comparação, imitação e aculturação. Linhas de continuidade são traçadas entre sistemas de representação e imaginários paroxísticos através da combinação de um filme antropológico apócrifo com imagens de arquivo documentais de Moçambique.

Raquel Schefer

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26.10.2010 | por martalanca | Cinema Moçambicano, Raquel Schefer

A indústria do cinema descobre Moçambique

Afrol News

 

La industria cinematográfica parece haber descubierto el potencial de Mozambique. ‘Margarida’ y ‘A república di mininus’ son los dos nuevos largometrajes que acaban de comenzar estos días sus rodajes en Mozambique. Ambas son coproducciones entre Mozambique, Portugal y Francia.
‘Margarida’ es una película de Licinio de Azevedo, escritor y realizador de origen brasileño y residente en Mozambique desde 1977, con la producción de las Ebano Multimedia (Mozambique), Ukbar Films (Portugal) y Liaison Cinématographique (Francia).
“Margarida es una película sobre el destino”, adelanta Azevedo, que escogió la capital de Mozambique, Maputo, y el distrito de Sussundenga para el rodaje de la película. “Necesitaba un denso bosque y un río donde la gente pudiese tomarse un baño”, dijo Azebedo en declaraciones al semanal independiente mozambiqueño ‘Savana’. La película es de realización mozambiqueña, producida por Peter Pepper, en coproducción con Ukbar Filmes y Liaison Cinématographique.
“Mozambique, 1975. Después de 500 años de colonización portuguesa, los mozambiqueños izan su bandera por primera vez. Es un momento de gran emoción, grandes expectativas, pero también una mirada hacia su futuro próximo. Los cambios de política no son sólo cosméticos. Es necesario transmitir a la gente que vivía en las zonas ocupadas por las potencias coloniales una nueva manera de ver la vida, un nuevo enfoque político sobre el país, lo que inevitablemente significa un cambio radical en los hábitos y comportamientos, aceptar una forma de relación entre Mozambique y el mundo”, explica Licinio Azevedo.
Entre las obras de LÍcinio de Azevedo, destacan ‘La Guerra del Agua’, (Mozambique, 1996), ‘Desobediencia’ (Mozambique, 2002), ‘El Gran Bazar’ (Mozambique, 2005). Además de haber obtenido numerosos premios internacionales, es el fundador de la productora mozambiqueña Ebano Multimedia.
Por su parte, el largometraje ‘A república di mininus’, del director Flora Gomes, de Guinea Bissau, está producida por Filmes do Tejo (Portugal) y Les films de l’ Aprés Midi (Francia), en colaboración con Ebano Multimédia (Mozambique).
“Como cineasta, me siento como si estuviera en un columpio que se balancea por África. A veces, cuando recorro toda su amplitud de un extremo a otro, agitado por los acontecimientos, mi punto de vista sobre este continente se vuelve irónico, escéptico, y quiero huir. ¿Pero a dónde?”, fueron las palabras de Flora Gomes, que eligió Mozambique para realizar su último trabajo, ‘A república di mininus’.
‘A república di mininus’ es una historia que no pretendo que parezca plausible. Es una historia que suscita a la reflexión y a la risa, concluye Gomes en declaraciones a ‘Savana’.
Flora Gomes, nacido en Cadique, Guinea Bissau, en 1949, es pionero del cinde de Guinea Bissau y uno de las más representativos cineastas africanos. Es conocido por su modo original de trazar retratos africanos recurriendo al mito y a la historia actual, en una fusión de elementos con delicada carga poética y fuerte sentido universal.
Gomes comenzó su filmografía con el documental ’ O Regresso de Cabral’ (1976), al que le siguieron obras como ’ A Reconstrução’ (1977), ‘Mortu Nega’ (1987), ‘Os Olhos Azuis de Yonta’ (1992), ‘A máscara’ (1994), ‘Nha Fala’ (2002), y ‘As duas faces da Guerra’ (2007), entre otras obras.
El rodaje de estos dos proyectos en Mozambique de desarrollará entre los meses de abril y junio, representando un momento para reflexionar sobre el potencial de crecimiento que Mozambique puede alcanzar como espacio privilegiado para la realización de grandes producciones cinematográficas que generan, no sólo notoriedad, sino que contribuyen también al aumento de puestos de trabajo, desarrollo profesional y crecimiento económico.
© afrol News

26.06.2010 | por martalanca | Cinema Moçambicano, Flora Gomes, Licínio de Azevedo, Moçambique

Cinema Moçambicano na Universidade do Algarve

28 de Maio, 18h Anfiteatro 1.4 do CP - Campus da Penha João Ribeiro, realizador moçambicano, apresentará a palestra - “Os Três actos do Cinema Moçambicano: Passado, Presente e Futuro”. Seguidamente, será exibida a curta-metragem “O Olhar das Estrelas” (2002, Fic., 25’), parte de uma série de cinco adaptações cinematográficas de histórias do escritor Mia Couto. 

 

João Ribeiro licenciou-se em Realização e Produção Cinematográfica e de Televisão na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San António de Los Banõs (Cuba). Trabalhou para o INC (Instituto Nacional de Cinema) de Moçambique. Dirigiu várias curtas-metragens e foi director de produção em Moçambique do filme Blood Diamond de Edward Zwick. É o actual director da TIM (Televisão Independente de Moçambique). A sua mais recente longa-metragem “O último voo do Flamingo”, baseada no livro homónimo de Mia Couto, estreou na semana passada no Festival de Cannes no Pavillon de Monde e ainda em Espanha, no VII Festival de Cine Africano Tarifa (ver na secção Vou Lá Visitar) no passado domingo.

26.05.2010 | por mariapicarra | Cinema Moçambicano, João Ribeiro, Mia Couto, Moçambique, O olhar das estrelas