Patrice Lumumba e o Neocolonialismo, a soberania africana em causa

Patrice Lumumba e o Neocolonialismo, a soberania africana em causa O contexto contemporâneo é diferente, os atores multiplicaram-se e o próprio Estado congolês atravessou transformações significativas. Contudo, a questão central colocada por Lumumba, de quem controla os recursos e em benefício de quem, mantém-se atual. A sua memória persiste não apenas como símbolo anticolonial, mas como uma interrogação política ainda em aberto sobre soberania e autonomia africana no século XXI.

A ler

06.03.2026 | por Pedro Oliveira

Patrice Lumumba, 60 Anos Depois

Patrice Lumumba, 60 Anos Depois No dia 30 de junho de 1960, na cerimónia de proclamação de independência do Congo, houve três discursos: do rei Baudouin da Bélgica, antiga potência colonizadora, do Presidente do Congo, Joseph Kasavubu, e de Patrice Lumumba, primeiro-ministro, este último, numa intervenção não prevista no protocolo inicial. Foi um discurso curto de cerca de doze minutos, escrito numa linguagem acessível e incisiva, performativa e visual, um discurso que, como defende o historiador Jean Omasombo Tshonda, “funda o Congo independente”. Os primeiros oito minutos são a mais clara definição do que é o colonialismo do ponto de vista de um continente, de um país, de uma comunidade, de uma pessoa.

A ler

30.01.2021 | por Margarida Calafate Ribeiro