Júlia Barata: desenhar a memória, habitar a contradição

Júlia Barata: desenhar a memória, habitar a contradição "O que tento abordar não é mais do que experiências, pessoais ou próximas, e dilemas que me afetam hoje enquanto mulher, mãe, numa cultura urbana e ocidental, e tentar pôr no papel esses questionamentos e dúvidas." Da infância no Moçambique pós-independência à vida em Buenos Aires, Júlia Barata encontra no desenho uma forma de interrogar a memória, o privilégio e as relações familiares. A propósito da sua adaptação gráfica de Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo, conversa com Tiago Lança sobre a representação da violência colonial, os feminismos do quotidiano e a liberdade de contar histórias sem lhes fechar o sentido. Pelo caminho, fala da aprendizagem coletiva na banda desenhada argentina e do desmantelamento cultural que testemunha no país onde vive.

Cara a cara

14.10.2026 | por Tiago Lança e Júlia Barata