Militango

Militango O Militango foi um poema que o meu pai escreveu para um espectáculo concebido e encenado por ele, com o mesmo título, em 2000/2001, para o Grupo Teatrova, e que estreou no Santiago Alquimista. No espectáculo Militango, a dança, a música e a poesia entrelaçavam-se num todo, tendo como linha condutora vários tangos, com destaque para a obra de Astor Piazzolla. Contava com dois bailarinos, Guilhermo e Elina; dois músicos, eu na guitarra, nos arranjos e na produção musical, e José Rui Fernandes na flauta; e Paula Freitas como actriz e na produção. O poema musical Militango encerrava o espectáculo. É importante destacar que, na viragem do milénio, o pano de fundo era o triunfalismo ocidental perante a queda do bloco socialista e a guerra dos Balcãs, que fez regressar o espectro da guerra à Europa. Seguiram-se a queda das Torres Gémeas, a Guerra do Iraque e tudo o que estes acontecimentos significaram e tiveram como consequência. Entre outros números que integravam o espectáculo, estava o poema de Borges Milonga de dos hermanos, que termina com a ideia de que é a história de Caim, que ainda hoje continua a matar Abel.

Palcos

02.09.2026 | por Adolfo Gutkin