Sem mutantes nem conservantes: a Banda Desenhada e o diálogo intercultural.

Sem mutantes nem conservantes: a Banda Desenhada e o diálogo intercultural. Ao passarmos a compreender um campo mais expandido da Banda Desenhada, pautada pelos seus exemplos mais felizes em termos de peso cultural e capacidade de reflexão, também estamos a permitir que se procurem novas formas de criação, possibilidades mais abertas de experimentar caminhos alternativos. E nada disto tem a ver com potencialidades da Banda Desenhada ou ‘ir além’ dos seus supostos limites.

A ler

29.04.2015 | por Pedro Moura

Dança: um património universal, sem nacionalidades e sem fronteiras

Dança: um património universal, sem nacionalidades e sem fronteiras A verdade é que a máquina do progresso funciona a uma velocidade inflexível. Assim, ao mesmo tempo que protegemos as nossas tradições, urge que nos abramos ao mundo, urge que se dê à sociedade angolana o direito de ver mais além; há que perceber que as danças patrimoniais não são tudo o que um povo acumula, pois as criações modernas e contemporâneas integram igualmente o património artístico dos povos e do mundo.

Palcos

28.04.2015 | por Ana Clara Guerra Marques

O Leão de Ouro de El Anatsui

O Leão de Ouro de El Anatsui A riqueza desta, agora premiada, trajetória de vida ganha forma em uma produção extremamente original e plasticamente epifânica, mas também em um método de ensino elaborado ao longo dos anos de docência, e cujas orientações podem ser resumidas como segue: busque inspiração na sua história pessoal; olhe o ambiente ao seu entorno em busca de materiais; viaje e traga todas essas experiências para seu trabalho...

Cara a cara

27.04.2015 | por Icaro Ferraz Vidal Junior

The Current Situation (2015)

The Current Situation (2015) A situação atual diz-nos de que forma devemos criar empatia com as imagens do mundo. Ou como as imagens do mundo são elas próprias empatia, compreensão. Um sistema económico abstrato que copia o caos natural de forma obsessiva. Distribuição, ou relação. Ato de transposição e de conflito eterno e permanente.

Mukanda

27.04.2015 | por Pedro Barateiro

Um Museu no Bom Retiro

Um Museu no Bom Retiro “Museu do Estrangeiro” de Ícaro Lira, projeto que, à semelhança de grande parte dos seus trabalhos, combina formas de conhecimento temporalmente distintas e politicamente contraditórias, tem a potência remissiva da enciclopédia e a deriva da montagem surrealista, um work in progress que articula ao longo do tempo vários tipos de agenciamentos de pessoas, objetos, e afetos.

Vou lá visitar

24.04.2015 | por Marta Mestre

A respeito da Violência

A respeito da Violência A RESPEITO DA VIOLÊNCIA é, simultaneamente, um documentário baseado em material de arquivo que abrange os momentos mais ousados da luta de libertação no Terceiro Mundo e uma exploração dos mecanismos de descolonização através de excertos de Os Condenados da Terra, de Frantz Fanon.

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24.04.2015 | por vários

A desocultação da arma ou Éter de António Cabrita

A desocultação da arma ou Éter de António Cabrita O nada equivale ao segno do mundo pré-moderno ou ao éter do mundo de António Cabrita, isto é, àquilo que 'escaparia ou resistiria à ordem natural ou possível das coisas', do mesmo modo que o uso feérico da instantaneidade na actualidade equivale, de certa forma, ao simulacro de uma redenção (ou àquilo que era a salvação num patamar pré-moderno).

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20.04.2015 | por Luís Carmelo

«MORBAYASSA», um filme de Cheick Fantamady Camara

«MORBAYASSA», um filme de Cheick Fantamady Camara Cheick aproveita aqui para nos dar uma imagem a vol d’oiseau de várias maleitas que inquinam o desenvolvimento das sociedades em geral, neste caso no contexto urbano africano: fala-se sobretudo de corrupção e de tráfico de influências, de sede desmedida de poder, de violência contra mulheres.

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20.04.2015 | por Luísa Fresta

Terra Prometida

Terra Prometida Conscientes ou não da sua condição de “escravos”, relacionavam-se entre si como membros da mesma comunidade. Fossem essas relações de entreajuda, dependência ou poder; fossem violentas ou pacíficas; fossem práticas voluntárias ou involuntárias, existiam e tinham lugar dentro de uma prisão colectiva. Dado que não se estava perante a terra prometida, a possibilidade desse mito ser alcançado só podia ter lugar fora dessa jaula; um pouco como o escravo de outrora só poderia alcançar a verdadeira terra de origem deslocando-se para fora da comunidade em que estava enjaulado.

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15.04.2015 | por Ana Rita Canhão

Papá em África e Tintin akei Kongo. Estereótipos & (des)continua...

Papá em África e Tintin akei Kongo. Estereótipos & (des)continua... A propósito da vinda a Portugal de Anton Kannemeyer, que participará no dia 15 de Maio no encontro “Outras literaturas”, integrado no programa Próximo Futuro da Fundação Calouste Gulbenkian deste ano, queremos tecer algumas notas sobre dois livros relacionáveis. Num período relativamente curto de tempo, vimos aparecer nos escaparates dois títulos que, de uma forma ou outra, são descendentes “esquizofrénicos” de Tintim no Congo. A colectânea deste artista sul-africano, Anton Kannemeyer, Papá em África, e Tintin akei Kongo, uma versão pirata e detourné do livro de Hergé traduzido em lingala, por autor e editora semi-desconhecida (já explicaremos). Estes autores trabalham, cada qual a seu modo e a um só tempo, a visualidade, a materialidade, a temática e a recepção contemporânea do livro de Hergé para questionarem o conceito de estereótipo (e de subjectivação) e da sua circulação cultural.

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14.04.2015 | por Pedro Moura

«O Espinho da Rosa»

«O Espinho da Rosa» Desfilam sob os nossos olhos traumas de guerra, mentes psicopatas, comportamentos perversos, crenças e tradições, como a figura aterradora da dama Pé de Cabra. O filme cativa sobretudo pela capacidade de surpreender e prender sem se tornar num equívoco ou num emaranhado de situações demasiado ambíguas ou previsíveis.

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13.04.2015 | por Luísa Fresta

Do finason ao rap: Cabo Verde e as músicas de intervenção

Do finason ao rap: Cabo Verde e as músicas de intervenção Em Cabo Verde, ponto de passagem dessa imensa diáspora africana, o griot metamorfoseou-se dando lugar ao finason, cantado pelos escravos nas senzalas de Ribeira Grande de Santiago, mais tarde introduzidas nas sessões do batuku. Princezito, Artista, activista sociocultural e investigador das várias vertentes do batuku, entre os quais o finason, que, nos anos de 2000, juntamente com outros artistas, evidenciaram a nova tendência do estilo batuku, através do Projeto Ayan, dando início a uma nova vaga musical cabo-verdiana, cujos integrantes ficaram conhecidos como “Geração Pantera”, considera o finason como sendo uma espécie de pré-rap cabo-verdiano, pelos seus temas e pela forma como é praticada.

Palcos

06.04.2015 | por Redy Wilson Lima