Portugal no Museu Afro-Brasil, São Paulo, Brasil

Portugal no Museu Afro-Brasil, São Paulo, Brasil Reflectir e discutir o papel da arte portuguesa contemporânea ou as suas relações com a cultura e a história brasileira num museu que tem como papel fundamental a história da escravatura revela a determinação e o carácter do museu na sua função educativa no seio de uma sociedade pouco permissiva a estas discussões fracturantes. Talvez só por isso, e isto não é dizer pouco, a exposição “Portugal, Portugueses” torna-se um marco importante e pertinente na relação entre as diferentes culturas como forma de comparar elementos de apropriação e recusa presentes nos seus objectos e manifestações artísticas.

Vou lá visitar

26.10.2016 | por Hugo Dinis

Arte Angolana Contemporânea (2006-2016), é possível falar em revolução artística?

Arte Angolana Contemporânea (2006-2016), é possível falar em revolução artística? O ritmo com que a arte, a literatura e, em geral, a cultura angolana se transfigurou na primeira década de paz em Angola poderá abrandar devido à atual crise económica, política e social, mas o certo é que percebemos que, apesar dos constrangimentos, há uma revolução cultural em curso, cujas características, dimensão e profundidade precisam ainda de ser avaliadas.

Mukanda

07.07.2016 | por Adriano Mixinge

Yonamine, de Luanda para o mundo

Yonamine, de Luanda para o mundo A forma de trabalhar de Yonamine é muito espontânea: pensa em imagens ou objectos, fotografias velhas, maços de cigarros, texturas curiosas e segue-lhes o rasto para criar e subverter certas utilizações e dar-lhes novas leituras semióticas, reinventando os fragmentos de memórias outras num registo de inteligibilidade composta.

Cara a cara

19.03.2012 | por Marta Lança

Só China de Yonamine

Só China de Yonamine Texto sobre a exposição “SÓ CHINA” de Yonamine, na Galeria Cristina Guerra.

Cara a cara

18.03.2012 | por João Silvério

Não é contra a censura que lutam. É contra a autocensura

Não é contra a censura que lutam. É contra a autocensura Têm aversão à política porque, sem uma sociedade civil forte, vêem-na associada ao Partido no poder. O seu primeiro gesto, portanto, é artístico.

Palcos

04.03.2012 | por Ana Dias Cordeiro

Wash and Go

Wash and Go O trabalho de Yonamine que aqui se apresenta organiza-se a partir da evidência da rasura. Yonamine é oriundo de um país rasurado, Angola. Um país em que a história em vez de funcionar como um palimpsesto, como um texto sobre o qual se iam produzindo múltiplas escritas que iam deixando transparecer a escrita anterior, funcionou quase sempre como um processo de apagamento. A história foi sendo rasurada em nome de um interesse maior. O passado colonial português, que Yonamine evoca com subtil ironia no título da exposição e na série dos maços de tabaco “Português Suave”, foi rasurado pela descolonização precipitada, que por sua vez foi rasurada pela guerra, que é agora rasurada pela paz.

Cara a cara

14.04.2010 | por Paulo Cunha e Silva

Yonamine

Yonamine Para um crítico brasileiro não deixa de ser interessante visitar a exposição de um angolano – Yonamine – na galeria 3 + 1 arte contemporânea em Lisboa. Vislumbram-se afinidades poéticas pouco exploradas e recalcadas historicamente. Soma-se a isto, o nome do artista que lembra uma das principais etnias ameríndias que ainda sobrevive no Brasil: a Yanomami. Em um mundo globalizado, onde circulam livremente o capital e as ideias, mas se constrange impiedosamente fluxos migratórios, o contacto entre diferenças culturais se torna um fato político por excelência. Por um lado, há uma tendência a homogeneização, que mede todas as produções artísticas e todas as formações culturais a partir de um mesmo metro poético e social. Em um sentido inverso, na ânsia de se preservar o Outro, acaba-se inviabilizando a tensão das diferenças na defesa de um multiculturalismo sem conflitos e sem trocas. O importante, a contrapelo do politicamente correcto, é fazer com que o heterogéneo se afirme nas suas dissonâncias, revelando o quanto há de convivência e antagonismo neste refluxo pós-colonial da Europa contemporânea.

Cara a cara

12.04.2010 | por Luiz Camillo Osório