Culpa, responsabilidade e hipocrisia

Culpa, responsabilidade e hipocrisia O “eurocentrismo” entra na equação quando os europeus nas suas práticas e nas suas proclamações entram sistematicamente em contradição com estes valores por si próprios declarados. Ou por outra, “eurocentrismo” não é impôr um padrão europeu como medida de tudo, mas sim não ter vergonha de violar o que se declara como sendo sua própria cultura quando convém.

Mukanda

05.05.2017 | por Elísio Macamo

Coreografar o nosso tempo, Vânia Gala

Coreografar o nosso tempo, Vânia Gala Digo “coisas” (o não-humano) para me referir a objectos, arquitectura, seres vivos, som e mesmo aspectos invisíveis (frequências sonoras de um espaço) ou imaginários (fantasmas?) que fazem parte do espaço performativo. É uma pesquisa centrada na invisibilidade, ausência, hiper-capitalismo e que novas questões se levantam para as artes performativas. Mas é também o questionar de muitos binários – próprios da modernidade – assumidos como verdades absolutas nas artes performativas: a ideia de supremacia do “estar no momento” ou que as artes performativas só existem no presente e não deixam rastro.

Palcos

11.10.2016 | por Marta Lança

A história de Alcides Nascimento e de um cometa chamado "Pensamento"

A história de Alcides Nascimento e de um cometa chamado "Pensamento" Aos 27 anos, Alcides Nascimento gravou "Pensamento", o único CD da sua carreira, produzido por Paulino Vieira. O efeito foi imediato. Era a grande revelação da música tradicional de Cabo Verde, decorria o ano de 1997. Um CD histórico, escreveram outros. A voz era a de um verdadeiro crooner da morna: grave, doce, suave, tranquila, um autêntico diamante em bruto que se revelava neste jovem com cara de bebé.

Palcos

06.02.2012 | por Joaquim Arena

Os sete sapatos sujos

Os sete sapatos sujos A força de superarmos a nossa condição histórica reside dentro de nós. Saberemos como já soubemos antes conquistar certezas que somos produtores do nosso destino. Teremos mais e mais orgulho em sermos quem somos: moçambicanos construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. É por isso que vale a pena aceitarmos descalçar não só os setes mas todos os sapatos que atrasam a nossa marcha colectiva.

Mukanda

25.08.2010 | por Mia Couto