Violência, morte e direitos humanos: o genocídio da população negra como normalidade democrática

Violência, morte e direitos humanos: o genocídio da população negra como normalidade democrática Falta a certos discursos uma compreensão histórica do papel que a raça desempenha na construção da modernidade ocidental capitalista, de sua promíscua indissociabilidade. W. E. B. Du Bois foi talvez um dos primeiros pensadores afroamericanos a revelar, com bastante argúcia, as cumplicidades entre modernidade e terror.

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06.09.2017 | por Marcos de Jesus

Chegar atrasado à própria pele

Chegar atrasado à própria pele O que perdi enquanto não percebi que era negra não foi por isso qualquer coisa de exterior à experiência de percebê-lo. Não perdi parte da minha vida enquanto a negra que sou, mas parte da minha relação com a pessoa que poderia ter sido se o tivesse percebido anteriormente: um monólogo de difícil tradução.

Mukanda

08.01.2015 | por Djaimilia Pereira de Almeida

Raça e racismo são coisas que se aprendem

Raça e racismo são coisas que se aprendem A ‘raça’ não é, tão pouco, um dado natural que se imponha à classificação que os seres humanos façam do mundo. É, sim, uma das várias identidades, socialmente construídas e arbitrárias, com que contactamos; um caso particular que, como todos os outros, é situado social, política e historicamente. Da mesmo forma, apesar de toda a sua importância histórica, o racismo é apenas uma forma particular de entre os etnocentrismos, com os quais partilha os mecanismos de construção e afirmação. Só compreendendo-os o poderemos combater com eficácia.

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21.11.2014 | por Paulo Granjo

Depois da eleição de Obama, é mais difícil falar sobre raça na América

Depois da eleição de Obama, é mais difícil falar sobre raça na América Na sua campanha presidencial há quatro anos, Barack Obama disse que a questão racial não devia ser ignorada. Mas como Presidente, tem falado sobre o tema de forma episódica e só depois de ter sido publicamente pressionado. Qualquer menção de raça vinda da Casa Branca cria uma tempestade porque a América branca votou nele para acabar de vez com a conversa sobre a barreira racial. Esse é um dos maiores paradoxos da sua eleição: a raça tornou-se um tabu – para ele.

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11.10.2012 | por Kathleen Gomes

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte II e III)

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte II e III) A crioulização tem claramente a sua base no estudo do complexo Afro-Americano e nas sociedades de plantação das Caraíbas, talvez apenas com ramificação para o Brasil como instância comparativa. Na sua review da antropologia da Afro-América Latina e Caraíbas, Yelvington (2001) diz que a actual preocupação antropológica com os processos de globalização, dispersão, migração e transnacionalidade, com o colonialismo, o hibridismo, etc., elide muitas vezes a produção fundacional que remete para os estudos da diáspora africana nas Américas.

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06.05.2011 | por Miguel Vale de Almeida

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte I)

O Projecto Crioulo - Cabo Verde, colonialismo e crioulidade (Parte I) Escravatura ou liberdade, homogeneidade cultural europeia e diversidade africana, desequilíbrios de género, criação de grupos intermediários são, pois, determinantes. Para Mintz e Price, o conceito de “crioulização” surgiu como um útil substituto de “aculturação” e “assimilação”, pois descreve uma expressão sincrética que leva ao surgimento de novas formas culturais, tal como no passado aconteceu na Europa.

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06.05.2011 | por Miguel Vale de Almeida

Livro aborda conceito de raça - Brasil

Livro aborda conceito de raça - Brasil "Raça é menos um fato biológico do que um mito social e, como mito, causou severas perdas de vidas humanas e muito sofrimento em anos recentes." A declaração é de 1950, quando, no calor do pós-guerra, das lembranças recentes do Holocausto e dos ecos da política racial de Estados Unidos e África do Sul, a Unesco tentou deslanchar uma campanha mundial contra a discriminação racial.

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10.09.2010 | por Vilma Homero

Reprimindo demónios do passado: a reinserção identitária africana e racial nas representações

Reprimindo demónios do passado: a reinserção identitária africana e racial nas representações Como tem sido produzida a identidade do africano na história, qual é o papel dos media nas novas percepções, representação e discurso sobre os africanos e negros? A globalização cultural traz novos modos de representação identitária que vão para além do que é visível, englobando aspectos simbólicos e de fraternidade em relação às diferentes raças. As identidades visíveis entram num caos globalizado.

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19.06.2010 | por Gerson Geraldo Machevo