A América Latina não é um peão sem vontade

A América Latina não é um peão sem vontade O que aconteceu na Venezuela ultrapassa o campo da disputa política interna e entra, de forma explícita, no território do imperialismo cru, sem disfarces, sem pudor e sem qualquer compromisso real com a democracia. O discurso de Donald Trump, ao anunciar que os Estados Unidos iriam “governar” a Venezuela e assumir o controle de seu petróleo, escancarou aquilo que a América Latina conhece desde que foi invadida pelos europeus: sempre foi sobre recursos, comércio e lucro.

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04.01.2026 | por Gabriella Florenzano

O Petróleo de Angola - Pré-Publicação

O Petróleo de Angola - Pré-Publicação A lógica da expansão contínua do capital, através da construção de um espaço abstrato e global para o seu livre movimento, colide com as divisões das jurisdições soberanas. Como argumentaremos ao longo do livro, o processo de inscrição do poder político metropolitano de Lisboa no território colonial angolano traduz esta tensão, observável a partir das distintas e não coincidentes temporalidades entre a expansão da malha administrativa e burocrática imperial na colónia, da dominação militar e da penetração dos investimentos extrativistas na colonia.

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14.02.2025 | por Franco Tomassoni

A luta contra o petróleo e gás em Portugal: aprender a ganhar

A luta contra o petróleo e gás em Portugal: aprender a ganhar A luta contra o petróleo e gás em Portugal, da perspectiva do movimento pela justiça climática, é claramente uma luta defensiva, isto é, apenas permite evitar aumentar ainda mais o fosso da crise climática. As lutas ofensivas, aquelas que constroem alternativas e maiorias sociais para um mundo sem combustíveis fósseis, são as que permitirão travar o colapso climático. Num momento de crise sanitária, social, de emprego e climática, todas em simultâneo, torna-se ainda mais claro que nenhuma delas é independente e nenhuma será verdadeiramente resolvida se as outras não o forem.

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22.05.2020 | por João Camargo

Pedra, algodão ou petróleo

Pedra, algodão ou petróleo Os sacos de algodão apertados na camioneta, numa alta muralha, escorrem água em fio. A carga já não pesa somente oito toneladas, pesa bem mais, mas as contas estão feitas, agora pouco importa. Na minha camisola, nas minhas peúgas, as fibras de algodão entrelaçam-se em fios de petróleo. Se a verdade é leve e a mentira pesa chumbo, o camião, a bambolear-se a dez à hora pela estrada ensopada, traz agora no dorso uma grande carga de mentira. Mas talvez seja ao contrário, a mentira leve e a verdade pesada. Nas oito horas que passei na aldeia, o preço do barril de petróleo desceu um dólar.

Mukanda

24.11.2018 | por Paulo Faria