Mariano Bartolomeu: um cinema limpo e iluminado

Mariano Bartolomeu: um cinema limpo e iluminado O primeiro filme de ficção de Mariano, feito em Cuba no âmbito dos seus estudos na aclamada escola de cinema de Santo Antonio de Los Baños. O filme adapta o conto “The Killers” de Ernest Hemingway, onde o vemos como uma espécie de crónica de uma morte anunciada numa vila cubana sombria e melancólica. Um pugilista experiente, ciente do encontro marcado com um destino fatal, afasta da vila a amante e um pupilo para que estes se livrem do perigo que podem estar envolvidos. Tudo o que ele quer é o sossego de “um lugar limpo e bem iluminado", diz, às tantas, e ter paz para quem sabe “aprender a tocar um instrumento”. O lugar onde está, já não é esse lugar. Espantoso trabalho de fotografia de Carlos Arango, que pontuado pelo maravilhoso trompete de Julio Padrón, mais a concisão narrativa e destreza visual impregnada pelo então jovem realizador, fazem deste filme algo para além de um “filme de escola”.

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07.09.2026 | por Victor Hugo Lopes