Carta aberta ao governador Rui Costa, da Bahia

Carta aberta ao governador Rui Costa, da Bahia História é um fio inquebrantável, governador, e por isso acho importante falar de rebeliões escravas. E repressão por parte das polícias. Outra rebelião importante a ser lembrada, e que também possui ligações com o Cabula, é a Rebelião Malê, cuja repressão foi uma das maiores já perpetradas pelo governo brasileiro, mas cuja repercussão, hoje sabemos, foi de suma importância para começar a se pensar sobre o fim da escravidão no Brasil. Imagine-se, governador, vivendo naquela época e sendo responsável pela segurança pública da capital baiana onde já vivia, talvez, o maior número de negros da América Latina.

Mukanda

28.02.2015 | por Ana Maria Gonçalves

O devir-cabo verde: Repúblika, 2014, de César Schofield Cardoso e a arte como renovadora da utopia e da identidade

O devir-cabo verde: Repúblika, 2014, de César Schofield Cardoso e a arte como renovadora da utopia e da identidade Em 'Repúblika, 20142', César Schofield Cardoso foca as questões de identidade cabo-verdiana, o seu posicionamento no mundo, a liberdade e poesia, como utopias orientadoras da autodeterminação de um povo.

Vou lá visitar

26.02.2015 | por Ana Maria Garcia Nolasco da Silva

Souls’ Landscapes

Souls’ Landscapes Souls’ Landscapes é uma performance concebida a partir da leitura de “Les Damnés de la Terre” de Frantz Fanon, que incorpora música, movimento, luz e texto.

Palcos

23.02.2015 | por vários

Não é feitio, é defeito

Não é feitio, é defeito Ao olharmos as manchas de cores do mapa, cola-se imediatamente a esse olhar uma longa corrente de histórias que escutamos ditas baixinho ao ouvido: zonas de confiança e perigosas, bons e maus, o inóspito e o confortável, aliados e suspeitos, o moderno e o sujo, 1o, 2o, 3o mundo. Não só se cristalizou o desenho em que a Europa aparece maior do que é na realidade e se encontra no centro superior do mapa, como se tentou cristalizar o dogma da superioridade europeia, local onde supostamente se encontra o diapasão que emana o tom a partir do qual todo do mundo deve afinar.

A ler

22.02.2015 | por Nuno Milagre

Maria Ampá não quer criar onça que lhe há-de comer

Maria Ampá não quer criar onça que lhe há-de comer Pelo meu relógio são horas de perder todas as vergonhas, as timidezes, são horas de tomar o tempo do mundo e de pôr em prática uma espécie de filosofia de pontapé na porta.

Cara a cara

19.02.2015 | por Maria Ampá

Violência e racismo na Cova da Moura

Violência e racismo na Cova da Moura Polícia espanca jovens negros e inventa “pseudo-invasão de esquadra” para justificar tortura. “Não há capitalismo sem racismo”. Afinal, o racismo é uma forma de legitimar uma mão-de-obra subalterna com vista a reduzir os salários e aumentar os lucros dos patrões. Grande parte dos negros e das negras estão “incluídos” na sociedade portuguesa de uma forma bastante específica: enquanto mão-de-obra precária, barata ou desempregada. Por isso, o racismo só pode ser pensado em associação com a dimensão das classes sociais. As consequências desta nefasta combinação todos conhecem: marginalização em múltiplas esferas da vida social (da escola aos media; do local de trabalho à moradia), violência policial, segregação e humilhações sem fim.

Cidade

11.02.2015 | por Otávio Raposo

“É necessária uma revolução cultural”, entrevista a Kiluanji Kia Henda

“É necessária uma revolução cultural”, entrevista a Kiluanji Kia Henda Angola é uma fabricação colonial, e que hoje convém que exista, pois vivemos num mundo em que somos regidos pela ideia de Estado-nação, soberano e controlando as suas fronteiras. Fora desse registo, estamos a falar de um território imenso onde coabitam várias culturas e grupos étnicos. Essa diversidade por certo daria origem a várias escolas de belas artes, com conceitos distintos de uma beleza rara e única. Essa diversidade e a interacção cultural vai além do conceito de nação. Ela também é parte da contaminação permanente de culturas estrangeiras, própria de um mundo globalizado.

Cara a cara

08.02.2015 | por Miguel Gomes

O Racismo é um tabu em Portugal, entrevista a Mamadou Bâ

O Racismo é um tabu em Portugal, entrevista a Mamadou Bâ No 25 de Abril, em 1974, não se discutiu a relação com as antigas colónias. A filosofia oficial permaneceu a do mito do lusotropicalismo*. Em Portugal, a palavra racismo é um tabu.

Cara a cara

02.02.2015 | por Maud de la Chapelle