Julho no Padrão dos Descobrimentos

“No Padrão dos Descobrimentos há fotografias para debater impérios e colonialismo”—Vasco Rosa, Observador

A fotografia foi um elemento fundamental da história do moderno colonialismo português. Sem ela, a idealização e o conhecimento sobre os territórios coloniais, seus recursos e populações, teriam sido diferentes. Visões do Império, com curadoria de Joana Pontes e Miguel Bandeira Jerónimo, dá-nos um vislumbre dos contextos de produção e dos usos da fotografia, relacionando-os com alguns dos eventos e processos mais relevantes da história do império colonial português.

25 julho, 11 horas - Visita Conversada com Joana Pontes e Miguel Bandeira Jerónimo

O que aconteceu a Belém depois da Exposição do Mundo Português? 
Este é mote para o próximo passeio Lembrar Belém, dia 18 de julho, às 10h30, uma das muitas atividades propostas pela equipa de Serviço Educativo, entre oficinas para os mais novos, passeios em família e visitas guiadas. Mais informações através do email se@padraodosdescobrimentos.pt

No passado dia 10 de junho, apresentamos em parceria com o Instituto de História Contemporânea da NOVA-FCSH o Prémio Amílcar Cabral, destinado a promover a investigação científica sobre as resistências anticoloniais. O prémio consiste numa bolsa atribuída anualmente a um/a investigador/a recém-doutorado/a numa universidade estrangeira ou nacional. As candidaturas estão a decorrer até ao dia 1 de outubro. 

13.07.2021 | par Alícia Gaspar | Belém, colonialismo, exposição, Padrão dos Descobrimentos, prémio Amilcar Cabral, visões do império

Visões do Império

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA
Visões do Império
Comissários: Miguel Bandeira Jerónimo e Joana Pontes

Padrão dos Descobrimentos
16 de maio - 30 de dezembro de 2021

Comissariada por Miguel Bandeira Jerónimo e Joana Pontes, Visões do Império dá-nos um vislumbre dos contextos de produção e de uso da fotografia, relacionando-os com alguns dos eventos e processos mais relevantes da história do império colonial português.

Textos de Telma Tvon, Catarina Mateus, Cláudia Castelo, Carmen Rosa, José Pedro Monteiro, Myriam Taylor, Nuno Domingos, Afonso Ramos, Mia Couto e Aniceto Afonso guiam-nos, nos oito núcleos que compõem a exposição, por imagens captadas nas antigas colónias, em tempos e momentos muito diversos: da ciência ao trabalho, passando pelos hábitos, usos e costumes culturais, afetos a cada povo, terminando com uma instalação de Romaric Tisserand. 

O que nos conta uma imagem? A fotografia foi um elemento fundamental da história do moderno colonialismo português. Sem ela, a idealização e o conhecimento sobre os territórios coloniais, seus recursos e populações, teriam sido diferentes. As imagens fotográficas foram encenadas e comercializadas, com diferentes propósitos: alimentaram a imaginação da dominação colonial, concorrendo para a sua concretização, ajudaram a moldar uma visão do “outro” como essencialmente diferente, nos seus modos de vida, costumes e mentalidades, mas serviram também para denunciar a iniquidade e a violência da colonização, acalentando aspirações de um futuro mais humano e igualitário – sonhos esses com diferentes matizes e orientações políticas. Os seus usos no passado e os seus legados no presente foram e são vastos, heterogéneos e duradouros.
 
As fotografias expostas são provenientes de várias coleções particulares e de inúmeras instituições, como o Arquivo Nacional Torre do Tombo, a Fundação Mário Soares/Maria Barroso, o Arquivo & Museu da Resistência Timorense, o Arquivo Histórico de São Tomé e Príncipe ou Centro de Documentação e Formação Fotográfica, em Maputo e algumas serão mostradas ao grande público pela primeira vez.
 
A exposição será acompanhada por um programa paralelo que inclui visitas orientadas, um ciclo de cinema e o lançamento do catálogo Visões do Império.

Sobre os comissários da exposição

Joana Pontes é licenciada em Psicologia pela Universidade de Lisboa, fez estudos em Cinema na Escola Superior de Teatro e Cinema, na RTP e na BBC. Em 2003, concluiu o Programa Avançado em Jornalismo Político na Universidade Católica de Lisboa. Em 2018, doutorou-se em História na especialidade de Impérios, Colonialismo e Pós-Colonialismo, pelo ISCTE-IUL, tendo sido bolseira da Fundação da Ciência e Tecnologia. A dissertação, Sinais de Vida, Cartas da Guerra 1961-1974, foi publicada em 2019 pela editora Tinta da China tendo obtido o prémio Fundação Calouste Gulbenkian para a História Moderna e Contemporânea, da Academia Portuguesa da História. Dedica-se à escrita e realização de documentários, leccionando nessa área. Em 2007 recebeu o Grande Prémio da Lusofonia pelo documentário O Escritor Prodigioso, filme sobre a vida de Jorge de Sena, de que é autora e realizadora. Em 2011, recebeu o prémio da Sociedade Portuguesa de Autores pela realização e co-autoria de argumento do filme As Horas do Douro. Em 2018, recebeu o prémio Fernando de Sousa pela realização e co-autoria da série Europa 30. Tem editados em DVD, Portugal, Um Retrato Social, As Horas do Douro e a série O Valor da Liberdade - diálogos sobre as possibilidades do humano.
 
Miguel Bandeira Jerónimo (PhD History, King’s College, Universidade de Londres) é Professor Associado em História na Universidade de Coimbra (Portugal), na Faculdade de Letras, no Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes. É ainda investigador do Centro de Estudos Sociais (UC) e Professor e co-coordenador científico do programa de doutoramento em Patrimónios de Influência Portuguesa (III/CES-UC). Os seus interesses de pesquisa centram-se na História global e comparada do imperialismo e do colonialismo (Sécs. XVIII-XX) e na História Internacional e Transnacional. Tem publicado com regularidade, em Portugal e no estrangeiro, em editoras e revistas de referência. Recentemente, publicou, em co-autoria, História(s) do Presente (Tinta-da-China/Público, 2020) e co-editou Internationalism, Imperialism and the Formation of the Contemporary World (Palgrave, 2017) e Os Impérios do Internacional (Almedina, 2020). Coordena o projecto internacional The worlds of (under)development: processes and legacies of the portuguese colonial empire in a comparative perspective (1945-1975), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

06.05.2021 | par Alícia Gaspar | colonialismo, exposição, fotografia, império colonial português, Padrão dos Descobrimentos, visões do império

Contar Áfricas!

Exposição partilhada e plural, de 25 de Novembro até 21 de Abril no Padrão dos Descobrimentos. 

fotografia de Luís Pavãofotografia de Luís Pavão
Contar Áfricas! tem a coordenação de António Camões Gouveia e resultada vontade de conhecer uma África múltipla e diversa, as muitas Áfricas que compõem África, os “seus poderes, organizações sociais e culturais, sublinhando as diferenças e a originalidade de um tão vasto território”
A forma de Contar Áfricas! nesta exposição é partilhada. Partilhada porque as peças apresentadas foram escolhidas por dezenas de investigadores das mais variadas áreas e relações com África. Contar Áfricas! é, assim, uma exposição construída por diversas mãos. Todos os detalhes sobre esta nova exposição aqui.
Entretanto e como sempre, do Miradouro vemos Lisboa e no documentário A construção de um símbolo ficamos a saber mais sobre o monumento que marca o perfil da frente ribeirinha de Lisboa.
Para saber tudo o que se passa acompanhe no facebook ou no site do Padrão dos Descobrimentos. 

 

22.11.2018 | par martalanca | Contar Áfricas!, EGEAC, Padrão dos Descobrimentos

A Construção de um Símbolo

03.03.2015 | par martalanca | império, Padrão dos Descobrimentos