Só China de Yonamine, inaugura 22 Março, às 22h, Galeria Cristina Guerra, LISBOA

 

No trabalho de Yonamine (Luanda, 1975) a interação de meios de produção, expressos pela forma como constrói as suas obras, reequaciona a hierarquia de referentes culturais e tipologias sociológicas numa prática cumulativa que se expande ao ritmo das experiências do seu quotidiano enquanto homem mundano, ser cosmopolita que reconhece em si mesmo a pulsão de comunhão e pertença ao mundo em qualquer latitude onde se encontre.
Desde Luanda - a sua cidade natal - a Muyehlekete, em Moçambique, a Cali, na Colômbia (2010), onde esteve em residência artística e iniciou a série Tattoo You, até à sua mais recente passagem pelo Oriente a caminho da Austrália, Yonamine apropria-se de imagens, gestos e ações que reconhece como sinais de mestiçagem ou de ambivalência entre o fascínio do colono pelo colonizado e as suas manifestações culturais, ancestrais e contemporâneas, encapsuladas num universo global marcado pela transição colonial.
Esta conjunção de referentes traduz uma atividade artística prolífica e diversificada, como podemos observar nas obras desta exposição. São disso exemplo os desenhos executados a tinta da china sobre papel de jornal editado na China (estes jornais foram uma das suas primeiras impressões visuais ao chegar ao Oriente), e que serviram de matéria base para o artista cruzar desenhos de tatuagens e escarificações corporais (estas últimas são tradição dos povos aborígenes australianos, sendo a sua prática hoje proibida).
Outra obra, CAN (da série Tattoo You, que percorre influências como os Rolling Stones, Jimi Hendrix ou Hélio Oiticica), uma instalação vídeo em que o autor apresenta uma orquestra de percussão cuja composição é marcada pelo ritmo das agulhas a tatuarem latas, indicia um interesse pela incisão sobre um corpo1, seja este um tronco de árvore escarificada da Oceânia, ou folhas de coca tatuadas. Há aqui uma estreita relação ao corpo, como lugar de significação ética, moral e económica, no sentido em que o corpo é o agente da manufatura e simultaneamente o lugar do risco, do mercado, e a matéria dócil e sensorial de qualquer celebração iniciática. 

A exposição “SÓ CHINA” é mais uma etapa do seu trabalho de campo, como experiência disseminada por contextos diversos, que aglutina os seus métodos de produção e reflexão, deixando em aberto procedimentos e decisões que são testados no espaço expositivo, no sentido em que este é, a limite, um outro momento de experimentação e confronto.

João Silvério

Galeria Cristina Guerra

Rua Santo António à Estrela, 33 . 1350-291 Lisboa I Portugal 

Horários da galeria: Terça a Sexta > 11h00 às 20h00. Sábado > 15h00 às 20h00. Encerrado ao Domingo e Segunda

  • 1. Como, por exemplo, na obra da artista Catherine Opie, que num autorretrato de 1999 exibe nas costas alguns desenhos infantis feitos com uma lâmina e no braço direito uma tatuagem serpenteante.

16.03.2012 | par franciscabagulho | angola, arte contemporânea, yonamine

Sound from the Hallways de Lasse Lau, LISBOA

Estreia mundial do filme Sound from the Hallways, 11.01, 19h00 

Conversa com Lasse Lau e o co-produtor do filme Mostafa Youssef  (em inglês), 11.01, 19h30. Visita guiada por Bruno Leitão, 09.02, 18h00

Sound from the Hallways, 2011, still de vídeo. Sound from the Hallways, 2011, still de vídeo.

Para a sua exposição no espaço Lumiar Cité, Lasse Lau desenvolveu  a instalação “Sound from the Hallways” que combina filme e fotografia.  

O filme foi rodado durante o outono de 2011 no Egyptian Museum do Cairo, a pós-produção foi feita durante a sua residência artística em Lisboa e terá aqui a sua estreia mundial. Este trabalho documenta a atmosfera de um museu único e um dos mais densos visualmente a nível mundial, antes de ficar para a história, pois está previsto que parte da sua coleção seja transferida para um novo edifício. O filme realça os sistemas de exibição do princípio do séc. XX, quando a História ainda era vista com um sentido universal e o Homem acreditava numa só verdade para um tempo de várias histórias. A ideia de uma modernidade única, representada por este museu, é evocada pela  arquitetura neo-modernista da galeria Lumiar Cité que, com a sua envolvente  e enorme vitrina, surge como um grande sistema de exibição. Lasse Lau combina o filme com foto grafias captadas em Lisboa, em museus onde a arte egípcia surge destacada nas suas coleções, como é o caso do Museu Calouste Gulbenkian e do Museu Nacional de Arqueologia. 

Lasse Lau (Sønderborg, Dinamarca, 1974) é um artista plástico e cineasta que vive e trabalha em Bruxelas e Copenhaga. Os seus filmes abordam questões socioeconómicas, a negociação de conflitos e a noção de espaço na linguagem cinematográfica. Lau utiliza a estética como uma estrutura que pode abrir caminhos dialógicos. O seu trabalho foi mostrado no West- 

fälischer Kunstverein (Münster, Alemanha), Hamburger Bahnhof (Berlim), Aarhus Art Museum (Aarhus, Dinamarca), Brandts Klædefabrik (Odense, Dinamarca), Museum of Contemporary Art Zagreb (Zagrebe, Croácia), Turin Biennial of Contemporary Art (Turim, Itália), Contemporary Museum (Baltimore, EUA) e MoMA PS1 (Nova Iorque. EUA), entre outros locais. Lasse Lau é co-fundador e membro da direção do Kran Film Collective e foi membro do Editorial Selection Board do Danish Film Institute Video Workshop entre 2001 e 2002. Estudou no Media Art Department da Funen Art Academy (Odense, Dinamarca), na Hochschule der Künste Berlin (Berlim) e no Independent Study Program do Whitney Museum of American Art (Nova Iorque). 

Lumiar Cité (espaço da Maumaus). Rua Tomás del Negro, 8A, 1750-105 Lisboa 

Quarta a Domingo, 15h00 às 19h00 

Tel./Fax +351 21 352 11 55   lumiarcite@mail.telepac.pt    www.maumaus.org 

Carris: 77 e 108, paragem Rua Helena Vaz da Silva. Metro: Lumiar (saída Estrada da Torre) 

 

10.01.2012 | par franciscabagulho | arte contemporânea, Egyptian Museum do Cairo

Inauguração de Paulo Moreira em "Uma Certa Falta de Coerência", Porto

29.11.2011 | par martamestre | arte contemporânea, Paulo Moreira

Estudio Candonga em Viana do Castelo

RitaGT e Francisco Vidal [www.estudiocandonga.com]

Domingo, 4, 15h, Museu Municipal Viana do Castelo.


28.11.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea, Francisco Vidal

Em Direto - Exposição coletiva na Oficina Cultural Oswald Andrade

ARTISTAS | Cadu (RJ), Carlos Teixeira (MG), Carol Cordeiro (MG), Cleiri Cardoso (SP), Cristiano Lenhardt (RS/PE), Fabiana Faleiros (SP), Fábio Morais (SP), Guilherme Teixeira (SP), Iris Helena (PB), João Angelini (DF), Letícia Ramos (RS/SP), Mattia Denisse (Portugal), Michel Groissman (RJ), Luciana Magno (PA), Pedro Vannuchi (SP), Theo Craveiro (SP), Roberto Winter (SP), Vitor Cesar (CE/SP).

CURADORIA | Paulo Miyada
ARQUITETURA | TIAGO GUIMARÃES
DESIGN | FELIPE KAIZER
FOTO | RICARDO MIYADA
 
Oficina Cultural Oswald Andrade
Rua Três Rios, 363 - Bom Retiro, São Paulo

ABERTURA 05 de Novembro de 2011 | 13h
EXPOSIÇÃO até 26 de novembro de 2011, de segunda a sexta, das 09h às 21h. Sábados, das 10h às 17h30 – entrada franca

“Mais de uma geracão de pessoas nasceu e cresceu em um mundo marcado por transmissões ao vivo de notícias de guerra, espetáculos musicais e eventos esportivos. Ainda que a transmissão de informacões e histórias ao vivo possa decorrer de limites técnicos — como na época em que era caro e trabalhoso gravar os materiais antes de editá-los e transmiti-los —, a edicão em direto, feita enquanto as coisas acontecem, sempre possuiu valor retórico: aumentar a sensacão de realidade e o efeito de acontecimento e de notícia. Vivemos, então, disponíveis ao que se passa ao vivo, ou em direto — como gostam de dizer os canais de comunicacão de Portugal e Franca. Em cinco minutos, uma notícia pode provocar uma queda brusca no câmbio do Euro ou do Dólar. Ao longo de uma semana, mais de trinta manchetes cruzam nossos olhos com atualizacões sobre a tragédia ou polêmica mais recente. Por meses, todos os anos, cenas de festas, almocos e cafés da manhã de pessoas confinadas em uma casa são oferecidas como blocos de uma nova dramaturgia. Crédulos e soterrados com a informacão atualizada instantaneamente com um toque na tela do celular, nos acostumamos a, de alguma forma, apreender sentido e formar opiniões Simultaneamente ao acontecimento e à propagacão dos eventos. Por vezes sem ler efetivamente uma matéria ou editorial sequer, já pensamos entender o que acontece com o assunto das manchetes. Sem lidar com uma dramaturgia clássica, delineamos perfis psicológicos e motivacões para os personagens dos reality shows e das fofocas de celebridade cotidianas. Desconhecendo a concretude dos fatos, especulamos com os efeitos de novas notícias sobre os fluxos e ativos financeiros. A exposicão EM DIRETO reúne trabalhos de arte contemporânea que se valem de nossa capacidade de interpretacão acelerada, diante da imagem das coisas, enquanto ainda estão acontecendo”. PM


PROGRAMAÇÃO SEMINÁRIO:

05/11 | UMA OBRA DE ARTE, AO VIVO
Da história da escultura moderna até projetos site-specific relacionados a contextos, um primeiro panorama sobre a ideia de presença na arte contemporânea.
convidado: Guilherme Teixeira
Artista e educador, formado pela FAAP em Artes Plásticas e mestre em Artes Visuais pela ECA USP.
O que acontece quando os ideiais mais ambiciosos da arte moderna e do suprematismo russo se transformam em mote para intervenções diretas no mundo, como premissas para jogos, viagens e performances do artista e seu público? Guilherme explora essa pergunta valendo-se tanto de seu trabalho como artista quanto sua experiência como educador.

19/11 | JUÍZOS EM TEMPO REAL
A natureza da crítica e da opinião formadas a partir de manchetes e atualizações de poucos caracteres. Contraponto com o tempo de entendimento e fruição de obras de arte contemporânea.
convidado: Sérgio Bolliger
Arquiteto e mestre em filosofia pela UNICAMP, seu principal interesse no campo é o pensamento de Martin Heidegger.
A partir da tradução questionável do termo alemão ‘dasein’, na escrita de Martin Heidegger, para ‘presença’, conduzirá uma discussão acerca das noções de presença e convivência em relação às obras de arte. Quais as modalidades de presença e ausência possíveis, além das pautadas na materialidade das coisas? Como se comportam e se relacionam as presenças do autor, do suporte e do público?

12/11 | CIDADE, OBRA EM ANDAMENTO
Fora do campo mídiático, a experiência urbana como acontecimento que se percebe e se narra em direto.
convidado: Vitor César
Arquiteto e urbanista pela UFC, Vitor César é também mestre em Poéticas Visuais pela ECA-USP.
A quem se endereça um trabalho de arte? Pergunta movediça e circular, como o inverso de uma tautologia, pois resulta sempre em respostas duvidosas. Se, por exemplo, respondemos que a arte se endereça para o público da arte, como o definimos? E o que fazemos com os desavisados que por acaso cruzam com um trabalho? E se dissermos que é para todos, não estamos sendo muito ingênuos, ou, pelo menos ignorando as mais simples estatísticas? Além disso, onde colocamos artistas e instituições nessa definição?

26/11 | DESDE A FOTOGRAFIA, PEGADAS
O dado indicial das imagens, já largamente discutido no campo da fotografia, ganha outros contornos quando transposto ao campo mais amplo da arte contemporânea, em que processos criativos tensionam de formas variadas os resíduos entre o momento da realização e o de fruição das obras.
convidado: Cristiano Lenhardt
Artista formado pela UFSM.
Por que começar um trabalho afirmando sua simultaneidade e presença? Cristiano Lenhardt irá desdobrar sua série de trabalhos Ao vivo, explorando o contexto de debate e o contato por internet para jogar com as ideias de simultaneidade, presença e demarcação de tempo e espaço.

07.11.2011 | par joanapires | arte contemporânea, cultura, exposição

ARS 11 - Changes your perception of Africa and contemporary art

The ARS 11 exhibition investigates Africa in contemporary art. In addition to artists living in Africa, the show also features others who live outside the continent, artists of African descent as well as Western artists who address African issues in their work. The exhibition features some 300 works by a total of 30 artists. The Kiasma Theatre also has a programme of ARS events and performances.
The themes of the exhibition, such as migration, environmental problems and urban life are global, issues that affect us all. At best ARS 11 can produce new understanding and also provide background information on the situation in today’s Africa. The exhibition will extend the idea of what Africa, contemporary art and African contemporary art are today.

ARS 11 in a nutshell

ARS 11 is a major international art event filling Kiasma with artworks, performances, screenings, discussions and workshops. The ARS 11 curator team are Pirkko Siitari, Director of Kiasma, Arja Miller, Chief Curator, and Jari-Pekka Vanhala, Curator. The ARS 11 programme for Kiasma Theatre will be compiled by Riitta Aarniokoski.
The Centre for Contemporary Art Lagos (CCA, Lagos) will participate in the ARS 11 project with an exhibition of photographic work by J.D. ’Okhai Ojeikere from a career spanning more than 60 years. Guest curators for the Moments of Beauty exhibition are Bisi Silva and Aura Seikkula.
ARS 11 will be part of the programme of the Turku 2011 European Capital of Culture. The contribution of Kiasma will include two video installations from its collections: Where is Where? (2008) by Eija-Liisa Ahtila and WESTERN UNION: Small Boats (2007) by Isaac Julien.
The ARS 11 exhibition will extend to eight cities in Finland as well as to Stockholm, Sweden. The satellite exhibitions will be curated and produced by the partner museums and will showcase the themes of ARS 11.
The ARS 11 exhibition celebrates the 50-year history of the most important exhibition institution in Finland. Organised since 1961, the ARS exhibitions have played a crucial role in shaping ideas about art and giving a face to contemporary art in Finland. The history of the ARS exhibitions will be showcased during ARS 11 by two publications produced by the Central Art Archives of the Finnish National Gallery as well as by documentary material. The documentary is available for watching in Kiasma for the duration of the ARS 11 exhibition.

21.09.2011 | par joanapires | Africa, arte contemporânea, artistas africanos

Álbum de família - Anderson AC, na galeria SOSO, SÃo PAULO

28.07.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea

JAANGO - 1ª Edição, até 22 Julho, LUANDA

O Movimento de Jovens Artistas Angolanos, ou simplesmente JAANGO, é um projecto de residência artística de 9 artistas angolanos, baseados em Angola e na diáspora, que durante 22 dias montam o seu atelier no Cine-Teatro Nacional/ Chá de Caxinde, em Luanda. A residência teve o seu início no dia 1 e terminará no dia 22 de Julho. As peças criadas na residência integram uma exposição que irá circular por várias províncias de Angola.

Os artistas são: Ângelo de Carvalho, Carlos Major, Clara Monteiro, Délio Jasse, Fortunato Bangui, Lwiana de Almeida, N’Dilo Mutima, Pedro Tchivinda e Venâncio Gonga.

A organização do JAANGO é de Dominick Maia-Tanner e Naioli Espirito Santo com o patrocínio pelo banco BESA, FLY 540 e TOYOTA.

12.07.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea, Luanda

Arte lusófona contemporânea, SÃO PAULO

24.05.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea

Estación Experimental, CA2M _ MADRID

ESTACIÓN EXPERIMENTAL. INVESTIGACIONES Y FENÓMENOS ARTÍSTICOS

INAUGURACION 13 MAY 14 MAY – 9 OCT 2011

COMISARIOS: ANDRÉS MENGS Y VIRGINIA TORRENTE

ORGANIZA: CA2M CENTRO DE ARTE DOS DE MAYO Y LABORAL CENTRO DE ARTE Y CREACIÓN INDUSTRIAL

Estación experimental es una exposición que presenta la obra de aquellos artistas para los que la razón de su trabajo es un impulso irrefrenable que les conecta con la parte más pura de la investigación científica. Desviándose de las directrices preestablecidas en el arte contemporáneo, estos creadores comparten en su trabajo una cierta fascinación por temas extra-artísticos, por lo que sucede dentro del campo de lo real pero también en el más allá.

Investigación formal, pseudo-ciencia, ciencia-ficción y sucesos paranormales son los terrenos experimentales en que se mueve y materializa la obra de estos autores, que no renuncian a su capacidad de investigar, y ésta puede expandirse fuera de los límites de la creatividad artística como es entendida en lo contemporáneo. Esta búsqueda en terrenos paralelos, que abarca de la realidad a la mentira, es extraordinariamente interesante, y se mueve en un circuito marginal por su propia dificultad de ubicación. No es lo mismo un artista interesado en la última tecnología, aplicable a su obra para la consecución de resultados estéticos, que otro que se inclina por la investigación donde el experimento es la obra en sí misma, y esa investigación convierte el estudio de artista en laboratorio y campo de pruebas, de errores y resultados.

Tanto el dispositivo artístico como el científico nos transportan a lugares de cambios y descubrimientos, ya sea con un propósito real o imaginario. Hablamos de la creación como lugar de experimentación, y en eso, ciencia y arte tienen un fin común, llevando a cabo experimentos que cuestionan lo hasta ahora conocido, buscando una nueva frontera.

Ciencia y arte comparten también una poética común ¿Dónde se tocan y dónde se distancian? Ética y estética son conceptos que las separan y las unen, puntos de contacto que hacen pensar y reflexionar tanto al artista como al científico. Este último, trabaja en un maravilloso espacio de observación, a partir del conocimiento, con procedimientos rigurosos para la obtención y recolección de datos. Los artistas penetran en este campo restringido por una vía paralela.

A lo largo de la historia, una inmensa fuente de ideas investigadas han conducido a grandes cosas y a nada. Utopías y fallos, un gran lugar común del arte y la ciencia.

ESTACIÓN EXPERIMENTAL. VIERNES 13 MAYO. 20:00 H.

Julio Adán, Guillem Bayo, Alberto Baraya, Luis Bisbe, Ingrid Buchwald, Carlos Bunga, Caleb Charland, David Clarkson, Björn Dahlem, Karlos Gil, Faivovich & Goldberg, O Grivo, João Maria Gusmão y Pedro Paiva, Lyn Hagan, Ilana Halperin, Kiluanji Kia Henda, Esther Mañas y Arash Moori, Milton Marques, Alistair McClymont, Rivane Neuenschwander y Cao Guimarães, Jorge Peris, Paloma Polo, Rubén Ramos Balsa, Conrad Shawcross, Ariel Schlesinger, Alberto Tadiello, Jan Tichy, Ben Woodeson y Raphäel Zarka.

+info

09.05.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea

exposição Corpos Estranhos, de Lúcia Cardoso e Nadine Jacinto

09.03.2011 | par martalanca | arte contemporânea

exposição 4 cidades no CAPC, COIMBRA

Inaugura dia 4 Março às 18h30: exposição 4 cidades no CAPC de Coimbra com Inês Moura e Maura Grimaldi, Jorge Colombo, Vasco Mourão e Yonamine.

02.03.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea

"The Splits" & "The Days of This Society Are Numbered"

Exhibitions Open March 6 for New York “Armory Arts Week” on the LES: “The Splits” & “The Days of This Society Are Numbered”

01.03.2011 | par martalanca | arte contemporânea, Nova Iorque

Arts in Marrakech Biennale 2012

Arts in Marrakech Biennale is pleased to announce the dates for the 4th Edition of Arts in Marrakech Biennale, 29 February–4 March with the Main Visual Arts Exhibitions running from the 29 February–3 June.

Arts in Marrakech works to form cultural bridges and dialogues creating a forum for debate, free thinking and the exchange of ideas through contemporary Visual Art, Literature and Film. The opening 5 days will be titled Surrender and will consist of Performances, Debates, Talks and Screenings as well as the opening of the Main Visual Arts Exhibition.

Higher Atlas will be the title of the Main Visual Arts Exhibition and The Arts In Marrakech organizing committee is proud to announce the appointment of Nadim Samman and Carson Chan as curators of the Exhibition. It will be held for the first time at the historic El Badi Palace and throughout the former Imperial city. The exhibition will be open for three months.

www.higheratlas.org

www.aimbiennale.org

28.02.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea, Marrocos

Exposição Correspondência # 3 (Ângela Ferreira + Manuel dos Santos Maia), LISBOA

Uma das coisas que mais curiosidade me dá é que, o estado de vida criado pelo estado novo em Moçambique permitia que as pessoas vivessem lá numa espécie de amnésia daquilo que se estava a passar. Para mim isso é uma das questões que mais me aflige, como é que se gerava essa situação em que era permitido não saber? E a outra grande pergunta que me rói constantemente, como é que também nunca foi compreendido o processo de descolonização e como não foi criado um lobby inteligente de como gerir esse assunto, nem do ponto visto político, nem do ponto de vista da memória.” (Ângela Ferreira)

“A partir de certo momento começo a querer registar, de memória, as histórias de que me lembrava. E claro, nesta altura surge a questão da memória, é impossível ser completamente fiel, restituir tudo, acresce sempre de um ponto quem reconstrói determinada história. Interessa-me esta espécie de plasticidade.” (Manuel dos Santos Maia)

Inaugura 24 Fev. Patente até 26 Março, na Arte Contempo / Rua dos Navegantes, 46-A 1200-732 Lisboa. De 5ª feira a Sábado, entre as 14h30 e as 19h30

Ângela Ferreira nasceu em Maputo (Moçambique), em 1958. Vive e trabalha em Lisboa (Portugal) e na Cidade do Cabo (África do Sul) desde 1992. Expõe regularmente desde 1990. Das suas exposições individuais destacam-se: Ângela Ferreira, Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1990); Sites and Services, South African National Gallery, Cidade do Cabo (1992); Double Sided I and II, Chinati Foundation, Marfa, e Ibis Art Centre, Nieu Bethesda (1996); Casa Maputo: Um Retrato Íntimo, Museu de Serralves, Porto (1999); Em Sítio Algum, Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, Lisboa (2003), Maison Tropicale, representação portuguesa na La Biennale di Venezia, Veneza (2007); e Hard Rain Show, Museu Colecção Berardo, Lisboa e La Crieé, Rennes (2008).

Manuel dos Santos Maia nasceu em Nampula (Moçambique) em 1970. Vive e trabalha no Porto. Das suas exposições individuais destacam-se: alheava – dentro o mar, Salão Olímpico, Porto (2003); alheava – reconstrução, Centro de Artes Visuais, Coimbra (2004); alheava – reconstrução, Centro de Artes Visuais, Coimbra (2004); alheava _ reconstituição, Espaço Campanhã, Porto (2009); non _ Extremo do Mundo, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira (2010).

19.02.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea, colonização, memória, Moçambique

Georges Adéagbo, The Mission and the Missionaries, MUSAC, Leon

Curator: Octavio Zaya, with the collaboration of Stephan Köhler
MUSAC, the Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León (León, Spain), presents The Mission and the Missionaries, the first individual exhibition in Spain by African artist Georges Adéagbo (Cotonou, Benin, 1942).

The work of Adéagbo is characterized by the combination of diverse objects and texts, which he commissions, collects, or finds in Cotonou, where he lives, and in the areas around the particular places where he presents his exhibitions, León in this case. But Adeágbo’s work is not so much about the plurality (of objects and texts) as it is about the difficult problems, complexities and negotiations of accumulation and consumption, translations and transformations, relations, proximities, and displacements. There is usually a central theme that connects all the elements of the “assemblage” and the way he devises the execution of the installation, and sets the tension between the visual and the verbal, the images and the texts, always juxtaposing cultural objects and aesthetic genres, diverse and distinct genealogies and provenances that involve the experience of the spectator.

+ info

17.02.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea, Georges Adéagbo

Terceira Metade: Manuel Caeiro, Tatiana Blass, Yonamine no MAM Rio de Janeiro

Terceira Metade inaugura dia 17 Fev. Exposição, seminário internacional, mostra de cinema, livro e site celebram as “três margens” de Brasil, África e Europa.
Curadoria: Luis Camillo Osorio e Marta Mestre

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro apresenta, com a co-realização do  MinC/Programa Brasil Arte Contemporânea, a programação Terceira Metade, com curadoria de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre, que inclui exposições, seminário, mostra de cinema, lançamento de livro e site. Terceira Metade é uma programação do Museu de Arte Moderna que “se desenha no espaço geográfico e mental do Atlântico, em especial na triangulação Brasil, África e Europa”, explicam os curadores. “A partir dessa programação, iremos dar atenção às mudanças culturais que acontecem no mundo contemporâneo, em especial entre as três margens deste eixo geográfico”.

Os artistas contemporâneos Tatiana Blass (São Paulo, Brasil, 1979), Manuel Caeiro (Portugal, 1975) e Yonamine (Angola, 1975) farão uma exposição conjunta, que criará “um diálogo a três, que pretende pensar a singularidade das imagens e das práticas artísticas”, dizem os curadores Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre. Com trajetórias diferentes e utilizando diversos suportes em seus trabalhos, como pintura, instalação e vídeo, os artistas produzirão obras especialmente para esta exposição, articulando suas produções com a arquitetura do museu. 

A artista paulistana Tatiana Blass apresentará pinturas e desenhos da série “Museu do meu cansaço”, de 2010, realizadas a partir da memória da artista e de registros fotográficos do espaço do MAM. “Nesses trabalhos, a espacialidade é povoada por figuras humanas, animais e objetos em contínuo aparecimento e desaparecimento”, explicam os curadores. 

O artista português Manuel Caeiro explora a volumetria na tela, seguindo um princípio construtivista que investiga as relações entre o desenho, a pintura e a arquitetura. O artista também mostrará duas esculturas de grande porte, feitas em alumínio, tinta acrílica, fios elétricos e néon. “As esculturas dão continuidade ao seu pensamento plástico e reforçam a materialidade da sua pintura”, ressaltam os curadores. 

A partir de uma experiência vivenciada na Colômbia, o artista angolano Yonamine apresentará no MAM instalações que buscam refletir sobre o narcotráfico e os trânsitos das redes sociais e políticas dessa economia. “O que podemos perceber no seu trabalho é a iconografia gerada por este sistema, a sua visibilidade, mas também as suas formas de ocultação”, afirmam os curadores.

 

Toda a programação e informações estarão disponíveis no site a partir de 17 de fevereiro próximo.  

 

14.02.2011 | par franciscabagulho | arte contemporânea, Manuel Caeiro, Tatiana Blass, yonamine

Mine - Films and Videos of South-African artists

10.02.2011 - 06.03.2011

Iwalewa-Haus, Bayreuth (Germany)


Die Ausstellung „Mine” zeigt Filme und Videos von KünstlerInnenaus Südafrika. Der Titel spielt sowohl auf den Untertagebau in den südafrikanischen Minen an, als auch auf das „Abtragen“ verschiedener Schichten und Facetten des eigenen „Selbst“.

Die ausgewählten Arbeiten zeigen eine große Bandbreite an Themen und künstlerischen Strategien – allen gemeinsam ist jedoch eine Auseinandersetzung mit der eigenen Subjektivität. Zudem sind die KünstlerInnen in ihren Arbeiten stets präsent, als Person, Schauspieler, Modell, Beobachter, Interviewer oder Anstifter.

„Mine“ sondiert verschiedene Möglichkeiten der Selbstpositionierung vor dem Hintergrund gesellschaftlicher Verwerfungen (nicht nur) im südlichen Afrika. Die beteiligten KünstlerInnen sind:

Bridget Baker, Dineo Seshee Bopape, Doris Bloom, Jaques Coetzer, Teboho Edkins, Simon Gush, Dorothee Kreutzfelt, William Kentridge, Donna Kukama, Michael McCarry, Nandipha Mntambo, Zanele Muholi, Cedric Nunn, Robin Rhode, Berni Searle, Lerato Shadi, Penny Siopis, Gregg Smith, Johan Thom und Minette Vari.

Kuration: Abrie Furie

Vernissage: Donnerstag 10. Februar 2011, 19 Uhr



08.02.2011 | par nadinesiegert | África do Sul, arte contemporânea, video

sobre a exposição Idioma Comum

Inaugurou na semana passada mais uma mostra a partir da Colecção da Fundação PLMJ, mas desta vez dedicada a artistas da CPLP (sobretudo de Angola e Moçambique, mas também com presenças de Cabo-Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil, estes dois últimos através de descendentes de países dessas nacionalidades). Trata-se de uma atenção muito recente a estas geografias, que certamente acompanha o crescente interesse por determinadas economias emergentes enquanto potenciais áreas para expansão de negócios num momento em que a Europa atravessa uma crise generalizada (financeira, política, social).

Idioma Comum reúne assim, sob curadoria de Miguel Amado, as obras recentemente adquiridas a 14 artistas, na maior parte das vezes representados por dois trabalhos cada, considerando que existe um “idioma artístico comum aos jovens criadores da CPLP”, cujas produções, também segundo Amado, se caracterizam “por uma linguagem contemporânea, marcada por uma visão do mundo de matriz cosmopolita, abordando tanto a realidade cultural local como a ordem social global num cenário pós-colonial” (cf.  Comunicado de Imprensa no Sítio da Fundação)

É o início de uma mudança de atitude num meio que continua com resistências à aposta na criação artística de contextos culturais com os quais deveríamos estar mais familiarizados. Por isso mesmo é preciso pesquisar mais, conhecer e partilhar mais, para se considerar tanto as diferenças como os pontos realmente comuns e combater a ignorância generalizada. É fundamental arriscar abordagens mais informadas para que o destaque dado a estes artistas tenha efectivas consequências a médio e longo prazo. 

obra de kiluanji kia hendaobra de kiluanji kia henda

Lúcia Marques no blog Próximo Futuro

19.01.2011 | par martalanca | arte contemporânea, CPLP, língua portuguesa

INFLUX na Arte Lisboa 2010

INFLUX estará na Arte Lisboa 2010 (Stand A19) até 28 de Novembro, das 16:00 às 23:00 horas.

Estarão em exposição trabalhos de Ihosvanny (Angola), Mourad Gharrach (Tunisia), Cheri Cherin (R.D. Congo), Mário Macilau (Moçambique), George Afedzi Hughes (Ghana), Soly Cissé (Senegal), Esther Mahlangu (África do Sul), Tchalé Figueira (Cabo Verde), George Lilanga (Tânzania), Misheck Masamvu (Zimbabué), Jorge Dias (Moçambique).

 

25.11.2010 | par franciscabagulho | arte contemporânea