MEU SEMBA, de Hugo Salvaterra. hoje no Cinema Ideal

Quinta, 17, 21:30 - MEU SEMBA, no Cinema Ideal, Lisboa, com a presença do realizador

Uma sinfonia urbana, crua e vibrante, sobre Luanda e os 70% que sustentam a cidade sem ocuparem o seu centro. Entre o documentário e o manifesto, Meu Semba acompanha X e os irmãos Lelé e Maria pelos ritmos, conflitos e contradições da capital angolana. O rap transforma o quotidiano em palavra política e a cidade numa batida coletiva: trabalho precário, sobrevivência, família, orgulho e o sonho de chegar ao grande palco.

Primeira longa-metragem de Hugo Salvaterra, produzida pela Geração 80, Meu Semba é um filme sobre quem constrói Luanda todos os dias — e reclama o direito de ser visto, ouvido e representado. Depois de integrar a Tiger Competition do Festival de Roterdão, venceu o prémio de Melhor Filme no Festival Internacional de Cinema de Innsbruck.

Cinema angolano pulsante, feito de resistência e voz coletiva.


 

17.09.2026 | by martalanca | CinemaAngolano, Geração80, HugoSalvaterra, Luanda, MeuSemba

Não Resta Nada, de André Godinho

Ficção : 126’ / Amizade, Distopia, Comunidade, Mistério, Paisagem, Queer, Corpos

Um grupo de pessoas queer é raptado e largado no meio do nada. Será um campo de concentração? Foram deixadas a apodrecer? Ou estão ali para serem caçadas? Quando não resta nada, a única coisa que podemos fazer é encontrar a nossa maneira de resistir.

.Exibição Lisboa 22 de Setembro | 19h00 | Cinema São Jorge - Sala Manoel de Oliveira, com a presença do cineasta André Godinho

 

16.09.2026 | by martalanca | André Godinho, filme

Intimate Distance, Uncaptured City, Edson Chagas

Curadoria de Ana Balona de Oliveira 

Em Intimate Distance, Uncaptured City, Edson Chagas apresenta vários corpos de trabalho desenvolvidos ao longo das duas últimas décadas: Found Not Taken (2008-2014, Londres, Newport, Luanda), Archives of Absence: Involuntary Images (2019, Namibe), e Common Walls (2022-2024, Lisboa, Brescia). A exposição coloca em diálogo séries fotográficas formalmente muito distintas que, contudo, se aproximam conceptualmente. Através delas, o fotógrafo tem refletido não só sobre o próprio meio fotográfico, as possibilidades imaginativas e afetivas da fotografia e os limites do documental, mas também sobre a experiência corpórea e emocional, física e psíquica, de habitar os espaços urbanos que têm marcado a sua biografia. Através de várias estratégias de abstração, as obras evocam diferentes modos de habitar Luanda (onde nasceu, viveu e aonde continua a regressar), Lisboa, Londres e Newport (cidades onde viveu e estudou fotografia), assim como frequentes passagens pela cidade do Namibe, no sul de Angola, e pela cidade de Brescia, no norte de Itália. 

Tais modos de habitar e se deslocar entre cidades a Norte e a Sul implicaram, ao longo do tempo, experiências múltiplas de partida, chegada, permanência e regresso, e processos de construção e desconstrução de novas e antigas familiaridades. A experiência diaspórica e migratória com frequência tornou distante o que era íntimo (sem, contudo, apagar a intimidade), transformando em íntimo o que era distante (sem, contudo, anular a inescapável distância). Consequentemente, o olhar fotográfico de Chagas e, em particular, das séries que compõem esta exposição evidencia a complexidade afetiva de tais experiências, da sua memória, e da sua representação visual e fotográfica. A exposição revela a opacidade inerente à recusa da cidade em deixar-se capturar e à recusa do fotógrafo em procurar tal captura. 

Edson Chagas, Found Not Taken, London, 2014Edson Chagas, Found Not Taken, London, 2014

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In Intimate Distance, Uncaptured City, Edson Chagas presents several bodies of work developed over the last two decades: Found Not Taken (2008–2014, London, Newport, Luanda), Archives of Absence: Involuntary Images (2019, Namibe), and Common Walls (2022–2024, Lisbon, Brescia). The exhibition brings into dialogue photographic series that are formally very distinct yet closely related conceptually. Through them, the photographer has reflected not only on the medium of photography itself, its imaginative and affective possibilities and the limits of the documentary, but also on the bodily and emotional, physical and psychic experience of inhabiting the urban spaces that have shaped his life. Through various strategies of abstraction, the works evoke different ways of inhabiting Luanda (the city where he was born, lived and to which he continues to return), Lisbon, London and Newport (cities where he lived and studied photography), as well as frequent visits to the city of Namibe, in southern Angola, and the city of Brescia, in northern Italy. 

Over time, such ways of living and moving between cities in the North and South have entailed multiple experiences of departure, arrival, permanence and return, as well as the construction and deconstruction of new and old forms of familiarity. The diasporic and migratory experience has frequently distanced what was once intimate (without, however, erasing that intimacy), while making intimate what was once distant (without, however, negating the inescapable distance). Consequently, Chagas’ photographic gaze – particularly the one shaping the series in this exhibition – highlights the emotional complexity of such experiences, of their memory, and of their visual and photographic representation. The exhibition reveals the opacity inherent in the city’s refusal to allow itself to be captured and in the photographer’s refusal to seek such capture.

 

09.09.2026 | by martalanca | Ana balona de oliveira, arte contemporânea angolana, Edson Chagas

Novela gráfica «Caderno de Memórias Coloniais»

Novela Gráfica de Isabela Figueiredo e ilustrações de Júlia Barata volta a trazer para o centro do debate temas como colonialismo, o racismo e a memória histórica. Já nas livrarias.

Dez anos após a sua publicação pela Editorial Caminho, em 2015, «Caderno de Memórias Coloniais» regressa ao centro do debate, com uma nova versão ilustrada, fiel à sua vocação de expor cruamente o colonialismo português em Moçambique. Nesta novela gráfica, ilustrada por Júlia Barata, Isabela Figueiredo revisita o seu texto, aprofundando a reflexão sobre a sua infância e relação com o pai, enquanto reabre uma ferida da nossa história ainda em processo de cicatrização. Num tempo em que factos e vivências individuais são frequentemente questionados ou silenciados ao serviço de determinadas narrativas, esta obra interpela de forma direta a maneira como abordamos temas tão essenciais quanto o colonialismo, o racismo e a memória histórica.

Várias apresentações com a presença das autoras Isabela Figueiredo (texto) e Júlia Barata (ilustração).

ISABELA FIGUEIREDO nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu Conto É Como Quem Diz, novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, Caderno de Memórias Coloniais, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e A Gorda, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Os seus livros estão publicados em França, Itália, Alemanha, Espanha e Brasil e alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal e no Brasil, sendo constantemente reimpressas. Em 2022 publicou Um Cão no meio do Caminho, o seu mais recente romance que é também um sucesso de vendas. 

JÚLIA BARATA nasceu em Portugal, cresceu em Moçambique até 1988 e vive atualmente em Buenos Aires. É arquiteta e autora de banda desenhada. Publicou novelas gráficas em Portugal, Argentina e Espanha.

 

04.09.2026 | by martalanca | Caderno de Memórias Coloniais, Isabela Figueiredo, Júlia Barata

ROOFTALK Conversa, Música e Artes

ROOFTALK é o encontro da LULENDO no Rooftop do DESTINATION: um espaço onde livros, ideias, música e artes sobem ao terraço para criar conversas que aproximam pessoas e culturas.
Em cada edição, um autor, artista ou criador é o ponto de partida para uma experiência que combina conversa, descoberta e música, num ambiente descontraído e contemporâneo.
ROOFTALK — livros que geram conversa, música que cria ambiente, arte que aproxima.
DESTINATION — Cais do Sodré Uma iniciativa LULENDO

02.09.2026 | by martalanca | conversas

Mário Lúcio de Sousa à conversa

A Livraria Lulendo, livraria africana, apresenta mais uma edição da sua rubrica MUSITERATURA, um encontro onde a literatura e a música se unem para celebrar a criação artística africana. No dia 17 de setembro, o Cine Turim recebe o escritor, compositor e músico Mário Lúcio de Sousa, que apresentará o seu mais recente livro, “Afrocalipse”, numa conversa com a jornalista Marta Lança. No final, haverá venda de livros e sessão de autógrafos com o autor. A noite prossegue com um concerto da BANDA LULENDO, com a participação especial de Mário Lúcio De Sousa, num espetáculo que celebra o diálogo entre a palavra e a música.

02.09.2026 | by martalanca | Mário Lúcio de Sousa

ILUMINAÇÕES DA ALA OCIDENTAL DA RELAÇÃO DE LISBOA, de Sancho Silva

Inaugura dia 3, pelas 17h e fica até 9 de outubro!
“ Quando em outubro a cidade se rendeu e a fúria mortífera da espera nela entrou, os cruzados degolaram o Bispo de Lisboa, pela cor, talvez dos olhos.” Eduardo Petersen
2ª e 6ª 9h30 - 15h30
restantes dias úteis por marcação
info.relacao@gmail.com
Rua do Arsenal, Letra G 1100v-038 Lisboa
Tribunal da Relação de Lisboa

02.09.2026 | by martalanca | exposição

FIC Luanda 2026 apresenta primeiros filmes da Competição Internacional e reforça ambição de Angola no circuito africano de cinema

A Competição Internacional de Ficção do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda) 2026 apresentou hoje os primeiros filmes da sua selecção, com obras provenientes de Portugal, Brasil, África do Sul, Nigéria, República Democrática do Congo, Espanha, entre outros. A decorrer de 28 de Outubro a 2 de Novembro, em Luanda, o festival assume-se como uma nova plataforma de descoberta, circulação e intercâmbio para o cinema africano e internacional.

Luanda, Angola, 28 de Agosto de 2026 – O FIC Luanda regressa 11 anos depois da última edição, num momento de renovação do cinema angolano e de reforço do intercâmbio com outras cinematografias. A Competição Internacional de Ficção integra esta nova etapa do festival, reunindo uma selecção de documentários e de longas e curtas-metragens de realizadores africanos, europeus e sul-americanos, produzidos entre 2025 e 2026.

Entre as obras confirmadas estão “Variations on a theme”, dirigido por Devon Delmar e Jason Jacobs (África do Sul), premiado como o Melhor Filme do Festival Internacional de Cinema de Roterdão 2026; “Sirat”, do realizador Oliver Laxe (Espanha), vencedor do Prémio do Júri do Festival de Cannes, no ano passado; ou “Congo Boy”, do realizador Rafiki Fariala (República Democrática do Congo), estreado este ano na secção “Un Certain Regard” do Festival de Cannes, categoria na qual foi distinguido com o prémio de Melhor Actor.

A lista preliminar já divulgada inclui ainda títulos como “Time to Change”, da realizadora angolana Pocas Pascoal (Portugal); “O Riso e a Faca”, de Pedro Pinho (Portugal); “Amilcar”, de Miguel Eek (Espanha), “Narciso”, de Jeferson De (Brasil) ou “The Odds”, do realizador Kewa Oni (Nigéria).

Em conjunto, as obras estabelecem um diálogo entre diferentes culturas, experiências e formas de contar histórias, com histórias que exploram temas universais como identidade, sobrevivência, sonhos e transformação, revelando a diversidade de vozes que marcam o cinema contemporâneo.

“A selecção destes primeiros filmes reflecte por uma parte a ambição do FIC Luanda de criar uma plataforma capaz de aproximar diferentes cinematografias, colocando Angola em diálogo com o circuito internacional de festivais e promovendo maior circulação de histórias e talentos entre África e o mundo; e por outra a intenção de trazer títulos que refletem o grande momento do cinema africano contemporâneo”, considerou Lara Sousa, programadora do festival.

O FIC Luanda 2026 prevê a apresentação de aproximadamente 120 filmes provenientes de mais de 18 países, distribuídos por secções competitivas nacionais e internacionais e mostras paralelas. A programação inclui ainda actividades complementares destinadas a promover formação e o intercâmbio entre criadores, profissionais da indústria e públicos diversos.

O regresso do FIC Luanda integra um movimento mais amplo de revitalização do sector audiovisual angolano promovido pela Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (ANICC) de Angola. A reabilitação de salas de cinema, a aposta na formação e o reforço das condições para produção, circulação e exibição de obras no âmbito do FIC Luanda 2026 fazem parte desta estratégia para reconstruir uma ligação sustentável entre criadores, indústria e públicos.

Nos próximos anos, o FIC Luanda ambiciona afirmar-se entre os eventos cinematográficos de referência no continente, contribuindo para fortalecer as redes de produção, distribuição e exibição cinematográfica na África Subsaariana.

01.09.2026 | by martalanca | cinema africano, FIC Luanda

O Cinema por Dentro, em Monsanto

O Cinema por dentro, em Monsanto (2ª edição) Descubra o Cinema de uma forma totalmente nova. Neste curso, em quatro sábados à tarde, convidamos os participantes a explorar o mundo do Cinema Europeu através do projeto CINED – Educação Europeia de Cinema para a Juventude.Cada sessão é uma viagem por fotogramas, sons, cadernos pedagógicos e filmes, desafiando todos a sentir, observar, escutar, comparar e criar ligações. É uma experiência pensada e dinamizada, em parceria com a associação Os Filhos de Lumière, para despertar os sentidos e abrir horizontes cinematográficos, proporcionando momentos de partilha, aprendizagem e criação.E quem sabe se não se descobrem novos pequenos e grandes potenciais realizadores!Inscreva-se no curso e deixe o cinema transformar os seus sentidos!


19 set | 10 out | 24 out | 7 nov, das 15h às 18h, no auditório do Centro de Interpretação de Monsanto, Lisboa 4 sábados > 10 anos

No final há entrega de certificado de participação.

mais informação 

01.09.2026 | by martalanca | cinema