As Telefones

texto de Djaimilia Pereira de Almeida, encenação de Zia Soares,  Sala Estúdio Valentim de Barros, Jardins do Bombarda9 e 10 OUT | 21H ; 11 OUT | 16H Fórum Cultural José Manuel Figueiredo (Moita)14 NOV |  Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal 19 NOV | horário a definir
Ao longo da vida falam sem se ver, imaginam-se: o rosto, o cheiro, as roupas, a maquilhagem, os gestos. A distância transforma-as em personagens, cada telefonema uma projeção e uma encenação em que se performam mutuamente.
As Telefones é um vislumbre de duas mulheres, mãe e filha, que mapeiam e edificam a intimidade de um amor fraturado e devorador. Entre o fumo dos cigarros e o vapor dos banhos e das panelas ao lume erguem uma casa titubeante onde se acumulam as orações exorbitantes, os frémitos e os silêncios.
Duas mulheres, mãe e filha, separadas por um oceano de má memória, ligadas por telefones ao longo de três décadas. A sua ligação interrompida acompanha a história dessa invenção extraordinária.
Espectáculo sobre o que é ser mãe e ser filha à distância, Bia e Estrela talvez não se conheçam e sejam meramente duas estranhas que falam uma com a outra, no presente, várias vezes por dia.
Envelhecendo, apartando-se cada vez mais, mãe e filha são o teatro que é a projecção que fazem uma da outra e o teatro de um amor que não é senão sombra, espelhos, vídeo e mentiras.
E contudo amam-se, ainda. Contudo, ainda é possível o amor. Talvez iluminar esse milagre seja a virtude desta criação de Zia Soares, milagre maior do que a chegada das pestes anunciada pela mãe à filha, maior do que o regresso do próprio criador.

Djaimilia Pereira de Almeida
Bia e Estrela, filha e mãe, nascem e crescem na voz, ao telefone, ao longo de uma vida inteira, entre o dito e o ouvido, entre o real e o projectado.
O palco talvez seja a cabeça de Bia: a partir da sua interioridade, o espectáculo se manifesta como evocação. Bia fala a cena enquanto a vive, mobilizando memória e imaginação para materializar a relação com a mãe e reivindicar o direito à sua própria abstração.
Nesta arquitetura de hiper-consciência, surge a figura de uma mulher como o braço que edifica. Enquanto as palavras de Bia e Estrela atravessam o Atlântico, esta mulher ergue os alicerces de uma casa, uma construção feita de herança e ritual: o banho de sal, o vapor das panelas, a oração: tecnologias de sobrevivência.
Há, neste universo, uma dimensão profundamente espiritual e fabulatória. A fé, o medo, o delírio, a doença e o humor coexistem como formas de lidar com a ausência, com a precariedade e com heranças maiores, pessoais e históricas.
No âmago deste processo, o olhar de mulheres negras sobre os seus próprios imaginários e sobre a sua intimidade firma-se como território de soberania, onde o corpo se revela no silêncio e no mistério da sua própria alma.
As Telefones é o gesto de quem insiste em construir uma casa feita de voz, um amor que sobrevive ao ensombramento da vida.

Zia Soares
foto de Anita Gonçalvesfoto de Anita Gonçalves
Texto: Djaimilia Pereira de Almeida
Dramaturgia, Adaptação, Encenação: Zia Soares
Interpretação: Lucília Raimundo, Sara Fonseca da Graça, Zia Soares
Instalação Cenográfica, Figurinos: Neusa Trovoada
Design de Iluminação: Carolina Caramelo
Música e Design de Som: Xullaji
Imagens em Movimento: Carolina Caramelo, Rui Xavier
Video Design: Cláudia Sevivas
Ilustração, Animação: Camila Reis
Assistência ao Movimento: Lucília Raimundo
Engenharia de Som: Jorge Gonçalves
Maquilhagem: Zózi Zózimo
Assistência à Cenografia: Marco Peixoto
Assistência aos Figurinos: Fernanda Santos
Assistência à Produção: Mariana Frazão, Marta dos Santos
Produção: sowing_arts
Co-produção: Teatro Constantino Nery
Apoios: Câmara Municipal da Moita / Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, Câmara Municipal de Matosinhos, Câmara Municipal do Funchal / Teatro Baltazar Dias, Câmara Municipal do Seixal / Fórum Cultural do Seixal, Jardins do Bombarda, Nêga Filmes, Polo Cultural Gaivotas | Boavista, Rede Afrolink
Projecto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Agradecimentos: Patrícia David, Teatro Nacional D. Maria II

M/14 | 90 MIN

09.10.2026 | by martalanca | Djaimilia Pereira de Almeida, Zia Soares

AFRODISIAC III

Nasce como resgate do espaço de convergência cultural afro-lusófona em Lisboa, enquanto dimensão viva de produção, contaminação e presença.Linguagens e geografias cruzam-se entre a pista, o palco e a gastronomia.A música conduz:Afro Blu DJ’s traz um ambiente equatorial: o ritmo sai do Continente Negro, cruza o Atlântico rumo às Caraíbas e recarrega as baterias em Portugal.Mama Demba, arqueólogo da música lusófona, mergulha nas raízes musicais de Cabo Verde, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e das Antilhas.Com um repertório focado na black music, Fella Ayala explora géneros como jazz, funk, reggae, dub e afrobeat.No palco, Geração Amílcar, com Ângelo Torres percorre a vida e o legado de Amílcar Cabral.Nas artes visuais, Valdemar Dória cruza memórias de São Tomé e Lisboa; A Costureira exibe Afro-disia.C

achupa e Moamba trazem sabores de Cabo Verde e Angola.

Há histórias que pulsam no beat

Arroz Estúdios31 de outubro | 17h | entrada 10 euros

08.10.2026 | by martalanca | AFRODISIAC III

«Terás visto o mar?»

A pergunta vem de uma carta enviada a Guilherme da Costa Carvalho, preso político no Tarrafal entre 1949 e 1951. Dá agora título à exposição do seu neto, o fotógrafo João Pina, que inaugura a 22 de outubro no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, com curadoria de Emília Tavares.

A partir de um arquivo familiar com cerca de 800 cartas, fotografias e documentos, João Pina cruza investigação, fotografia contemporânea e testemunhos para revisitar a história do campo de concentração em Cabo Verde. A exposição reúne aproximadamente 250 imagens e documentação histórica, ligando a memória íntima à resistência antifascista e às lutas de libertação africanas.

Noventa anos depois da criação do Tarrafal, este trabalho interroga o legado da violência política e colonial, as experiências que ficaram à margem da história oficial e a transmissão da memória entre gerações. Que podem as imagens revelar? E como nos ajudam a construir uma cultura de liberdade?

Terás visto o mar? Memórias do Tarrafal — João Pina

MNAC – Museu do Chiado, Galeria Capelo Sul, Lisboa
Inauguração: 22 de outubro de 2026, às 18h30
Patente até 24 de janeiro de 2027
Visitas: terça a domingo, das 10h às 18h; última entrada às 17h30. Encerra às segundas-feiras e feriados.

Mais informações: https://museuartecontemporanea.gov.pt/

 

07.10.2026 | by martalanca | fotografia, JoãoPina, memória, tarrafal

Agadá regressa a Lisboa: dança, música e saberes da diáspora africana

Nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, o Festival Agadá reúne artistas e participantes no PISCINA estúdio, em Lisboa, para dois dias de dança, percussão e partilha de saberes de matriz africana. Rosangela Silvestre é uma das presenças em destaque.

Criado em Lisboa em 2018 por David Amado, Jorge Ciprianno, Lúcia Afonso e Pedro Barbosa, fundadores da Cia Agadá, o festival aproxima práticas de matriz africana, criação contemporânea e diferentes experiências da diáspora. Através de aulas, oficinas e encontros, propõe um espaço de formação e intercâmbio entre artistas, mestres e comunidade local, com particular atenção ao trabalho de mulheres negras investigadoras e criadoras da dança afro-contemporânea.

Nesta edição, regressa a Lisboa a coreógrafa, bailarina e pedagoga Rosangela Silvestre, que acompanha o festival desde a sua estreia. Natural de Salvador, na Bahia, e formada pela Universidade Federal da Bahia, desenvolveu um percurso de investigação que atravessa o Brasil, a Índia, o Egito, o Senegal e Cuba. Entre os seus mestres contam-se referências da dança afro-brasileira como Mestre King, Mercedes Baptista e Clyde Morgan.

Rosangela irá partilhar a Técnica Silvestre e a Simbologia dos Òrìṣà, práticas que articulam corpo, movimento, ancestralidade e conhecimento. Na sua abordagem, a dança é uma expressão vital, uma forma de transmitir experiências e afirmar a existência. A artista será acompanhada por Marivaldo dos Santos e Renatinho do Violino, responsáveis pelas sessões de percussão.

O programa inclui também o Método Ọ̀kànràn, com Jorge Ciprianno, e o Capoflow, com Lúcia Afonso. O encontro entre estas práticas dá continuidade ao trabalho do Agadá na valorização dos saberes transmitidos entre gerações e na afirmação das culturas negras e afro-diaspóricas no contexto artístico português.

Programa

Sábado, 31 de outubro

  • 10h00–10h30 — Receção dos participantes

  • 10h30–12h00 — Método Ọ̀kànràn · Jorge Ciprianno

  • 13h00–15h00 — Técnica Silvestre · Rosangela Silvestre

  • 15h15–17h15 — Simbologia dos Òrìṣà · Rosangela Silvestre

  • 17h30–19h30 — Percussão · Marivaldo dos Santos e Renatinho do Violino

Domingo, 1 de novembro

  • 10h15–10h30 — Boas-vindas · Equipa Agadá

  • 10h30–12h30 — Capoflow · Lúcia Afonso

  • 13h30–15h00 — Percussão · Marivaldo dos Santos e Renatinho do Violino

  • 15h15–17h15 — Técnica Silvestre · Rosangela Silvestre

  • 17h30–19h30 — Simbologia dos Òrìṣà · Rosangela Silvestre

  • 19h30–20h00 — Encerramento

Local: PISCINA estúdio — Travessa do Calado, 26B, Lisboa
Inscrições: Formulário Agadá 2026
Informações: ciaagada@gmail.com · @ciaagada

06.10.2026 | by martalanca | Agadá

Luis Firmino e Banda

… sobem ao palco para partilhar com o público as suas músicas e histórias, num concerto especial que celebra a paixão pela música.

Dia 15 de outubro, pelas 21H no Centro Cultural do Mindelo.


06.10.2026 | by martalanca | Luis Firmino e Banda

Ájax de Sófocles

Quem, como Ájax, levado por instintos primários como o ímpeto de vingança perante uma injustiça, não foi já vítima de ilusões causadas pelas suas próprias fragilidades, pela intervenção de outros, por um acontecimento ou por determinado contexto social? A era da informação — ou, melhor, da descredibilização da informação e da névoa que tantas vezes envolve as suas fontes — constitui hoje o contexto ideal para o desenvolvimento e a propagação de discursos políticos, medidas sociais e ideologias cruéis, injustas, antidemocráticas e regressivas. Assim se desenha, pouco a pouco, o caminho para o eclipse total da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da dignidade humana e dos direitos de todos os seres vivos sencientes. E assim se permitem, banalizam e disseminam actos profundamente desumanos. Como enfrentar esta era, este tempo, esta ameaça de degradação completa e abismal dos nossos valores civilizacionais?

Vivemos, pois, sob constantes ataques à democracia e à evolução civilizacional. A ausência de diálogo, os extremismos e o ruído ensurdecedor do nosso tempo ganham força através da fragilização do pensamento e, consequentemente, do discernimento. Que fazer perante a demência social instalada, perante o histerismo que se manifesta no consumismo suicida e na velocidade desenfreada? Ájax de Sófocles é uma reflexão sobre os limites do poder e também, parece-nos, uma resposta às ameaças totalitárias e totalizantes. Uma resposta que vem do fundo da nossa civilização e do berço da democracia.

Partindo de Ájax, provavelmente a mais antiga tragédia de Sófocles, este espectáculo propõe, perante o contexto que vivemos, um teatro profundamente humano. Sem se esgotar na clarificação das palavras que o fundamentam, constrói-se sobre o confronto ritual entre silêncio, sombra, luz, textura, movimento e paisagem sonora e, sobretudo, sobre a energia animista que lhe dá corpo. Oferece uma partitura generosa no espaço que abre tanto à apreensão pela sensibilidade como à reflexão sobre as estruturas mentais que continuamos a reproduzir. E, possivelmente, sobre outras estruturas que possamos ainda edificar, em função dos papéis que queremos representar e ver representados no seio das nossas famílias e de outros empreendimentos colectivos.

Na última frase, interpretei «outras empresas de carácter omnipessoal» como «outros empreendimentos colectivos», para tornar o sentido mais claro.

‘Eu sou. Nós somos. Isso é suficiente. Agora há que começar. A vida foi-nos posta, e sempre esteve, nas nossas mãos e nos nossos braços. Em si, é verdade, parece ter-se tornado vazia há muito e parece balançar-se para trás e para a frente sem sentido. No entanto, não vamos esquecer: mantemo-nos firmes em querer ser a origem e o fim’.

Tradução livre de The Spirit of Utopia de Ernst Bloch.

TEXTO: Sófocles

ENCENAÇÃO: Cláudio da Silva

INTERPRETAÇÃO: Cláudio da Silva, Crista Alfaiate, Marcello Urghege e Nuno Lucas

DRAMATURGIA: Carolina Dominguez, Cláudio da Silva e Rita Ferreira

ASSISTENTE DE CENA: Miriam Vale

CENOGRAFIA: Gustavo Sumpta

FIGURINOS: Colectivo

ADEREÇOS: Pedro Paiva e Gustavo Sumpta

DESENHO DE LUZ: Pedro Paiva

MONTAGENS E OPERAÇÃO DE LUZ E SOM: Rafael Ligeiro

MÚSICA: João Martins

PRODUÇÃO: Soluços D’Inverno

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA: TMJB, ZDB e Palettentheater Kollektiv

APOIO: Fundação GDA | República Portuguesa - Cultura | DGARTES - Direção-Geral das Artes

02.10.2026 | by martalanca | Ájax, Sófocles

NA MARÉ, de César Schofield Cardoso no CNAD

O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) convida para a exibição do filme documentário NA MARÉ, de César Schofield Cardoso, no dia 02 de outubro, pelas 19h00, no Pátio Multiuso Vasco Martins, CNAD.
Após a projeção, será realizado um debate com dois convidados: a professora investigadora da Universidade de Cabo Verde, Celeste Fortes e o psicólogo e cineasta, Olavo da Luz.
NA MARÉ foi realizado no âmbito de uma residência de investigação artística, desenvolvida entre janeiro e maio de 2026, na comunidade de Salamansa, em Mindelo, em preparação para o projeto que o autor apresentará na Bienal de Sharjah 17, nos Emirados Árabes Unidos, em janeiro de 2027.
O filme conta com a participação de Alcinda Évora, Arlindo David, Auxílio Matias, Daniel Bandeira, Daniel David, Joanita Gomes, Manuel Évora e Manuel dos Santos.
Na equipa técnica, participam David Medina, Alex de Figueiredo, Natalia Andrade, Cátia Lush e Eurittse Silva.
02 de outubro 19h00 Pátio Multiuso Vasco Martins


02.10.2026 | by martalanca | César Schofield Cardoso, CNAD, NA MARÉ

Funaná, African avatar in a pluralistic Cape Verde

Depois de mais de 25 anos a partilhar a aventura kriola da vida nas ilhas e de viver em diferentes ilhas do arquipélago — entre elas Santiago, onde residi por uns tempos na vila do Tarrafal —, chegou finalmente o momento de partilhar esta magnífica experiência.

Foram inúmeras as estadias, curtas e longas, na cidade da Praia, a capital, mas principalmente no interior, entre montes e ribeiras, e nas diferentes praias de surf. Incontáveis viagens — umas mais alucinantes do que outras — nas hiaces de transporte público, com a banda sonora imprescindível do funaná e do kotxi pó. Participações em festivais e festas locais, como simples espectador ou cameraman e, uma ou outra vez, como DJ/selektor. E o privilégio de conviver e fazer boas amizades com músicos do género, tanto nomes consagrados como desconhecidos ou tocadores espontâneos.

Todo esse conhecimento, os momentos únicos e as milhas percorridas foram ficando registados num banco de imagens que venho a acumular ao longo dos anos e que agora partilho com o resto do mundo.

O convite chegou da Pan African Music, o site PAM. Juntamente com Kino Sousa, amigo de outras andanças musicais e talvez um dos jornalistas e músicos mais interessantes da actualidade franco-lusófona, partimos à aventura numa road trip ao encontro de velhos amigos e conhecidos.

Foi também uma viagem de descoberta dos meandros e mistérios do funaná, dos seus novos protagonistas e dos seus representantes emblemáticos, nos lugares onde vivem, tocam e fazem circular esta música. Tudo isto na grande ilha de Santiago, berço do funaná e praticamente a única ilha do arquipélago onde ele é a banda sonora do dia a dia e uma razão de existir.

João Barbosa 

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01.10.2026 | by martalanca | Funáná

“Meu nome António”, exposição de fotografia dedicada a António Variações no Centro Cultural das Caldas da Rainha

O Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, CCC, vai inaugurar no próximodia 3 de outubro pelas 18 horas, a exposição de fotografia “Meu nome António –Fotografias de Teresa Couto Pinto 1981-1983”, dedicada ao cantor António Variações(1944-1984), e coorganizada pelo MUDE – Museu de Design e pela Terra Esplêndida. Amesma reúne um conjunto de 88 fotografias da autoria de Teresa Couto Pinto e peçasde vestuário e acessórios originais usados pelo icónico e criativo cantor português. Aexposição, que esteve patente no MUDE, em 2025, tem curadoria de Bárbara Coutinho, diretora do MUDE – Museu do Design e chega ao CCC no âmbito do programa MUDEFora de Portas.Teresa Couto Pinto foi agente e fotógrafa de Variações nos anos 80, mas também suaamiga e confidente. Como poucos, assistiu de perto ao processo criativo de Variações na criação dos seus álbuns e da sua persona artística, quando a sua proposta musical eestética, inovadora para os cânones da época, o começava a posicionar num lugar dedestaque no panorama cultural português. Mas também teve acesso ao homem pordetrás do mito, a quem fotografou com sinceridade e delicadeza em momentos dedescontração.Esta é uma forma de homenagem ao cantor livre e criativo, que se apresentava de forma icónica e irreverente, inspirado pelo fado, pela música popular e pelo pop rock.

A vida e a obra musical de António Variações foram já contadas numa peça de teatro,um filme de ficção, biografias, exposições, espetáculos e um álbum reinterpretado peloprojeto Humanos.Esta exposição, que estará patente de 3 de outubro a 3 de janeiro de 2027, na Galeriado CCC, conta com o apoio da Direção Geral das Artes e do Município das Caldas da Rainha.

01.10.2026 | by martalanca | António Variações

Conferências e Conversas Para Além do Apocalipse: À Procura de Respostas por Álvaro Vasconcelos

Partindo da confiança na capacidade humana de encontrar respostas para os desafios existenciais que a vida na Terra enfrenta, este ciclo abre uma discussão sobre o futuro comum.

Correntes brutalistas alimentam o nacionalismo, enfraquecem o pensamento crítico, põem em risco a democracia e tornam o apocalipse ambiental e nuclear uma possibilidade cada vez menos impensável. Paralelamente, cresce, entre os cidadãos, a consciência da humanidade comum e o desejo de participação na vida pública. É a essas vozes que o ciclo procura dar espaço, através do formato do debate cidadão.
A abertura de cada sessão estará a cargo do comissário Álvaro Vasconcelos, que recorrerá a curtas-metragens ou excertos de filmes para enquadrar o tema de cada debate no imaginário mais vasto do cinema apocalíptico. De seguida, um dinamizador lançará questões aos especialistas convidados e promoverá a participação do público. Cada debate construir-se-á a partir das perguntas, inquietações e pontos de vista de quem nele participa.

Álvaro VasconcelosÁlvaro Vasconcelos

Datas / horários

Segunda-feira, 19 outubro de 202618:30

Terça-feira, 24 novembro de 202618:30

Terça-feira, 19 janeiro de 202718:30

Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

01.10.2026 | by martalanca | Álvaro Vasconcelos