Olhares Críticos no Arquivo Colonial - Sombras e Memórias

CONVITE: Inauguração da exposição |23 abril | 18h00 no MUHNAC
No anexo, com materiais de apoio para mediação, juntados pelo Instituto Paulo Freire

Olhares Críticos no Arquivo - Sombras e Memórias é uma exposição de arte contemporânea que convida a refletir criticamente sobre as coleções museológicas do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC). Apesar de apresentadas como neutras, estas coleções basearam-se em processos desiguais, envolvendo trabalho forçado, apropriação de objetos e saberes, e repressão de práticas culturais locais. Olhares Críticos no Arquivo: Sombras e Memórias explora o arquivo colonial na tentativa de proporcionar encontros com o passado, para desenvolver pensamento contemporâneo e decolonial, e para projetar, conjuntamente com o público, narrativas de reparação histórica e de transmissão de memória.

As coleções científicas coloniais conservadas no MUHNAC foram, na sua maioria, constituídas no âmbito de missões científicas oficiais, levadas a cabo pelo Estado português nos séculos XIX e XX nos territórios então colonizados de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Macau e Índia. Estas missões tinham como objetivo proceder à ocupação científica das colónias e contribuir para o sucesso da colonização, otimizando a exploração e a rentabilização dos recursos naturais, materiais e humanos dos territórios colonizados.

Os materiais de apoio à mediação da exposição Olhares Críticos sobre o Arquivo reúnem vários excertos de artigos, estudos e teses científicas que esclarecem certos aspetos sensíveis presentes nas coleções coloniais conservadas no MUHNAC -ditas científicas-, permitindo abordá-las de forma crítica.

Olhares Críticos sobre o Arquivo Colonial - Sombras e Memórias é uma exposição de arte contemporânea que convida a refletir criticamente sobre as coleções coloniais do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), desde 2015, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC). Seis artistas foram convidados a desenvolver trabalhos inéditos, a partir de uma longa investigação nas coleções e arquivos das missões científicas coloniais realizadas na Guiné-Bissau, Angola e Moçambique nos anos 1940 e 1950.  A exposição apresenta formatos artísticos diversos e parte do encontro do público com o passado para propor reflexões sobre a preservação da memória, a reparação histórica e o papel dos museus enquanto repositório de culturas africanas.

Olhares Críticos sobre o Arquivo Colonial: Sombras e Memórias contribui para dois importantes programas do MUHNAC: o Programa de Arte, Natureza e Ciência (PANC) e o Plano de Ressignificação e Reparação de Coleções Coloniais.

Exposição dos artistas IIídio Candja, Jorgette Dumby, Márcio Carvalho, Nuno Silas, Osias André e Raquel Lima I Curadoria: Márcio Carvalho, Nuno Silas e Sophie Kotanyi

22.04.2026 | by martalanca | arquivo, MUHNAC

Visitas Participadas às reservas etnográficas africanas do Museu Nacional de Etnologia (MNE)

O Coletivo Tributo aos Ancestrais PT, em parceria com o Museu Nacional de Etnologia (MNE), em Belém, Lisboa, tem a honra de convidá-lo(a) a participar nas penúltimas visitas participativas às reservas etnográficas africanas do Museu, que terão lugar no sábado, dia 9 de maio de 2026, das 11h às 12h30 e das 14h às 15h30. Esta iniciativa proporciona uma oportunidade exclusiva de acesso a uma das maiores reservas de artefactos africanos existentes em Portugal, composta por aproximadamente 8.000 objetos provenientes de 28 países.
Para além da observação do acervo, estas visitas são também momentos de reflexão crítica sobre a história colonial, a presença africana em Portugal, os silêncios institucionais e as vozes que se pretende recuperar e dignificar. Trata-se, assim, de um convite ao diálogo, à escuta crítica e à co-construção de memórias partilhadas. Contamos consigo para fazer parte deste momento histórico.
Faça a sua inscrição hoje: tributoaosancestraispt@gmail.com

 

21.04.2026 | by martalanca | Museu Nacional de Etnologia (MNE)

PROJECTO GLOBAL, de Ivo Ferreira

Lisboa, anos 1980: a revolução e a euforia da liberdade pertencem ao passado. O país atravessa tempos conturbados: fábricas fecham, trabalhadores erguem barricadas e a política domina cada esquina. Entre cigarros, música, prostitutas e marinheiros, partilham-se sonhos desfeitos e esperanças incertas. À medida que as tensões sociais se agravam, surgem as FP25, um grupo armado de extrema-esquerda. Os seus membros seguem um caminho sem retorno, vivendo existências clandestinas feitas de assaltos a bancos, ataques, amizade e amor, sob a constante ameaça da prisão ou morte. Ao abandonarem tudo e todos, exceto uns aos outros, começam a perder as próprias identidades, enquanto o inspetor que os persegue enfrenta ele próprio um dilema moral.

Duração: 141’

Novo filme de Ivo M. Ferreira revisita um dos períodos mais conturbados da democracia portuguesa

SESSÕES ESPECIAIS 

PROJECTO GLOBAL, uma das maiores produções de sempre do cinema português, chega ao grande ecrã esta quinta-feira, 23 de abril. Para assinalar a estreia, o realizador Ivo M. Ferreira e a atriz Jani Zhao, vão passar por várias salas de cinema, promovendo encontros com o público em sessões especiais.

A primeira sessão realiza-se já no dia 23, no Cinema Ideal, às 21h15. No final, os espectadores poderão participar numa conversa com o Ivo Ferreira e Jani Zhao, num momento de partilha e reflexão sobre o filme, e o contexto histórico que o inspira, aprofundando as questões que atravessam a narrativa, assim como os desafios da sua adaptação ao cinema. No mesmo dia, pelas 19h00, será apresentado o livro As FP-25 e o Pós-Revolução – Normalização e Violência Política, do historiador Francisco Bairrão Ruivo - resultado de um extenso trabalho de investigação histórica que esteve na base de PROJECTO GLOBAL.

Com interpretações de Jani Zhao, Rodrigo Tomás, José Pimentão, Isac Graça, Ivo Canelas e Gonçalo Waddington, PROJECTO GLOBAL fala-nos de um sonho de igualdade do qual se é forçado a acordar, e da dificuldade em aceitar a derrota quando as ideias colidem com a realidade, feita de compromissos, interesses, mesquinhez e abdicações.

Mais do que uma estreia, o filme propõe uma experiência que cruza a sétima arte, com uma abordagem histórica e debate contemporâneo. Nos cinemas a partir de 23 de abril, com distribuição pela NOS Audiovisuais.

SESSÕES ESPECIAIS | PROJECTO GLOBAL

QUINTA-FEIRA, 23 DE ABRIL

 Cinema Ideal, Lisboa

19h00 — Apresentação do livro de Francisco Bairrão Ruivo:
“As FP-25 e o Pós-Revolução – Normalização e Violência Política”
Com a presença do autor, do realizador Ivo M. Ferreira, e do escritor e jornalista Rui Cardoso Martins

21h15 — Exibição do filme, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


SEXTA-FEIRA, 24 DE ABRIL

 Cinema Ideal, Lisboa
10h30 — Sessão para escolas, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira


SÁBADO, 25 DE ABRIL

 Cinemas Charlot, Setúbal
16h00 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira, Jani Zhao

 Cinema Fernando Lopes, Lisboa
21h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


DOMINGO, 26 DE ABRIL

 Cinema Fernando Lopes, Lisboa
19h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao

 Cinema Nimas, Lisboa
21h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


SEGUNDA-FEIRA, 27 DE ABRIL

 Casa do Cinema, Coimbra
21h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


TERÇA-FEIRA, 28 DE ABRIL

 Cinema Nimas, Lisboa
19h00 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


QUARTA-FEIRA, 29 DE ABRIL

 Cinemas NOS Amoreiras, Lisboa
Sessao da noite em horário a confirmar — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao

20.04.2026 | by martalanca | cinema, revolução

CPPD Festival »Voices Rising: Memory Unsilenced«

After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24 & 25 April 2026 | Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, Lisbon 

Am 24. und 25. April 2026 findet in Lissabon das 2. CPPD Festival »Voices Rising: Memory Unsilenced« statt. Höhepunkt des Festivals ist die Eröffnung des Dynamic Memory Lab „Cycles of Decolonisation“, gemeinsam mit den Kurator*innen Dr Cátia Severino und André Soares. Das Eröffnungsprogramm umfasst Performances, musikalische Beiträge sowie eine Podiumsdiskussion. Die Veranstaltung findet auf Portugiesisch und Deutsch statt.

PROGRAMM  

CHORPERFORMANCE
24. April 2026 | 18 Uhr

Ein Chor interpretiert zentrale politische Lieder u. a. von José Afonso, José Mário Branco und Adriano Correia de Oliveira, die eng mit der portugiesischen Diktatur und der Nelkenrevolution verbunden sind. Die musikalische Performance macht Geschichte hörbar und schafft einen kollektiven Raum des Erinnerns und Widerstands.

PANEL DISKUSSION
After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24. April 2026 | 18:30 Uhr
mit Dr. Iolanda Évora, Dr Ibou Diop & Dr Cátia Severino

Lange Zeit wurde Sichtbarkeit in Erinnerungskulturen und -politik als etwas verstanden, das institutionell durch Museen, Lehrpläne und offizielle Gedenkfeiern gesteuert wurde. Dieses Modell wird zunehmend in Frage gestellt. Heute entfaltet sich das Gedenken auf dezentrale und kollaborative Weise, geprägt von Gemeinschaften und gemeinsamen Praktiken. Dieser Wandel ermöglicht zwar neue Stimmen und neue Formen der Sichtbarkeit, wirft aber auch wichtige Fragen nach Legitimität, Verantwortung und Solidarität auf: Wessen Erinnerungen stehen im Vordergrund? Welche bleiben ungehört? Und wie kann kollektives Gedenken jenseits institutioneller Kontrolle aufrechterhalten werden?

In diesem Zusammenhang ist es entscheidend, sich mit dem Erbe des europäischen Kolonialismus auseinanderzusetzen. Es bedarf langfristiger und gesellschaftlich wirksamer Strategien der Dekolonialisierung, und sowohl künstlerische als auch partizipative Ansätze können eine Schlüsselrolle bei der Gestaltung dieser Prozesse und der Förderung einer widerstandsfähigen Erinnerungskultur spielen. Die Podiumsdiskussion findet am 24. April, am Vorabend des Jahrestags der Nelkenrevolution, statt und reflektiert über die Rolle der Erinnerungskultur im heutigen Europa. Sie bringt Mitglieder des europäischen CPPD-Netzwerks und portugiesische Expert*innen zusammen. Dr. Ibou Diop wird „Kolonialismus erinnern“ vorstellen, ein stadtweites Gedenkkonzept für das Land Berlin, das sich für die kritische Einbindung der Kolonialgeschichte in die Bildungs- und Bürgerpraxis einsetzt. Dr. Iolanda Évora bringt Perspektiven aus ihrer Arbeit im europäischen Projekt Democracy in Action, insbesondere im Bereich Race, Ethnicity and Civic Participation, ein und greift dabei auf ihre vorherige Tätigkeit als Koordinatorin des Projekts Afro Port zurück. Die Diskussion wird von Cátia Severino moderiert.

PERFORMATIVE LESUNG
»The Notebook of Colonial Memories« 
24. April 2026 | 19:30 Uhr
mit Isabela Figueiredo
In einer szenischen Lesung werden Auszüge aus dem autobiografischen Werk von Isabela Figueiredo performt, das koloniale Gewalt in Mosambik aus der Perspektive eines jungen Mädchens erfahrbar macht. Die Lesung verbindet persönliche Erinnerung mit politischer Geschichte und beleuchtet die Ambivalenzen kolonialer Machtverhältnisse.

ERÖFFNUNG 
Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation«
24. April 2026 | 20 Uhr

Das Dynamic Memory Lab „Cycles of Decolonisation“ lädt seine Besucher*innen ein, sich mit einem zentralen Thema unserer Erinnerungskultur auseinanderzusetzen: der europäischen Kolonialgeschichte und der Entkolonialisierung. In einer immersiven und interaktiven Ausstellung werden die Besucher*innen mit dem Erbe des europäischen Kolonialismus und seinen heutigen Erscheinungsformen konfrontiert. Die Ausstellung legt einen besonderen Schwerpunkt auf die Strukturen der Entmenschlichung, die bis heute wirksam sind. Sie versucht, die mit der Entmenschlichung verbundene Unsichtbarkeit aufzubrechen und rückt den menschlichen Aspekt in den Mittelpunkt unserer Aufmerksamkeit.

»Cycles of Decolonisation« wurde unter der Kuration von Cátia Severino und André Soares entwickelt, mit Beiträgen von europäischen Künstler*innen, Aktivist*innen und Wissenschaftler*innen des CPPD. Die Kurator*innen lenken unseren Blick auf die Kontinuitäten des europäischen Kolonialismus. Am Beispiel von Lieferfahrer*innen zeigen sie uns die heutigen Erscheinungsformen, in denen das Erbe des europäischen Kolonialismus bis in die Gegenwart fortbesteht. »Cycles of Decolonisation« veranschaulicht, wie zeitgenössische Wirtschaftssysteme koloniale Dynamiken wiederholen können, auch ohne die direkte Gewalt und territoriale Besetzung, die mit der historischen Kolonialisierung verbunden sind.

Nach Stationen in Berlin und Madrid wird das DML „Cycles of Decolonisation“ in der Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho in Lissabon eröffnet und ist dort bis September 2026 zu sehen.

PERFORMANCE
Ribbons
24. April 2026 | 18-21 Uhr
mit Renee van Bavel

In der Live-Performance RIBBONS näht die Künstlerin gesammelte Gedenkschleifen aus internationalen Erinnerungsorten zu einem fortlaufenden, kollektiven Kunstwerk zusammen. Die Arbeit verbindet unterschiedliche Geschichten, Perspektiven und Formen des Gedenkens zu einer gemeinsamen, transnationalen Erzählung. Als offene und wachsende Praxis lädt RIBBONS dazu ein, über Erinnerung, Gegenwart und die Möglichkeiten von Zusammenhalt und Frieden nachzudenken.

*Das gesamte Programm am 24. April ist öffentlich zugänglich. 

> Anmeldung für das Programm am 24.4.

WORKSHOP & FÜHRUNG
From Revolution to Reflection: Embodying April 25 in Collective Memory
25. April 2026 | 13-17 Uhr

Mehr als fünf Jahrzehnte später besteht der jährliche Marsch am 25. April als eine Form verkörperter Erinnerung fort, in der Erinnerung nicht nur erinnert, sondern durch kollektive Präsenz im öffentlichen Raum praktiziert wird. Diese performative Kontinuität zeigt, wie die Revolution über Generationen hinweg gelebt, weitergegeben und neu gedeutet wird. Zugleich artikulieren und beanspruchen unterschiedliche gesellschaftliche Gruppen den 25. April auf jeweils eigene Weise, wodurch Spannungen, Leerstellen und konkurrierende Narrative darüber sichtbar werden, was die Revolution war und was sie bis heute einfordert.

Der Workshop und die Führung werden von den CPPD-Mitgliedern Dr Cátia Severino und André Soares durchgeführt.

*Das Programm am 25. April richtet sich an CPPD-Mitglieder.

CPPD Festival »Voices Rising: Memory Unsilenced«
After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24 & 25 April 2026 | Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, Lisbon
 

On 24 and April 2026, the 2nd CPPD Festival “Voices Rising: Memory Unsilenced” will take place in Lisbon. Together with CPPD members Cátia Severino and André Soares, the Dynamic Memory Lab “Cycles of Decolonisation” will be opened at the Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, following its previous stations in Berlin and Madrid. The opening programme includes performances, musical contributions, and a panel discussion. The event will take place in Portuguese and German with simultaneous translation.

PROGRAMME

CHOIR PERFORMANCE
24 April 2026 | 6 pm

The choir performs key political songs by José Afonso, José Mário Branco and Adriano Correia de Oliveira, closely associated with the Portuguese dictatorship and the Carnation Revolution. The musical performance makes history audible and opens a collective space for remembrance and resistance.

PANEL DISCUSSION
After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24 April 2026 | 6:30 pm
with Dr Iolanda Évora, Dr Ibou Diop & Dr Cátia Severino

For a long time, visibility in memory cultures and politics was understood as something institutionally managed through museums, curricula, and official commemorations. This model is increasingly being challenged. Today, remembrance unfolds in decentralised and collaborative ways, shaped by communities and shared practices. While this shift enables new voices and new forms of visibility, it also raises important questions of legitimacy, responsibility, and solidarity: Whose memories are foregrounded? Which remain unheard? And how can collective remembrance be sustained beyond institutional control?

Within this context, addressing the legacy of European colonialism is crucial. Long-term and socially effective strategies of decolonisation are needed, and artistic as well as participatory approaches can play a key role in shaping these processes and fostering a resilient culture of remembrance. Taking place on 24 April, on the eve of the anniversary of the Carnation Revolution, the panel reflects on the role of remembrance culture in Europe today. It brings together members of the European CPPD network and Portuguese experts. Dr Ibou Diop will present Kolonialismus erinnern (Remembering Colonialism), a city-wide remembrance concept for the state of Berlin, which advocates for the critical integration of colonial history into educational and civic practice. Dr Iolanda Évora contributes perspectives from her work in the European project Democracy in Action, particularly in the field of Race, Ethnicity and Civic Participation, and draws on her previous role as coordinator of the project Afro Port. The discussion will be moderated by Cátia Severino.

STAGED READING
»The Notebook of Colonial Memories«
24 April 2026 | 7:30 pm
with Isabela Figueiredo

In a staged reading, excerpts from Isabela Figueiredo’s autobiographical work are performed, rendering colonial violence in Mozambique tangible through the perspective of a young girl. The reading interweaves personal memory with political history and highlights the ambivalences of colonial power relations.

OPENING STAGED READING
Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation«
24 April 2026 | 8-9:30 pm

The Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation« invites its visitors to engage with a central topic of our remembrance culture: European colonial history and decolonisation. In an immersive as well as interactive exhibition, visitors will be confronted with the legacy of European colonialism and its contemporary manifestations. The exhibition places a special focus on the structures of dehumanisation that remain effective in the present. It seeks to dismantle the invisibility associated with dehumanisation and places the human aspect at the centre of our attention.

»Cycles of Decolonisation« was developed under the curation of Cátia Severino and André Soares, with contributions by European artists, activists and academics of the CPPD. The curators direct our gaze to the continuities of European colonialism. Using the example of Food Delivery Riders, they show us the contemporary manifestations in which the legacy of European colonialism persists in the present. »Cycles of Decolonisation« illustrates how contemporary economic systems can repeat colonial dynamics, even without the direct violence and territorial occupation associated with historical colonisation.

After stations in Berlin and Madrid, the DML “Cycles of Decolonisation” will be opened at the Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho in Lisbon.

PERFORMANCE
Ribbons
24. April 2026 | 6-9 pm
with Renee van Bavel

In the live performance RIBBONS, the artist sews together commemorative ribbons collected from memorial sites around the world into an ongoing, collective artwork. The piece brings together different stories, perspectives, and forms of remembrance into a shared, transnational narrative. As an open and evolving practice, RIBBONS invites reflection on memory, the present moment, and the possibilities of togetherness and peace.

> Registration for the 24 April here

*The entire programme on 24 April 2026 is open to the public.

WORKSHOP & GUIDED TOUR
From Revolution to Reflection: Embodying April 25 in Collective Memory
25 April 2026 | 1-5 pm

More than five decades on, the annual April 25 march endures as a form of embodied remembrance, where memory is not only recalled but enacted through collective presence in public space. This performative continuity reveals how the Revolution is lived, transmitted, and re-signified across generations. At the same time, different social groups articulate and claim April in distinct ways, exposing tensions, silences, and competing narratives about what the Revolution was, and what it still demands.

The workshop and the guided tour will be conducted by CPPD members Dr Cátia Severino and André Soares.

*The programme on 25 April 2026 is intended for CPPD members.

Festival CPPD »Vozes em Ascensão: Memória Sem Silenciamento«
Depois dos Cravos – Ciclos de Descolonização e Futuros Democráticos
24 & 25 de abril de 2026 | Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, Lisboa

Nos dias 24 e 25 de abril de 2026, terá lugar em Lisboa a 2.ª edição do Festival CPPD “Vozes em Ascensão: Memória Sem Silenciamento”. Um dos destaques do festival será a inauguração do Dynamic Memory Lab “Cycles of Decolonisation”, juntamente com os curadores Dr.ª Cátia Severino e André Soares. O programa de abertura inclui performances, momentos musicais e um painel de discussão. O evento decorrerá em inglês, português e alemão.

PROGRAMA

PERFORMANCE DO CORO
24 de abril de 2026 | 18h

Um coro interpreta canções políticas centrais de, entre outros, José Afonso, José Mário Branco e Adriano Correia de Oliveira, estreitamente ligadas à ditadura portuguesa e à Revolução dos Cravos. A performance musical torna a história audível e cria um espaço coletivo de memória e resistência.

PAINEL DE DISCUSSÃO
Depois dos Cravos – Ciclos de Descolonização e Futuros Democráticos
24 de abril de 2026 | 18h30
com Dr Iolanda Évora, Dr Ibou Diop e Dr Cátia Severino

Durante muito tempo, a visibilidade nas culturas e políticas de memória foi entendida como algo gerido institucionalmente através de museus, currículos escolares e comemorações oficiais. Este modelo tem vindo a ser cada vez mais questionado. Hoje, a memória desenvolve-se de forma descentralizada e colaborativa, moldada por comunidades e por práticas partilhadas. Embora esta mudança permita novas vozes e novas formas de visibilidade, levanta também questões importantes de legitimidade, responsabilidade e solidariedade: Que memórias são colocadas em primeiro plano? Quais permanecem por ouvir? E como pode a memória coletiva ser sustentada para além do controlo institucional?

Neste contexto, é fundamental abordar o legado do colonialismo europeu. São necessárias estratégias de desconstrução colonial a longo prazo e socialmente eficazes, e abordagens artísticas e participativas podem desempenhar um papel importante na construção desses processos e no fortalecimento de uma cultura de memória resiliente.

Realizado a 24 de abril, na véspera do aniversário da Revolução dos Cravos, o painel reflete sobre o papel da cultura de memória na Europa contemporânea. Reúne membros da rede europeia CPPD e especialistas portugueses. Dr. Ibou Diop apresentará Kolonialismus erinnern (Remembering Colonialism), um conceito de memória à escala da cidade para o estado de Berlim, que defende a integração crítica da história colonial nas práticas educativas e cívicas. A Dra. Iolanda Évora traz perspetivas a partir do seu trabalho no projeto europeu Democracy in Action, em particular na área de Race, Ethnicity and Civic Participation, e baseia-se na sua anterior função como coordenadora do projeto Afro Port. A discussão será moderada por Cátia Severino.

LEITURA PERFORMATIVA
»The Notebook of Colonial Memories«
24 de abril de 2026 | 19h30
com Isabela Figueiredo

Numa leitura encenada, são apresentados excertos da obra autobiográfica de Isabela Figueiredo, que torna tangível a violência colonial em Moçambique a partir da perspetiva de uma jovem rapariga. A leitura articula memória pessoal e história polltica, evidenciando as ambivalências das relações de poder coloniais.

INAUGURAÇÃO
Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation«
24 de abril de 2026 | 20-21h30

O Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation« convida o público a envolver-se com um tema central da nossa cultura de memória: a história colonial europeia e os processos de descolonização. Numa exposição imersiva e interativa, os visitantes serão confrontados com o legado do colonialismo europeu e as suas manifestações contemporâneas. A exposição dá especial atenção às estruturas de desumanização que continuam a produzir efeitos no presente. Procura desmontar a invisibilidade associada à desumanização e colocar o elemento humano no centro da nossa atenção.

»Cycles of Decolonisation« foi desenvolvido sob a curadoria de Cátia Severino e André Soares, com contributos de artistas, ativistas e académicos europeus do CPPD. Os curadores direcionam o olhar para as continuidades do colonialismo europeu. A partir do exemplo dos Estafetas de Plataformas Digitais, mostram de que forma o legado do colonialismo europeu se manifesta ainda hoje. »Cycles of Decolonisation« ilustra como os sistemas económicos contemporâneos podem reproduzir dinâmicas coloniais, mesmo sem a violência direta e a ocupação territorial associadas à colonização histórica.

Depois de ter passado por Berlim e Madrid, o Dynamic Memory Lab “Cycles of Decolonisation” será inaugurado na Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, em Lisboa.

PERORMANCE
Ribbons
25 de abril de 2026 | 18-21h
com Renee van Bavel

Na performance ao vivo RIBBONS, a artista costura fitas comemorativas recolhidas em locais de memória por todo o mundo, criando uma obra coletiva em constante desenvolvimento. A peça reúne diferentes histórias, perspetivas e formas de recordação numa narrativa transnacional partilhada. Como prática aberta e em evolução, RIBBONS convida à reflexão sobre a memória, o presente e as possibilidades de união e paz.

> Inscrição para o programa de 24 de abril

* Todo o programa de 24 de abril é aberto ao público.

VISITA GUIADA & WORKSHOP
Da Revolução à Reflexão: Incorporar o 25 de Abril na Memória Coletiva
25 de abril de 2026 | 13-17h

Mais de cinco décadas depois, a marcha anual do 25 de Abril mantém-se como uma forma de rememoração incorporada, em que a memória não é apenas evocada, mas encenada através da presença coletiva no espaço público. Esta continuidade performativa revela como a Revolução é vivida, transmitida e ressignificada ao longo das gerações. Ao mesmo tempo, diferentes grupos sociais articulam e reivindicam o “Abril” de modos distintos, expondo tensões, silêncios e narrativas concorrentes sobre o que foi a Revolução e sobre aquilo que ela ainda exige.

O workshop e a visita guiada serão conduzidos pelos membros da CPPD, Dra. Cátia Severino e André Soares.

* O programa de 25 de abril de 2026 destina-se a membros da CPPD.


19.04.2026 | by martalanca | debate

CRÂNIO IMPROMPTU, de Brassalano Graça

Apresentação do livro de Poesia e Fotografia. Último volume da Trilogia do Mato, no dia 19 de Junho, às 18h na Galeria Zé dos Bois, Rua da Barroca, 59 Lisboa (Bairro Alto)

je parle des fleurs liquides, cette façon majeure de pleurer, d’arracher la peau du coeurcomme une étoile engloutiepar la barbarie des mots.

 
Com: Natxo Checa, Director da Galeria ZDB. Apresentação do livro Crânio Impromptu; Elsa Garcia, Directora da revista Umbigo. paralelo entre os livros Úlcera,Útero e Crânio Impromptu; e Abílio Neto, Comentador RTP-África. Balanço da componente africana/negrada Trilogia do Mato.

Brassalano GraçaBrassalano Graça

 

18.04.2026 | by martalanca | Brassalano Graça

"Here be Dragons", de Beatriz Neto

CCCV - Centro Cultural Cabo Verde Rua de São Bento, nº 640 - Lisboa

inaugura sexta-feira, 17 de abril | 18 horas

Entrada livre!

Partindo da expressão cartográfica que assinalava territórios desconhecidos nos mapas antigos, Here Be Dragons propõe uma reflexão sobre aquilo que permanece fora de nomeação, entre o visível e o indeterminado. O trabalho de Beatriz Neto desenvolve-se a partir de uma permanência em São Tomé, nomeadamente na baía de São João dos Angolares, onde a artista recolhe imagens, sons e narrativas que cruzam arquivo, experiência e projeção.

A exposição organiza-se como uma instalação composta por sete momentos, estruturados através de vídeo e som. Não há uma narrativa linear, mas um sistema de aproximações, onde cada elemento funciona como um ponto de passagem. O conjunto constrói-se por repetição e variação, convocando um espaço de leitura instável, em constante deslocação.

No centro do trabalho está a ideia de falha enquanto linguagem. Interrupções, cortes e apagões integram o próprio funcionamento da imagem, afastando-a de uma lógica representativa. O verde, simultaneamente associado ao ambiente natural e ao universo digital, surge como um campo intermédio, onde a imagem não fixa um sentido, mas permanece em suspensão.

Também o som assume um papel estruturante, articulando registos técnicos, projetores, geradores e dispositivos eletrónicos, com referências ao território envolvente. Neste cruzamento, dilui-se a separação entre o orgânico e o maquinal, propondo um mesmo plano de experiência.

O “dragão” surge não como figura narrativa nem símbolo fechado, mas como sinal do que escapa à escala e à leitura imediata. Um marcador do desconhecido, que não se resolve, mas que insiste.

Here Be Dragons não organiza um discurso fechado. Propõe antes uma experiência de aproximação, onde a obra se constrói no intervalo, na suspensão e na relação entre presença e ausência.

Beatriz Neto (Lisboa, 1999) é artista visual e vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho aborda questões de identidade, narrativas históricas, territorialidade, mitos e crenças.

Licenciada em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e mestre em Artes Visuais pela Malmö Art Academy, Lund University, foi distinguida com o Prémio Arte Jovem Millennium bcp e o Prémio Geração Terra, ambos em 2024. Recebeu também uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para formação no estrangeiro em 2022 e uma Bolsa de Mérito da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa em 2020.

O seu trabalho foi apresentado em diversas exposições individuais e coletivas, incluindo Zaratan, Rua das Gaivotas 6, Galeria KHM e Banco das Artes Galeria, entre outros. Integra coleções como a Fundação PLMJ, a Coleção Maria e Armando Cabral, Rialto6, e a Coleção João Luís Traça.

17.04.2026 | by martalanca | Beatriz Neto

5ª edição do Ateliê Mutamba

A apresentação final da quinta edição do Ateliê Mutamba acontece dia 16/04 (quinta-feira), Hotel Globo.
Os filmes produzidos durante a residência, serão apresentados para o público. Uma noite de partilha, cinema e encontro com a comunidade. Local: Hotel Globo  Data:  16 de Abril (Quinta-feira )
Este projecto é uma realização KinoYetu, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e apoio Geração 80.

16.04.2026 | by martalanca | ateliê mutamba

Memórias de paz e guerras

Quarta-feira, 22 de abril17h30 | Exposição

Esta exposição propõe um olhar sobre o passado e o presente de Angola e Portugal, atravessando sessenta anos que marcaram profundamente os países envolvidos: as guerras que precederam as independências de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique; o 25 de Abril de 1974, que marcou o fim; o conflito armado angolano, que terminou a 4 de abril de 2002; e as duas décadas de paz vividas desde então. Memórias de Paz e Guerras apresenta dois olhares complementares.

Curadoria: Maria José Lobo Antunes, Inês Ponte e Kiaku Zambo Artista convidado: Lino Damião

Entrada livre

 

 

16.04.2026 | by martalanca | guerra colonial

Dialogos Africanos sobre restituição

Horário : 15-17 

Formato: híbrido 

Lugar : ED4_A202_Conf2J  | ISCTE edifício 4 Avenida das Forças Armadas 41 

Língua: portuguesa 

O próximo passo da restituição: reflexões/notas a partir de Moçambique.

nº 9 da revista Troubles dans les collections

Enquanto a África lusófona permanece, em grande medida, fora do centro dos debates globais sobre restituição, este número reúne algumas das intervenções mais consistentes em torno do tema, a partir de Moçambique e da sua diáspora. Entre Maputo, Durban e a comunidade Amakhuwa Zanzibari, os textos acompanham formulações, silêncios e reivindicações que extravasam tanto o marco colonial como o nacional, mantendo em suspenso aquilo que a restituição pode vir a significar e o que pode pôr em movimento nestes contextos

Coordenado por Catarina Simão - inclui textos de Maimuna Adams, Jessemusse Cacinda, Titos Pelembe, Eduardo Quive e Catarina Simão.

Link: https://troublesdanslescollections.fr  | Em breve estará disponível também em português e em francês.

Esta sessão assinala a apresentação da versão portuguesa do nº9 da revista Troubles dans les collections, com a presença dos autores.

DIA 23 de Abril 

Horário 

Portugal: 4–6 PM

Nigeria: 5–7 PM

South Africa: 6–8 PM

Formato: híbrido 

Lugar : ED4_A110_Conf2J  | ISCTE edifício 4 Avenida das Forças Armadas 41 

Língua : inglês

Launch of the Dossier Between Restitution and Re-appropriation – Agora, Etnográfica

This dossier brings together case studies from Africa and Brazil, including cultural initiatives, artistic practices, and diplomatic processes surrounding the return of heritage objects. Through these perspectives, it highlights restitution not merely as the return of artifacts, but as a transformative practice focused on re-humanizing narratives de-humanized by colonial violence. The repatriation process is viewed as a catalyst for change, promoting an active practice that reinterprets the past dynamically, creating a relationship between past, present, and future. The roundtable will present the contribution by the curator Molemo Moiloa as part of the Open Restitution Africa (ORA) project, along with a contribution from professor Ikenna Emmanuel Onwuegbuna on the Musical Returns and Revivals project.

Link: https://etnografica.cria.org.pt/pt/article_type/restitution-and-reparation  

Online speakers:  Molemo Moiloa South African lecturer, artist, researcher, and co-founder of Open Restitution Africa and Ikenna Emmanuel ONWUEGBUNA, Lecturer at the Department of Music, University of Nigeria, Nsukka

 

 

14.04.2026 | by martalanca | restituição

"Uma teoria feminista da violência, por uma política antirracista da proteção", de Françoise Vergès

O convite do Centro de Filosofia e Género foi o pretexto para ler melhor um dos mais interessantes livros de Vergès e pensar nas “Desigualdades de protecção e violência” no nosso mundo. “Uma teoria feminista da violência, por uma política antirracista da proteção”, de Françoise Vergès, analisa a violência para além do ato individual, entendendo-a como estrutural e ligada ao racismo, colonialismo e capitalismo. A autora critica o feminismo punitivo e securitário, que reforça o Estado penal em vez de proteger verdadeiramente as mulheres mais vulneráveis. Propõe uma política de proteção baseada na justiça social, na redistribuição e na desmilitarização. Defendemos um feminismo antirracista que enfrente as raízes sistémicas da violência.
3ª-feira, dia 21 de Abril, 18.30h, sessão aberta a todas as pessoas interessadas e decorrerá online neste link:
https://bigbluebutton.uevora.pt/rooms/pqz-v6k-6yq-dhm/join

14.04.2026 | by martalanca | Françoise Vergès, proteção, violência