fred, de Ska Batista

fred é um livro de noite. De corpos que se encontram, se perdem e se reinventam. Um diário visual fragmentado onde Ska Batista acumula imagens como se acumulam memórias — sem ordem, sem hierarquia, com a lógica própria do desejo. Performances, errâncias urbanas, cenas domésticas, gestos que resistem à definição: tudo coexiste num espaço onde a identidade recusa ser fixada. fred é queer não apenas no que mostra, mas na forma como olha — com a mesma atenção ao corpo que se oferece e ao corpo que se esquiva, ao íntimo que se expõe e ao que permanece na sombra. Um retrato aberto, onde a vulnerabilidade torna-se poder.

Lançamentos:

Livraria GRETA, Lisboa

Dia 8 de maio, 19h00 

Rua Palmira 66C, 1170-287 Lisboa

Conversa com Maura Grimaldi, David Guéniot e artista

https://www.gretalivraria.com/

Livraria STET, Lisboa

Dia 9 de maio, 17h00 

R. Actor António Cardoso 12A, 1900-011 Lisboa

Conversa com Sofia Silva, David Guéniot e artista

@stet_books

Exposição individual:

Imagem objeto imagem relação, de Ska Batista

Inauguração dia 4 de Julho, 16h00

Espaço Gaivotas 6

Rua das Gaivotas 6

1200-202 Lisboa

https://ruadasgaivotas6.pt/

“Em meio a tantas imagens, o que faz fred acreditar nelas? O que o faz percorrer por laboratórios sem a certeza se os seus retratos emergirão. Seus frames são pequenos brilhos, cintilam feito pequenas surpresas. Acaso, erro e descontrole. Isso que nos leva ao maravilhamento, algo como abrir um presente. E seria precisamente pela surpresa que teríamos a possibilidade de sermos arrebatados por uma pequena beleza. Esta que aflora a partir do que esperávamos pouco ou que fizemos um trabalho para não esperar, porque tínhamos a plena consciência de fugirmos às regras e protocolos. Encontrar “coisas acesas por dentro” em meio ao acúmulo de decisões que sabíamos implicar em erros parece ser um breve milagre.
Nesse fenômeno de arrebatamento e de construção de um espaço extremamente íntimo, somos fatalmente capturados: um encontro com Eros. Debruçar-se nessa obra é ver-se tomado por um espaço especial de nossa entrega perante esses registros, mas também da entrega de quem fotografa ao seu entorno. Aqui é justamente onde estar atento, dedicado e apaixonado, se confundem. Onde se abre uma nesga de desejo, em meio à crescente e assombrosa deserotização do mundo sobre a qual nos alerta Franco Bifo Berardi e Luigi Zoja. fred é, assim, a jornada entre os anos, os lugares de afeto e os seres que os integram. Lembremos o que Anne Carson nos conta: “Eros é um verbo”, isto é, “o desejo se move”. Eros é essa pulsão de mover-se, de dividir e partilhar os mundos, de perder-se e alargar-se nos outros. Eros é esse lançar-se a um outro, em um sentido vasto, seria a capacidade de “arrancar o sujeito de si mesmo e direcionar para o outro. […] Ele dá curso a uma denegação espontânea do si mesmo, um esvaziamento voluntário do si mesmo.” Se o sujeito narcisista é aquele que “não consegue perceber o outro em sua alteridade e reconhecer essa alteridade”, fred é o seu antagonista, bem como apaixonar-se é antídoto para não se afogar em si. ”

Extracto do texto “O Grão e o poro”, de Maura Grimaldi, publicado no livro fred, de ska batista.

Ska Batista (1987) acumulador de imagens e iluminador, radicada em Lisboa. Sua prática desenvolve-se entre a fotografia, o vídeo e a iluminação cênica, com foco na investigação da performatividade do fazer e dos processos de criação. Atualmente investigando a não imagem a partir da recusa da lógica da eficácia e do instantâneo. Integra a plataforma Matéria Leve, projeto de pesquisa e formação em iluminação coordenado por Letícia Skrycky. Colaborou em criações de luz para espetáculos como, Mandaki, violetas, de Vânia Doutel Vaz; Cantar, de Francisco Cavalcanti; Quase Nada e Um Plano, de Márcia Lança; e A Roda que Não Tem Fim. Entre as exposições das quais participou, destacam-se a série fotográfica Anarquivo, apresentada no Arquivo Municipal de Lisboa; a instalação fotográfica Rebojo, na Cisterna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, sob coordenação de Susana Sousa Dias; e a obra Desconectado, exibida na Casa da Cultura de Beja. Em 2022, realizou as exposições individuais As luzes vermelhas invadem a noite, na Galeria dos Encontros da Imagem, em Braga, e corpa incognita, no âmbito do festival de performances #PRECÁRIAS, com direção artística de Tita Maravilha, no Espaço Gaivotas 6, em Lisboa. Em 2025 participou da exposição coletiva Rota dos Ventos, na PLATO, no Porto. Colabora no projeto Fotonovelo, uma investigação que tenta resgatar criticamente um conjunto de objetos culturais e dispositivos hoje considerados obsoletos — da fotonovela aos dispositivos de pré-cinema e a técnicas de impressão.

 

 

GHOST Editions

www.ghost.pt

@ghost_editions

A editora GHOST surge em 2011 da conjunção dos interesses e práticas da fotógrafa Patrícia Almeida (1970-2017) e do editor David-Alexandre Guéniot para dar corpo a projectos editoriais e eventos programáticos.

Em 15 anos de existência, a GHOST publicou mais de 40 livros que abrangem um vasto leque de disciplinas: fotografia, artes visuais, design, dança contemporânea, dramaturgia e ciências sociais. Propõe-se publicar livros que articulam uma ‘política da imagem’, ou seja aproximações críticas sobre os usos e as condições de recepção da imagem fotográfica, seja ela documental, arquivística, ficcional ou apropriada. 

Em 2018, a publicação “Anatomia de uma decisão”, de João Fiadeiro, recebeu o Prémio de Design de Livro do Ano da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB/MC). Em 2019 e 2021, as publicações “Caldas 77” e “Ma vie va changer” receberam menções honrosas do mesmo prémio. Em 2023, “O Livro da Patrícia” foi selecionado para o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña. Em 2024, o livro “I Photograph You Photographing Her Photographing Me” foi nomeado para o Premio do Melhor Livro do Ano nos Rencontres de la Photographie d’Arles em França, na categoria do Livro-Texto. Em 2024, “Livros de Fotografia em Portugal: da Revolução ao Presente” ganhou o Prémio de Melhor Livro do Ano pelo festival internacional de fotografia PhotoEspaña bem como o Premio ArtsLibris Banc Sabadell Barcelona. Foi ainda selecionado para o prémio de melhor livro do ano nos Rencontres d’Arles, o Premio Eloi Gimeno 2024 e o Buchkunst Stiftung, Best Book Design from all over the World 2025.

As publicações da GHOST integram colecções nacionais e internacionais, de instituições públicas e privadas e são regularmente integradas em exposições sobre livros de artista. Entre outras: “Vermelho Vivo”, festival Solar, Fortaleza (BR), 2024-25; “Narrativas do Eu, entre o público e o privado”, Biblioteca de Arte, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2024-25; “Nervo: Observatório do Fotolivro Português no séc. XXI”, Centro Português de Fotografia, Porto, 2024; “Fazer”, Culturgest, Lisboa, 2023; “Photo Vogue Festival”, Milão (IT), 2019; “Atlas Portugal”, Casa Encendida, Madrid (ES), 2019; “Ink#2”, Fotokino, Marselha (FR), 2017; “Uncensored Books”, Belgrade (YU) e Palermo (IT), 2017; “Everything is about to happen”, Museu de Serralves (PT), 2017; “Portugal em Flagrante – Operação 1”, CAM, Fundação Gulbenkian 2016 (PT), “EDIT: Sequence/Meaning”, CGAC - Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela (ES), 2015, Galerie LENDROIT, Rennes (FR), 2015, Galeria Anamesa Atenas (GR), 2014.

A GHOST tem participado em mais de 65 feiras de edições internacionais e nacionais como Offprint Paris (desde 2012), Offprint London (de 2015 a 2018), Pa/per View Art Book Fair (Porto, 2012 e Bruxelas, 2013 e 2014), Libros Mutantes/Madrid Art Book Fair (2013 e 2022), ARCO Madrid (2014), Wiels Art Book Fair em Bruxelas (2015), Friends with Books (Berlim, de 2015 a 2019), P.A.G.E.S (Genebra, 2023), Mira Look Books Madrid (2023), Arts Libris Barcelona (2024), Fiebre Photobook Fest XII, Madrid (2025) bem como em feiras nacionais como a Feira do livro de fotografia de Lisboa (desde 2012), Feira de edições no Carpe Diem Lisboa (2012-2014), Est Art Fair no Estoril (2014), ARCO Lisboa (desde 2016), EDIT (2015-2017), Feira Gráfica de Lisboa (2018-2020), Feira do Livro de Arte de Coimbra (desde 2023), Matéria Impressa/Centro de Arte Oliva, S. João da Madeira (2023) e F.E.R.A (2023).

Os livros da GHOST são distribuídos através de uma rede nacional e internacional de livrarias especializadas em livros de arte. Concluiu em 2016, um contrato de distribuição com a distribuidora internacional Anagram Books com sede em Berlim. Ao nível nacional, os livros da GHOST são distribuidos pela editora Orfeu Negro em mais 150 livrarias em Portugal, e nas Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, desde 2018.

 

fred

 

 

Fotografias: ska batista

 

Design: Joana Durães

 

Texto crítico “O Grão e o poro”: Maura Grimaldi

 

Impressão e acabamentos: Gráfica Maiadouro

 

Agradecimentos: Aurora, Francine Ramos, Izabel Nejur, Kimmy Simões, Julia Cury, Mandi Kaibo, Manoella Valadares, Yura, Zaya

 

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto/DGARTES – Direção-Geral das Artes

 

Formato: 205 x 260 mm, 56 pp.

(43 fotografias, offset, duotone)

 

ISBN 978-989-36209-2-2

 

Editora: GHOST Editions - www.ghost.pt

 

Data de publicação: Abril 2026

 

PVP: 28€

Preço pré-venda: 22€ (até dia 5 de Maio, exclusivamente no site ghost.pt)

envio grátis para Portugal.

29.04.2026 | by martalanca | queer