A afirmação da favela carioca

A afirmação da favela carioca A representação da favela sustenta-se em torno da equação pobreza-violência-favela e produz uma interpretação caricatural desses territórios: ocupações ilegais em morros, inexistência de lei e ordem, espaços subequipados e locais de concentração de pobres, analfabetos e criminosos. Local de habitações degradadas e precárias, ilegalmente construídas e destituídas de serviços urbanos – água, electricidade, instalações sanitárias, pavimentação – e qualquer tipo de planeamento urbanístico. Não haveria diferença entre as várias favelas, e o seu eixo paradigmático estaria assente naquilo que as favelas, supostamente, não possuiriam quando postas em relação a um modelo idealizado de cidade. Deste modo, a favela é apresentada como lugar de privação, sem Estado, globalmente miserável e local de moradia das chamadas “classes perigosas”.

Cidade

29.01.2014 | por Otávio Raposo

Áfricas e Marginalidade: uma recensão de "Voci dal Margine: la letteratura di ghetto, favela, frontiera"

Áfricas e Marginalidade: uma recensão de "Voci dal Margine: la letteratura di ghetto, favela, frontiera" O cronista a que se chama Gato Preto/ Nascido em Ilhéus, no centro do gueto/ Pele escura, olhos vermelhos, cabelos crespos/ Antepassado africano, descendente negro/ Pane extremamente, salve do gueto/ Todos descendentes do mesmo povo preto. (Altino Gato Preto – Baiha que Gil e Caetano não cantaram)

A ler

08.06.2012 | por Luca Fazzini