Integration and transnationalism: how are the two connected?

Warsaw, Poland, 9 September 2011

We invite papers for a session at the Eighth Annual IMISCOE Conference, ‘Dynamics of European Migration Space: Economy, Politics and Development’, entitled Integration and transnationalism: how are the two connected? Session organizers are Jørgen Carling and Marta Bivand Erdal, Peace Research Institute Oslo (PRIO). The deadline for abstracts is 15 June 2011.

Background

How is integration—in various forms—connected with migrant’s transnational attachments to their countries of origin? Integration and transnationalism are both complex concepts that have been deconstructed and subdivided in different ways. Still, the simplified notions of integration and transnationalism as measurable from ‘high’ to ‘low’ in one way or another are prevalent. If we accept this, three types of empirical relationships between the two are possible.

First, there could be a negative relationship, in which high degrees of integration is associated with low degrees of transnationalism and vice-versa. If integration requires an investment of time, effort and other resources, one could argue that strong commitments to the country of origin become an obstacle to integration. Conversely, as proposed in the foundational work on transnationalism (Basch et al. 1994), migrant’s experiences of discrimination motivate them to sustain transnational attachments.

Second, it is possible that the relationship is a positive one. Perhaps it is the ‘well-integrated’ migrants who have the resources required to travel frequently, have multiple homes, be engaged in transnational politics, and so on—while other, more marginalized migrants are neither transnational nor ‘well integrated’. There could also be a positive relationship in another sense, as recently argued by Lisa Åkesson (2010): successful integration in a multicultural society requires an easily classifiable ‘background’ that is reinforced through transnational practice.

Third, it may be that transnationalism and integration are distinct spheres of migrants’ lives, with no causal relationships between the two. If we start unpacking the concepts, we might also find that the multiple dimensions of both integration and transnationalism preclude any general statements about relationships.

Call for papers

In this session we invite papers that explore the link between transnationalism and integration either empirically, theoretically or both. We welcome ethnographic and statistical analyses as well as papers that examine discourses on integration and transnationalism. Abstracts (200-300 words) should be submitted to Jørgen Carling (jorgen@prio.no) by 15 June 2011. Applicants will be notified of the outcome by 30 June 2011. The closing date for registration to the conference is 1 August 2011.

Participants must cover the full cost of conference attendance. See www.imiscoeconferences.org for details. The conference lasts from the evening of 7 September to the afternoon of 9 September. Our session will take place 09:00-12:15 on 9 September. 

 

31.05.2011 | por martalanca | transnacionailsm

All Power to the People: Conferência de Ericka Huggins na ZDB, LISBOA

No seguimento das acções complementares à exposição All Power to the People. Então e Agora, nomeadamente, o ciclo de cinema e a conferência de Emory Douglas, a ZDB congratula-se em poder apresentar uma conferência de Ericka Huggins. Esta oportunidade única, através da partilha da sua experiência pessoal, permitirá contextualizar momentos decisivos do Partido dos Panteras Negras. Sendo uma das mulheres líderes mais emblemáticas do Partido e com uma sólida carreira nos Estudos das Mulheres nos EUA, Ericka Huggins concretiza o interlocutor ideal para uma abordagem feminista ao BPP. Este programa engloba também o visionamento do filme “Comrade Sister: Voices of Women in the Black Panther Party” da realizadora Phyllis Jackson, com apresentação de Ericka Huggins.E para finalizar: uma sessão de boas vindas a Ericka Huggins num concerto de hiphop com sete dos mais celebrados mc’s de ambos os lados do Estuário do Tejo!

Quarta dia 1 de Junho às 18h _ Projecção do filme com introdução de Ericka Huggins:

Comrade Sister: Voices of Women in the Black Panther Party

Documentário composto essencialmente por diversas entrevistas com antigos membros femininos do Partido. Abordando diferentes assuntos, o filme apresenta-nos um contacto próximo com a perspectiva das mulheres no Partido dos Panteras Negras. Introdução de Ericka Huggin. Produção e realização de Phyllis Jackson e Christine Minor (Work-in-progress) 58 minutos. Em Inglês

Quarta dia 1 de Junho às 19h _ Conferência de Ericka Huggins: The Legacy of the Black Panther Party: What about the Children?

Ericka Huggins foi líder do Black Panther Party, prisioneira política e, actualmente, é activista dos direitos humanos, poeta e professora. Despertou cedo para o activismo político, participando em 1963 na Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade liderada por Martin Luther King. Apenas com 18 anos, em 1969, tornou-se líder da célula do Partido dos Panteras Negras de Los Angeles, juntamente como seu marido John Huggins. Após o assassinato de do John Huggins no campus da UCCLA, Ericka Huggins mudou-se para New Haven Connecticut e fundou uma nova célula do partido.
Em Maio de 1969, Ericka e o seu camarada Bobby Seale foram presos sob falsas acusações de conspiração para homicídio, dando origem a um grande movimento de solidariedade “Free Bobby, Free Ericka” com manifestações e comícios organizados um pouco por todos os EUA. Enquanto aguardava julgamento, esteve presa durante quase dois anos, até a acusação ser retirada. Grande parte do tempo que permaneceu encarcerada foi passado em prisão solitária, recorrendo à meditação como forma de resistência. Como educadora, foi directora entre 1973 e 1981 da Oakland Community School, uma inovadora escola primária e centro de desenvolvimento infantil fundado pelo BPP e gerido pela comunidade. O currículo desenvolvido no centro tornou-se um modelo a seguir por outras escolas. Durante este período, com o apoio de Maya Angelou e fundos do Bay Area Black United Fund, desenvolveu também a After School Academy, um programa dedicado às necessidades dos alunos recorrentes, procurando estabelecer uma relação mais próxima e cuidada entre docentes e estudantes. Em 1976 Ericka Huggins tornou-se a primeira mulher e primeiro membro da comunidade negra a ser nomeado para o Alameda County Board of Education. Huggins foi também responsável pelos textos e edição do Black Panther Intercommunal News Service. A sua poesia e ensaios estão publicados em numerosas revistas e livros, nomeadamente, em Insights and Poems de 1974 escrito em co-autoria com Huey P. Newton. Nos últimos 25 anos tem dado palestras, partilhando a sua extraordinária experiência de vida, abordando temas como os direitos humanos, educação, participação política e mudança social. Por ter sido a mulher que durante mais tempo (14 anos) exerceu um cargo de liderança no Partido dos Panteras Negras, Ericka tem um ponto de vista particular acerca do Partido, os seus desafios e sucessos e o seu legado na sociedade contemporânea. Actualmente, Huggins lecciona Estudos das Mulheres na Califórnia State University-East Bay, em São Francisco e Sociologia na Laney College in Oakland, California.

Quarta dia 1 de Junho às 22h _ Concerto

Sessão de boas vindas a Ericka Huggins num concerto de hiphop com sete dos mais celebrados mc’s de ambos os lados do Estuário do Tejo:CHULLAGE; PRIMERO G; LBC SOLDJAH; HEZBOLLAHL; IPAKO (TCHOLA e DIJAH); PRETO SKEMA; RÓ

Galeria Zé dos Bois + inf:  tlf: + 351 21 343 02 05

31.05.2011 | por franciscabagulho | black panthers, Ericka Huggins, zdb

Morreu Gil Scott-Heron, o precursor do rap

O poeta, cantor, figura icónica da música negra e precursor do rap Gil Scott-Heron morreu ontem à noite em Nova Iorque, aos 62 anos, por causas ainda não divulgadas.

O anúncio foi feito por Jamie Byng, o seu produtor no Reino Unido, através da rede social Twitter, onde escreveu que o seu “amigo e uma das pessoas mais inspiradoras” que alguma vez conheceu morreu na última noite.

Gil Scott-Heron nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1949 e lançou o seu primeiro disco em 1970 com o título “Small talk at 125th and Lenox”, onde tecia duras críticas à classe média americana, os activistas negros e o consumismo norte-americano. O trabalho ficou célebre pela sua canção mais icónica: “The revolution will not be televised”.
Durante muitos anos foi apresentado como o “Bob Dylan negro”, pela costela política. Mas sempre foi mais directo ao assunto, ou não tivesse escrito uma canção sobre segregação racial na África do Sul chamada “Johannesburg”; ou outra sobre alcoolismo, “The bottle”. No final dos anos 60 e primórdios dos 70, num período de lutas cívicas, convulsões económicas e mudanças sociais aceleradas, poucos conseguiram capturar as contradições de um país como ele.

Apesar de ser muitas vezes apontado como precursor ou padrinho do rap, este era um título que não agradava a Gil Scott-Heron, que preferia descrever o seu trabalho como “bluesology”, isto é, uma espécie de fusão entre poesia, soul, blues e jazz, com uma grande consciência social e fortes mensagens políticas, nomeadamente sobre temas como as armas nucleares ou o apartheid, descreve o jornal inglês Guardian.
Dos livros para a música
Inicialmente através da escrita publicou o primeiro livro, “The Vulture”, aos 19 anos. Mais tarde, quando ia publicar o terceiro livro, e depois de ter conhecido o músico e produtor Brian Jackson que o viria a acompanhar durante mais duas décadas, entendeu que o método de comunicar teria que mudar e a soul, o funk ou o jazz tornaram-se no veículo de difusão da sua paixão: a poesia.
Nesse período debitava acima de tudo para audiências negras, aprendendo com a “spoken-word” do poeta e activista Amiri Baraka ou com o jazz de Coltrane e Miles Davis. Mais tarde, no final dos anos 70 e primórdios dos 80, quando o hip-hop irrompeu, foi considerado um dos pioneiros do género. Grupos como Public Enemy ou Disposable Heroes Of Hiphoprisy citavam-no e novas gerações, de todas as cores, redescobriam-no.
Mas Gil Scott-Heron assumia-se sobretudo marcado pela sua avó, que viu morrer no sul dos Estados Unidos quando tinha apenas 15 anos. “Ensinou-me a não esperar que as pessoas descobrissem o meu pensamento, mas a exprimir-me por mim próprio. Quando penso nela, vejo-me a mim”, disse uma vez o cantor, numa entrevista. Depois da morte da avó, mudou-se para o Harlem, Nova Iorque, onde ainda habitava. Foi já em Nova Iorque, na Universidade Lincoln, que conheceu outra personalidade importante na sua vida, o poeta e escritor Langston Hughes.
Ao longo de quatro décadas, o cantor lançou mais de 20 discos. “We’re New Here”, lançado já este ano, foi o seu último álbum, tratando-se de uma recriação do álbum “I’m New Here” de 2010, concretizada por Jamie xx (do grupo The xx) e Gil Scott-Heron. O trabalho do ano passado foi lançado 16 anos depois do seu último registo de originais e numa altura em que tinha estado envolvido em algumas polémicas com a polícia por pose drogas e violação da liberdade condicional. Era também portador de VIH.

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O responsável pela ressurreição do veterano foi Richard Russell, produtor inglês também responsável pela XL Recordings. Foi ele que percebeu que não valia a pena regressar no modelo soul-funkjazz do passado. Havia que preservar o essencial, a sua voz, mas fazendo-o com uma arquitectura sonora renovada. Richard Russell apresentou-se a Scott-Heron quando este ainda estava na prisão e disse que quando fosse libertado queria produzir um disco com ele. Em Junho de 2007, quando Scott-Heron saiu da prisão Richard Russell contactou-o em Londres e um acordo foi selado. As gravações iniciaram-se em Janeiro de 2008, depois de uma última passagem por uma casa de correcção em Manhattan.O músico esteve em Lisboa e no Porto no ano passado, em Maio.

Público

30.05.2011 | por martalanca | Gil Scott-Heron, rap

BUALA no 11 nomes

Entrevista a Marta Lança sobre o BUALA no blog 11 nomes, que entrevista vários produtores de conteúdos

29.05.2011 | por martalanca | buala

Fronteiras, entrevista a António Pinto Ribeiro

Levantamos poeira ao trauma do colonialismo, entre europeus e africanos, ancorados nos Encontros de Fotografia de Bamako na Gulbenkian. Entrevista a António Pinto Ribeiro. ouvir aqui

28.05.2011 | por martalanca | encontros de fotografia de Bamako, fronteiras

Homenagem a Malangatana no Fórum do Barreiro

Para além da Homenagem a MALANGATANA organizada pela UCCLA, Câmara Municipal de Lisboa e Conselho Municipal de Maputo, que se realiza no dia 6 de Junho (São Luiz Teatro Municipal) a nossa organização apoia a divulgação da GRIOT, na Homenagem do dia 4 de Junho, Sábado, com a participação de Pintores, Actores, Declamadores, Músicos e Gastrónomos.

 

Vai ser pintada uma tela colectiva, ao vivo

28.05.2011 | por martalanca | Malangatana

Celebrating Africa Day 2011: Free Access to Article Collection

The Taylor & Francis group is proud to publish leading African and African Studies journals and is committed to disseminating and showcasing African research in the global online environment in a variety of subject areas, from the arts to zoology, economics to the environment, mathematics to music.To show our support for Africa Day we have collated a selection of top articles which engage with Africa on a number of key themes, shown below, and have made them free to access online from the 23rd May - 30th June.More information and clickable lists: http://www.tandf.co.uk/journals/articlecollections/AfricaDay2011/ 

26.05.2011 | por franciscabagulho | Estudos Africanos

Música e Migração

O número especial Música e Migração da revista Migrações foi apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian no passado dia 16 de Maio. A coordenadora científica, Maria de São José Côrte-Real, Investigadora Auxiliar do Instituto de Etnomusicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, apresentou os mais de 30 autores convidados de inúmeros países de todos os continentes.

Migrações 7 está disponível grátis na íntegra em Português e Inglês aqui.
Dá voz aos músicos e reflecte sobre a cidadania migrante de quase todos nós. Leia e passe palavra.

26.05.2011 | por franciscabagulho | migração, música

Tertúlia com escritores angolanos no espaço Makala

MAKALA tem o prazer de o (a) convidar a estar presente sexta-feira, dia 27 de Maio, pelas 19h na MESA REDONDA-TERTÚLIA com escritores angolanos, na qual participam Virgílio Coelho, Manuel Rui Monteiro, JoãoMaimona, Carmo Neto, Adriano Botelho de Vasconcelos, Francisco Soares, Lopito Feijó e António Quino. 

 

 

26.05.2011 | por martalanca | literatura angolana, Makala