III MARXA CABRAL EM PORTUGAL

III MARXA CABRAL EM PORTUGAL À semelhança das edições anteriores, a III Marxa Cabral é o culminar de um processo coletivo de mobilização política desenvolvido ao longo de vários meses. A preparação incluiu a Futebolada Cabral, em homenagem aos valorosos Tubarões Azuis; oficinas de construção coletiva de cartazes; a pintura de um mural promovida pela Associação Juvenil Esperança da Quinta da Princesa; uma roda de conversa; sessões de capoeira e batuku. A 16.ª Konferénsia Panafrikanu di Lisboa, integrada na Marxa, acolheu ainda, pela primeira vez, uma Aula Magna, proferida pelo sociólogo, educador e panafricanista Alexssandro Robalo, com o tema “

A ler

19.08.2026 | por vários

Di Povu Pa Povu: mobilizar sem organizar?

Di Povu Pa Povu: mobilizar sem organizar? Perante um membro do partido, o povo cala-se, torna-se «carneiro» e manifesta alguns elogios ao governo e ao dirigente. Mas, na rua, pela noite, no sossego da aldeia, no café ou junto do rio, ouve-se essa amarga decepção do povo, essa desesperança, mas também essa raiva contida. (Fanon, 1961: 189)

A ler

09.01.2026 | por Apolo de Carvalho e Alexssandro Robalo

Segunda Grande Marxa Cabral em Portugal!

Segunda Grande Marxa Cabral em Portugal! Nesta Marxa, sob o mote “Di povu pa povu: Libertação, Dignidade e Soberania popular”, reconhecendo a importância indiscutível das lutas pela independência, olhamos criticamente para o percurso feito até agora e afirmamos o nosso compromisso com a luta pela soberania popular e panafricana ainda por construir.

A ler

10.09.2025 | por vários

Marxa Cabral 2023: rizistensia I dimokrasia

Marxa Cabral 2023: rizistensia I dimokrasia  A recusa da prática do suicídio de classe sugerida por Cabral por parte daqueles a que Frantz Fanon denominou de elite colonizada, potencializou o neocolonialismo forjado no período da libertação entre a elite nativa e a burguesia colonialista, reproduzido hoje pela elite política, cultural e académica nativa em conluio com a elite transnacional, representada pela classe tecnocrática de topo nas agências do desenvolvimento. Portanto, em termos simbólicos, a Marxa Cabral representa o retorno à fonte na lógica cabralista e potencializa a tomada da consciência das várias formas de violência reproduzida desde o período colonial – exploração, humilhação, deslocações forçadas, condenação à fome –, hoje com uma nova roupagem.

Cidade

18.01.2023 | por Redy Wilson Lima

Marxa Cabral 2022

Marxa Cabral 2022 Vinte de janeiro de 1973, Conacri: Amílcar Cabral é assassinado a tiro por um grupo de homens armados. Vinte de janeiro de 2010, Praia: um grupo de jovens ativistas do hip-hop assinalam a data do assassinato deste herói bissau-guineense e cabo-verdiano através de um ato de insubordinação simbólica que acabou por inaugurar uma importante manifestação cultural de resistência e resgate da história denominada de Marxa Cabral, chamada na altura também de Marxa do Hip-Hop.

A ler

19.01.2022 | por Redy Wilson Lima