Roça Língua, lançamento 24 Maio, LISBOA

O livro Roça Língua é uma homenagem à língua portuguesa que reúne contos de vários autores de língua portuguesa e é apresentado esta noite por Abílio Neto, às 21h na FNAC Vasco da Gama, em Lisboa.

A obra resulta de uma primeira residência de escrita em  São Tomé, que decorreu em Novembro de 2011, de vários escritores lusófonos que, na sua estadia na ilha e em visitas às antigas roças santomenses coloniais de cacau, tentaram absorver as informações desses espaços de fusão cultural por excelência, para depois escrever um conto a partir do universo de cada um.

O projecto é uma iniciativa da associação santomense Roça Mundo, na figura da historiadora Isaura Carvalho, e contou com o comissariado de José Eduardo Agualusa e Marta Lança. Algumas actividades passaram por desenvolver com jovens santomenses oficinas de escrita criativa, jornalismo cultural e artes performativas.

Os co-autores do Roça Língua são Albertino Bragança, Olinda Beja ( São Tomé), Celina Pereira e Filinto Elísio ( Cabo Verde), Cláudia Clemente, Ricardo Alves, Paulo Ramalho, João Ferreira Oliveira, José Fialho Gouveia e Marta Lança (Portugal), Daniel Galera e Tatiana Salem Levy (Brasil), José Eduardo Agualusa (Angola), Ungulani Ba Ka Khosa (Moçambique) e Waldir Araújo (Guiné Bissau).

O livro Roça Língua será lançado em duas sessões distintas: hoje em Lisboa, no dia 14 de Junho, no Museu Municipal de Penafiel 21h30.

23.05.2014 | by franciscabagulho | literatura, São Tomé

Festa da Literatura e do Pensamento do sul da África - Próximo Futuro - Lisboa

21 Jun 2013 – 23 Jun 2013, Cabana, Entrada livre, Fundação Calouste Gulbenkian 


Depois de, em 2012, termos organizado um debate público em torno das questões culturais, políticas e artísticas específicas do Norte de África e do Médio Oriente, este ano o mesmo tipo de debate mais alargado vai centrar-se na região do sul de África, ou seja, a região alargada da África Austral. O ano de 1994, que marca o fim do apartheid em África, a cedência do poder de Frederik Willem de Klerk e a eleição de Nelson Mandela como presidente, não foi só o fim de um regime inumano para a África do Sul. Teve repercussões por toda a África e, muito em particular, na região da África Austral. Dezanove anos depois qual é o panorama destes países do sul da África? Que melhorias houve? Que dinâmicas existem? Que frustrações se acumulam? Que perspetivas há para o próximo futuro? É em torno destas questões que um conjunto vastíssimo de protagonistas desta área e especialistas que acompanham as dinâmica destes países que se propõe que todos participem nesta Festa da Literatura e do pensamento do sul da ÁFrica.

Calvin Dondo, 'Frieburg', série 'New German Family', 2010.Calvin Dondo, 'Frieburg', série 'New German Family', 2010.

1.ª sessão: O estado das artes
21 de Junho 2013, 19h00

Lígia Afonso [moderadora] (Portugal) / Patricia Hayes (África do Sul) / Joan Legalamitlwa (África do Sul) / Tiago Correia-Paulo (Moçambique)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)
 

2.ª sessão: Literatura
22 de Junho 2013, 18h00

Teolinda Gersão [moderadora] (Portugal) / Ondjaki (Angola) / Ivan Vladislavic (África do Sul) / Binyavanga Wainaina (Quénia)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)
 

3.ª sessão: Pensamento e política 

23 de Junho 2013, 16h00

Cristina Peres [moderadora] (Portugal) / Elisabete Azevedo-Harman (Portugal) / Elísio Macamo (Moçambique) / Harry Garuba (Nigéria) / João Paulo Borges Coelho (Moçambique)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)

4.ª sessão: Poesia [com leitura de poemas em português e inglês]
23 de Junho 2013, 18h00

Golgona Anghel [moderadora] (Portugal) / Joan Metelerkamp (África do Sul) / Peter Kagayi (Uganda) / Tj Dema (Botswana) / Vonani Bila (África do Sul)

(tradução simultânea EN-PT e vice-versa)

11.06.2013 | by martalanca | artes, literatura, pensamiento, próximo futuro

Concurso literário "As línguas em português", lançado em Moçambique

A primeira edição do concurso literário “As Línguas em Português”, destinado a promover obras inéditas, escritas em português, da autoria de escritores moçambicanos, decorre até 17 de Maio, promovido pelo pólo da cidade da Beira do Centro Cultural Português/Camões IP em Moçambique.

Segundo o regulamento do prémio, os objectivos do concurso literário são «fomentar a criação literária em Língua Portuguesa no espaço moçambicano; promover novos talentos, nomeadamente literários; e divulgar autores moçambicanos inéditos que escrevam em Língua Portuguesa».

Poderão participar no concurso os escritores moçambicanos que escrevem em língua portuguesa, devendo os interessados redigir um conto literário inédito, com o mínimo de 10 páginas e o máximo de 25, podendo ser acompanhado de ilustrações.

O vencedor será anunciado durante o mês de Junho e receberá um prémio monetário de 7.000 meticais.

17.05.2013 | by herminiobovino | literatura, literatura africana, literatura moçambicana

Revista Mulemba 9 Temática:Diálogos entre Literatura e Cinema

Literatura e cinema na África. A transcriação de obras da literatura e as técnicas cinematográficas. A importância do cinema no diálogo com a literatura.

Prazo de envio dos artigos para Mulemba 9:
até 10 de agosto de 2013, impreterivelmente
A revista irá ao ar até 31-12-2013.

 NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS

  • Os trabalhos deverão ser inéditos e vir acompanhados de Resumos, em português e inglês, de aproximadamente seis linhas e de três a cinco palavras-chave, também em português e inglês.
  • Da Seleção: O Conselho Editorial envia cada trabalho para dois consultores “ad hoc”, que o examinam e lhe atribuem conceitos. Apenas 10 trabalhos serão incluídos em cada número, usando- se o critério de classificação daqueles cuja média de conceitos for a maior.
  • Na folha inicial, pôr o título do artigo, o nome completo do(s) autor (es), a titulação acadêmica, vinculação institucional e endereços. O resumo do trabalho deverá conter, no máximo, 250 (duzentas e cinqüenta) palavras, redigido em parágrafo único e espaço simples. Após o resumo, deverão ser indicadas, no máximo, 5 palavras-chave pertinentes ao assunto do trabalho. Titulo, resumo e as palavras-chave deverão ser acompanhados por sua tradução em inglês (title, abstract e key-words).
  • - Os artigos deverão conter, no mínimo 8 e, no máximo, 15 páginas, em formato A4, fonte Arial, corpo 12, espaço 1,5, parágrafo 1,5 cm, e margens de 3,0 cm.
  • As imagens deverão estar digitalizadas em formato TIF, BMP ou JPG, devendo vir em separado, mesmo quando incorporadas ao arquivo texto, com indicação de posicionamento no texto e legendadas.
  • As citações bibliográficas serão indicadas no corpo do texto, entre parênteses, com as seguintes informações: sobrenome do autor em caixa alta; vírgula; data da publicação; abreviatura de página (p.) e o número desta. (Ex: SILVA, 1992, p. 3-23).
  • As notas explicativas, restritas ao mínimo indispensável, deverão ser apresentadas no final do texto.
  • As referências bibliográficas deverão ser apresentadas no final do texto obedecendo às normas da ABNT (NBR-6023).
  • Livro: sobrenome do autor, título do livro (itálico), local de publicação, editora, data. Ex: SHAFF, Adan. História e verdade. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

    Artigo: nome do autor, título do artigo, nome do periódico (itálico), volume e nº do periódico, data. Ex: COSTA, A.F.C. da. Estrutura da produção editorial dos periódicos biomédicos brasileiros. Trans-in-formação, Campinas, v. 1, n.1, p. 81-104, jan./abr. 1989.

  • Pede-se ainda que não sejam inseridas notas de pé de página, uma vez que o formato eletrônico da revista não comporta este tipo de referência. As notas devem vir ao final do trabalho, imediatamente antes das referências bibliográficas.
  • As opiniões, os conceitos e as referências contidas no(s) trabalho(s) são de responsabilidade exclusiva do(s) autor (es).
  • Os trabalhos não aceitos para a publicação não serão devolvidos ao autor. Os selecionados obedecerão a cronograma seletivo, a critério do Conselho Editorial.

26.04.2013 | by martalanca | cinema, literatura

Finhani - O Vagabundo Apaixonado (2012)

Lançamento do livro (Romance) “Finhani – O Vagabundo Apaixonado” de Emílio Lima, pela Corubal e a Chiado Editora, no Centro Cultural Franco Bissau Guineense.
Sexta-feira, 12 de Abril de 2013 | 17h00

(…) Imagine como pode terminar uma aventura transcontinental, por um corpoprofundamente agoniado, corroído pela ganância e brutalidade dos homens e,consumado pelas balas de canhões?

Foi assim que nasceu a ilusão do Finhani Pansau Kam-mecé, em emigrar paraEuropa, só com a roupa de corpo, após ter visto a casa e a família que construiucom muito amor e suor transformarem em escombros e fragmentos de sonhos (…)

Inspirado no poema “Vagabundo Apaixonado”, este romance transpira histórias verídicas. Traz à luz do dia a problemática da delinquência juvenil nos subúrbios… da escravatura moderna, perpetrada pelos grupos de mafiosos e traficantes que operam entre a Europa, América do Sul e África.

Para quaisquer dúvidas, esclarecimentos adicionais, não hesite em contactar:
Lisboa: 969432876 | miolindo@hotmail.com – Emílio Tavares Lima
Bissau: 00245 5917716 | corubalgb@gmail.com - Miguel de Barros

03.04.2013 | by herminiobovino | Guiné Bissau, literatura, literatura africana, literatura guineense

Campanha de assinaturas: oferta do livro "Luuanda"‏ - Le Monde diplomatique

Como assinar o Le Monde diplomatique - edição portuguesa;

Os preços das diferentes modalidades de assinatura da versão papel do Le Monde diplomatique - edição portuguesa estão na seguinte tabela:

  |Contin. e Reg. Autónomas |Europa |Resto Mundo|
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A assinatura da versão em papel do nosso jornal pode ser feita de um dos seguintes modos: 
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Pagamento on-line através de cartão de crédito / PayPal.

No caso de pagamento por vale postal ou cheque, estes devem ser enviados para: 
Outro Modo, Cooperativa Cultural, CRL Apartado 22510, EC Socorro, 1147-501 Lisboa.

No caso de efectuar o pagamento por transferência bancária pode enviar o comprovativo da mesma para a morada acima ou preencher o seguinte 
formulário de confirmação de transferência.

Para pagar on-line aceda à respectiva página: 
Pagamento com cartão de crédito / PayPal.

web

  • 1. [1] Mediante envio de fotocópia / digitalização do cartão de estudante actualizado

21.03.2013 | by herminiobovino | jornal, literatura, literatura angolana

Projecto Tumbuctu – Biblioteca Pública da Plataforma Gueto

Ao contrário do que nos tenta passar o discurso eurocêntrico e mono-histórico, que retrata África como um lugar sem escrita e como tal sem história, nós temos uma longa e linda história. Além das maravilhosas tradições orais que devemos preservar e divulgar, temos também um história escrita que não foram os europeus que passaram para papel. Desde há cinco séculos que a Europa tenta reescrever a história de África a partir do seu espelho e da sua noção de desenvolvimento, tudo isso para justificar a sua exploração. Nos últimos dois séculos  multiplicaram-se os escritos racistas mascarados de ciência.

Cabe-nos “exumar” a nossa história e esclarecer irmãos e irmãs sobre o grande contributo dos povos africanos e das nossas civilizações para o mundo.

Tombuctu, do império de Songhay no Mali, foi um dos maiores centros de conhecimento do mundo e ainda hoje se continuam a descobrir livros de lá que revelam o grande saber astrológico, matemático, geográfico, teológico, literário de África antes do colonialismo e que foi inclusive amplamente aprendido e usado na Europa.

Assim o projecto Tombuctu quer emprestar todos os livros pessoais dos membros da Plataforma Gueto a pessoas da nossa comunidade que queiram usufruir desses livros para aprenderem e para que discutamos, cada vez mais amplamente, a nossa história e actualidade e para que lutemos por um futuro de auto-determinação onde falemos em voz própria.

A grande maioria dos livros difundidos nas escolas e universidades e outras instituições tornam invisível o nosso contributo, mas existem vários livros de políticos, historiadores, poetas, romancistas, guerreiros, africanos e africanas que te podem devolver um orgulho no teu passado e um sentido para o teu futuro.

“Até que os leões possam contar a sua história a caça glorificará sempre o caçador” – Provérbio africano.

No Séc. XVI, Tombuctu, contava com uma população de 25.000 habitantes, com ricos comerciantes e numerosos artesãos.

O geógrafo árabe Leão, O Africano, escreve que se vendiam aí numerosos manuscritos árabes vindos da África do Norte, e que o comércio dos livros era muito próspero. Contavam com 150 a 180 escolas do Corão.

A mesquita de Sancoré recebia os mais célebres e constituía uma verdadeira universidade. Aqui se ensinava teologia, direito corânico, literatura árabe, história, geografia, matemáticas e astronomia.

Foi aqui que foram escritos, nos séculos XVI e XVII, os dois primeiros grandes livros históricos redigidos por Sudaneses, que transcreveram em árabe as tradições relativas aos estados negros (Ghana, Mali, etc.): O Tarikh-el-Fettach e o Tarikh-es-Sudão.

História da Guiné e Ilhas de Cabo Verde, PAIGC 1974

De todas as cidades de Songhai, Tombuctu foi a mais importante sob o domínio de Aksia, o Grande, e dos seus sucessores…Tombuctu transformou-se no seu centro comercial e intelectual. As suas escolas de teologia, leis, história, ou outros estudos tornaram-se conhecidas em todo o mundo muçulmano (incluindo a Andaluzia – 
sul de Portugal e Espanha). Eruditos de terras distantes chegavam para ensinar e para aprender. Nos finais do século XV essas escolas formavam um grupo de “faculdades” como as universidades de Oxford e Paris nos primeiros tempos.
Muitos dos escritores e professores de renome da África Ocidental, cujos nomes ainda são lembrados e cujos livros ainda são estudados, viveram e ensinaram em Tombuctu.

À Descoberta do Passado de África, Basil Davidson, 1978.

Alguns livros recomendados pela Plataforma Gueto:

fonte

21.03.2013 | by herminiobovino | literatura, literatura africana, mali

Prêmio Literário Casa de las Américas 2013 - Luiz Ruffato, Chico Buarque

A faceta de escritor de Chico Buarque recebeu mais um prêmio nesta quinta-feira (31) em Havana, onde também foi reconhecido o talento do mineiro Luiz Ruffato.

Luiz RuffatoLuiz Ruffato
Além dos brasileiros, escritores de Argentina, Cuba, Chile, México, Uruguai, Honduras, Peru e Equador foram homenageados na capital cubana durante a 54ª edição do tradicional Prêmio Literário Casa de las Américas 2013.

De um total de 770 obras dos gêneros romance (172), poesia (328), literatura testemunhal (56), ensaio histórico-social (42) e literatura brasileira (158), a Argentina, com 200 obras, foi o país com maior participação seguida de Brasil, Cuba, Colômbia, Chile e Peru.

O prêmio principal de literatura brasileira foi para o romance “Domingos Sem Deus”, de Luiz Ruffato, segundo a ata do júri porque “apresenta diversos episódios independentes que se entrelaçam, formando o mosaico de um Brasil essencial, embora esquecido”.

Chico Buarque, por sua vez, recebeu um prêmio honorífico de Narrativa, enquanto o mexicano Víctor Barreira Enderle recebeu a mesma distinção na categoria Ensaio e o uruguaio Rafael Courtoisie em Poesia.

O Prêmio Casa de las Américas é outorgado anualmente em Havana desde 1960 nas categorias de poesia, conto, romance, teatro, ensaio, testemunho, literatura para crianças e jovens, caribenha de expressão inglesa, caribenha francófona, brasileira e de culturas originárias.

fonte

01.02.2013 | by herminiobovino | america latina, Brasil, literatura, literatura brasileira

"Os transparentes" - Ondjaki

Lançamento do livro “Os transparentes”, no Huambo, Segunda-feira, dia 21, pelas 16h, no Jardim da Cultura.

Em LUANDA
Quinta-feira, dia 24, pelas 18:30 | Associação Chá de Caxinde

APAREÇA ou DIVULGUE
… Título a ser lançado: ”Os transparentes” | editora: Texto Editores (grupo LEYA) | Preço: 1600 Kz

Com o presente romance, de novo aparece Luanda – a Luanda actual do pós-guerra, das especificidades do seu regime democrático, do “progresso”, dos grandes negócios, do “desenrasca” - como pano de fundo de uma história que é um prodígio da imaginação e um retrato social de uma riqueza surpreendente.

Combinando com rara mestria os registos lírico e humorístico,
“Os transparentes” dá vida a uma vasta galeria de personagens onde encontramos todos os grupos sociais, intercalando magníficos diálogos com sugestivas descrições da cidade degradada e moderna.

Sobre o livro foi dito:
”(…) um colectivo que apresenta a maior dignidade que pode ter um ser humano, (…) a maior que pode possuir uma comunidade que reflete sobre os sobressaltos e demais acontecimentos do dia a dia. Essa comunidade concentrada, cerca de dez personagens, traz na cara, besuntada, a história da cidade inteira.”

“Ondjaki chegou à porta da rua, espreita atento e depara-se-lhe não aquela (Luanda) onde brincava quando pequeno mas a da vida crua e nua de milhões de kaluandas lutando para sobreviver.”
A. Loja Neves, in “Expresso”, 01-12-2012.

“A capital angolana precisava de um livro que iluminasse as suas sombras e não se ofuscasse com os seus brilhos, Ondjaki conseguiu-o.”

”(…) a Luanda que quem lá vive ou viveu recentemente reconhece e que com este livro ficará registada para memória futura. E Ondjaki tem a capacidade de fazer tudo isto tornando-nos, ao mesmo tempo, melhores leitores pela virtude do esmero da prosa, diamante lapidado que brilha mesmo com a sordidez do que mostra.”

António Rodrigues, in “Público, 14-12-2012

21.01.2013 | by herminiobovino | Chá de Caxinde, literatura, literatura africana, literatura angolana, Luanda

três publicações das Edições Chão da Feira

dia 22 de Dezembro de 2012 - 16-20h Rua São Mamede (ao Caldas), 22-2 andar, Lisboa

Literatura, defesa do atrito
de Silvina Rodrigues Lopes

A carta de Lord Chandos
de Hugo von Hofmannsthal
com tradução e posfácio de João Barrento

Gratuita – v.1
Editorial e organização de Maria Carolina Fenati,
Editorial de poesia de Júlia de Carvalho Hansen
e textos de Ana Martins Marques, Ana Mata, Antonin Artaud, Clayton Guimarães, Davi Pessoa Carneiro, Dimitris Christoulas, Eduardo Pellejero, Emílio Maciel, Érica Zíngano, Francesco Leonetti, Furio Jesi, Georges Bataille, Giorgio Agamben, Guilherme Freitas, Gustavo Rubim, Henri Michaux, Henrique Estrada Rodrigues, Hugo von Hofmannsthal, Jacques Rivière, João Barrento, Júlia de Carvalho Hansen, Júlia Studart, Karlene Pires, Károly Kerényi, Laura Erber, Luca Argel, Marcílio França Castro, Marcos Antonio de Moraes, Marcos Visnadi, Maria Archer, Maria Carolina Fenati, Maria Filomena Molder, Maria Gabriela Llansol, Mbarakay, Pier Paolo Pasolini, Pyelito Kue, René Char, Ricardo Piglia, Roberto Roversi, Rodolfo Walsh, R. Ponts, Rui Tavares, Silvina Rodrigues Lopes, Tonico Benites, W.G. Sebald, Vinícuis Nicastro Honesko, Virgínia Boechat, Vittorio Sereni.
Tradução
Bernardo Romagnoli Bethonico, Davi Pessoa Carneiro, Eduardo Jorge, Eduardo Pellejero, Érica Zíngano, Guilherme Freitas, João Barrento, Marcela Vieira, Marcos Visnadi, Rui Caeiro, Rui
Tavares, Susana Guerra e Vinícius Nicastro Honesko.

20.12.2012 | by martalanca | literatura, poeisa

Cânone, Margem e Periferia nos Espaços de Língua Portuguesa - Seminário Internacional

17 e 18 de Dezembro de 2012

Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa 

PROGRAMA

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2012

8.30 – 9.00: Recepção e entrega de material (Átrio do Anfiteatro III)

09:00 – 09:30 : ABERTURA DO SEMINÁRIO

Anfiteatro III

Professora Doutora Teresa Cid, Vice-Reitora da Universidade de Lisboa (a confirmar)

Representante da FLUL (a designar)

Membros da Comissão Organizadora:

Fernanda Gil Costa (Universidade de Lisboa)

Inocência Mata (Universidade de Lisboa)

Martin Neumann  (Universidade de Hamburgo, Alemanha)

09:30 – 10:30: SESSÃO PLENÁRIA INAUGURAL

                        Anfiteatro III

     Palestrante: Carlos Reis – Universidade de Coimbra (Portugal)

          Título: “Brilhos antigos e recentramento do idioma: o espaço da língua portuguesa.”

   Moderador: João Ferreira Duarte – Universidade de Lisboa, CEC (Portugal)

10:30 – 11:00: COFFEE BREAK                      

11:00 – 12:30: Painel 1 – Sala 5.2 A DISCIPLINARIZAÇÃO DAS LITERATURAS AFRICANAS

Coordenador: Luís Kandjimbo - Universidade Agostinho Neto/Universidade Metodista de Angola/ Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

    Participantes: Ana T. Rocha - Universidade de Aveiro (Portugal)

 “Construção do cânone poético no processo de independência de Angola.”                           Luís Kandjimbo- UAN/UMA/CPLP

 

“A disciplinarização das literaturas africanas.”        

                        Júlia Dunga - Universidade de Coimbra (Portugal)

 

“Marginalidade e língua portuguesa.”

 Pires Laranjeira - Universidade de Coimbra (Portugal)

 

“Em torno do diário da favelada Carolina Maria de Jesus (abordagem literária).”

Silvia Brunetta – Universidade de Aveiro (Portugal)

“Construção do cânone poético no processo de independência de Angola.”

11:00 – 12:30: Painel 2 – Anfiteatro III CÂNONE, MARGEM E PERIFERIA NA LITERATURA E ARTES VISUAIS DE MOÇAMBIQUE  

                        Coordenadora: Ana Mafalda Leite - Universidade de Lisboa  (Portugal

   Participantes: Ana Mafalda Leite – Universidade de Lisboa (Portugal) 

“Cânones críticos nas literaturas africanas: modelos e derivações na literatura moçambicana.”

Giulia Spinuzza – Universidade de Lisboa (Portugal)

“O Cânone poético em construção na literatura moçambicana.”

Jessica Falconi – Universidade de Coimbra (Portugal)

“Moçambicanidade literária e cânones críticos.”

Kamila Krakowska – Universidade de Coimbra (Portugal)

“Mariana e a Lua: tradição e modernidade e cânone no cinema moçambicano”

Tânia Lima - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil)

“Às margens de imagens.”

12:30  – 13:30  ALMOÇO                        

13:30   – 14:15:  SESSÃO PLENÁRIA

Anfiteatro III

         Palestrante: Ineke Phaf-Rheinberger – Universidade Humboldt (Alemanha)

 Título: “Uma modernidade a longo prazo - Angola e Brasil.”

        Moderador: Isabel Castro Henriques – Universidade de Lisboa (Portugal)

14:15  – 15:30:  Mesa Redonda 1 – Sala 5.2  AS MARGENS DO CÂNONE

Coordenadora: Fernanda Gil Costa – Universidade de Lisboa (Portugal)

      Participantes: Fernanda Gil Costa – Universidade de Lisboa (Portugal)/Universidade de Macau (China)

“Da Margem ao Cânone: dialéticas da negociação na vida literária.”

Vera Peixoto – Universidade de Utrecht (Holanda)

Novas Cartas Portuguesas – entre a margem e o centro.”

Carmen Lúcia Secco – Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)

“Memórias e reescrituras das guerras em Angola.”

Rita Lenira de Freitas Bittencourt – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil)

“Poética das margens: de brilhos, sopros e utensílios.”

Martin Neumann – Universidade de Hamburgo (Alemanha)

“Cânone e marginalidade: o caso do guineense Abdulai Silá.”

14:15  – 15:30:   Mesa Redonda 2 – Anfiteatro III O CÂNONE E SUAS MARGENS: UMA DISCUSSÃO TEÓRICA

Coordenadora: Agripina Vieira – Universidade de Lisboa (Portugal)

     Participantes: Agripina Vieira – Universidade de Lisboa (Portugal)

“Entre a margem e o centro: caminho com dois sentidos.”

Elena Brugioni – Universidade do Minho (Portugal)

“Contiguidades ambíguas e contrapontos. Paradigmas críticos pós-coloniais e cartografias literárias africanas.”

Luciana Paiva Coronel – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Brasil)

“Literatura de periferia brasileira: tensões entre a margem e o cânone.”

Ludmila Fonseca – Universidades do Porto, Pallermo e Bremen (Portugal, Itália, Alemanha)

“Mário de Andrade e a abordagem teórica pós-colonial: Uma análise dos artifícios usados por Mário de Andrade em seu projeto modernista via Pós-colonialismo e Estudos Culturais.”

Roberto Dias – Universidade de Brasília (Brasil)

“A representação do outro na construção de identidade pelo uso da fantasia dentro do uso do entre-lugar como categoria de análise.”

14:15  – 15:30:   Mesa Redonda 3 Sala 2.13  CÂNONE, MARGEM E PERIFERIA: DIÁLOGOS NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Coordenador: Augusto Rodrigues – Universidade de Brasília (Brasil)

 Participantes: Augusto Rodrigues – Universidade de Brasília (Brasil)

 

“Literatura de campo e cultura popular no Brasil central: performances de terreiro e do catolicismo carnavalizado.”

Ana Clara Magalhães de Medeiros –Universidade de Brasília (Brasil)

“Polifonia e periferia em um romance que tem de ser: a presença da poesia n’O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago.”

André Luís Gomes – Universidade de Brasília (Brasil)

“Cânone, Margem e Periferia na cena teatral brasileira contemporânea na cena teatral brasileira.”

Rogério Lima – Universidade de Brasília (Brasil)

“‘Não tem tradução’: Samba, modernidade cultural e a língua portuguesa falada nos morros cariocas, no Brasil dos anos 1930.

14:15  – 15:30: Mesa Redonda 4 - Sala de Exposições  RELAÇÕES CENTRO-PERIFERIA NA LITERATURA E CULTURA BRASILEIRA: A CONTRIBUIÇÃO DE ROBERTO SCHWARZ

Coordenadora: Irenísia Torres de Oliveira

   Participantes: Fernando Cerisara Gil – Universidade Federal do Paraná (Brasil)

“Experiência rural e a formação do romance brasileiro.”

 Humberto Hermenegildo de Araújo – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil)

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25.11.2012 | by martalanca | literatura

Quintal da língua portuguesa

Luiz Raul Machado conversa sobre Sylvia Orthof, na Editora Rovelle, dia 22 Novembro, 16:00h:

O Quintal da Língua Portuguesa, criado em 2011, no Rio de Janeiro, é um grupo de artistas que pretende divulgar a literatura de países de língua portuguesa.

Membros fundadores: Andre Neves, Edna Bueno, Fabio Sombra, Lucilia Soares, Luiz Raul Machado, Ninfa Parreiras, Ondjaki, Suzana Vargas, Volnei Canonica.

20.11.2012 | by herminiobovino | literatura, Literatura lusófona, lusofonia, Rio de Janeiro

Lançamento do livro “Os transparentes”, de Ondjaki

Esta TERÇA a partir das 18:30h, apareça na Livraria Buchholz para assistir ao lançamento do livro “Os transparentes”, de Ondjaki.


uma conversa
algumas leituras
alguns autógrafos

Outras datas

Dia 15 (Quinta-feira): Porto, Faculdade de Letras Porto (14:30h), sala 201;

16 (Sexta-feira): Porto: participação debate/Colóquio Jorge Amado, às 9:45am (faculdade de Letras, Porto);

17 (Sábado): Vila Real (18h);

19 (Segunda-feira): Matosinhos, Biblioteca Municipal (18h);

20 (Terça-feira): Santiago de Compostela (19h);

21 (Quarta-feira): Coimbra, (18h) autógrafos na livraria “Lápis de Memórias” (Av. Elisio de Moura, 29);

22 (Quinta-feira): Barreiro, Biblioteca Municipal (21h);

23 (Sexta-feira): Loures, Biblioteca Municipal (21h).

12.11.2012 | by herminiobovino | lisboa, literatura, literatura angolana, Luanda

'Blimunda' Revista literária digital da Fundação José Saramago

Após um primeiro arranque, a revista literária digital da Fundação José Saramago ressurge agora com o nome de ‘Blimunda’.

Esta mudança, motivada por razões administrativas relacionadas com o registo do nome da publicação, levou a que o nome da mulher protagonista de ‘Memorial do Convento’, aquela que coleccionava vontades e que via o interior das pessoas, desse agora o nome e personalidade a este espaço electrónico que mantém os objectivos da Fundação José Saramago.

Em destaque neste número encontra-se um dossier dedicado a Carlos Fuentes, escritor mexicano recentemente desaparecido, com textos assinados por Federico Reyes Heroles, Nélida Piñon e José Saramago e um fragmento de ‘A Morte de Artemio Cruz’, romance inédito em português.

Na secção ‘Saramaguiana’, dedicada a José Saramago, a ‘Blimunda’ apresenta um texto de Juan José Tamayo intitulado ‘Deus, o silêncio do universo’. José Juan Tamayo é Diretor da Cátedra de Teologia e Ciências das Religiões Universidade Carlos III de Madrid.

No habitual dossier dedicado ao livro infantil, Andreia Brites traz-nos um texto subordinado ao tema ‘Utopia e Distopia Urbana’,
no qual analisa quatro álbuns ilustrados, e um texto sobre a experiência das Bibliotecas de Medellín.

Das restantes secções dedicadas às ‘Leituras do mês’, ‘Projectos pelo mundo’ e ‘De relance’ destacamos um texto assinado por Sara Figueiredo Costa sobre o romance ‘Os Malaquias’, de Andrea del Fuego, vencedor do Prémio José Saramago, uma visita ao projecto da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), em Trás-os-Montes, e uma conversa com a designer
responsável pela edição norueguesa de ‘Caim’, de José Saramago.

A ‘Blimunda’ está disponível gratuitamente em português e em castelhano

23.06.2012 | by martacacador | fundação josé saramago, José Saramago, literatura

Lançamento dos livros Ndekeni (Alexandre Chaúque) e Nau Nyau e Outras Sinas (Domi Chirongo) | Conselho Municipal de Maputo

19 de Junho | 16h | Átrio do Conselho Municipal da Cidade de Maputo

Entrada Livre

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo e a Associação de Escritores Moçambicanos convida para o lançamento dos livros Ndekeni, de Alexandre Chaúque, e Nau Nyau e Outras Sinas, de Domi Chirongo.

As duas obras foram vencedoras do Prémio Municipal 10 de Novembro, em 2010 (Domi Chirongo) e 2011(Alexandre Chaúque).

17.06.2012 | by martacacador | literatura, Maputo

Festa da Literatura e do Pensamento do Norte de África

Festa da Literatura e do Pensamento do Norte de África 
22 Junho | 23 Junho | 24 Junho
Fundação Calouste Gulbenkian
Entrada Livre


1.ª sessão: Os bloggers da Primavera Árabe22 de Junho 2012, 19h00 - TendaMaria João Tomás (moderadora) (Portugal) / Mona Prince (Egito) / Danya Bashir (Líbia) / Yassine Ayari (Tunísia) / Aboubakr Jamai (Marrocos)
2.ª sessão: O Estado das Artes/ 23 de Junho 2012, 19h00 - TendaBouchra Khalili (moderadora) (Marrocos) / Ahmed El Attar (Egito) / Mohamed Siam (Egito) / Nermine Hammam (Egito) / Soufiane Ouissi (Tunísia) 
3.ª sessão: A Primavera Árabe explicada por Tahar Ben Jelloun 23 de Junho 2012, 22h00 - Anfiteatro ao Ar LivreTahar Ben Jelloun (Marrocos) 
4.ª sessão: O protagonismo das mulheres nos países do norte de África/ 24 de Junho 2012, 19h00 - TendaMichket Krifa (moderadora) (Tunísia-França) / Nawel Skandrani (Tunísia) / Olivia Marsaud (França) / Nahed Nasrallah (Egito)  
5.ª sessão: Pensadores do Norte de África/ 24 de Junho 2012, 22h00 - Anfiteatro ao Ar LivreKarim Ben Smail (moderador) (Tunísia) / Fethi Benslama (Tunísia) / Wassyla Tamzali (Argélia) / Samy Ghorbal (França)

Fonte: http://www.proximofuturo.gulbenkian.pt/licoes/festa-da-literatura-e-do-pensamento-do-norte-de-africa

08.06.2012 | by joanapereira | Africa, Calouste Glubenkian, literatura

9 de Junho: Sarau Literário de Cultura Africana - Brasil

06.06.2012 | by joanapereira | Brasil, literatura, sarau

23 Maio| Lançamento do livro "A bicicleta que tinha bigodes" de ONDJAKI, Brasil

Para mais informações consulte: www.kazukuta.com.

21.05.2012 | by joanapereira | Brasil, literatura, livro

Colóquios sobre Literaturas de Língua Portuguesa em Lisboa e no Porto

Já esta segunda-feira, 14 de Maio, no Porto, o espaço Maus Hábitos (em frente ao Coliseu) acolhe a segunda edição do “Tinha Paixão? - Literaturas Brasileira e Africana”. À semelhança da primeira edição, mantém como objectivo principal  partilhar com o público alguns dos grandes nomes das literaturas brasileira e africana dos séculos XX e XXI. Arrancou no passado dia 26 de Abril e prevê cinco sessões de colóquios, a decorrer todas as segundas-feiras, em espaços diferentes, até dia 28 de Maio. Esta edição está marcada para as 18h30 e tem como convidados Ana T. Rocha, que falará sobre a poeta são-tomense Conceição Lima, Pires Laranjeira, que falará sobre o poeta angolano João-Maria Vilanova e Vanessa Rodrigues, que falará sobre a escritora brasileira Andrea del Fuego.

Na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa acontece a 16 de Maio, pelas 16 horas, o colóquio intitulado “Literatura e Culturas Africanas – Perspectivas de Ensino”, com as intervenções de Ana Mafalda Leite, Ana Paula Tavares, Fátima Mendonça, Inocência Mata, Luís Dias Martins e Pires Laranjeira.

13.05.2012 | by joanapereira | colóquio, língua portuguesa, lisboa, literatura, porto

A Segunda Vida de Djon de Nha Bia

Este livro de Nuno Rebocho é uma obra maior da literatura lusófona. É uma grande alegoria das relações de poder entre os homens. A narrativa passa-se num arquipélago imaginário, onde de tudo um pouco acontece. É uma obra que, além de muito divertida, tem um conteúdo político (no sentido nobre, aristotélico, da palavra) muito agudo. Além disso, sendo escrita num português de latitudes mais quentes, é uma lufada fresca de palavras e expressões novas. Um grande livro, sem dúvida!
sobre o autor: Nuno Rebocho nasceu em 1945; opositor do salazarismo, foi jornalista e interventor cultural antes e depois do 25 de Abril. Foi jornalista na RDP, Antena 1 e 2, durante muitos anos. Recentemente passou a viver em Cabo Verde, enraízando-se nesse arquipélago lusófono. Publicou vários livros de poesia e de crónicas. Ultimamente tem desenvolvido uma poderosa linha narrativa em que o Djon é um dos primeiros títulos a ser revelado ao público. Sinopse O livro conta as aventuras de um tipo que sai para fora do caixão no seu próprio velório. Desse acontecimento só há uma testemunha meio bêbeda. A partir daí, o herói desta espécie de fábula irá percorrer a sua ilha, primeiro, e outras ilhas em busca do sentido de estar morto. Nessas ilhas acontece de tudo um pouco: os mortos votam nas eleições, o diabo aparece, há um doutor que faz chantagem e até uma das ilhas tem um rei. Enquanto o herói percorre as ilhas, na sua ilha de origem desenvolve-se todo um culto em torno da sua figura ressuscitada, com templos, restaurantes, e todo um conjunto de actividades económicas associadas ao fenómeno de um local sagrado.
Excerto Quando a carapinha lhe emergiu do caixão, Djon percebeu que estava morto. Fora da sala era a rua e de lá vinha a batida da tabanka, oca e ondeada, e uma voz narradora que entretinha a comezaina aconchegante do velório. Família e demais abancavam no terreiro, digerindo a noite antecedente ao funeral, que seria pela manhã.

Nono volume da Colecção CCC editado por Marcos Farrajota e Rafael Dionísio, prefácio de Luíz Carlos Amorim, capa de Jucifer, design de João Cunha, ISBN: 978-989-8363-01-5

PVP: 10€ (50% para sócios, lojas e jornalistas) à venda no site da CCCUtopiaVOLCDgo.comLetra LivreCasa RuimFábrica FeaturesRe-Search e Livraria Sá da Costa (R. Garrett, 100) *** E-BOOK: todoebook.com

Historial: Lançado na XVI Feira Laica … Apresentação pelo Prof. Dr. Luis Filipe Tavares (Universidade Piaget) na Cidade da Praia, Cabo Verde (08/07/10) … brevemente algumas apresentações em Portugal … Apresentação por Rafael Dionísio no Centro Interculturacidade (16/09/19) …
Feedback: primeiro romance da autoria de Nuno Rebocho, escritor português radicado em Cabo Verde. Trata-se de estória salgada de crioulidade, onde o mágico e as driabruras se entrecruzam em artimanhas que envolvem mortos ressuscitados em revolta e o derrube de poderes vivos, santos sem vocação, fundamentalistas irredentos e muita tropelia que fez a vivência de um país chamado Arquipélago, igual a tantos arquipélagos que são países e a países que são, por isso mesmo, arquipélagos. Com humor e ironia, o autor traduz o insólito como realidade, mas onde quaisquer semelhanças com realidades conhecidas são mal-deliberadas coincidências, numa escrita colorida e cáustica para o novo acordo ortográfico adoptado pelos países lusófonos. Porosidade Etérea alegoria política de quem quem quer ajustar contas com o mundo, como “Animal Farm”, de Orwell, ou “Aventuras de João Sem Medo”, de José Gomes Ferreira. Os Meus Livros

12.04.2012 | by martalanca | BD, literatura