Parabéns Mário Lúcio!

O escritor cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa, autor do romance O Novíssimo Testamento, editado pela Dom Quixote, acaba de ser nomeado para o cargo de Ministro da Cultura de Cabo Verde. Esta não é, porém, a primeira ocasião em que o autor desempenha funções oficiais na área da cultura, uma vez que já foi deputado e tem desempenhado as funções de embaixador cultural de Cabo Verde.
Publicado em Setembro de 2010, O Novíssimo Testamento, que venceu o Prémio Literário Carlos de Oliveira, esteve recentemente em destaque na terra natal do escritor, tendo sido apresentado, por Frei Bento Domingues, em sessões realizadas na Cidade da Praia e no Mindelo
Em O Novíssimo Testamento, recorde-se, o autor dá testemunho da reencarnação de Jesus no corpo de uma mulher - ilhéu e africana - que parece ter vindo inaugurar a Terceira Idade do Mundo, mas não está livre de enfrentar os preconceitos sociais, religiosos e políticos do seu tempo.
Mário Lúcio Sousa nasceu no Tarrafal, Cabo Verde, e é licenciado em Direito pela Universidade de Havana. O Novíssimo Testamentoé o seu primeiro romance editado em Portugal.

(rui breda, pela D.Quixote)

Ler Novíssimo Testamento

21.03.2011 | by martalanca | literatura caboverdiana, Mário Lúcio de Sousa

Conhecimentos endógenos e a construção do futuro em África, PORTO

Conferência Internacional dias 15 e 16 de Abril na Fundação Eng. António de Almeida, Porto

+ infos

18.03.2011 | by franciscabagulho | Estudos Africanos

Lançamento de livros de ONDJAKI, LUANDA

Quarta-feira, dia 23 na Associaçao Chá de Caxinde, pelas 17h
a Nzila e a Texto lançam os livros “O leão e o coelho saltitão
(literatura infantil) e “Dentro de mim faz Sul…” seguido de “Acto Sanguíneo” (poesia) de ONDJAKI

tragam as crianças e os mais-velhos também…

 

dez anos depois, resolvi inventar esta pequena celebração. numa edição «especial» (digamos assim…), junto o primeiro livro e o mais recente. ambos de poesia mas, sobretudo, ambos do mesmo universo de poesia.
(…)
o que, por agora, tinha para dizer deve estar nas páginas que se seguem. dez anos antes ou depois, há frases que nos vão resumindo – cicatrizam-se em nós (porque o mundo / assim como sou / não me basta). pensei também em dizer que, algures, entre estes dois livros, seguem longas linhas de uma sincera confissão. mas depois vi que isso seria uma redundância humana.”

 

Ondjaki

 Ondjaki nasceu em Luanda em 1977. Prosador. Às vezes poeta. Co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá Cresçam Pitangas — Histórias de Luanda). É membro da União dos Escritores Angolanos. Está traduzido em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio e sueco.

Recebeu uma Menção Honrosa no Prémio António Jacinto (Angola), com actu sanguíneu (poesia). E os seguintes prémios: 
Prémio Literário Sagrada Esperança 2004 (Angola), Prémio Literário António Paulouro 2004, com e se amanhã o medo (contos), Grande Prémio de Conto «Camilo Castelo Branco» C. M. de Vila Nova de Famalicão/APE 2007, com os da minha rua, o prémio Grinzane for African young writer (2008), e o Prémio FNLIJ (Brasil 2010) com AvóDezanove e o Segredo do Soviético (romance). 

18.03.2011 | by martalanca | literatura angolana, ondjaki, poesia

2500 km de riquexó motorizado pela ÍNDIA

Andar Muito, Devagar

Atravessar a Índia de Norte a Sul a uma média de 25 km por hora, conduzindo um pequeno veículo que não foi concebido para grandes distâncias está longe do ideal de férias. Mas entusiasmou Bruno CabralXeca Robles e Nuno Milagre que se fizeram à estrada com uma provocante certeza: não vai ser fácil. Foram e voltaram, recompensados. Eles contam-nos com as suas fotos e texto na primeira pessoa porque é que vale mais viajar sem rede do que ficar a baloiçar na rede, de papo para o ar.

Amanhã na revista Fugas / Público

Nuno Milagre, Bruno Cabral e Xeca RoblesNuno Milagre, Bruno Cabral e Xeca Robles

18.03.2011 | by martalanca | índia, riquexó, viagem

Decisão da ONU recebida em Bengazi com júbilo

Milhares de pessoas concentradas em Bengazi receberam com júbilo e fogo de artifício a adoção pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas da resolução que permite “todas as medidas necessárias” à proteção da população civil na Líbia.

Mais de três mil pessoas, noticia a Efe, que seguiam em direto na principal praça de Bengazi a sessão do Conselho de Segurança, através da Al-Jazeera, receberam com gritos de alegria o resultado da votação, agitando centenas de bandeiras líbias tricolores, anteriores à chegada de Khadafi ao poder.

Fonte: Expresso

Ver o video que emocionou o embaixador líbio  na ONU

18.03.2011 | by ritadamasio | Líbia, mundo, ONU, Revolta

Prêmio OFF FLIP de Literatura abre inscrições

Estão abertas até 30 de abril as inscrições para a sexta edição do Prêmio OFF FLIP de Literatura.

Criado em 2006 como parte da programação literária da OFF FLIP, o Prêmio oferecerá aos poetas e contistas vencedores R$ 12 mil no total, além de estadia em Paraty e ingressos para mesas de debate da FLIP. Há também outras formas de premiação, como cota de livros da editora Record e passeio de escuna pela baía de Paraty.Os textos serão avaliados por escritores de expressão no cenário literário brasileiro e os 30 finalistas serão publicados em uma coletânea pelo Selo OFF FLIP. A premiação acontecerá entre 6 e 10 de julho paralelamente à Festa Literária Internacional de Paraty.

O regulamento pode ser lido no site do Prêmio

 

17.03.2011 | by martalanca | Paraty

Amilcar cabral (bu mori sedu)

Track de Homenagem “Amilcar Cabral (bu mori sedu)” – Chullage, LBC e Kaya 
Produção gravação e mistura de dB para Centa 2008 
Ouve, repassa e divulga. Apoia Aquele Rap.

Chullage, LBC e Kaya (artistas cabo-verdianos em Portugal) juntaram-se no âmbito do intercambio de artistas de vários bairros promovido pela Freestylaz no CENTA, e fizeram esta homenagem a Amílcar Cabral numa produção de dB.

Released by: beatweenus 

17.03.2011 | by martalanca | Chullage, LBC e Kaya

Ghostpoet

17.03.2011 | by martalanca | London, música

Obama foi anulado pelo conservadorismo de bordel dos EUA

A economista Maria da Conceição Tavares fala sobre a visita de Obama ao Brasil, a situação dos Estados Unidos e da economia mundial. Para ela, a convalescença internacional será longa e dolorosa. A razão principal é o congelamento do impasse econômico norte-americano, cujo pós-crise continua tutelado pelos interesses prevalecentes da alta finança em intercurso funcional com o moralismo republicano. ‘É um conservadorismo de bordel’, diz. E acrescenta: “a sociedade norte-americana encontra-se congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos tem hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada”.

Quando estourou a crise de 2007/2008, ela desabafou ao Presidente Lula no seu linguajar espontâneo e desabrido: “Que merda, nasci numa crise, vou morrer em outra”. Perto de completar 81 anos – veio ao mundo numa aldeia portuguesa em 24 de abril de 1930 - Maria da Conceição Tavares, felizmente, errou. Continua bem viva, com a língua tão afiada quanto o seu raciocínio, ambos notáveis e notados dentro e fora da academia e esquerda brasileira. A crise perdura, mas o Brasil, ressalta com um sorriso maroto, ao contrário dos desastres anteriores nos anos 90, ‘saiu-se bem desta vez, graças às iniciativas do governo Lula’. 

A convalescença internacional, porém, será longa, adverte. “E dolorosa”. A razão principal é o congelamento do impasse econômico norte-americano, cujo pós-crise continua tutelado pelos interesses prevalecentes da alta finança em intercurso funcional com o moralismo republicano. ‘É um conservadorismo de bordel’, dispara Conceição que não se deixa contagiar pelo entusiasmo da mídia nativa com a visita do Presidente Barack Obama, que chega ao país neste final de semana. 
Um esforço narrativo enorme tenta caracterizar essa viagem como um ponto de ruptura entre a ‘política externa de esquerda’ do Itamaraty – leia-se de Lula, Celso Amorim e Samuel Pinheiro Guimarães - e o suposto empenho da Presidenta Dilma em uma reaproximação ‘estratégica’ com o aliado do Norte. Conceição põe os pingos nos is. Obama, segundo ela, não consegue arrancar concessões do establishment americano nem para si, quanto mais para o Brasil. ‘Quase nada depende da vontade de Obama, ou dito melhor, a vontade de Obama quase não pesa nas questões cruciais. A sociedade norte-americana encontra-se congelada pelo bloco conservador, por cima e por baixo. Os republicanos mandam no Congresso; os bancos têm hegemonia econômica; a tecnocracia do Estado está acuada”. O entusiasmo inicial dos negros e dos jovens com o presidente, no entender da decana dos economistas brasileiros, não tem contrapartida nas instâncias onde se decide o poder americano. “O que esse Obama de carne e osso poderia oferecer ao Brasil se não consegue concessões nem para si próprio?”, questiona e responde em seguida: ‘Ele vem cuidar dos interesses americanos. Petróleo, certamente. No mais, fará gestos de cortesia que cabem a um visitante educado’. 

O desafio maior que essa discípula de Celso Furtado enxerga é controlar “a nuvem atômica de dinheiro podre” que escapou com a desregulação neoliberal – “e agora apodrece tudo o que toca”. A economista não compartilha do otimismo de Paul Krugman que enxerga na catástrofe japonesa um ponto de fuga capaz, talvez, de exercer na etapa da reconstrução o mesmo efeito reordenador que a Segunda Guerra teve sobre o capitalismo colapsado dos anos 30. “O quadro é tão complicado que dá margem a isso: supor que uma nuvem de dinheiro atômico poderá corrigir o estrago causado por uma nuvem nuclear verdadeira. Respeito Krugman, mas é mais que isso: trata-se de devolver o dinheiro contagioso para dentro do reator, ou seja, regular a banca. Não há atalho salvador’.

Leia a seguir a entrevista exclusiva de Maria da Conceição Tavares à Carta Maior.

CM- Por que Obama se transformou num zumbi da esperança progressista norte-americana?

Conceição - Os EUA se tornaram um país politicamente complicado… o caso americano é pior que o nosso. Não adianta boas idéias. Obama até que as têm, algumas. Mas não tem o principal: não tem poder, o poder real; não tem bases sociais compatíveis com as suas idéias. A estrutura da sociedade americana hoje é muito, muito conservadora – a mais conservadora da sua história. E depois, Obama, convenhamos, não chega a ser um iluminado. Mas nem o Lula daria certo lá.

CM- Mas ele foi eleito a partir de uma mobilização real da sociedade….

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17.03.2011 | by martalanca | Brasil, Dilma, Estados Unidos da América, Lula, Obama