"Uma Ópera do Mundo", filme de Manthia Diawara

Estreia nacional do filme-ensaio Uma Ópera do Mundo de Manthia Diawara, produzido por Maumaus / Lumiar Cité, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, 02/02/2018, e na Fundação de Serralves, no Porto, 03/02/2018.
O filme é baseado na ópera africana ” Bintou Were, a Sahel Opera”, uma narrativa do eterno drama da migração. A ópera filmada em Bamako em 2007, serve de espelho para Manthia Diawara construir uma história estética e reflexiva, através da música e da dança, sobre a atual crise dos refugiados e a tragédia intemporal da migração entre Sul e Norte, examinando a realidade dos encontros culturais através dos conceitos de mestiçagem e hibridismo. O sucesso e o limite da fusão das perspetivas africana e europeia são testados pelas interpretações entrelaçadas da ópera “Bintou Were, a Sahel Opera” com arquivos do passado e do presente relativos a imagens de migrações, com árias clássicas europeias e com entrevistas a intelectuais, artistas e ativistas sociais, europeus e africanos.

A sua estreia internacional aconteceu na documenta 14 (Atenas e Kassel), tendo sido posteriormente apresentado no ICA - Institute of Contemporary Arts (Londres), Centre Pompidou (Paris) e Serpentine Galleries (Londres), entre outros espaços e eventos dedicados à arte contemporânea. 

15.01.2018 | por martalanca | documenta 14, MANTHIA DIAWARA, Uma Ópera do Mundo

CINEMA AFRICANO: NOVAS FORMAS ESTÉTICAS E POLÍTICAS

FNAC CHIADO 12 MARÇO (sábado) | 19h30

com MANTHIA DIAWARA e LYDIE DIAKHATÉ

 

“Os cinemas africanos contemporâneos assumem hoje o papel que a literatura africana tinha nos anos 1960.

Hoje estão a emergir de África novos posicionamentos críticos e novas linguagens cinematográficas, muitas vezes em competição ou mesmo em conflito umas com as outras, cuja visibilidade tem sido posta em causa pela visão monolítica e politicamente correcta da definição de cinema africano veiculada pelas casas de cultura e pelos festivais do Ocidente.

O que é fascinante neste novo cinema de África é a capacidade dos seus cineastas em dar voz aos africanos, de forma a poderem comunicar para além das suas fronteiras nacionais e com públicos de outras esferas.”

Manthia Diawara e Lydie Diakhaté

09.03.2011 | por martalanca | cinema africano, MANTHIA DIAWARA