Cidade (des)continuada: racismo, espaço e mobilidade na AML

Cidade (des)continuada: racismo, espaço e mobilidade na AML A relação entre os corpos e o espaço é inescapável, sendo através do segundo que os primeiros se cumprem enquanto agentes móveis e livres, e exercitam os seus direitos de cidadania. Contudo, o que importa nomear é a privação do pleno acesso ao espaço a determinados corpos, os corpos de pessoas negras, das comunidades ciganas/romenas e migrantes. Partindo da tese de bell hooks acerca da antítese margem-centro, a vedação do acesso ao centro dos corpos racializados atua enquanto instrumento de periferização desses mesmos corpos, segregados pelos caminhos de ferro.

Cidade

13.04.2022 | por Catarina Valente Ramalho

Os hóspedes do Globo: (des-)mapeando a memória da cidade vertical com a horizontalidade do corpo

Os hóspedes do Globo: (des-)mapeando a memória da cidade vertical com a horizontalidade do corpo O mapa ou a cartografia resultante não pode, então, constituir-se senão como um desmapear, um descartografar, um baralhar das coordenadas actuais a partir dos três andares do Globo, das várias camadas de história e memória – colectiva e individual; colonial, anti-colonial, pós-colonial, pós-Marxista, pós-guerra civil – que estes albergam e que o relato sonoro de Almeida, contíguo à instalação vídeo, convoca em permanência. Este desmapear só pode compreender-se, também, a partir do desejo de inscrição de memória no presente e para o futuro que o projecto de requalificação e restauro nunca concretizado, posicionado diante do vídeo, evoca.

Vou lá visitar

08.11.2016 | por Ana Balona de Oliveira