Jerónimo Pizarro apresenta Minha Querida Mamã: A Mãe de Fernando Pessoa, de João Pedro George

29 de junho, 17h30, na Biblioteca Nacional de Portugal  

«[…] a senhora possuía um conjunto de manuscritos muito antigos, o que não era nada de extraordinário, não fosse tratar-se de uma série de poemas escritos na África do Sul […] e por serem da autoria de Maria Madalena […], mãe do poeta português mais famoso em todo o mundo: Fernando Pessoa.»
 Em Minha Querida Mamã, A Mãe de Fernando Pessoa, João Pedro George toca um ponto sensível: o papel de Maria Madalena na vida do filho Fernando Pessoa nem sempre tem sido tido em devida conta pelos especialistas na obra do poeta.
Graças à descoberta de um conjunto de poemas da mãe de Pessoa, que sobreviveram inéditos durante perto de 100 anos, este livro (que inclui outros poemas e excertos de cartas nunca publicados) vem resgatá-la dos porões do esquecimento, lançando uma luz poderosa, impregnada de um tom sépia, sobre a mulher mais importante da vida do artista que se desdobrou em Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis ou Bernardo Soares.
Organizada e apresentada pelo autor de O Super-Camões. Biografia de Fernando Pessoa, esta obra abre uma janela sobre o passado mais longínquo do genial poeta português, permitindo ao leitor ver a família de Pessoa através dos olhos da mãe.
Já nas livrarias.


23.06.2026 | par martalanca | fernando pessoa, Jerónimo Pizarro, João Pedro George

Obra de Fernando Pessoa serve de inspiração à nova exposição “Aurora” de Yohei Yamakado

“Aurora” é o nome da mais recente exposição do artista japonês Yohei Yamakado, com curadoria de João Pedro Amorim, artista visual e investigador do CITAR da Escola das Artes da Universidade Católica no Porto. A exposição será inaugurada a 22 de setembro, pelas 18h30 na sala MoCap da Escola das Artes e ficará patente até 21 de outubro de 2022. “Autora” surge na sequência do projeto fílmico realizado pelo artista em 2021 a partir da leitura da obra “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa e conta com o apoio do programa Criatório, da Câmara Municipal do Porto.

Yohei Yamakado esteve em residência artística na Escola das Artes no final de 2019, período esse em que preparou o seu projeto fílmico a partir da leitura de “O Marinheiro”, de Fernando Pessoa, filme que conta com o mesmo título da obra do poeta e que também será apresentado na inauguração da exposição. A exposição “Aurora” apresenta uma composição de obras visuais e sonoras que acompanharam o artista ou que surgiram durante a produção do filme “O Marinheiro” e inclui quatro movimentos:  uma instalação, um ciclo de cinema, um concerto e uma publicação. Inspirado na visão mutável de incerta/certeza do autor, “Aurora” materializa-se numa composição temporal e espacial, com a intenção de agenciar o conjunto das suas práticas artísticas. Trata-se de uma proposta que se debruça sobre a impossibilidade da palavra – o silêncio, isto é, a dimensão do indizível e da indeterminação, na linguagem.

“Aquilo que me espanta em O Marinheiro de Fernando Pessoa, esse drama sem drama, esse drama em alma, como diria o autor, é antes de tudo a qualidade da linguagem: as palavras. As personagens da peça – as três Veladoras, por exemplo – não são com efeito mais do que uma aparência, uma espécie de nomes, mas nomes vazios, onde todas as palavras estão enterradas,” refere o artista Yohei Yamakado.

A obra foi filmada na cidade do Porto e trata-se do seu terceiro filme e segunda longa-metragem. Já a exposição “Aurora” será a sua primeira exposição em nome individual.

Uma exposição a não perder, patente na Escola das Artes da Universidade Católica no Porto até 22 de outubro. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

Inauguração

18H30 · Abertura da exposição

19H30 · Projeção do filme O Marinheiro (2022)

Curadoria de João Pedro Amorim

Entrada Livre · de terça a sexta · 14H00 – 19H00

Sala MoCap da Escola das Artes da Católica

10.09.2022 | par Alícia Gaspar | aurora, exposição, fernando pessoa, universidade católica do porto, yohei yamakado