raça
Posts tagged with raça
Archive
Author
- administrador
- adrianabarbosa
- Alícia Gaspar
- arimildesoares
- camillediard
- candela
- catarinasanto
- claudiar
- cristinasalvador
- franciscabagulho
- guilhermecartaxo
- herminiobovino
- joanapereira
- joanapires
- keitamayanda
- luisestevao
- mariadias
- marialuz
- mariana
- marianapinho
- mariapicarra
- mariaprata
- martacacador
- martalanca
- martamestre
- nadinesiegert
- Nélida Brito
- NilzangelaSouza
- otavioraposo
- raul f. curvelo
- ritadamasio
- samirapereira
- Victor Hugo Lopes
Data
- September 2026
- August 2026
- July 2026
- June 2026
- May 2026
- April 2026
- March 2026
- February 2026
- January 2026
- December 2025
- November 2025
- October 2025
Tags
- Africa Book Centre
- ana santos
- conferência internacional
- Digital Identities
- Dori Nigro
- Duarte Belo
- Hindi Zahra
- histografia de Portugal
- kiluanji kia henda
- literatura moçambicana
- Manuel Faria de Almeida
- modernismo
- modos de fazer
- pangeia instrumentos
- Patricio Guzman
- pedro bravo
- Plataforma Guetto
- S.Tomé e Príncipe
- Top Kilimanjaro
- Ugochukwu-Smooth C. Nzewi
Most read
- FilmLab Moçambique
- A Banalidade da Luz
- Intérprete - Please, love me!
- FIC Luanda 2026 apresenta primeiros filmes da Competição Internacional e reforça ambição de Angola no circuito africano de cinema
- Mário Lúcio de Sousa à conversa
- Novela gráfica «Caderno de Memórias Coloniais»
- ROOFTALK Conversa, Música e Artes
- ILUMINAÇÕES DA ALA OCIDENTAL DA RELAÇÃO DE LISBOA, de Sancho Silva
- O Cinema por Dentro, em Monsanto
- Intimate Distance, Uncaptured City, Edson Chagas


O funaná é uma prática de música e dança que foi criada pela população camponesa da ilha cabo-verdiana de Santiago no período pós-escravatura do final do século XIX. Originado nas performances de tocadores de gaita e fero em sociabilidades familiares e comunitárias, foi proscrito por administradores e clérigos durante o período final do colonialismo português. Após a independência de Cabo Verde, o interesse de jovens músicos por esta história marginal motivou a criação de novas estéticas de música popular. Apesar de gradualmente aceite no quadro de uma cultura oficial crioula promovida pelo Estado, o funaná permaneceu uma prática icónica de uma masculinidade entendida enquanto “africana”. Este livro situa o funaná na história social e política colonial e pós-colonial. Questiona em particular de que modo este género de música e dança foi historicamente racializado e que legados deste processo persistem no presente.


