6ª Conferência do Ciclo «1961: o ano de todos os perigos»

6ª Conferência do Ciclo «1961: o ano de todos os perigos», com o título “Portugueses, mas não tanto…”
Sábado, 24 de Setembro de 2011, às 15h00, nas instalações do CES-Lisboa (Picoas Plaza, Rua do Viriato, 13, Lj. 117/118).

Programa: Em Setembro de 1961 é abolido o Estatuto do Indigenato, uma das peças legislativas fundamentais do sistema colonial português em África. Numa altura em que os ventos de mudança sopravam em África, o que significou a abolição do Estatuto?
Orador: Adriano Moreira
Exibição do documentário “Catembe” [Moçambique, 1965, 45’], do realizador Faria de Almeida, que procurou fixar nele o quotidiano de um bairro popular de Lourenço Marques. Antes de ter sido alvo de cortes pela censura do regime salazarista, integrava sequências de ficção com sequências documentais. A sua exibição acabou por ser proibida durante o período do Estado Novo.

Enquadramento do ciclo

O ano de 1961 foi, para o regime salazarista, o ano de todos os perigos, vindo a revelar-se como o annus horribilis do ditador. Em distintos contextos, múltiplos acontecimentos marcariam esse ano, prenúncio do final do regime colonial-fascista português. Porque uma das linhas de orientação temática do CES aposta no aprofundar do conhecimento sobre o espaço de expressão portuguesa – e sobre as suas ligações históricas – este conjunto de sessões procura reflectir sobre um espaço unido por várias histórias e lutas.
Em 2011 passam 50 anos sobre esse ano de todos os perigos. Boa ocasião para recordar factos muitas vezes esquecidos, ouvindo os seus protagonistas, enquadrando-os na história comum que une Portugal e os países em que se transformaram – ou se integraram – as suas possessões coloniais.
Logo no início de Janeiro de 1961 tem lugar em Angola um levantamento de trabalhadores da Cotonang, protestando contra as condições de trabalho impostas pela companhia algodoeira. Os protestos são rapidamente reprimidos pelo exército português, mas anunciam o início da luta armada de libertação de Angola, marcada pelo ataque à cadeia de S. Paulo, em Luanda, a 4 de Fevereiro e pelo levantamento armado – que Mário Pinto de Andrade classificava como “jacquerie” – conduzido pela UPA em 15 de Março.
Entretanto, a 22 de Janeiro, elementos do Directório Revolucionário Ibérico de Libertação – congregando militantes da União de Combatentes Espanhóis e do Movimento Nacional Independente, português – apoderam-se do paquete Santa Maria, da Companhia Colonial de Navegação, que rebaptizam de Santa Liberdade, conseguindo uma cobertura noticiosa internacional e abalando profundamente o regime de Salazar.
Em Abril, a crise vem, não da oposição, mas do interior do regime, através da tentativa de golpe liderada pelo Ministro da Defesa, Júlio Botelho Moniz.
Em Junho, cerca de cem estudantes oriundos das colónias portuguesas em África que se encontram em Portugal abandonam clandestinamente o país, muitos deles para se juntarem aos movimentos de libertação.
A abolição do Estatuto do Indigenato, associado a outras reformas, em Setembro, chega demasiado tarde para travar a acção dos movimentos de libertação das colónias, entretanto reunidos na Conferência das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas, CONCP.
A 10 de Novembro, Hermínio da Palma Inácio comanda o desvio do Super-Constellation da TAP Mouzinho de Albuquerque, a fim de lançar sobre Lisboa milhares de panfletos apelando à revolta contra a ditadura.
A 18 de Dezembro, tropas da União Indiana ocupam os territórios de Goa, Damão e Diu. Salazar ordena que as tropas portuguesas lutem até à última gota de sangue, mas o governador, general Vassalo e Silva, recusa-se a obedecer à ordem do Presidente do Conselho e opta pela rendição.
E, na noite de fim de ano, uma tentativa frustrada de assalto ao quartel de Infantaria 3, em Beja, leva à morte do então sub-secretário de Estado do Exército, tenente-coronel Jaime Filipe da Fonseca.

Organização do ciclo: Maria Paula Meneses e Diana Andringa.
Para mais informações, contactar: ceslx@ces.uc.pt

23.09.2011 | by joanapires | angola, conferência, história, regime salazarista

"The Forgotten Diaspora. Jewish Communities in West Africa and the Making of Atlantic World"

Lançamento/Debate da obra da autoria dos professores Peter Mark e José da Silva Horta publicada pela Cambridge University Press, amanhã, dia 3 de Junho, pelas 18h00, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A sessão terá como comentadores os professores José Augusto Ramos, Vítor Serrão e Wilson Trajano Filho.

 

02.06.2011 | by ritadamasio | conferência, cultura, debate, diáspora, religiao, West Africa. africa ocidental

The Study of Angola:Towards a New Research Agenda (Call for papers)

This Conference will bring together social scientists and historians to discuss the study of modern and contemporary Angola. Organized in partnership with SOCIUS-ISEG, the Economics Faculty of the Technical University of Lisbon, the workshop will include academics from North America and Europe as well as Angola, and will revolve around three major goals:

- Assess the state-of-the-art of Angolan studies

- Delineate a future research agenda that results in both country-specific studies and the inclusion of Angola into cutting-edge comparative research

- Create a network of researchers that will deepen collaborative work

The Conference organizers would welcome papers on the following subject areas with a view to putting together between five and six panel discussions: petroleum and political economy; challenges of postwar reconstruction; the social and political legacies of the war; colonial legacies; and Angola’s international relations. Other themes will also be considered.

More infos here

10.04.2011 | by ritadamasio | angola, colonialismo, conferência, politica economica, reconstrução pós guerra

Call for papers- Conferência Internacional

 O Instituto da Defesa Nacional (IDN), em parceria com o Centro de Estudos Africanos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), promoverá nas instalações do IDN em Lisboa, a 10 e 11 de Outubro de 2011, uma Conferência Internacional sobre “A Prevenção e a Resolução de Conflitos em África”.

Submissão de Propostas de Comunicações até 30 de Abril. Para mais informações consulte aqui.

10.04.2011 | by ritadamasio | conferência, conflitos, internacional, ISCTE, resoluçao

Conferência “Ligações Saaro-Senegambianas: o exemplo da qabîla (tribo) Idawalhajj (Sudoeste da Mauritânia)”

O Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através das suas linhas de investigação Mundo Novos e Modelos Identitários, em colaboração com o Mestrado em História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (especialidades de História de África e de Estudos Árabes e Islâmicos, e do Doutoramento em História de África da FLUL) apresenta a  Conferência  “Ligações Saaro-Senegambianas: o exemplo da qabîla (tribo) Idawalhajj (Sudoeste da Mauritânia)”, proferida por Francisco Freire, da Universidade Nova de Lisba, que decorrerá no dia 6 de Abril de 2011, das 18h00 às 20h00 na Cave C da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

30.03.2011 | by ritadamasio | conferência, faculdade de letras lisboa, história, mauritania, senegal

Ciclo de Conferênci​as AvalPortug​al- Encontros sobre Eficácia da Ajuda ao Desenvolvi​mento

Na sequência da mesa redonda sobre a eficácia da ajuda ao desenvolvimento que se realizou em Janeiro no ISCTE-IUL, o Grupo de Trabalho sobre Cooperação Internacional da AvalPortugal inicia agora um conjunto de encontros no âmbito do Ciclo de Conferências sobre Avaliação de Políticas Públicas, dedicados à avaliação e eficácia da ajuda ao desenvolvimento.

Terá lugar no dia 22MAR às 18h00 no Auditório Afonso de Barros, Ed. II, ISCTE-IUL .

O tema em discussão será o Apoio Directo ao Orçamento em Moçambique e será apresentado por Edson Cortez.

Organizado por: ESPP/ISCTE-IUL; AvalPortugal e CIES/ISCTE-IUL

16.03.2011 | by ritadamasio | conferência, Cooperação, desenvolvimento, ISCTE, Moçambique

CFP convida - "Sobre Jacques Chessex", conferênci​as de Gilbert Salem

15.03.11 na Casa Fernando Pessoa
16.03.11 Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

17.03.11Faculdade de Letras da Universidade do Porto
 
Gilbert Salem nasceu no Irão e vive, desde criança, na Suíça. É autor de vários livros e trabalha como jornalista para um importante jornal da Suíça francófona. Foi amigo próximo de Jacques Chessex.
 
Jacques Chessex nasceu em 1934 e faleceu, durante um debate público, em 2009. Recebeu vários prémios literários internacionais como o Prix Schiller em 1963, o Prix Goncourt em 1973, o Grand Prix de la Langue Française em 1999, a Bourse Goncourt de Poésie em 2004 e o Grand Prix Jean Giono em 2007. A sua vasta obra, composta de poesia, romances e novelas, carrega as suas obsessões: Deus, as mulheres, a loucura, a morte e a Suíça.

 
 
Ele disse:
“Gosto do simples, debaixo do qual se movem todas as complexidades, o mais opaco segredo, todos os possíveis, o furor, o vertiginoso escândalo da existência e do nada”.
 
O Ogre e O Vampiro de Ropraz são as duas obras já editadas em Portugal, pela Sextante Editora. 
 

11.03.2011 | by ritadamasio | conferência, francofonia, literatura

Construções literárias das identidades africanas cinquenta anos após as descolonizações

Colóquio Internacional organizado pelo Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (ILCML), Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Porto | 12-13 Dezembro, 2011

APELO À PARTICIPAÇÃO

Cerca de cinquenta anos após a vaga de descolonizações da União Africana francesa, dos territórios africanos da Coroa inglesa, das colónias e protectorados belgas e do início da insurreição nas colónias portuguesas (que terão de esperar pela Revolução dos Cravos para aceder à independência), convidamos os investigadores interessados por esta problemática, a debruçar-se sobre as imagens que as literaturas africanas e europeias vão alimentando ou construindo do continente africano em geral, e das identidades africanas em particular.

Tratar-se-á de passar em revista os questionamentos identitários subjacentes às literaturas africanas francófonas, anglófonas e lusófonas ; de explorar problemáticas transversais a essas literaturas pós-coloniais, assim como de analisar a complexidade das imagens literárias que as literaturas europeias (e muito particularmente as das antigas potências coloniais) vão desenvolvendo do Outro africano, e que as literaturas africanas projectam ou veiculam da Europa e dos Europeus, nomeadamente das antigas potências coloniais.

Para tal, impor-se-á situar a reflexão no quadro dos instrumentos críticos e das abordagens transversais e interdisciplinares  que, nos últimos anos, se têm desenvolvido sob a égide dos “Estudos Póscoloniais”, dos “Estudos Francófonos”, dos” Estudos Anglófonos” e dos “Estudos Lusófonos”, bem assim como dos “Estudos Multi – e Interculturais” 

 Propõe-se também uma perspectiva relacional, a partir dos vários corpora literários narrativos que dimanam dos questionamentos (pós)coloniais e da pluralidade das literaturas africanas escritas em Francês, Inglês e Português, das diferentes sensibilidades temáticas, estilísticas e culturais que apontam seja para uma visão europeia, ou em termos latos ocidental,  da realidade africana, seja para um olhar africano da realidade europeia, seja para uma perspectiva híbrida dessas realidades.

Keep reading "Construções literárias das identidades africanas cinquenta anos após as descolonizações"

03.03.2011 | by martalanca | conferência, identidades africanas