Daqui a nada: um olhar sobre a cooperação e os investimentos brasileiros no Corredor de Nacala

Daqui a nada: um olhar sobre a cooperação e os investimentos brasileiros no Corredor de Nacala Quando se trata de investimentos e cooperação brasileira na África, é impossível não ouvir falar do Corredor de Nacala, em Moçambique. É lá que estão duas das maiores empreitadas internacionais do país no campo da mineração e da cooperação para o desenvolvimento. A companhia Vale está presente na região desde 2004, explorando uma das maiores reservas de carvão de alta qualidade do mundo, a mina de Moatize. E

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11.11.2015 | por Mariana Santarelli

As memórias da guerra no documentário “Independência”

As memórias da guerra no documentário “Independência” O projecto “Angola nos Trilhos da Independência“ tem atiçado a curiosidade de muita gente. Foram 57 meses, 900 horas de material audiovisual recolhido em território angolano e internacional, que contem cerca de 700 depoimentos de protagonistas da luta anticolonial. Tudo isto destinado a preservar a memória de um período na História que diz respeito a Angola e à luta de todos os povos sob ocupação colonial cujas memórias padecem ainda de ser registadas e pensadas.É uma epopeia de grande fôlego que implicou muitas viagens, adversidades, muita poeira e entusiasmo. Através dele, a equipa (e futuramente nós) ficou a conhecer um país sob todas as suas diversas camadas. O resultado sai em 2015 na senda das comemorações dos 40 anos da Dipanda.

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07.01.2015 | por Marta Lança

Nos Trilhos da Independência: 90 dias pelo Leste de Angola

Nos Trilhos da Independência: 90 dias pelo Leste de Angola  A partir de 1966, a luta pela independência de Angola teve como um dos principais cenários a região que se estende pela Lunda-Sul, Moxico, Kuando-Kubango e parte do Bié. O MPLA abriu a Frente Leste em 1966, desdobrando-se progressivamente em regiões e zonas várias. A UNITA começou a sua acção no mesmo ano, estabelecendo-se principalmente no Moxico entre os rios Luanguinga e Lungué-Bungo. A FNLA também actuou, em menor escala, no Alto Chicapa.

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30.09.2013 | por Associação Tchiweka de Documentação

Mural Sonoro 2013| 1ª Sessão: Culturas Documentadas

Sábado, 26 de Janeiro a partir das 15h. Culturas Documentadas. 15h Eduína Vaz com exposição de fotografia 'Culturas Cabo-Verdianas'. 16h Mário Correia com 'Recolhas, Património Imaterial', Terras de Miranda e Sendim. 17h Nataniel Melo com 'Viagem pela Cultura de um Povo' (viagem ao Senegal) Apresentação de filme documental. Autoria: Mural Sonoro. Parceria: Museu da Música. Apresentação: Soraia Simões. © 2013 Mural Sonoro no Museu da Música.

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08.01.2013 | por Soraia Simões

Mama Goema: O ritmo da Cidade do Cabo em cinco andamentos, 2011

Mama Goema: O ritmo da Cidade do Cabo em cinco andamentos, 2011 O ritmo Goema teve influências dos Khoi e dos escravos, trazidos do Sul da Ásia e de outros países Africanos, e tem também semelhanças com um ritmo encontrado em Kerala, no Sul da Índia, mas o Goema apresenta uma textura distintamente Africana.

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27.09.2012 | por Justin Davy

A dádiva no contexto de filme documental

A dádiva no contexto de filme documental “o actor da dádiva não postula o controlo ou a redução das incertezas a seu favor, ele cria-as permanentemente e implica-se nelas, sujeitando-se aos seus custos e riscos. É que a principal aspiração do doador não é que o retorno – relativo à sua dádiva – seja o mais mecânico e garantido, mas que seja, sobretudo, um retorno livre, logo incerto e inseguro. É na base deste tipo de troca livre e incerta, permanentemente renovada, que emerge, se reproduz, e se consolida, horizontal e verticalmente, a coesão social primária e derivadas, a macro coesão estatal e a micro coesão mercantil.”

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13.08.2012 | por Rita Brás

O que significa ser documentarista africana num meio cinematográfico amplamente dominado por homens?

O que significa ser documentarista africana num meio cinematográfico amplamente dominado por homens? As mulheres documentaristas, na maioria, têm-se revelado engajadas. Existem inúmeros obstáculos para os documentaristas africanos, que se prendem com o desenvolvimento dos países africanos, entre outros, a fraca industrialização, a má governação, a alta taxa de desemprego, a falta de infra-estruturas, a persistente pobreza. A crise financeira mundial dos últimos anos apenas agudizou a situação destes cineastas que vivem, actualmente, muitos problemas para trabalhar.

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10.07.2012 | por Soxna Amar

Kilombos: um filme-resgate sobre o Brasil quilombola

Kilombos: um filme-resgate sobre o Brasil quilombola Filmado no Brasil, Guiné-Bissau e Cabo Verde, o documentário “Kilombos”, realizado por Paulo Nuno Vicente, transporta-nos pela memória oral das raízes africanas das comunidades quilombolas, cruzando-as com o território das suas manifestações culturais contemporâneas. A estreia do filme está agendada para 7 de Março, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

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21.11.2011 | por Paulo Nuno Vicente

Espectros da Guerra Fria

Espectros da Guerra Fria "Cartas de Angola" é um filme sobre o que foi a presença dos cubanos em Angola. Angola nunca aparece fisicamente e é apenas uma referência na capacidade de evocação dos cubanos. Ou seja, o que eles se lembram do que foi a passagem por Angola. Ouvir esses cubanos falar sobre Angola, lembra, às vezes, pessoas acabadas de acordar que contam os seus sonhos ou pesadelos. É intenso.

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24.10.2011 | por António Tomás

Dockanema 2011

Dockanema 2011 Não poderia haver melhor escolha, ao abrir o 6º Dockanema, que o filme de Patrício Guzman “Nostalgia da Luz “, numa edição que se propõe render homenagem ao cineasta Ruy Guerra, para mais uma vez reafirmar esse propósito. Os primeiros filmes do Patrice Guzman foram mostrados em Moçambique logo após a independência, e ele é um dos raros realizadores cuja toda a obra cinematográfica foi mostrada no nosso país. Escolhi a Nostalgia da Luz, por ser, na minha opinião, o melhor exemplo disponível do documentário como memória de um povo.

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07.09.2011 | por Pedro Pimenta

Africanas!

Africanas!  Submissão, independência, mulheres negras nuas, mulheres brancas de véu, rituais de sacrifício, mulheres solteiras, casamentos poligâmicos, aids, amor: durante uma viagem pela África conheci mulheres de culturas completamente diferentes mas que vivem, igualmente, conectadas em seus espaços e tempos. A partir destes encontros surgirá um documentário longa metragem dando voz a estas mulheres e falando sobre o choque cultural entre estes vários mundos.

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20.06.2011 | por Eliza Capai

O olhar diferente para as tradições africanas

O olhar diferente para as tradições africanas Mon beau sourire é um filme sobre a conservação da cultura africana: surgiu-me como forma de mostrar uma prática, considerada arcaica, num enquadramento moderno e dinâmico do ponto de vista de uma jovem mulher contemporânea. As tradições não são forçosamente arcaicas – isso depende da maneira como as apresentamos ou como as observamos.

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07.05.2011 | por Angèle Diabang Brener

Dundo, Memória Colonial

Dundo, Memória Colonial Nasci em 1947 no Dundo, centro de uma das mais importantes companhias coloniais de Angola, a Diamang. Ali fui feliz. Ali aprendi o racismo e o colonialismo. Agora volto, porque o Dundo é a minha única pátria, a mais antiga das minhas memórias.

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03.04.2011 | por Diana Andringa

Documentários sobre música angolana

Documentários sobre música angolana sobre Mãe Ju: "Em Luanda, a nova Música / Dança inventa-se todos os dias e evolui a um ritmo efervescente. A novidade do fenómeno deve-se à afluência em massa de jovens vindos directamente das aldeias do interior (de tradições tribais) para a gigantesca metrópole (de vocação moderna e urbana). O resultado é uma explosão de tendências musicais radicalmente inovadoras, contemporâneas, urbanas, em rápida mutação."

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06.03.2011 | por vários

Dockanema – O documentário como acto de resistência e guardião da memória

Dockanema – O documentário como acto de resistência e guardião da memória Pelo quinto ano consecutivo o Festival do Filme Documentário, Dockanema 2010, realizou-se em Maputo para continuar a trazer às sala de cinema moçambicanas realidades do mundo que, de outra forma, correm o risco de ficar no esquecimento. Em relação às nossas estórias e à nossa História, como sociedade, temos a obrigação de exercer constantemente esse dever de memória. Somos a nossa memória, sem memória passamos a não saber para onde caminhamos, sem rumo, como zombies”, defende Pedro Pimenta.

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27.09.2010 | por Joana Simões Piedade

“Digam simplesmente a verdade”

“Digam simplesmente a verdade”  A minha reflexão incide sobre o modo como se pode fazer cinema em África, à nossa maneira: a maneira como nos mexemos, a maneira como saboreamos, como ouvimos as coisas, como vemos as coisas, a nossa percepção do mundo.

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22.08.2010 | por Samba Félix Ndiaye

Escrever uma contra-geografia

Escrever uma contra-geografia Decidi agir na esfera simbólica, o objectivo não é mudar o mundo mas mudar o discurso em relação ao mundo. Contribuir para a tomada de consciência da nossa própria responsabilidade nos fenómenos globais. No meu trabalho artístico e textual, esforço-me para clarificar a correlação entre as sociedades de alta tecnologia e o surgimento de condições de vida precárias. Um dos meus principais objectivos é dar a conhecer que as causas e as soluções não estão sempre “noutros lados”.

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27.06.2010 | por Ursula Biemann