Bye, Bye Tristes Trópicos: Do “Pessimismo Sentimental” ao Decolonial, Escola Sem Sítio – 2o. Semestre de 2022

Programação:
Aula 1 (04/08/22): Da Magia a Melancolia: Imagens do Outro em Jean Rouch e Lévi-Strauss
Aula 2 (11/08/22): O Outro Canibalizado: Primitivismo Artístico e Modernismo Identitário Latino-Americano
Aula 3 (18/08/22): O Outro em Questão: Rebelião Pós-Moderna e Pós-Colonial Museal e Artística
Aula 4 (25/08/22): O Anti-Outro Artístico (I): Post-Indian, Post-Black e Fritz Scholder
Aula 5 (01/09/22): O Anti-Outro Artístico (II): Mischief e Pocha Nostra
Aula 6 (08/09/22): O Ego Imperial Multicultural e a Retórica da Diversidade: Teorias Decoloniais e Polêmicas Atuais

Coordenação: Tania Queiroz e Marcelo Campos Proposta de Curso Livre – Agosto e Setembro de 2022 Professor: Leonardo Bertolossi
Minibio: É bacharel e licenciado em História pelo IFCS/UFRJ, mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional/UFRJ e doutor na mesma área pela FFLCH/USP. No mestrado pesquisou as políticas e poéticas de representação indígenas norte-americanas do National Museum of the American Indian, do Smithsonian Institute. No doutorado pesquisou o mercado primário de arte contemporânea no país em relação aos acontecimentos artísticos dos anos 80 e 90.

Foi professor substituto da UFF, UERJ e EBA/UFRJ, tendo lecionado Teoria Antropológica, Cultura Brasileira e Antropologia da Arte. Realizou variados cursos de Arte e Antropologia na EAV/Parque Lage, Casa do Saber, CCJF, CMAHO, Curva, Caixa Preta, Casa França Brasil e Casa de Dona Yayá/USP. Atuou como pesquisador em diversos projetos de pesquisa na COC/FIOCRUZ e na COPPE/UFRJ, e realizou pós-doutorado em Artes Visuais pelo PPGAV/EBA-UFRJ, lecionando e pesquisando sobre mortes da arte, primitivismo, antropofagia e fetichismo. Atualmente é professor de História da Arte da UNIVERITAS.

Bye, Bye Tristes Trópicos: do “Pessimismo Sentimental” ao Decolonial

Ementa: Em 1955, o antropólogo Claude Lévi-Strauss escreve sua magistral obra “Tristes Trópicos”. Misto de relato etnográfico e ficção autobiográfica, a obra, tornada best-seller, relata as aventuras do francês entre os indígenas Nambiquara e Caduvéu e aponta para o diagnóstico melancólico de sua iminente desaparição. Também nos anos 50 outro antropólogo francês, Jean Rouch, faria uma série de documentários sobre a vida africana no contexto da colonização. Sua etno-ficção compartilhava com a etnografia lévi-straussiana certo desalento diante do destino daqueles povos africanos. Após a queda do muro de Berlim, nos anos 90 da nova onda globalizante neoliberal, o antropólogo americano Marshall Sahlins escrevia sobre o “pessimismo sentimental” dos seus antecessores ao defender, apesar da violência e do extermínio incessante e ainda atual, o protagonismo e a agência indígena mundo afora, em suas re-existências canibais e seus capitalismos tribais. No mundo da arte, conforme apontaram os historiadores Arthur Danto e Hans Belting, uma nova revolução artística irrompe com a circulação das obras reconfigurando a diplomacia e a geopolítica internacional artística, agora às voltas com uma nova onda primitivista e o interesse multicultural presente em novas políticas museais e bienais internacionais. No esteio desse “admirável mundo novo”, a artilharia retórica pós-moderna e pós-colonial traria novas feridas narcísicas ao pensamento ocidental que hoje ainda ecoam em políticas e poéticas decoloniais com a entrada de agentes indígenas, afro-descendentes e queer na arena artística e intelectual de modo a desafiar os antigos prognósticos da velha antropologia. Esse curso pretende acompanhar a trilha dessas transformações epistemológicas e políticas a partir de alguns capítulos de sua história. Pretende ainda problematizar, a partir dos campos das artes visuais e das ciências sociais, os limites das retóricas pós-coloniais e decoloniais diante dos fascismos contemporâneos e da complexidade paradoxal do real das instituições a partir das polêmicas atuais.

Período e horário: Quintas-Feiras de Agosto (4/08, 11/08, 18/08 e 25/08) e Setembro (01/09 e 08/09), das 19h às 21h.

Investimento: R$ 200,00 Programação:

Aula 1 (04/08/22): Da Magia a Melancolia: Imagens do Outro em Jean Rouch e Lévi-Strauss

ANDRADE, Rosane de. O Observador Selvagem; A Visualidade na Antropologia; Olhares Fora-Dentro. In: Fotografia e Antropologia: Olhares Fora-Dentro. São Paulo: Estação Liberdade/EDUC, 2002. pp. 25-32, 65-73, 113-121.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Quando as Imagens Tocam o Real. In: PÓS: Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes da EBA/UFMG. [S.l]. 2012. pp. 206-219.

LÉVI-STRAUSS, Claude. Tristes Trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. NOVAES, Sylvia Caiuby. Lévi-Strauss: Razão e Sensibilidade. In: Revista de

Antropologia. Vol. 42. No. 1-2. São Paulo, 1999, pp. 67-76.
PEIRANO, Mariza. Antropologia At Home. In: A Teoria Vivida e Outros Ensaios

de Antropologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. pp. 37-52.

PEIXOTO, Fernanda Arêas. O Nativo e o Narrativo: Os Trópicos de Lévi-Strauss e a África de Michel Leiris. In: GROSSI, Miriam Pillar; MOTTA, Antonio; CAVIGNAC,

Julie Antoinette (orgs.). Antropologia Francesa no Século XX. Recife: Fundação João Nabuco/Editora Massangana, 2006. pp. 287-310.

RIBEIRO, José da Silva. Imagem e Ritual: Antropologia como Experiência Visual. In: PAIS, José Machado; CARVALHO, Clara; GUSMÃO, Neusa Mendes de (orgs.). O Visual e o Cotidiano. Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2008. Pp. 175-205.

ROUCH, Jean. On the Vicissitudes of the Self: The Possessed Dancer, The Magician, The Sorcerer, The Filmmaker and the Ethnographer. In: FELD, Steven (ed.). Ciné- Ethnography: Jean Rouch. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2003.

SAMAIN, Etienne. As Imagens Não São Bolas de Sinuca: Como Pensam as Imagens. In: SAMAIN, Etienne (org.). Como Pensam as Imagens. Campinas: Editora da UNICAMP, 2012. pp. 21-36.

SILVA, Vagner Gonçalves da. O Antropólogo e sua Magia. São Paulo: EDUSP, 2015.

SZTUTMAN, Renato. Imagens-Transe: Perigo e Possessão na Gênese do Cinema de Jean Rouch. In: BARBOSA, Andréa; CUNHA, Edgar Teodoro da; HIKIJI, Rose Satiko Gitirana (orgs.). Imagem-Conhecimento: Antropologia, Cinema e Outros Diálogos. Campinas: Papirus, 2009. pp. 229-254.

VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo; DANOWSKI, Déborah. Um Mundo de Gente; Humanos e Terranos na Guerra de Gaia; O Mundo em Suspenso. In: Há Mundo Por Vir?: Ensaio sobre os Medos e os Fins. Desterro: Cultura e Barbárie/Instituto Socioambiental, 2014. pp. 85-106, 107-142, 143-159.

Aula 2 (11/08/22): O Outro Canibalizado: Primitivismo Artístico e Modernismo Identitário Latino-Americano

AZEVEDO, Beatriz. Prato Principal. In: Antropofagia Palimpsesto Selvagem. São Paulo: Cosac Naify, 2016. pp. 102-183.

CANDIDO, Antonio. Os Dois Oswalds; Oswaldo, Oswáld, Ôswald; Diário de Bordo. In: Recortes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. pp. 35-42, 43-46, 47-49.

CLAVO, Maria Inigo. Is it Possible to Decolonize the Concept of Cultural Anthropophagy? In: DAT Journal. Vol. 5. No. 3. 2020. pp. 47-51.

DUARTE, Pedro. Primitivismo e Revolução; A Alegria é a Prova dos Nove. In: A Palavra Modernista: Vanguarda e Manifesto. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014. pp. 147-155, 191-203.

FOSTER, Hal. O Artista como Etnógrafo. In: O Retorno do Real. São Paulo: Cosac Naify, 2014. pp. 159-185.

HALL, Stuart. O Espetáculo do “Outro”. In: Cultura e Representação. Rio de Janeiro: Editora PUC-Rio/Apicuri, 2016. pp. 139-259.

MOSQUERA, Gerardo. Além da Antropofagia: Arte, Internacionalização e Dinâmica Cultural. In: PEDROSA, Adriano; SCHWARCZ, Lilia (orgs.). Histórias Mestiças: Antologia de Textos. Rio de Janeiro/São Paulo: Cobogó/Instituto Tomie Ohtake, 2014. pp. 328-338.

NUNES, Benedito. Antropofagia e Vanguarda: Acerca do Canibalismo Literário. In:

Literatura e Sociedade: Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP. No. 7. 2004. pp. 316-327.

PERRY, Gill. O Primitivismo e o “Moderno”. In: PERRY, Gill et alli (org.). Primitivismo, Cubismo, Abstração. São Paulo: Cosac Naify, 1998. pp. 3-30.

SANTOS, Laymert Garcia dos. Como a Arte Global transforma a Arte Étnica. In: FIALHO, Ana Letícia et alli (orgs.). Depois do Muro. Recife: Joaquim Nabuco/Massangana, 2010. pp. 11-46.

SILVA, Mariah Rafaela Cordeiro Gonzaga da. Antropofagia Queer: Imagem, (Trans)gênero e Poder. Monografia de conclusão de curso (Graduação em História da Arte) – Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016. 94p.

YOUNG, Robert J. C. O Colonialismo e a Máquina Desejante. In: Desejo Colonial: Hibridismo em Teoria, Cultura e Raça. São Paulo: Perspectiva, 2005. pp. 195- 222.

Aula 3 (18/08/22): O Outro em Questão: Rebelião Pós-Moderna e Pós- Colonial Museal e Artística

ABU-LUGHOD, Lila. Locating Ethnography. In: Ethnography. 2000. Vol. 1. No. 2. Pp. 261-267.

AMES, Michael. Cannibal Tours and Glass Boxes: The Anthropology of Museums. Vancouver/Toronto: UBC Press, 1992.

BELTING, Hans. Arte Universal e Minorias: Uma Nova Geografia da História da Arte; No Espelho da Cultura de Massas: A Rebelião da Arte contra a História da Arte; Modernidade e Presente na Pós-História. In: O Fim da História da Arte. São Paulo: Cosac Naify, 2012. pp. 115-130, 131-146, 305-326.

BHABHA, Homi. A Outra Questão: O Estereótipo, a Discriminação e o Discurso do Colonialismo; O Pós-Colonial e o Pós-Moderno: A Questão da Agência. In: O Local da Cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. pp. 105-128, 239-273.

BRAH, Avtar. Diferença, Diversidade, Diferenciação. In: Cadernos Pagu. No. 26. Janeiro-Junho de 2006. pp. 329-376.

CARNEIRO DA CUNHA, Manoela. “Cultura” e Cultura: Conhecimentos Tradicionais e Direitos Intelectuais. In: Cultura com Aspas e Outros Ensaios. São Paulo: Cosac Naify, 2009. pp. 311-373.

CLIFFORD, James. Traveling Cultures; Museums as Contact Zones. In: Routes: Travel and Translation in the Late Twentieth Century. Cambridge/London: Harvard University Press. pp. 17-46, 188-219.

DANTO, Arthur C. Moderno, Pós-Moderno e Contemporâneo; Três Décadas Após o Fim da Arte. In: Após o Fim da Arte: A Arte Contemporânea e os Limites da História. São Paulo: EDUSP/Odysseus, 2006. pp. 3-21, 23-43.

GONÇALVES, José Reginaldo. Coleções, Museus e Teorias Antropológicas: Reflexões sobre Conhecimento Etnográfico e Visualidade. In: Antropologia dos Objetos: Coleções, Museus e Patrimônios. Rio de Janeiro: MiNC/IPHAN, 2007. pp. 43-62.

KIRSHENBLATT-GIMBLETT, Barbara. Destination Culture: Tourism, Museums, and Heritage. Berkeley and Los Angeles/London: The University of California Press, 1998.

L’ESTOILE, Benoît de. À qui Appartiennent les Objets des Autres?: Une Patrimoine Disputé; De L’Alterité à L’Histoire: Des Mondes em Relation; Au-Delà Du Musée des Autres. In: Le Goût des Autres: De L’Exposition Coloniale aux Arts Premiers. Paris: Flammarion, 2007. pp. 323-367, 369-412, 412-425.

McCLINTOCK, Anne. A Família Branca do Homem: O Discurso Colonial e a Reinvenção do Patriarcado; Adeus ao Paraíso Futuro: Nacionalismo, Gênero e Raça. In: Couro Imperial: Raça, Gênero e Sexualidade no Embate Colonial. Campinas, Editora da UNICAMP, 2010. 341-376, 517-568.

SAID, Edward. O Alcance do Orientalismo. In: Orientalismo: O Oriente como Invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. pp. 61-163.

SENNETT, Richard. O Declínio do Homem Público: As Tiranias da Intimidade. Rio de Janeiro: Record, 2021.

SHOHAT, Ella; STAM, Robert. Do Eurocentrismo ao Policentrismo. In: Crítica da Imagem Eurocêntrica: Multiculturalismo e Representação. São Paulo: Cosac Naify, 2006. pp. 37-88.

SPIVAK, Gayatri. Pode o Subalterno Falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.

Aula 4 (25/08/22): O Anti-Outro Artístico (I): Post-Indian, Post-Black e Fritz

Scholder

BAKER, Joe. Interventions: Making a New Space for Indigenous Art. In: BAKER, Joe; McMASTER, Gerald (eds.). In: Remix: New Modernities in a Post-Indian World. Washington D.C.: The National Museum of American Indian Press, 2007. pp. 15-35.

BERTOLOSSI, Leonardo. Diferentes, Iguais: A Pan-Indianidade do National Museum of the American Indian e suas Variações. Dissertação (Mestrado) – Museu Nacional, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010. 237 p.

BIRD, Cathy. Is There a “Post-Black” Art? Investigating the Legacy of the “Freestyle” Show. In: Art Papers. No. 6. 2002. pp. 35-39.

CANEVACCI, Massimo. Mudanças da Arte. In: Sincrétika: Explorações Etnográficas sobre Artes Contemporâneas. São Paulo: Studio Nobel, 2013. pp. 117-233.

COMAROFF, Jean and John. Commodifying Descent, American-Style; Nationality, Inc., Divinity, Inc., and Other Futures. In: Ethnicity, Inc. Chicago/London: The University of Chicago Press, 2009. pp. 60-85, 117-138.

CRAPANZANO, Vincent. The Between; World-Ending. In: Imaginative Horizons: An Essay in Literary-Philosophical Anthropology. Chicago/London: The University of Chicago Press, 2004. pp. 39-65, 178-210.

DELORIA JR., Vine. The Red and the Black; Indians and Modern Society; A Redefinition of Indian Affairs. In: Custer Died For Your Sins: An Indian Manifesto. New York: The University of Oklahoma Press, 1988. Pp. 168-196, 225- 242, 243-267.

DI LEONARDO, Micaela. Patterns of Culture Wars: Place, Modernity, and the Contemporary Political Economy of Difference. In: Exotics At Home: Anthropologies, Others, American Modernity. Chicago/London: The University of Chicago Press, 1998. pp. 314-367.

FARRIS, Phoebe. Red, Black, and Brown: Artists and the Aesthetics of Race. In: TAYAC, Gabrielle (org.). Indivisible: African-Native American Lives in the Americas. Washington D.C: Smithsonian National Museum of the American Indian Press, 2009. Pp. 163-177.

KUPER, Adam. O Retorno do Nativo. In: A Reinvenção da Sociedade Primitiva: Transformações de um Mito. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2008. pp. 275-296.

PRICE, Sally. O Princípio da Universalidade; Objetos de Arte e Artefatos Etnográficos. In: Arte Primitiva em Centros Civilizados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2000. pp. 46-62, 120-142.

SAHLINS, Marshall. O “Pessimismo Sentimental” e a Experiência Etnográfica: Por que a Cultura não é um “Objeto” em Vias de Extinção. In: Mana: Estudos de Antropologia Social. Vol. 3. No. 1. 1997. pp. 41-73.

SIMS, Lowery Stokes. Scholder’s Figuration: Art and Culture in American Art. In: SIMS, Lowery Stokes (eds.). Fritz Scholder: Indian/Not Indian. Munich/London/New York: Prestel Publishing, 2008. pp. 77-101.

SMITH, Paul Chaat. Everything We Make is Art. In: Everything You Know About Indians is Wrong. Minneapolis/London: The University of Minnesota Press, 2009. pp. 67-142.

SZABO, Joyce M. Native American Art History: Questions of the Canon. In: GISCHE, Elizabeth Kennedy (ed.). Essays on Native Modernism: Complexity and Contradiction in American Art. Washington D.C/New York: NMAI Editions, 2006. pp. 69-87.

Aula 5 (01/09/22): O Anti-Outro Artístico (II): Mischief e Pocha Nostra

BERTOLOSSI, Leonardo. Investidas Invertidas: Performance e Política na obra de Kent Monkman/Mischief. In: Cadernos de Campo: Revista dos Alunos da Pós- Graduação em Antropologia Social da USP. São Paulo. No. 20. p. 149-166, 2011.

BUTLER, Judith. Atos Corporais Subversivos. In: Problemas de Gênero: Feminismo e Subversão da Identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013. pp. 119-201.

CARLSON, Marvin. Performance: Uma Introdução Crítica. Belo Horizonte: Editora UFMG/Humanitas, 2010.

DI GIOVANNI, Julia Ruiz. La Pocha Nostra: Imagem e Aprendizados do Corpo. In: PEIXOTO, Fernanda Arêas; DI GIOVANNI, Julia Ruiz; MUNIAGURRIA, Lorena Avellar de; WALDMAN, Thaís Chang (orgs.). Artes Saberes Antropologias. Goiânia: Cegraf UFG, 2021. pp. 270-295.

GLUSBERG, Jorge. A Arte da Performance. São Paulo: Perspectiva, 2013.

GÓMEZ-PENA, Guillermo. Em Defesa da Arte da Performance. In: DAWSEY, John C.; MULLER, Regina P.; HIKIJI, Rose Satiko G.; MONTEIRO, Marianna F. M. (orgs.). Antropologia e Performance: Ensaios NAPEDRA. São Paulo: Terceiro Nome, 2013. pp. 441-465.

HARAWAY, Donna. Manifesto Ciborgue: Ciência, Tecnologia e Feminismo-Socialista no Final do Século XX. In: TADEU, Tomaz (org.). Antropologia do Ciborgue: As Vertigens do Pós-Humano. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009. pp. 33-118.

PANAMBY, Elton Sara. O Caso das Xerecas Satânicas contra as Boas Almas Inquisidoras: In: Plataforma Pulso, 2014.

PRECIADO, Paul Beatriz. O que é a Contrassexualidade?; Tecnologias do Sexo. In: Manifesto Contrassexual: Práticas Subversivas de Identidade Sexual. São Paulo: N-1 Edições, 2014. pp. 21-33, 147-168.

SCHECHNER, Richard. “Pontos de Contato” Revisitados. In: DAWSEY, John C.; MULLER, Regina P.; HIKIJI, Rose Satiko G.; MONTEIRO, Marianna F. M. (orgs.). Antropologia e Performance: Ensaios NAPEDRA. São Paulo: Terceiro Nome, 2013. pp. 37-65.

Aula 6 (08/09/22): O Ego Imperial Multicultural e a Retórica da Diversidade: Teorias Decoloniais e Polêmicas Atuais

ACOSTA, Alberto. O Complexo Desafio da Construção de um Estado Plurinacional; Outra Economia para Outra Civilização. In: O Bem Viver: Uma Oportunidade para Imaginar Outros Mundos. São Paulo: Autonomia Literária/Elefante, 2016. pp. 151-168, 171-218.

ANJOS, Moacir dos. Arte Menor e Sotaque; O Tempo do Sul; Por uma Curadoria Menor. In: Contraditório: Arte, Globalização e Pertencimento. Rio de Janeiro: Cobogó, 2017. pp. 87-102, 121-135, 155-168.

CUSICANQUI, Silvia Rivera. Ch’ixinakax Utxiwa: Uma Reflexão sobre Práticas e Discursos Descolonizadores. São Paulo: N-1 Edições, 2021.

ESCOBAR, Ticio. Os Mapas da Arte: Divagações sobre a Linha do Trópico. In: HUG, Alfons; JUNGE, Peter; KÖNIG, Viola. Os Trópicos: Visões a Partir do Centro do Globo. Rio de Janeiro: Centro Cultural do Banco do Brasil, 2007. pp. 40-47.

FEDERICI, Silvia. O Mundo Precisa de uma Sacudida. In: Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva. São Paulo: Elefante, 2017. pp. 41-108.

HOBSBAWM, Eric. Arte e Revolução; Os Fracassos da Vanguarda. In: Tempos Fraturados: Cultura e Sociedade no Século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. pp. 259-265, 278-295.

KILOMBA, Grada. A Máscara; Quem Pode Falar; Descolonizando o Eu. In: Memórias da Plantação: Episódios de Racismo Cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2020.

KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

MIGNOLO, Walter. Colonialidade: O Lado Mais Escuro da Modernidade. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais. Vol. 32. No. 94. Junho de 2017. pp. 1-18.

MOMBAÇA, Jota. Não Vão nos Matar Agora. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.

MOURA, Clarissa Diniz de. Street Fight, Vingança e Guerra: Artistas Indígenas para Além do “Produzir ou Morrer”. In: Espaço Ameríndio. Vol. 14. No. 1. Jan./Jul. 2020. pp. 68-88.

MUNANGA, Kabengele. Ambiguidade de Raça/Classe e a Mestiçagem como Mecanismos de Aniquilação da Identidade Negra e Afro-Brasileira; Mestiçagem contra Pluralismo. In: Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil: Identidade Nacional versus Identidade Negra. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019. pp. 79-83, 85-102.

NEGRI, Antonio; HARDT, Michael. A Dialética da Soberania Colonial; A Multidão contra o Império. In: Império. Rio de Janeiro: Record, 2010. pp. 131-153, 417-437.

RIBEIRO, Djamila. O que é Lugar de Fala?; Todo Mundo tem Lugar de Fala. In: O Que é Lugar de Fala? Belo Horizonte: Letramento/Justificando, 2017. pp. 55-79, 83-90.

RISÉRIO, Antonio. Mestiçagem em Questão; Sincretismo e Multiculturalismo. In: A Utopia Brasileira e os Movimentos Negros. São Paulo: Editora 34, 2012. pp. 39- 67, 207-228.

RIVERA, Tania. Psicanálise do Outro (Para Nela Tomar Lugar); A Favor da Identidade (E Contra a Enunciação “Neutra” da Teoria). In: Psicanálise Antropofágica: Identidade, Gênero, Arte. Porto Alegre: Artes e Ecos, 2021. pp. 11-20, 21-28.

SANTOS, Boaventura de Sousa. O Fim do Império Cognitivo: A Afirmação das Epistemologias do Sul. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Raça e Gênero; Quando o Fim é Também o Começo: Nossos Fantasmas do Presente. In: Sobre o Autoritarismo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. pp. 174-206, 223-237.

SEGATO, Rita. Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios: E uma Antropologia por Demanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.

SIMAS, Luiz Antonio Simas. Fogo no Mato: A Ciência Encantada das Macumbas. Rio de Janeiro: Mórula, 2018.

SOARES, Luiz Eduardo. O Brasil e Seu Duplo. São Paulo: Todavia, 2019.

TADDEI, Renzo. O Dia em que Virei Índio: A Identificação Ontológica com o Outro como Metamorfose Descolonizadora. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros. No. 69. Abril de 2018. pp. 289-306.

WISNIK, Guilherme. Fim da História? Berlim e o Novo Mundo após 1989. In: Dentro do Nevoeiro: Arquitetura, Arte e Tecnologia Contemporâneas. São Paulo: Editora Ubu, 2018. pp. 121-149.

ZIZEK, Slavoj. A Ferida do Eurocentrismo. In: Problema no Paraíso: Do Fim da História ao Fim do Capitalismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2015. pp. 186-198.

por Leonardo Bertolossi
A ler | 13 Julho 2022 | antropologia, artes, Brasil. curso, decolonial, outro, pos-colonial, Tristes Trópicos