“Vamos embora!” é a farra angolana

“Vamos embora!” é a farra angolana Os nossos pais tiveram filhos à vontade, somos famílias numerosas onde não há tédio, deixamos de curtir as nossas próprias emoções para desfrutar da onda dos filhos, sobrinhos e netos. E como somos mãos largas, os homens sustentam várias mulheres, mas estas também os sustentam mais os seus rebentos de dentro e de fora do casamento, e fica tudo em família. Por isso há muitas farras, aniversários, baptizados, bodas de ouro e de prata, pedidos de casamento, caldos de poeira.

Mukanda

01.11.2010 | por Sílvia Milonga

Luanda, virada para o futuro negligencia o seu passado

Luanda, virada para o futuro negligencia o seu passado Os “sobrados” são as últimas casas que datam do tempo da escravatura. “O soalho destas casas era feito com a madeira com a qual se enchiam os porões dos navios de escravos que voltavam vazios do Brasil”, conta Ângela Mingas. “E as paredes eram em adobe (uma técnica à base de terra crua), fabricados com uma mistura de terra e de conchas apanhadas pelos pescadores da Ilha. São características que já não se encontram …” e cujos últimos vestígios estão em vias de desaparecer: “Em três anos, metade dos sobrados que restavam em Luanda foram destruídos. Hoje só restam 14…”

Cidade

01.10.2010 | por Cécile de Comarmond

Luanda, um estado de urgência

Luanda, um estado de urgência Luanda 2005. Chegam alguns predadores possuídos pelos aminoácidos das oportunidades. É o início de uma série de projectos e negócios, desenha-se as regras com que o capitalismo selvagem se entranhará sem dó nem piedade. Paz consolidada, vontade e dinamismo, espírito de reconstrução.

Cidade

09.09.2010 | por Marta Lança

Homens inseguros que fazem de 'seguranças'

Homens inseguros que fazem de 'seguranças' Em Luanda, onde a febre da segurança lateja à luz de um sol dengoso e desmotivante, há avenidas que são autênticas caixas-fortes – de um lado e doutro, dezenas de guardas ganham (mal) a vida sentados em cadeiras improvisadas, bancos e bancadas, onde fazem de tudo um pouco: dormem, trocam ideias e comem, trabalham. A sua utilidade é duvidosa (têm falta de formação adequada, muitas vezes não estão armados nem alimentados convenientemente) mas a verdade é que estes homens fazem parte da paisagem e dinâmica da capital angolana.

Cidade

21.06.2010 | por Miguel Gomes

Milagrário Pessoal - pré publicação AGUALUSA

Milagrário Pessoal - pré publicação AGUALUSA Dos tigres, e outros distúrbios bizarros, que sucederam na cidade de São Paulo da Assunção, antes denominada Luanda, e mais tarde São Paulo da Assunção de Luanda, após a morte de Dona Ana de Sousa, a Rainha Ginga, aos 83 anos, no dia 17 de Dezembro de 1663. Neste capítulo se revela ainda a existência de antigos manuscritos que conteriam uma colecção de palavras novas - paleoneologismos, portanto - roubadas no século XVII às aves de Angola.

Mukanda

05.06.2010 | por José Eduardo Agualusa

O sonho de Niemeyer e o Universo Paralelo

O sonho de Niemeyer e o Universo Paralelo Novembro de 1975, num relâmpago milhares de pessoas abandonam a cidade. Termina a colónia, recomeça a contagem. Luanda, capital de Angola, na costa ocidental de África é agora um espaço vazio e aguarda, ansiosa, pelos novos inquilinos. Novos habitantes, nova liberdade. Tal como “ocupas” hoje dentro de edifícios marcados por momentos, recordações, odores de outrora, Luanda antecipa o conceito e recebe de portas abertas os novos ocupantes.

Cidade

13.05.2010 | por Kiluanji Kia Henda