Visitas Participadas às reservas etnográficas africanas do Museu Nacional de Etnologia (MNE)

O Coletivo Tributo aos Ancestrais PT, em parceria com o Museu Nacional de Etnologia (MNE), em Belém, Lisboa, tem a honra de convidá-lo(a) a participar nas penúltimas visitas participativas às reservas etnográficas africanas do Museu, que terão lugar no sábado, dia 9 de maio de 2026, das 11h às 12h30 e das 14h às 15h30. Esta iniciativa proporciona uma oportunidade exclusiva de acesso a uma das maiores reservas de artefactos africanos existentes em Portugal, composta por aproximadamente 8.000 objetos provenientes de 28 países.
Para além da observação do acervo, estas visitas são também momentos de reflexão crítica sobre a história colonial, a presença africana em Portugal, os silêncios institucionais e as vozes que se pretende recuperar e dignificar. Trata-se, assim, de um convite ao diálogo, à escuta crítica e à co-construção de memórias partilhadas. Contamos consigo para fazer parte deste momento histórico.
Faça a sua inscrição hoje: tributoaosancestraispt@gmail.com

 

21.04.2026 | par martalanca | Museu Nacional de Etnologia (MNE)

PROJECTO GLOBAL, de Ivo Ferreira

Lisboa, anos 1980: a revolução e a euforia da liberdade pertencem ao passado. O país atravessa tempos conturbados: fábricas fecham, trabalhadores erguem barricadas e a política domina cada esquina. Entre cigarros, música, prostitutas e marinheiros, partilham-se sonhos desfeitos e esperanças incertas. À medida que as tensões sociais se agravam, surgem as FP25, um grupo armado de extrema-esquerda. Os seus membros seguem um caminho sem retorno, vivendo existências clandestinas feitas de assaltos a bancos, ataques, amizade e amor, sob a constante ameaça da prisão ou morte. Ao abandonarem tudo e todos, exceto uns aos outros, começam a perder as próprias identidades, enquanto o inspetor que os persegue enfrenta ele próprio um dilema moral.

Duração: 141’

Novo filme de Ivo M. Ferreira revisita um dos períodos mais conturbados da democracia portuguesa

SESSÕES ESPECIAIS 

PROJECTO GLOBAL, uma das maiores produções de sempre do cinema português, chega ao grande ecrã esta quinta-feira, 23 de abril. Para assinalar a estreia, o realizador Ivo M. Ferreira e a atriz Jani Zhao, vão passar por várias salas de cinema, promovendo encontros com o público em sessões especiais.

A primeira sessão realiza-se já no dia 23, no Cinema Ideal, às 21h15. No final, os espectadores poderão participar numa conversa com o Ivo Ferreira e Jani Zhao, num momento de partilha e reflexão sobre o filme, e o contexto histórico que o inspira, aprofundando as questões que atravessam a narrativa, assim como os desafios da sua adaptação ao cinema. No mesmo dia, pelas 19h00, será apresentado o livro As FP-25 e o Pós-Revolução – Normalização e Violência Política, do historiador Francisco Bairrão Ruivo - resultado de um extenso trabalho de investigação histórica que esteve na base de PROJECTO GLOBAL.

Com interpretações de Jani Zhao, Rodrigo Tomás, José Pimentão, Isac Graça, Ivo Canelas e Gonçalo Waddington, PROJECTO GLOBAL fala-nos de um sonho de igualdade do qual se é forçado a acordar, e da dificuldade em aceitar a derrota quando as ideias colidem com a realidade, feita de compromissos, interesses, mesquinhez e abdicações.

Mais do que uma estreia, o filme propõe uma experiência que cruza a sétima arte, com uma abordagem histórica e debate contemporâneo. Nos cinemas a partir de 23 de abril, com distribuição pela NOS Audiovisuais.

SESSÕES ESPECIAIS | PROJECTO GLOBAL

QUINTA-FEIRA, 23 DE ABRIL

 Cinema Ideal, Lisboa

19h00 — Apresentação do livro de Francisco Bairrão Ruivo:
“As FP-25 e o Pós-Revolução – Normalização e Violência Política”
Com a presença do autor, do realizador Ivo M. Ferreira, e do escritor e jornalista Rui Cardoso Martins

21h15 — Exibição do filme, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


SEXTA-FEIRA, 24 DE ABRIL

 Cinema Ideal, Lisboa
10h30 — Sessão para escolas, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira


SÁBADO, 25 DE ABRIL

 Cinemas Charlot, Setúbal
16h00 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira, Jani Zhao

 Cinema Fernando Lopes, Lisboa
21h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


DOMINGO, 26 DE ABRIL

 Cinema Fernando Lopes, Lisboa
19h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao

 Cinema Nimas, Lisboa
21h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


SEGUNDA-FEIRA, 27 DE ABRIL

 Casa do Cinema, Coimbra
21h30 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


TERÇA-FEIRA, 28 DE ABRIL

 Cinema Nimas, Lisboa
19h00 — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao


QUARTA-FEIRA, 29 DE ABRIL

 Cinemas NOS Amoreiras, Lisboa
Sessao da noite em horário a confirmar — Exibição, seguida de conversa com Ivo M. Ferreira e Jani Zhao

20.04.2026 | par martalanca | cinema, revolução

CPPD Festival »Voices Rising: Memory Unsilenced«

After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24 & 25 April 2026 | Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, Lisbon 

Am 24. und 25. April 2026 findet in Lissabon das 2. CPPD Festival »Voices Rising: Memory Unsilenced« statt. Höhepunkt des Festivals ist die Eröffnung des Dynamic Memory Lab „Cycles of Decolonisation“, gemeinsam mit den Kurator*innen Dr Cátia Severino und André Soares. Das Eröffnungsprogramm umfasst Performances, musikalische Beiträge sowie eine Podiumsdiskussion. Die Veranstaltung findet auf Portugiesisch und Deutsch statt.

PROGRAMM  

CHORPERFORMANCE
24. April 2026 | 18 Uhr

Ein Chor interpretiert zentrale politische Lieder u. a. von José Afonso, José Mário Branco und Adriano Correia de Oliveira, die eng mit der portugiesischen Diktatur und der Nelkenrevolution verbunden sind. Die musikalische Performance macht Geschichte hörbar und schafft einen kollektiven Raum des Erinnerns und Widerstands.

PANEL DISKUSSION
After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24. April 2026 | 18:30 Uhr
mit Dr. Iolanda Évora, Dr Ibou Diop & Dr Cátia Severino

Lange Zeit wurde Sichtbarkeit in Erinnerungskulturen und -politik als etwas verstanden, das institutionell durch Museen, Lehrpläne und offizielle Gedenkfeiern gesteuert wurde. Dieses Modell wird zunehmend in Frage gestellt. Heute entfaltet sich das Gedenken auf dezentrale und kollaborative Weise, geprägt von Gemeinschaften und gemeinsamen Praktiken. Dieser Wandel ermöglicht zwar neue Stimmen und neue Formen der Sichtbarkeit, wirft aber auch wichtige Fragen nach Legitimität, Verantwortung und Solidarität auf: Wessen Erinnerungen stehen im Vordergrund? Welche bleiben ungehört? Und wie kann kollektives Gedenken jenseits institutioneller Kontrolle aufrechterhalten werden?

In diesem Zusammenhang ist es entscheidend, sich mit dem Erbe des europäischen Kolonialismus auseinanderzusetzen. Es bedarf langfristiger und gesellschaftlich wirksamer Strategien der Dekolonialisierung, und sowohl künstlerische als auch partizipative Ansätze können eine Schlüsselrolle bei der Gestaltung dieser Prozesse und der Förderung einer widerstandsfähigen Erinnerungskultur spielen. Die Podiumsdiskussion findet am 24. April, am Vorabend des Jahrestags der Nelkenrevolution, statt und reflektiert über die Rolle der Erinnerungskultur im heutigen Europa. Sie bringt Mitglieder des europäischen CPPD-Netzwerks und portugiesische Expert*innen zusammen. Dr. Ibou Diop wird „Kolonialismus erinnern“ vorstellen, ein stadtweites Gedenkkonzept für das Land Berlin, das sich für die kritische Einbindung der Kolonialgeschichte in die Bildungs- und Bürgerpraxis einsetzt. Dr. Iolanda Évora bringt Perspektiven aus ihrer Arbeit im europäischen Projekt Democracy in Action, insbesondere im Bereich Race, Ethnicity and Civic Participation, ein und greift dabei auf ihre vorherige Tätigkeit als Koordinatorin des Projekts Afro Port zurück. Die Diskussion wird von Cátia Severino moderiert.

PERFORMATIVE LESUNG
»The Notebook of Colonial Memories« 
24. April 2026 | 19:30 Uhr
mit Isabela Figueiredo
In einer szenischen Lesung werden Auszüge aus dem autobiografischen Werk von Isabela Figueiredo performt, das koloniale Gewalt in Mosambik aus der Perspektive eines jungen Mädchens erfahrbar macht. Die Lesung verbindet persönliche Erinnerung mit politischer Geschichte und beleuchtet die Ambivalenzen kolonialer Machtverhältnisse.

ERÖFFNUNG 
Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation«
24. April 2026 | 20 Uhr

Das Dynamic Memory Lab „Cycles of Decolonisation“ lädt seine Besucher*innen ein, sich mit einem zentralen Thema unserer Erinnerungskultur auseinanderzusetzen: der europäischen Kolonialgeschichte und der Entkolonialisierung. In einer immersiven und interaktiven Ausstellung werden die Besucher*innen mit dem Erbe des europäischen Kolonialismus und seinen heutigen Erscheinungsformen konfrontiert. Die Ausstellung legt einen besonderen Schwerpunkt auf die Strukturen der Entmenschlichung, die bis heute wirksam sind. Sie versucht, die mit der Entmenschlichung verbundene Unsichtbarkeit aufzubrechen und rückt den menschlichen Aspekt in den Mittelpunkt unserer Aufmerksamkeit.

»Cycles of Decolonisation« wurde unter der Kuration von Cátia Severino und André Soares entwickelt, mit Beiträgen von europäischen Künstler*innen, Aktivist*innen und Wissenschaftler*innen des CPPD. Die Kurator*innen lenken unseren Blick auf die Kontinuitäten des europäischen Kolonialismus. Am Beispiel von Lieferfahrer*innen zeigen sie uns die heutigen Erscheinungsformen, in denen das Erbe des europäischen Kolonialismus bis in die Gegenwart fortbesteht. »Cycles of Decolonisation« veranschaulicht, wie zeitgenössische Wirtschaftssysteme koloniale Dynamiken wiederholen können, auch ohne die direkte Gewalt und territoriale Besetzung, die mit der historischen Kolonialisierung verbunden sind.

Nach Stationen in Berlin und Madrid wird das DML „Cycles of Decolonisation“ in der Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho in Lissabon eröffnet und ist dort bis September 2026 zu sehen.

PERFORMANCE
Ribbons
24. April 2026 | 18-21 Uhr
mit Renee van Bavel

In der Live-Performance RIBBONS näht die Künstlerin gesammelte Gedenkschleifen aus internationalen Erinnerungsorten zu einem fortlaufenden, kollektiven Kunstwerk zusammen. Die Arbeit verbindet unterschiedliche Geschichten, Perspektiven und Formen des Gedenkens zu einer gemeinsamen, transnationalen Erzählung. Als offene und wachsende Praxis lädt RIBBONS dazu ein, über Erinnerung, Gegenwart und die Möglichkeiten von Zusammenhalt und Frieden nachzudenken.

*Das gesamte Programm am 24. April ist öffentlich zugänglich. 

> Anmeldung für das Programm am 24.4.

WORKSHOP & FÜHRUNG
From Revolution to Reflection: Embodying April 25 in Collective Memory
25. April 2026 | 13-17 Uhr

Mehr als fünf Jahrzehnte später besteht der jährliche Marsch am 25. April als eine Form verkörperter Erinnerung fort, in der Erinnerung nicht nur erinnert, sondern durch kollektive Präsenz im öffentlichen Raum praktiziert wird. Diese performative Kontinuität zeigt, wie die Revolution über Generationen hinweg gelebt, weitergegeben und neu gedeutet wird. Zugleich artikulieren und beanspruchen unterschiedliche gesellschaftliche Gruppen den 25. April auf jeweils eigene Weise, wodurch Spannungen, Leerstellen und konkurrierende Narrative darüber sichtbar werden, was die Revolution war und was sie bis heute einfordert.

Der Workshop und die Führung werden von den CPPD-Mitgliedern Dr Cátia Severino und André Soares durchgeführt.

*Das Programm am 25. April richtet sich an CPPD-Mitglieder.

CPPD Festival »Voices Rising: Memory Unsilenced«
After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24 & 25 April 2026 | Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, Lisbon
 

On 24 and April 2026, the 2nd CPPD Festival “Voices Rising: Memory Unsilenced” will take place in Lisbon. Together with CPPD members Cátia Severino and André Soares, the Dynamic Memory Lab “Cycles of Decolonisation” will be opened at the Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, following its previous stations in Berlin and Madrid. The opening programme includes performances, musical contributions, and a panel discussion. The event will take place in Portuguese and German with simultaneous translation.

PROGRAMME

CHOIR PERFORMANCE
24 April 2026 | 6 pm

The choir performs key political songs by José Afonso, José Mário Branco and Adriano Correia de Oliveira, closely associated with the Portuguese dictatorship and the Carnation Revolution. The musical performance makes history audible and opens a collective space for remembrance and resistance.

PANEL DISCUSSION
After the Carnations – Cycles of Decolonisation and Democratic Futures
24 April 2026 | 6:30 pm
with Dr Iolanda Évora, Dr Ibou Diop & Dr Cátia Severino

For a long time, visibility in memory cultures and politics was understood as something institutionally managed through museums, curricula, and official commemorations. This model is increasingly being challenged. Today, remembrance unfolds in decentralised and collaborative ways, shaped by communities and shared practices. While this shift enables new voices and new forms of visibility, it also raises important questions of legitimacy, responsibility, and solidarity: Whose memories are foregrounded? Which remain unheard? And how can collective remembrance be sustained beyond institutional control?

Within this context, addressing the legacy of European colonialism is crucial. Long-term and socially effective strategies of decolonisation are needed, and artistic as well as participatory approaches can play a key role in shaping these processes and fostering a resilient culture of remembrance. Taking place on 24 April, on the eve of the anniversary of the Carnation Revolution, the panel reflects on the role of remembrance culture in Europe today. It brings together members of the European CPPD network and Portuguese experts. Dr Ibou Diop will present Kolonialismus erinnern (Remembering Colonialism), a city-wide remembrance concept for the state of Berlin, which advocates for the critical integration of colonial history into educational and civic practice. Dr Iolanda Évora contributes perspectives from her work in the European project Democracy in Action, particularly in the field of Race, Ethnicity and Civic Participation, and draws on her previous role as coordinator of the project Afro Port. The discussion will be moderated by Cátia Severino.

STAGED READING
»The Notebook of Colonial Memories«
24 April 2026 | 7:30 pm
with Isabela Figueiredo

In a staged reading, excerpts from Isabela Figueiredo’s autobiographical work are performed, rendering colonial violence in Mozambique tangible through the perspective of a young girl. The reading interweaves personal memory with political history and highlights the ambivalences of colonial power relations.

OPENING STAGED READING
Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation«
24 April 2026 | 8-9:30 pm

The Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation« invites its visitors to engage with a central topic of our remembrance culture: European colonial history and decolonisation. In an immersive as well as interactive exhibition, visitors will be confronted with the legacy of European colonialism and its contemporary manifestations. The exhibition places a special focus on the structures of dehumanisation that remain effective in the present. It seeks to dismantle the invisibility associated with dehumanisation and places the human aspect at the centre of our attention.

»Cycles of Decolonisation« was developed under the curation of Cátia Severino and André Soares, with contributions by European artists, activists and academics of the CPPD. The curators direct our gaze to the continuities of European colonialism. Using the example of Food Delivery Riders, they show us the contemporary manifestations in which the legacy of European colonialism persists in the present. »Cycles of Decolonisation« illustrates how contemporary economic systems can repeat colonial dynamics, even without the direct violence and territorial occupation associated with historical colonisation.

After stations in Berlin and Madrid, the DML “Cycles of Decolonisation” will be opened at the Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho in Lisbon.

PERFORMANCE
Ribbons
24. April 2026 | 6-9 pm
with Renee van Bavel

In the live performance RIBBONS, the artist sews together commemorative ribbons collected from memorial sites around the world into an ongoing, collective artwork. The piece brings together different stories, perspectives, and forms of remembrance into a shared, transnational narrative. As an open and evolving practice, RIBBONS invites reflection on memory, the present moment, and the possibilities of togetherness and peace.

> Registration for the 24 April here

*The entire programme on 24 April 2026 is open to the public.

WORKSHOP & GUIDED TOUR
From Revolution to Reflection: Embodying April 25 in Collective Memory
25 April 2026 | 1-5 pm

More than five decades on, the annual April 25 march endures as a form of embodied remembrance, where memory is not only recalled but enacted through collective presence in public space. This performative continuity reveals how the Revolution is lived, transmitted, and re-signified across generations. At the same time, different social groups articulate and claim April in distinct ways, exposing tensions, silences, and competing narratives about what the Revolution was, and what it still demands.

The workshop and the guided tour will be conducted by CPPD members Dr Cátia Severino and André Soares.

*The programme on 25 April 2026 is intended for CPPD members.

Festival CPPD »Vozes em Ascensão: Memória Sem Silenciamento«
Depois dos Cravos – Ciclos de Descolonização e Futuros Democráticos
24 & 25 de abril de 2026 | Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, Lisboa

Nos dias 24 e 25 de abril de 2026, terá lugar em Lisboa a 2.ª edição do Festival CPPD “Vozes em Ascensão: Memória Sem Silenciamento”. Um dos destaques do festival será a inauguração do Dynamic Memory Lab “Cycles of Decolonisation”, juntamente com os curadores Dr.ª Cátia Severino e André Soares. O programa de abertura inclui performances, momentos musicais e um painel de discussão. O evento decorrerá em inglês, português e alemão.

PROGRAMA

PERFORMANCE DO CORO
24 de abril de 2026 | 18h

Um coro interpreta canções políticas centrais de, entre outros, José Afonso, José Mário Branco e Adriano Correia de Oliveira, estreitamente ligadas à ditadura portuguesa e à Revolução dos Cravos. A performance musical torna a história audível e cria um espaço coletivo de memória e resistência.

PAINEL DE DISCUSSÃO
Depois dos Cravos – Ciclos de Descolonização e Futuros Democráticos
24 de abril de 2026 | 18h30
com Dr Iolanda Évora, Dr Ibou Diop e Dr Cátia Severino

Durante muito tempo, a visibilidade nas culturas e políticas de memória foi entendida como algo gerido institucionalmente através de museus, currículos escolares e comemorações oficiais. Este modelo tem vindo a ser cada vez mais questionado. Hoje, a memória desenvolve-se de forma descentralizada e colaborativa, moldada por comunidades e por práticas partilhadas. Embora esta mudança permita novas vozes e novas formas de visibilidade, levanta também questões importantes de legitimidade, responsabilidade e solidariedade: Que memórias são colocadas em primeiro plano? Quais permanecem por ouvir? E como pode a memória coletiva ser sustentada para além do controlo institucional?

Neste contexto, é fundamental abordar o legado do colonialismo europeu. São necessárias estratégias de desconstrução colonial a longo prazo e socialmente eficazes, e abordagens artísticas e participativas podem desempenhar um papel importante na construção desses processos e no fortalecimento de uma cultura de memória resiliente.

Realizado a 24 de abril, na véspera do aniversário da Revolução dos Cravos, o painel reflete sobre o papel da cultura de memória na Europa contemporânea. Reúne membros da rede europeia CPPD e especialistas portugueses. Dr. Ibou Diop apresentará Kolonialismus erinnern (Remembering Colonialism), um conceito de memória à escala da cidade para o estado de Berlim, que defende a integração crítica da história colonial nas práticas educativas e cívicas. A Dra. Iolanda Évora traz perspetivas a partir do seu trabalho no projeto europeu Democracy in Action, em particular na área de Race, Ethnicity and Civic Participation, e baseia-se na sua anterior função como coordenadora do projeto Afro Port. A discussão será moderada por Cátia Severino.

LEITURA PERFORMATIVA
»The Notebook of Colonial Memories«
24 de abril de 2026 | 19h30
com Isabela Figueiredo

Numa leitura encenada, são apresentados excertos da obra autobiográfica de Isabela Figueiredo, que torna tangível a violência colonial em Moçambique a partir da perspetiva de uma jovem rapariga. A leitura articula memória pessoal e história polltica, evidenciando as ambivalências das relações de poder coloniais.

INAUGURAÇÃO
Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation«
24 de abril de 2026 | 20-21h30

O Dynamic Memory Lab »Cycles of Decolonisation« convida o público a envolver-se com um tema central da nossa cultura de memória: a história colonial europeia e os processos de descolonização. Numa exposição imersiva e interativa, os visitantes serão confrontados com o legado do colonialismo europeu e as suas manifestações contemporâneas. A exposição dá especial atenção às estruturas de desumanização que continuam a produzir efeitos no presente. Procura desmontar a invisibilidade associada à desumanização e colocar o elemento humano no centro da nossa atenção.

»Cycles of Decolonisation« foi desenvolvido sob a curadoria de Cátia Severino e André Soares, com contributos de artistas, ativistas e académicos europeus do CPPD. Os curadores direcionam o olhar para as continuidades do colonialismo europeu. A partir do exemplo dos Estafetas de Plataformas Digitais, mostram de que forma o legado do colonialismo europeu se manifesta ainda hoje. »Cycles of Decolonisation« ilustra como os sistemas económicos contemporâneos podem reproduzir dinâmicas coloniais, mesmo sem a violência direta e a ocupação territorial associadas à colonização histórica.

Depois de ter passado por Berlim e Madrid, o Dynamic Memory Lab “Cycles of Decolonisation” será inaugurado na Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho, em Lisboa.

PERORMANCE
Ribbons
25 de abril de 2026 | 18-21h
com Renee van Bavel

Na performance ao vivo RIBBONS, a artista costura fitas comemorativas recolhidas em locais de memória por todo o mundo, criando uma obra coletiva em constante desenvolvimento. A peça reúne diferentes histórias, perspetivas e formas de recordação numa narrativa transnacional partilhada. Como prática aberta e em evolução, RIBBONS convida à reflexão sobre a memória, o presente e as possibilidades de união e paz.

> Inscrição para o programa de 24 de abril

* Todo o programa de 24 de abril é aberto ao público.

VISITA GUIADA & WORKSHOP
Da Revolução à Reflexão: Incorporar o 25 de Abril na Memória Coletiva
25 de abril de 2026 | 13-17h

Mais de cinco décadas depois, a marcha anual do 25 de Abril mantém-se como uma forma de rememoração incorporada, em que a memória não é apenas evocada, mas encenada através da presença coletiva no espaço público. Esta continuidade performativa revela como a Revolução é vivida, transmitida e ressignificada ao longo das gerações. Ao mesmo tempo, diferentes grupos sociais articulam e reivindicam o “Abril” de modos distintos, expondo tensões, silêncios e narrativas concorrentes sobre o que foi a Revolução e sobre aquilo que ela ainda exige.

O workshop e a visita guiada serão conduzidos pelos membros da CPPD, Dra. Cátia Severino e André Soares.

* O programa de 25 de abril de 2026 destina-se a membros da CPPD.


19.04.2026 | par martalanca | debate

CRÂNIO IMPROMPTU, de Brassalano Graça

Apresentação do livro de Poesia e Fotografia. Último volume da Trilogia do Mato, no dia 19 de Junho, às 18h na Galeria Zé dos Bois, Rua da Barroca, 59 Lisboa (Bairro Alto)

je parle des fleurs liquides, cette façon majeure de pleurer, d’arracher la peau du coeurcomme une étoile engloutiepar la barbarie des mots.

 
Com: Natxo Checa, Director da Galeria ZDB. Apresentação do livro Crânio Impromptu; Elsa Garcia, Directora da revista Umbigo. paralelo entre os livros Úlcera,Útero e Crânio Impromptu; e Abílio Neto, Comentador RTP-África. Balanço da componente africana/negrada Trilogia do Mato.

Brassalano GraçaBrassalano Graça

 

18.04.2026 | par martalanca | Brassalano Graça

"Here be Dragons", de Beatriz Neto

CCCV - Centro Cultural Cabo Verde Rua de São Bento, nº 640 - Lisboa

inaugura sexta-feira, 17 de abril | 18 horas

Entrada livre!

Partindo da expressão cartográfica que assinalava territórios desconhecidos nos mapas antigos, Here Be Dragons propõe uma reflexão sobre aquilo que permanece fora de nomeação, entre o visível e o indeterminado. O trabalho de Beatriz Neto desenvolve-se a partir de uma permanência em São Tomé, nomeadamente na baía de São João dos Angolares, onde a artista recolhe imagens, sons e narrativas que cruzam arquivo, experiência e projeção.

A exposição organiza-se como uma instalação composta por sete momentos, estruturados através de vídeo e som. Não há uma narrativa linear, mas um sistema de aproximações, onde cada elemento funciona como um ponto de passagem. O conjunto constrói-se por repetição e variação, convocando um espaço de leitura instável, em constante deslocação.

No centro do trabalho está a ideia de falha enquanto linguagem. Interrupções, cortes e apagões integram o próprio funcionamento da imagem, afastando-a de uma lógica representativa. O verde, simultaneamente associado ao ambiente natural e ao universo digital, surge como um campo intermédio, onde a imagem não fixa um sentido, mas permanece em suspensão.

Também o som assume um papel estruturante, articulando registos técnicos, projetores, geradores e dispositivos eletrónicos, com referências ao território envolvente. Neste cruzamento, dilui-se a separação entre o orgânico e o maquinal, propondo um mesmo plano de experiência.

O “dragão” surge não como figura narrativa nem símbolo fechado, mas como sinal do que escapa à escala e à leitura imediata. Um marcador do desconhecido, que não se resolve, mas que insiste.

Here Be Dragons não organiza um discurso fechado. Propõe antes uma experiência de aproximação, onde a obra se constrói no intervalo, na suspensão e na relação entre presença e ausência.

Beatriz Neto (Lisboa, 1999) é artista visual e vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho aborda questões de identidade, narrativas históricas, territorialidade, mitos e crenças.

Licenciada em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e mestre em Artes Visuais pela Malmö Art Academy, Lund University, foi distinguida com o Prémio Arte Jovem Millennium bcp e o Prémio Geração Terra, ambos em 2024. Recebeu também uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para formação no estrangeiro em 2022 e uma Bolsa de Mérito da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa em 2020.

O seu trabalho foi apresentado em diversas exposições individuais e coletivas, incluindo Zaratan, Rua das Gaivotas 6, Galeria KHM e Banco das Artes Galeria, entre outros. Integra coleções como a Fundação PLMJ, a Coleção Maria e Armando Cabral, Rialto6, e a Coleção João Luís Traça.

17.04.2026 | par martalanca | Beatriz Neto

5ª edição do Ateliê Mutamba

A apresentação final da quinta edição do Ateliê Mutamba acontece dia 16/04 (quinta-feira), Hotel Globo.
Os filmes produzidos durante a residência, serão apresentados para o público. Uma noite de partilha, cinema e encontro com a comunidade. Local: Hotel Globo  Data:  16 de Abril (Quinta-feira )
Este projecto é uma realização KinoYetu, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e apoio Geração 80.

16.04.2026 | par martalanca | ateliê mutamba

Memórias de paz e guerras

Quarta-feira, 22 de abril17h30 | Exposição

Esta exposição propõe um olhar sobre o passado e o presente de Angola e Portugal, atravessando sessenta anos que marcaram profundamente os países envolvidos: as guerras que precederam as independências de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique; o 25 de Abril de 1974, que marcou o fim; o conflito armado angolano, que terminou a 4 de abril de 2002; e as duas décadas de paz vividas desde então. Memórias de Paz e Guerras apresenta dois olhares complementares.

Curadoria: Maria José Lobo Antunes, Inês Ponte e Kiaku Zambo Artista convidado: Lino Damião

Entrada livre

 

 

16.04.2026 | par martalanca | guerra colonial

Dialogos Africanos sobre restituição

Horário : 15-17 

Formato: híbrido 

Lugar : ED4_A202_Conf2J  | ISCTE edifício 4 Avenida das Forças Armadas 41 

Língua: portuguesa 

O próximo passo da restituição: reflexões/notas a partir de Moçambique.

nº 9 da revista Troubles dans les collections

Enquanto a África lusófona permanece, em grande medida, fora do centro dos debates globais sobre restituição, este número reúne algumas das intervenções mais consistentes em torno do tema, a partir de Moçambique e da sua diáspora. Entre Maputo, Durban e a comunidade Amakhuwa Zanzibari, os textos acompanham formulações, silêncios e reivindicações que extravasam tanto o marco colonial como o nacional, mantendo em suspenso aquilo que a restituição pode vir a significar e o que pode pôr em movimento nestes contextos

Coordenado por Catarina Simão - inclui textos de Maimuna Adams, Jessemusse Cacinda, Titos Pelembe, Eduardo Quive e Catarina Simão.

Link: https://troublesdanslescollections.fr  | Em breve estará disponível também em português e em francês.

Esta sessão assinala a apresentação da versão portuguesa do nº9 da revista Troubles dans les collections, com a presença dos autores.

DIA 23 de Abril 

Horário 

Portugal: 4–6 PM

Nigeria: 5–7 PM

South Africa: 6–8 PM

Formato: híbrido 

Lugar : ED4_A110_Conf2J  | ISCTE edifício 4 Avenida das Forças Armadas 41 

Língua : inglês

Launch of the Dossier Between Restitution and Re-appropriation – Agora, Etnográfica

This dossier brings together case studies from Africa and Brazil, including cultural initiatives, artistic practices, and diplomatic processes surrounding the return of heritage objects. Through these perspectives, it highlights restitution not merely as the return of artifacts, but as a transformative practice focused on re-humanizing narratives de-humanized by colonial violence. The repatriation process is viewed as a catalyst for change, promoting an active practice that reinterprets the past dynamically, creating a relationship between past, present, and future. The roundtable will present the contribution by the curator Molemo Moiloa as part of the Open Restitution Africa (ORA) project, along with a contribution from professor Ikenna Emmanuel Onwuegbuna on the Musical Returns and Revivals project.

Link: https://etnografica.cria.org.pt/pt/article_type/restitution-and-reparation  

Online speakers:  Molemo Moiloa South African lecturer, artist, researcher, and co-founder of Open Restitution Africa and Ikenna Emmanuel ONWUEGBUNA, Lecturer at the Department of Music, University of Nigeria, Nsukka

 

 

14.04.2026 | par martalanca | restituição

"Uma teoria feminista da violência, por uma política antirracista da proteção", de Françoise Vergès

O convite do Centro de Filosofia e Género foi o pretexto para ler melhor um dos mais interessantes livros de Vergès e pensar nas “Desigualdades de protecção e violência” no nosso mundo. “Uma teoria feminista da violência, por uma política antirracista da proteção”, de Françoise Vergès, analisa a violência para além do ato individual, entendendo-a como estrutural e ligada ao racismo, colonialismo e capitalismo. A autora critica o feminismo punitivo e securitário, que reforça o Estado penal em vez de proteger verdadeiramente as mulheres mais vulneráveis. Propõe uma política de proteção baseada na justiça social, na redistribuição e na desmilitarização. Defendemos um feminismo antirracista que enfrente as raízes sistémicas da violência.
3ª-feira, dia 21 de Abril, 18.30h, sessão aberta a todas as pessoas interessadas e decorrerá online neste link:
https://bigbluebutton.uevora.pt/rooms/pqz-v6k-6yq-dhm/join

14.04.2026 | par martalanca | Françoise Vergès, proteção, violência

LAVORES | LABOURS Curadoria de | Curated by: Amarante Abramovici e Beatriz Diniz

sessão Escolas @ ESAP
21/04 - Trabalho de Sombra | Shadow

Cenoura em Partes | Íris Silva | Portugal | 2’ | 2025

Música para si  Solveig Nordlund ! Portugal | 55’/ 1978

22 - 25 April 19h15 | 7:15 p.m. @ Batalha-Centro de Cinema

22/04  - Trabalho de Casa | Home

Cenoura em Partes | Íris Silva | Portugal | 2’ | 2025

Scènes de Ménage | Claire Simon | França | 50’ | 1991

Mi aporte | Sara Gómez | Cuba | 33’ | 1969

23 - Trabalho de Luta | Struggle

Cenoura em Partes | Íris Silva | Portugal | 2’ | 2025

Classe de Lutte | Groupe Medvedkine de Besançon | França | 40’ | 1969

Revolución Puta | María Galindo | Bolívia | 52’ | 2023

24 - Trabalho de Parto | Childbirth

Cenoura em Partes | Íris Silva | Portugal | 2’ | 2025

Año Uno | Sara Gómez | Cuba | 10’ | 1972

Estados da Matéria | Susana Nobre | Portugal | 15’ | 2005

Tempo Comum | Susana Nobre | Portugal | 64’ | 2018

25 - Trabalho de Mãos | Hands

Cenoura em Partes | Íris Silva | Portugal | 2’ | 2025

Blanket Statement #1: Home is Where the Heart Is | Jodie Mack | Estados Unidos | 3’ | 2012

Blanket Statement #2: All or Nothing | Jodie Mack | Estados Unidos | 4’ | 2013

Moiras | Regina Guimarães & Saguenail | Portugal | 30’ | 2008

Quantum Creole | Filipa César | Guiné-Bissau / Alemanha / Portugal / França| 40’ | 2020

Apresentação curta:

O que é trabalho? E o trabalho das mulheres? Os lavores… todos os trabalhos que não cabem no trabalho, das ervilhas ao sexo, do parto à roupa suja, a história da nossa domesticação e das nossas revoltas.
O trabalho das mulheres situa-se aquém do trabalho - e, em larga medida, o cinema das mulheres ainda se cria aquém do cinema. Não importa. Ocupamos as entrelinhas, as frinchas, as fronteiras entre os géneros que o género dominante estabeleceu, espreitamos nas brechas entre teatro e cinema, propaganda e censura, coletivo e sujeito político, as classes e as margens, o social e o pessoal, o documentário e a ficção, a memória e o arquivo, a máquina e a mão.

12.04.2026 | par martalanca | cinema

MICARzinha

A MICARzinha é uma secção da MICAR - Mostra Internacional de Cinema Anti Racista, dedicada a crianças (+6 anos) e jovens (+12 anos), de entrada gratuita e de carácter não competitivo, que decorre na cidade do Porto, Portugal.

Encorajamos a submissão de filmes de todos os géneros (ficção, documentários, híbridos, animação e imagem real), que focam a temática do racismo, da imigração e das minorias étnicas. A Mostra é orientada para público escolar, dividindo-se em dois programas: +6 anos, para 1º e 2º ciclos, e +12 anos, para 3º ciclo e secundário.

Procuramos histórias que questionem estereótipos e que promovam valores de justiça social, contribuindo para a formação de um olhar crítico e consciente desde as idades mais jovens.

A MICARzinha acontece no Batalha Centro de Cinema, Porto, durante os dias da MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti Racista, a única mostra de cinema do género em Portugal.

O evento, com treze edições, é promovido pelo SOS Racismo com apoio da Câmara Municipal do Porto e o Batalha Centro de Cinema e o suporte de diversos parceiros institucionais. 

O Porto tem tradição de festivais de cinema de qualidade. Orgulhamo-nos de participar neste movimento e juntar o melhor dos diversos públicos, para debater a questão do racismo na sociedade e promover o acesso dos cidadãos e cidadãs aos espaços culturais da cidade.

Todos os filmes e eventos têm entrada gratuita.

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MICARzinha is a section of MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista (International Anti-Racist Film Festival), dedicated to children (+6 years) and young people (+12 years), free of charge and non-competitive, taking place in the city of Porto, Portugal.

We welcome submissions of films of all genres (fiction, documentaries, hybrid, animation and live action), focusing on the themes of racism, immigration and ethnic minorities. The Festival is aimed at school audiences and is divided into two programmes: +6 years, for primary school (Years 1–6), and +12 years, for lower and upper secondary school.

We are looking for stories that challenge stereotypes and promote values of social justice, helping to develop a critical and informed perspective from the earliest ages.

MICARzinha takes place at Batalha Centro de Cinema, Porto, during the days of MICAR – Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista, the only festival of its kind in Portugal.

Now in its thirteenth edition, the event is promoted by SOS Racismo with the support of Porto City Council, Batalha Centro de Cinema, and various institutional partners.

Porto has a strong tradition of quality film festivals. We are proud to be part of this movement, bringing together the widest possible audiences to discuss racism in society and promote access to the city’s cultural spaces for all.

All films and events are free of charge.

09.04.2026 | par martalanca | cinema, MICAR

Perve: três exposições e estreia ibérica de Mohamed Ahmed Ibrahim

Perve Galeria, em Alfama, assinala 26 anos de atividade com um programa expositivo especial distribuído por três espaços contíguos. As exposições “Sarab”“Ars Mater” e “2MM” ocupam, respetivamente, o n.º 19 da Perve Galeria, o n.º 17 — espaço original da galeria, onde há 26 anos funcionou o Art Café, primeiro núcleo do projeto — e a Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 13).

O principal destaque deste ciclo é a inauguração, no dia 14 de abril, entre as 17h00 e as 21h00, da exposição “Sarab”, na Perve Galeria (Porta 19), a primeira exposição individual do prioneiro artista emiradense, Mohamed Ahmed Ibrahim, em Portugal e na Península Ibérica

Com uma carreira amplamente reconhecida no contexto internacional, o artista representou por duas vezes os Emirados Árabes Unidos na Bienal de Veneza, nas edições de 2009 e 2022, afirmando-se como uma das figuras centrais da criação artística contemporânea do seu país. O artista estará presente na inauguração, bem como o curador Mo Reda, num momento de especial relevância para o panorama artístico contemporâneo em Portugal.

A exposição “Sarab” constitui a primeira parte do tríptico And Thus He Crossed Over, um projeto artístico desenvolvido colaborativamente por Mohamed Ahmed IbrahimMo Reda e a Perve Galeria. Inspirada na palavra árabe para “miragem”, a mostra propõe uma reflexão em torno da procura de um destino desejado, simultaneamente geográfico e metafórico, explorando as relações entre memória, perceção e ambiente. As obras apresentadas foram criadas entre 2023 e 2025, durante viagens por vários continentes, reunindo escultura, pintura e desenho.

No contexto deste novo ciclo, a mostra “Ars Mater”, dedicada aos 26 anos de atividade do Coletivo Multimédia Perve em Alfama, apresenta uma nova configuração, passando a instalar-se exclusivamente no espaço histórico do Art Café (Porta 17). Esta reorganização permite que cada exposição ocupe um espaço próprio neste conjunto arquitetónico singular do centro histórico de Lisboa. Reunindo obras de artistas fundamentais no percurso curatorial da galeria, “Ars Mater” propõe uma leitura das relações entre memória, tradição e contemporaneidade que têm marcado o seu programa ao longo de mais de duas décadas.

Completa este programa a exposição “2MM – Reinata Sadimba e Ernesto Shikhani”, patente na Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 19). Integrada nas celebrações dos 26 anos do Colectivo Multimédia Perve em Alfama, a mostra assinala também os 20 anos da primeira exposição que reuniu, na Perve Galeria, as obras destes dois mestres da arte moçambicana contemporânea. 

No âmbito desta celebração, a Perve Galeria assinala também a sua presença na plataforma internacional Artsy, passando a disponibilizar online as exposições atualmente patentes, oferecendo uma alternativa de visita para públicos que não possam deslocar-se presencialmente aos espaços em Lisboa. Entre os destaques desta nova presença digital encontra-se a mais recente exhibition Room dedicada a Mohamed Ahmed Ibrahim, criada no contexto da exposição “Sarab”, permitindo acompanhar a obra do artista e o enquadramento curatorial do projeto em ambiente digital.

Com este programa, a Perve Galeria celebra 26 anos de atividade através de três exposições, reafirmando a continuidade da sua missão de promover, em Portugal, práticas artísticas contemporâneas de forte relevância internacional e de fomentar o diálogo cultural entre diferentes geografias e contextos artísticos.

Para mais informações: www.pervegaleria.eu

08.04.2026 | par martalanca | exposição

Perve: três exposições e estreia ibérica de Mohamed Ahmed Ibrahim

Perve Galeria, em Alfama, assinala 26 anos de atividade com um programa expositivo especial distribuído por três espaços contíguos. As exposições “Sarab”“Ars Mater” e “2MM” ocupam, respetivamente, o n.º 19 da Perve Galeria, o n.º 17 — espaço original da galeria, onde há 26 anos funcionou o Art Café, primeiro núcleo do projeto — e a Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 13).

O principal destaque deste ciclo é a inauguração, no dia 14 de abril, entre as 17h00 e as 21h00, da exposição “Sarab”, na Perve Galeria (Porta 19), a primeira exposição individual do prioneiro artista emiradense, Mohamed Ahmed Ibrahim, em Portugal e na Península Ibérica

Com uma carreira amplamente reconhecida no contexto internacional, o artista representou por duas vezes os Emirados Árabes Unidos na Bienal de Veneza, nas edições de 2009 e 2022, afirmando-se como uma das figuras centrais da criação artística contemporânea do seu país. O artista estará presente na inauguração, bem como o curador Mo Reda, num momento de especial relevância para o panorama artístico contemporâneo em Portugal.

A exposição “Sarab” constitui a primeira parte do tríptico And Thus He Crossed Over, um projeto artístico desenvolvido colaborativamente por Mohamed Ahmed IbrahimMo Reda e a Perve Galeria. Inspirada na palavra árabe para “miragem”, a mostra propõe uma reflexão em torno da procura de um destino desejado, simultaneamente geográfico e metafórico, explorando as relações entre memória, perceção e ambiente. As obras apresentadas foram criadas entre 2023 e 2025, durante viagens por vários continentes, reunindo escultura, pintura e desenho.

No contexto deste novo ciclo, a mostra “Ars Mater”, dedicada aos 26 anos de atividade do Coletivo Multimédia Perve em Alfama, apresenta uma nova configuração, passando a instalar-se exclusivamente no espaço histórico do Art Café (Porta 17). Esta reorganização permite que cada exposição ocupe um espaço próprio neste conjunto arquitetónico singular do centro histórico de Lisboa. Reunindo obras de artistas fundamentais no percurso curatorial da galeria, “Ars Mater” propõe uma leitura das relações entre memória, tradição e contemporaneidade que têm marcado o seu programa ao longo de mais de duas décadas.

Completa este programa a exposição “2MM – Reinata Sadimba e Ernesto Shikhani”, patente na Casa da Liberdade – Mário Cesariny (Porta 19). Integrada nas celebrações dos 26 anos do Colectivo Multimédia Perve em Alfama, a mostra assinala também os 20 anos da primeira exposição que reuniu, na Perve Galeria, as obras destes dois mestres da arte moçambicana contemporânea. 

No âmbito desta celebração, a Perve Galeria assinala também a sua presença na plataforma internacional Artsy, passando a disponibilizar online as exposições atualmente patentes, oferecendo uma alternativa de visita para públicos que não possam deslocar-se presencialmente aos espaços em Lisboa. Entre os destaques desta nova presença digital encontra-se a mais recente exhibition Room dedicada a Mohamed Ahmed Ibrahim, criada no contexto da exposição “Sarab”, permitindo acompanhar a obra do artista e o enquadramento curatorial do projeto em ambiente digital.

Com este programa, a Perve Galeria celebra 26 anos de atividade através de três exposições, reafirmando a continuidade da sua missão de promover, em Portugal, práticas artísticas contemporâneas de forte relevância internacional e de fomentar o diálogo cultural entre diferentes geografias e contextos artísticos.

Para mais informações: www.pervegaleria.eu

08.04.2026 | par martalanca | exposição

Contos baralhados: doze micro-histórias para miúdos e graúdos

©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio

No dia 18 de abril, às 15h, na Casa Fernando Pessoa,  estreia em Lisboa Contos Baralhados.  

Trata-se do novo conto musicado das Histórias Magnéticas, com texto e música originais de Sérgio Pelágio, para a narração da atriz Isabel Gaivão. A sessão contempla também um ateliê e o lançamento do audiolivro. 

Serão ainda apresentados online doze filmes de vários artistas, criados a partir dos contos. 

Histórias Magnéticas é um projeto dirigido à infância, criado em 2009 por Sérgio Pelágio e que consiste na composição de bandas-sonoras para histórias infantis. O resultado é uma história-contada-concerto para guitarra elétrica (Sérgio Pelágio) e voz (Isabel Gaivão), à qual se segue um ateliê para o público participante. 

Até à data, o repertório das Histórias Magnéticas inclui oito contos de diferentes autores, tais como Umberto Eco, Isabel Minhós Martins, Miguel de Cervantes, Babette Cole, Alice Vieira e Clarice Lispector. E, desde 2019, também textos originais de Sérgio Pelágio, como é o caso deste Contos baralhados que agora vai ter estreia em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa.

Contos baralhados assenta numa estrutura diferente das Histórias Magnéticas anteriores, uma vez que esta é composta por doze micro-histórias sem aparente ligação entre si. São histórias muito pequeninas e muito rápidas de contar, com cerca de um minuto e meio cada. Sérgio Pelágio refere que “são uma espécie de apanhados. Situações em que às vezes somos apanhados no nosso dia a dia, mas que são muito divertidas e divertidas de contar também.” Baseadas em acontecimentos inverosímeis do quotidiano vividos pelo autor, estes momentos atravessam sonhos, pensamentos e situações que normalmente desvalorizamos, mas que se neles atentarmos, descobrimos um mundo paralelo muito divertido e surpreendente. Para habitar esse mundo são convocados nadadores-voadores, ciclo-poetas, otorrinolaringologistas e extraterrestres. 

A sessão é também um jogo com 12 cartas ilustradas e baralhadas que cada espectador(a) é desafiado(a) a ordenar enquanto escuta a narração. A sequência obtida será o ponto de partida para uma conversa-ateliê que termina com a montagem de um livro-harmónio.

Histórias Magnéticas é um projeto que se destaca pela sua forte componente pedagógica e pela eficácia junto de diversos públicos. Para além de Portugal, já teve apresentações em países como Espanha, França, Cabo Verde, Japão, Macau e Timor. Afirma Sérgio Pelágio: “Acredito que as crianças, mesmo não compreendendo o significado de todas as palavras que estão a escutar, podem lá chegar por outra via, nomeadamente a música. A presença da música pode ajudar as crianças a compreender o significado de um determinado texto. Pode ajudá-las a perceber, por exemplo, se se trata de um momento mais trágico, ou de um momento mais cómico.”

Contos baralhados é um espetáculo, com Sérgio Pelágio e Isabel Gaivão, que convida as crianças a uma experiência imersiva e que culmina num ateliê participativo, promovendo a imaginação, a expressão e o pensamento crítico. A apresentação de dia 18 de abril, na Casa Fernando Pessoa, integra o lançamento do audiolivro “Contos baralhados”, uma edição das Produções Real Pelágio, com design e ilustrações de Carlos Bártolo, e ainda a divulgação online de doze filmes da autoria de vários realizadores, videastas, artistas plásticos e animadores, que partiram destes contos para a imagem: Paulo Abreu, Sandra Rosa Dias, Diogo Salgado, Mariana Ramos, Patrícia Rego, Sofia Afonso, Gonçalo Pina e João Pedro Gomes. Toda a sessão terá interpretação em LGP. 

O álbum digital foi lançado em dezembro passado e encontra-se disponível na Bandcamp, neste link: https://spelagio.bandcamp.com/album/contos-baralhados.

Contos baralhados seguirá para Évora, em maio, no âmbito da programação regular da Companhia de Dança Contemporânea de Évora, onde será apresentado em duas sessões para escolas.

©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio©Gonçalo Pina / Produções Real Pelágio

Sérgio Pelágio é um guitarrista conceituado, com um percurso entre o jazz e a música improvisada. 

Iniciou os seus estudos musicais em guitarra clássica aos 12 anos. Mais tarde, descobriu o Jazz e a música improvisada e tocou, entre outros, com David Liebman, Andy Sheppard, Norma Winston, John Abercrombie, Sylvia Cuenca, Bernardo Sassetti e Mário Laginha, com quem gravou o CD “Hoje” (1994). Em 1992, criou o grupo Idefix e editou o CD “Idefix live”. Compôs para os coreógrafos Paulo Ribeiro, Paula Massano, João Galante, Teresa Prima, entre outros. Em 1997, fundou com Sílvia Real as Produções Real Pelágio, e a dupla criou a trilogia Casio Tone, Subtone e Tritone. Apresentou-se em vários países na Europa, Brasil e EUA. Em 2002, editou “Bandas Sonoras para peças de Francisco Camacho e Vera Mantero 1993-97” (2002). Toca regularmente com o contrabaixista Mário Franco, com quem gravou o CD Our Door, Mário Franco Trio (2014) e “Rush”, Mário Franco Quinteto (2017). Editou, pela RP, o CD RIFF OUT (2022), e o CD “Para Gust 9723” (2023). Criou em 2009 o projeto para a infância Histórias Magnéticas, para o qual criou 9 contos musicados (apresentações em Portugal, Macau, Timor, Espanha, Cabo Verde, França e Japão), editou o CD “Histórias Magnéticas” (2018), e o livro e audiolivro “Não se deixem enganar! Um conto panfletário de 2019” (2023). Em dezembro de 2025, estreou “Contos baralhados”, a segunda história magnética com texto de sua autoria, no Palácio do Sobralinho, Vila Franca de Xira. 

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“O casamento” de Patrícia Rego

https://vimeo.com/1161138879?share=copy&fl=sv&fe=ci

“Sorte de uns” de João Pedro Gomes

https://vimeo.com/1156968782?share=copy&fl=sv&fe=ci

“O pica-pau” de Paulo Abreu

https://vimeo.com/1143033987?share=copy&fl=sv&fe=ci

CONTOS BARALHADOS

Sábado, 18 de abril, das 15h às 16h30

Casa Fernando Pessoa, Lisboa

M/6

Sessão com interpretação em LGP

Bilhetes: 5€ 

Ficha técnica 

Sérgio Pelágio :: texto original, composição, direção e guitarra elétrica

Isabel Gaivão :: narração

Carlos Bártolo :: design gráfico

Mariana Dias :: produção executiva

Susana Martins :: comunicação

Levina Valentim :: assessoria de imprensa

Apoios:: Antena 2, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Castelo Branco, SIB A Voz do Operário

PRODUÇÕES REAL PELÁGIO é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

MAIS INFORMAÇÕES

Website: https://www.realpelagio.org/hist%C3%B3rias-magn%C3%A9ticas

Facebook: https://www.facebook.com/ashistoriasmagneticas

Instagram: @real.pelagio

08.04.2026 | par martalanca | contos, infância

“Crepúsculo Moçambicano”

Celebração do 90º Aniversário de Malangatana arranca com a mostra “Crepúsculo Moçambicano” no Espaço Mira, no Porto

Exposição (pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia, cinema e memorabília), lançamento de livro, leitura performativa, debate e colóquio

curadoria de Lurdes Macedo e Manuel Santos Maia

11 Abril a 23 Maio, de Quarta-feira a Sábado, 15h às 19h, Galerias MIRA (Espaço MIRA e MIRA Fórum)   Entrada livre 

PROGRAMA 

11 de Abril, 16h _ Inauguração da exposição “Crepúsculo Moçambicano” no Espaço Mira

15 de Abril, 15h _ Leitura performativa de poesia de autores de Moçambique 

9 de Maio, 16h _  Lançamento do livro “Malangatana: The Eye of the Crocodile”, de Richard Gray, MIRA Fórum 

6 de Junho, 16h _ Exibição do documentário “No Trilho de Malangatana: Do Legado à Memória” seguido de debate, no MIRA Fórum

30 de Junho, 16h _ Colóquio “Malangatana: Prática, Memória e Catarse”, no âmbito da II Escola de Verão de Estudos Africanos em Português 

ARTISTAS com obras em exposição: António Bronze; António Quadros; Alberto Chissano, Estevão Mucavele, Moira Forjaz; Malangatana; Reinata Sandimba, Rúben Zacarias, Shikhani, Titos Pelembe, Ulisses Oviedo, outros

AUTORES DE CRIAÇÕES DOCUMENTAIS: (Documentários Audiovisuais): José Paiva, Lurdes Macedo, Manuela Matos Monteiro e João Lafuente, Mutxhini Malangatana,  Simone Faresin 

Alberto ChissanoAlberto Chissano

EXPOSIÇÃO BIBLIOGRÁFICA DE OBRAS HISTÓRICAS: Carneiro Gonçalves, Eugénio Lisboa, João Pedro Grabato Dias (pseudónimo de António Quadros), José Capela, José Craveirinha, Jorge de Sena, Luís Carlos Patraquim, Maria de Lourdes Cortez, Mia Couto, Mutimati Barnabé João (pseudónimo de António Quadros), Orlando Mendes, Paulina Chiziane, Sebastião Alba, outros

MEMORABÍLIA: Contributos de espólios e arquivos de Gracieta Valente Ngwenya, José Paiva, Lurdes Macedo, Manuela Matos Monteiro e João Lafuente, Manuela Bronze  

Malangatana visita uma Escola por Manuela Matos Monteiro Malangatana visita uma Escola por Manuela Matos Monteiro Malangatana por Manuela Matos MonteiroMalangatana por Manuela Matos Monteiro 

90º Aniversário de Malangatana comemorado com Prática, Memória e Catarse

A 6 de junho de 2026, o artista moçambicano Malangatana (Matalana, 1936 –Matosinhos, 2011) completaria 90 anos. A data é assinalada em Moçambique e em Portugal, em simultâneo, com o projeto “Malangatana, 90 anos – Prática, Memória e Catarse”. Promovido em parceria pela Fundação Malangatana Valente Ngwenya e pela Universidade Lusófona, através do seu Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT), o projeto propõe um vasto e diversificado programa de atividades nos dois países. 

Em Portugal, as comemorações do 90º aniversário do mestre contaram com uma pré-estreia no passado 19 de março, com uma sessão realizada no Cineteatro João Verde, em Monção, e arrancarão oficialmente com um conjunto de produções desenvolvidas em parceria com o Mira Galerias, no Porto. A primeira será a mostra “Crepúsculo Moçambicano”, com inauguração marcada para o dia 11 de abril, às 16h., no Espaço Mira. Com curadoria de Lurdes Macedo e Manuel Santos Maia, esta mostra parte da personalidade multifacetada de Malangatana para conduzir os visitantes pelos contextos e sociabilidades que inspiraram ou foram inspirados pelo artista nas diferentes etapas da sua vida. Para concretizar uma memória capaz de englobar a totalidade dinâmica do legado de Malangatana, a mostra terá em exibição obras do artista, de artistas com quem travou amizade, e de jovens artistas moçambicanos; peças de memorabília, de acervos documentais e de arte popular do sul de Moçambique, de onde o artista era natural; obras bibliográficas históricas e raras, que documentam os contextos sociais, culturais e políticos em que o artista participou ativamente; e, por fim, um documentário sobre a vida e a obra de Malangatana, que será apresentado em loop. A inauguração contará com intervenções de familiares, amigos e estudiosos de Malangatana, para além das intervenções dos curadores. Esta mostra estará patente ao público até 23 de maio, de quarta a sábado, entre as 15h. e as 19h.

Quatro dias após a inauguração da mostra, a 15 de abril, pelas 15h., os finalistas da licenciatura em Artes Dramáticas da Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto irão protagonizar uma sessão de leitura dramatizada de poesia de autores moçambicanos, no espaço onde decorrerá a mostra.

O programa prosseguirá com o Mira Fórum a acolher o lançamento e a apresentação do livro Malangatana: The Eye of the Crocodile, de Richard Gray, a 9 de maio, pelas 16h. A celebração do dia do 90º aniversário do artista, a 6 de junho, terá lugar no mesmo espaço, às 16h., com a exibição do documentário No Trilho de Malangatana: do Legado à Memória, de Lurdes Macedo, seguida de conversa da realizadora com os participantes.

A programação do primeiro semestre de 2026 ficará completa com a sessão Malangatana – Prática, Memória e Catarse, a realizar também no Mira Fórum, no âmbito da II Escola de Verão de Estudos Africanos em Português do CICANT (Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias) da Universidade Lusófona – Centro Universitário do Porto.

A programação para o segundo semestre de 2026, em preparação e a anunciar brevemente, passará pela XXIV Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira e por diversos espaços culturais em Lisboa, mantendo atividades no Porto.

O projeto “Malangatana, 90 anos – Prática, Memória e Catarse”, mais do que uma evocação simbólica, pretende constituir o primeiro marco de um programa estruturante que inclui práticas pedagógicas, investigação científica e artística, e divulgação e consolidação patrimonial, assumindo-se como laboratório de política e diplomacia culturais, com vista à projeção internacional da figura e da obra do artista moçambicano. Inaugurando um ciclo de uma década de trabalho contínuo com vista à preparação do Centenário de Malangatana, em 2036, o projeto organiza-se em seis eixos fundamentais — Audiovisual, Eventos, Expositivo, Investigação, Pedagógico e Performativo — articulados entre si por uma estratégia transversal de produção e difusão de conhecimento, salvaguarda patrimonial, mobilização de entidades da sociedade civil e captação de mecenato cultural.

Crepúsculo Moçambicano (do verso de Craveirinha “do nosso efervescente crepúsculo moçambicano”) 

ENTIDADES ENVOLVIDAS: Fundação Malangatana Valente Ngwenya (Moçambique); CICANT/LabCLIP (Portugal); Galerias Mira (Portugal); Colecção João de Almeida 

CONTACTOS 

Galerias MIRA (Espaço MIRA e MIRA Fórum), Rua de Miraflor n.º 159, 4300-334, Campanhã, Porto,   miragalerias@miragalerias. net (+351) 929 145 191 

Contactos em Portugal

Lurdes Macedo, Universidade Lusófona e CICANT: lurdes.macedo@ulusofona.pt / 966642899

Manuel Santos Maia, Espaço Mira: manuelsantosmaia@gmail.com / 933288141

Contacto em Moçambique

Mutxhini Malangatana Ngwenya:

mutxhini.ngwenya@icloud.com / +258 877885999

Contacto Geral das comemorações: info.90anos@malangatanangwenya.org

07.04.2026 | par martalanca | Malangatana

Arte e Revolução, por Centro de Estudos Operários – Memória Laboral e Galeria de Arte Urbana

11 abr | sáb | 15h00

Para celebrar os 52 anos da Revolução de Abril, convidámos o Centro de Estudos Operários - Memória Laboral e a Galeria de Arte Urbana do Departamento de Património Cultural a realizarem uma exposição sobre o muralismo do Processo Revolucionário em Curso (PREC) nas ruas de Lisboa. Num tempo em que as paredes da cidade deixaram de ser silêncio para serem grito, partidos, sindicatos, comissões de trabalhadores e moradores, cidadãos anónimos ou coletivos, transformaram as ruas numa tela de liberdade, num caderno de encargos revolucionário.

A mostra reúne material inédito, que documenta o processo de criação: do esboço à parede, destacando o trabalho de preparação e a estrutura teórica que sustentava a intervenção muralista. Apresenta-se ainda um conjunto de cartazes de diversos partidos políticos e associações cívicas, ilustrativo da diversidade e da profícua criação gráfica da época.

Contamos com a sua presença neste dia ou até 23 de maio, período em que a exposição estará patente ao público, ou ainda numa das diversas atividades da nossa programação de abril e maio.

Programação integral para os meses de abril e maio aqui.

07.04.2026 | par martalanca | exposição, PREC

Hermanipulación

Argumento e Curadoria: Leonardo Bertolossi
Ninguém solta a mão de ninguém, proclamamos face ao abismo recente no país que ainda agonizamos. Diante da morte, essa exposição quer tratar de irmandade, manejo, manipulação. De bruxaria e xamanismo, mãos-raízes ancestrais, mais de gozar o coletivo. Se trata de defender o direito à manufatura, da arte enquanto criação e partilha, em um mundo Black Friday, masturbatório, ultraprocessado. Contra a guerra digital, o algoritmo, a inteligência artificial e a massa dopamínica, mãos larvas que se entrelaçam trans-específicas e promíscuas por caminhos de fantasia e desejo, trans-humanas contra a captura produtivista e individualista.
Os artistas desta exposição se propõem a pensar o humano-hermano, bicho-cunhado ancestral nas múltiplas falanges demoníacas de nossa grande cebola cósmica, contra manadas e legiões de mãos-maças de guerra, fist-fucking sorrateiras, de luva e pelica, com dedos fálicos.

Jorge de León e Maria Raeder trazem mãos que destroem, hipnotizam, ludibriam. Mas também se rebelam, incendeiam, apontam direções. Seus trabalhos destacam o fogo como alimento e destruição contra fronteiras, fariseus e fascistas, as ilusões da fé e o Grande Irmão. Rafael Prado e María de los Vientos evocam a potência emaranhada das deidades e dos encantados amazônicos e latinos. Contra a auto-devoração neoliberal, um mundo com muitos mundos, entes geminados, transfigurações de sonhos e novas imaginações em corpos-transe. Sheyla Ayo e Julie Brasil narram um mundo uterino das águas que faz contornos, traz o fio da vida e a beleza yabá da existência, mas também a expropriação violenta do feminino, fantasmas misóginos ofertados como dádiva e dívida, de profanação e produção desenfreada, e vacas loucas. Alexandre Sá Ifákóládé se volta para o Aiê, planta e consagra o território-xirê espectral do genocídio aos pretos e lgbts como um aterro das violências, uma arqueologia e arquivo de memórias que se quer apagar, mas está sempre presente.
Hermanipulación e seus artistas despontam nessa mostra como alquimistas do gozo partilhado, anti-Igreja e antídoto do poder. Uma hermano-acción feminina, her, cis e trans, diferença não-fálica. Hermanipulación como mãos que cozinham, comensais, e não-canibais que devoram o outro. Que reconhecem que a arte de viver o mundo, seus prazeres e tormentos, alegrias e idiossincrasias, está em nossas mãos.

07.04.2026 | par martalanca | exposição, Rio de Janeiro

Apresentação do livro "Afroeuropeans: Identities, Racism, and Resistance"

Seminário Racismo em Portugal #12 

Nesta sessão do Seminário “Racismo em Portugal” vamos conversar com as editores do livro Afroeuropeans: Identities, Racism, and Resistances, uma obra que aborda as relações de dominação e os modos de exclusão racial, mas também as intervenções afro-europeias nas esferas política, social, cultural e artística, assim como os seus múltiplos processos de resistências, dando particular atenção ao sul da Europa, nomeadamente ao contexto português, ampliando a reflexão para além dos contextos dos EUA e do norte da Europa. Oradores: Cristina Roldão, Raquel Lima, Pedro Varela, Otávio Raposo e Ana Raquel Matias, Moderação de Miguel Vale de Almeida

02.04.2026 | par martalanca | Afroeuropeans

Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra

A exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965) inaugura no próximo dia 28 março, sábado, pelas 16h00, na Galeria Pedro Olayo (filho) do Convento São Francisco. Com curadoria dos historiadores Helena Wakim Moreno e Miguel Cardina, a exposição é uma coorganização do Município de Coimbra, através do Convento São Francisco, e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES).


Meridianos do Futuro procura dar a conhecer a importância da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império. A exposição reúne um conjunto de documentos, fotografias e recortes de imprensa provenientes de diversos arquivos como o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a Associação Tchiweka de Documentação (ATD), o Centro de Documentação 25 de Abril e o Museu Académico da Universidade de Coimbra, entre outros. A exposição apresenta ainda recursos audiovisuais, compostos por filmes, depoimentos e registos áudio, que permitem explorar as dimensões política e cultural da atividade da Casa dos Estudantes do Império, com enfoque especial no caso da delegação de Coimbra.  

A exposição integra uma programação associada com projetos na área das artes performativas, da música, do cinema e da literatura, a realizar durante o período de apresentação da exposição ao público até 18 de outubro. Destaca-se a realização de um colóquio académico com a participação de estudiosos sobre as temáticas propostas pela exposição, no dia 1 de junho, no Convento São Francisco, bem como como o programa de mediação dirigido a públicos diversos, nomeadamente ao público escolar, com curadoria da artista e investigadora Raquel Lima. 

O programa de inauguração de Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965) inclui uma visita guiada pelos curadores. A exposição é de entrada gratuita e pode ser visitada até ao dia 18 de outubro, de quarta a segunda-feira, das 15h00 às 20h00 (última entrada às 19h30). 

A exposição Meridianos do Futuro busca dar a conhecer a importância da delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império, que existiu na cidade entre 1945 e 1965. Dependente financeiramente da sede lisboeta, a Casa de Coimbra tinha especificidades e acolheu um conjunto importante de estudantes oriundos das então colónias, alguns deles com um papel relevante na produção cultural e depois no empenhamento político que conduziu às independências. Procura-se mostrar a atividade cultural e desportiva feita na Casa ou pelos seus associados; a forma como na época se foram definindo identidades africanas; a relação da CEI de Coimbra com outros espaços e estruturas da cidade; a perseguição e a vigilância política a alguns dos seus associados; e a forma singular como a Casa e os seus membros contribuíram para a politização de um meio estudantil em mudança. 

31.03.2026 | par martalanca | Casa dos Estudantes do Império

COMBATE DE NEGRO E DE CÃES, Teatro Griot

de Bernard-Marie Koltès I encenação de Zia Soares
produção Teatro GRIOTco-produção Teatro José Lúcio da Silva
Teatro José Lúcio da Silva (Leiria)  27 de março | Dia Mundial do Teatro
Sex às 21h30 Bilhetes aqui
Combate de negro e de cães é uma tragédia noturna que se instala num território fechado: um enclave de brancos cercado por uma noite que não lhes pertence.
Nas torres de vigia, pressentem-se os guardas negros que vivem uma contradição estrutural: são servos e vigias, proteção e ameaça, interior e exterior ao mesmo tempo. São a fronteira sonora entre os mundos — as chamadas guturais que ecoam na noite mantêm o cerco, mas fazem-no vibrar, abrindo fendas.
A frágil normalidade do enclave é perturbada pela chegada de Alboury, um homem negro que atravessa o cerco para reclamar o corpo do irmão, Nuofia, morto no estaleiro dos brancos em circunstâncias suspeitas. Ele recusa-se a partir sem o corpo.
Entre as buganvílias e o limite da visibilidade, as explicações falham por excesso: palavras que desviam, justificam, omitem. O conflito adensa-se entre estratégias que se acumulam e se anulam.
Não há esperança: o corpo desapareceu e não será devolvido.
Alboury lidera e opera uma revolta que não se anuncia: o trágico é um assédio sonoro, territorial, imparável.


O Teatro GRIOT dá continuidade à sua investigação sobre como o poder se organiza, como a linguagem o sustenta e como a presença do outro o desestabiliza. Com Combate de negro e de cães, aprofunda a relação com o universo de Bernard-Marie Koltès, iniciada em 2024 com Na solidão dos campos de algodão.

Texto: Bernard-Marie Koltès
Tradução: Jorge Tomé
Revisão estilística: Thomas Coumans
Encenação: Zia Soares  
Interpretação: António Simão, Matamba Joaquim, São José Correia, Thomas Coumans  
Cenografia e Figurinos: Neusa Trovoada
Música e Design de Som: Xullaji
Design de Luz: Ricardo Campos
Tradução e elocução dos textos em Wolof: Mamadou Ba
Apoio à cenografia: Marco Peixoto
Confeção de figurinos: Fernanda Santos
Assistência: Anca Usurelu, Grazie Pacheco
Produção: Teatro GRIOT
Co-produção: Teatro José Lúcio da Silva
Apoios: Câmara Municipal de Leiria, Centro das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga, Batoto Yetu, BANTUMEN, Polo Cultural Gaivotas Boavista, Teatro do Bairro
Projeto financiado por Câmara Municipal de Lisboa, República Portuguesa – Cultura Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Agradecimentos: A Barraca Teatro, Associação Passa Sabi, Gi Carvalho, Jorge Gonçalves, Junta de Freguesia da Misericórdia, Luís Gomes, Matheus de Alencar, Rui Pina Coelho
Classificação etária: 16+ | Duração: 120 minutos

26.03.2026 | par martalanca | teatro griot