MORADA ABERTA – Onde o Gesto Cura de Tânia Dinis

19 + 20.06.2026 21H30, Rampa
Entrada gratuita sujeita à lotação do espaço

Morada Aberta – Onde o Gesto Cura desenvolve-se em diferentes linguagens e espaços, cruzando projeções de vídeo digital e analógico com técnicas de cinema expandido e composição de imagens em tempo real. A obra organiza-se em três momentos interligados, atravessando diferentes tempos, atmosferas e modos de presença.
O projeto parte de histórias e memórias — pessoais e coletivas — e da observação sensível do quotidiano, assumindo um olhar imagético e poético sobre os territórios, os corpos e os gestos. A pesquisa nasce das memórias da artista e das histórias do lugar onde cresceu, expandindo-se aos territórios do Norte de Portugal, do Alto e Baixo Minho, da Galiza e do litoral atlântico.
Acompanhando o dia a dia de mulheres trabalhadoras, guardiãs de saberes ancestrais ligados à terra, ao mar, aos ciclos naturais e às formas de cuidado transmitidas entre gerações, a obra aproxima-se de gestos invisíveis que sustentam comunidades e mantêm vivas formas de conhecimento não oficializadas.
Entre o documentário e o ficcional, o trabalho interroga a doença e a cura no imaginário popular, entendendo a cura não apenas como rito ou palavra, mas também como gesto, trabalho, classe, cultivo e relação íntima com a natureza e com o outro. Observa práticas e movimentos que atravessam gerações, preservando a energia do sagrado, da resistência, da ausência, do mistério, e propondo um espaço de escuta, memória e partilha.
Depois da recolha e apresentação em Braga, este novo formato distribui-se por três eixos de apresentação - Porto, Corunha, Vila do Conde.

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Tânia Dinis  (Vila Nova de Famalicão, 1983) é realizadora e artista de artes performativas, desenvolvendo um percurso interdisciplinar entre cinema experimental, documental e práticas artísticas contemporâneas. A sua investigação centra-se na utilização de imagens de arquivo, memória familiar e metodologias performativas para a construção de narrativas alternativas, com especial atenção às histórias de mulheres e a contextos de trabalho historicamente invisibilizados.
Doutoranda em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, concluiu o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas (2015) na mesma instituição. É licenciada em Estudos Teatrais pela ESMAE e realizou formação na Escuela Internacional de Cine y TV (Cuba), especializada em criação cinematográfica a partir da memória familiar.
A sua obra tem sido apresentada e distinguida em festivais nacionais e internacionais. Destaca-se o filme Tão pequeninas, tinham o ar de serem já crescidas, premiado no IndieLisboa e no MDOC em 2024, bem como em festivais internacionais em 2025. Trabalhos anteriores, como Laura e Não são favas, são feijocas, confirmam a consistência do seu percurso autoral.
Paralelamente, desenvolve projetos de investigação-criação como Operariada, Corpografia, Álbuns de Guerra, Linha de Tempo e Morada Aberta, frequentemente em colaboração com instituições culturais e artísticas. O seu trabalho explora práticas colaborativas, ativação de arquivos e construção de memória coletiva em contextos comunitários.
É docente nas áreas do cinema e do teatro, tendo lecionado na Universidade do Minho e na ESAP. Integra regularmente júris de festivais de cinema e o seu trabalho faz parte da Coleção de Arte Contemporânea do Município do Porto. 

 
Direção artística, pesquisa, edição, imagem e intérprete: Tânia Dinis
Produção: Patrícia Gonçalves 
Apoio à produção (Galiza) - A p a l l e i r A
Assistência imagem: Tales Frey 
Espaço Cénico: Tânia Dinis, Tales Frey 
Espaço sonoro: Marina Leite Soares 
Telas projecção: Sofia Pereira
Figurino: Svenja Tiger 
Infusão de flor de sabugueiro: José Luís Araújo
Construção e desenho escultura looper 16mm: Filipe Ferreira
Construção e desenho escultura looper super 8mm: Joaquim Dinis e Tânia Dinis
Vídeo mapping - Inês Costa 
Operação imagem analógica - Tânia Dinis 
Acompanhamento científico: Prof.ª Rosa Pinho
Coreografia: Ángela Diaz Quintela 
Comunicação: Bruno Moreira 
Design Gráfico: Dayana Lucas 
Registo imagem em movimento - Rodrigo de Carvalho
Fotografia de Cena - José Caldeira
Com: Lola Diaz, Amélia Dinis, Olívia Pereira, Isabel Carneiro, Luísa Gomez, Emília Pinto, Ermelinda Dinis, Lurdes Carneiro.
Gestão de projecto e produção: Associação Cultural - Tenda de Saias
Residências Artísticas:  2023 - Programa de Residências Artísticas CRL – Central Elétrica - 1ª mostra de Processo; 2026 - CRL - Central Eléctrica; A p a l l e i r A
Acolhimento: RAMPA 
Co-Produção: Braga25 - Desejar
Apoio:  Criatório da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, E.M., S.A, Fundação GDA, Curtas de Vila do Conde, TEP -Teatro Experimental do Porto, Casa do Xisto - Residência de Cinema e Artes Visuais
Agradecimentos: Armindo Carvalho Alves, Bando à Parte, Elvira Lobo, ESAP, José Marques Moreira, Rui Brito, Teatro da Didascália, Juliana Julieta, TUP

15.06.2026 | par martalanca | performance, Rampa