Mário Lúcio Sousa
Postes avec la étiquette Mário Lúcio Sousa
Archives
Auteur
- administrador
- adrianabarbosa
- Alícia Gaspar
- arimildesoares
- camillediard
- candela
- catarinasanto
- claudiar
- cristinasalvador
- franciscabagulho
- guilhermecartaxo
- herminiobovino
- joanapereira
- joanapires
- keitamayanda
- luisestevao
- mariadias
- marialuz
- mariana
- marianapinho
- mariapicarra
- mariaprata
- martacacador
- martalanca
- martamestre
- nadinesiegert
- Nélida Brito
- NilzangelaSouza
- otavioraposo
- raul f. curvelo
- ritadamasio
- samirapereira
- Victor Hugo Lopes
Data
- avril 2026
- mars 2026
- février 2026
- janvier 2026
- décembre 2025
- novembre 2025
- octobre 2025
- septembre 2025
- août 2025
- juillet 2025
- juin 2025
- mai 2025
Étiquettes
- Catarina Laranjeiro
- cinefilos & Literatus
- Cinema e Descolonização: Moçambique em foco
- Costa do Marfim
- Éden-Park
- escritor
- Eugénio Tavares Artiletras
- gloabalization
- hugo menezes
- luca argel
- Martha Perrone
- Pepito
- primavera árave. revolução
- Recipes for Survival
- Red Africa - Things Fall Apart
- Rio Tejo
- Staff Benda Bilili & NBE
- tapeçaria
- tertúlia
- Timbuktu
Les plus lus
- FilmLab Moçambique,
- Dialogos Africanos sobre restituição
- “Crepúsculo Moçambicano”
- MICARzinha
- Perve: três exposições e estreia ibérica de Mohamed Ahmed Ibrahim
- Perve: três exposições e estreia ibérica de Mohamed Ahmed Ibrahim
- COMBATE DE NEGRO E DE CÃES, Teatro Griot
- Hermanipulación
- Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra
- Os Direitos Humanos numa imagem



«[…] segundo o que o povo contava, o menino abotoava roupas com assobios, desde a mais tenrinha idade que atacava bibes, calções, batas e pijamas com assobios, e ali mesmo, diante de toda a gente, estando a brincar de roda frente a Jesus, também o tinha feito, mas ninguém tinha dado por ele, e ficou Jesus incomodada com a descrição, Jesus não concebia que por um tal infantil motivo fosse uma criatura inocente encomendada à morte precoce e enclausurada pelo resto da vida, e eis que as Marias, dando credo aos contos populares, continuaram a apresentar o anónimo dizendo que, por azar, o menino tinha nascido com uma incorrigível virtude de bom e viciado assobiador, e assim como abotoava as suas roupas, também desabotoava as dos outros, por pura distracção, todas as crianças adoram chichorrobiar à toa e era isso que tinha ditado a sua sina, a criança não podia ir à missa, nem à escola, nem às procissões, nem assomar-se à janela sequer, e muito menos maravilhar-se como toda e qualquer criatura, o garoto não podia emitir sequer um desses silvos que todo o ser humano acrescenta para realçar o espanto, porque punha todo o mundo a nu, até o rei, mas menino faz exactamente aquilo que se lhe interdita e, por isso, o pequenote teve de ser considerado besta e condenado às masmorras domésticas porquanto nem todos os parentes e vizinhos aceitaram substituir nas suas e nas vestes das suas filhas botões por fechos e colchetes e também não estavam dispostos a ver-se nus na praça pública […]»