Agenda Cultural 16– 22 de Fevereiro - MAPUTO

Quarta-Feira, 16 de Fevereiro

• Jazz Rigoroso. 18h. Just Jazz. Waterfront. Consumo mínimo de 200 Mt.

• Cinema. 19h. “Bilhete de Ida para Mombasa”, do realizador da Finlândia Menolippu Mombasaan. Artenoparke.

• Concerto22:30h. Quartas com Sigauque Project. Gil Vicente Bar.

 

 Quinta-Feira, 17 de Fevereiro 

 Homenagem. 18h.  Stewart Sukuma na “Noite de Abraços”. Bar Fofoca.

• Concerto22h. Ta - Bazily ao vivo. África Bar.  

• Concerto22:30h. Helder Edgar, baixista moçambicano radicado na Holanda. Gil Vicente Bar.  

 
Sexta-Feira18 de Fevereiro

• Concerto. 18h. Trio Chamanculo. Waterfront. Consumo mínimo de 200 Mt. 

• Concerto18:30h ImproRiso. Gil Vicente Bar.

• Poesia18:30h Noite de poesia Am´Arte, com Nataniel Ngomane e Orlando da Concieção. ICMA.

 Teatro. 18:30h “Vida dura”. Cine-teatro Gilberto Mendes.

 Concerto. 19h Roots Night. Mafalala Libre.

• Concerto22:30h Moticoma. Gil Vicente Bar.

• Concerto23h. Música ao vivo. Matola Jazz Bar.

 

Sábado19 de Fevereiro

 Roteiro turístico. 9h-15h. Roteiro turístico na periferia de Maputo. Bairro da Mafalala. Marcações: 824180314

 Teatro. 16h.  “Vivendo com a Sogra”. Cine-teatro Gilberto Mendes.

 Concerto. 18h-22h. Música ao vivo. Núcleo de Arte. 

 Teatro. 18:30h. “Vida dura”. Cine-teatro Gilberto Mendes.

• Concerto18:30h. Silent Spirits. Gil Vicente Bar.

• Concerto18:30hWaterfront. Consumo mínimo de 200 Mt. 

• Concerto22h. Festa com Dj Eduardo e Dj Serito. África Bar.  

• Jam Session23h. Gil Vicente Bar.

• Concerto23h. Música ao vivo. Matola Jazz Bar.

 

Domingo20 de Fevereiro

 Roteiro turístico. 9h-15h. Roteiro turístico na periferia de Maputo. Bairro da Mafalala. Marcações: 824180314

 Teatro. 16h. “Vivendo com a Sogra”. Cine-teatro Gilberto Mendes.

 Concerto. 18h-22h. Música ao vivo. Núcleo de Arte.

 Teatro. 18:30h. Vida DuraCine-teatro Gilberto Mendes.

 Concerto. 19h. Jam Session. Xima Bar.            

 

Segunda-Feira, 21 de Fevereiro

 Cursos de Espanhol. 13:30h. Reunião informativa sobre os cursos de espanhol. UEM. Faculdade de Letras. Sala 316. Marcações:821239120.

 Fotografia. 19h. Inauguração da exposicação fotográfica producida pelos membros da AMF. Associação Moçambicana dos Fotógrafos.

 

Terça-Feira, 22 de Fevereiro

• Karaoke. 22:30h. Queres cantar? Karaoke com banda. Gil Vicente.

 

E AINDA…

• Exposição de  fotografiaFotografías da AMF. Associação Moçambicana dos Fotógrafos.

• Exposição de  fotografiaHomenagem a Jean Rouch, realizador francês. Centro Cultural Franco-Moçambicano.

• Exposição de escultura“Bronzes” do escultor Sul-africano Michael Canhadas . Associação Kulungwana. Até 27 de Fevereiro.

• Exposição de pintura“Percursos” Trajectoria do artista plástico Tomo desde 1983 . Casa da Cultura do Alto Maé.

• Exposição de arteExposição permanente. Museu Nacional de Arte.

• Exposição de artePintura e escultura, exposição permanente de artistas moçambicanos. Núcleo de arte.

• Exposição de arteArtes gráficas e artes visuais, trabalhos dos alunos da Escola. Galeria da ENAV.

• Exposição de arteExposição colectiva. Veleiro de Artes.

• Feira de Artesanato. FEIMA: Diariamente, o melhor do artesanato e da arte, gastronomia e floricultura da cidade. Parque dos Continuadores.

16.02.2011 | par martalanca | Maputo

Balthasar

 

Maputo, Mozambique.

La diferència entre la Vida i la Mort. joanot cortès
Premi al millor documental Notodofilmfest 2009
Secció Oficial Documental Rec Tarragona 2009
Secció Oficial Fescigu 2009
Secció Oficial Curt.doc 2010

08.10.2010 | par martalanca | crianças, Maputo

Domingo na Marginal * Sunday at the Boulevard

Loucura e Frescura na Marginal de Maputo. Domingo é dia de folga e vale tudo. Reportagem  realizada por Nuno Milagre, foi para o ar numa 6ª feira 13, em fevereiro 2009 na TIM, Televisão Independente de Moçambique.

07.10.2010 | par martalanca | domingo, Maputo, marginal

Seminário “Compreender o ‘Espaço do Lar’ na cidade Africana - Maputo”

 

28 de Setembro de 2010, 14.00 – 17.30

No Centro de Estudos Africanos do ISCTE, em Lisboa

Este projecto interdisciplinar e longitudinal de investigação procurou compreender as formas emergentes de ‘urbanismo enquanto modo de vida’ nas cidades africanas de urbanização acelerada. 

Os investigadores apresentarão no Seminário as conclusões iniciais de duas das três linhas de pesquisa em torno das quais este projecto se estrutura: (i) estudo dos espaços edificados e habitacionais e das condições socioeconómicas dos agregados familiares, realizado em áreas representativas das zonas peri-urbanas da cidade de Maputo (ii) estudo aprofundado de carácter etnográfico, focalizado num conjunto de famílias seleccionadas da amostra total e que tem como objectivo investigar o ‘Espaço do Lar’ enquanto construção social.

Inscrições (até 15 de Setembro), morada e programa

AQUI

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“Understanding Home Space in the African city; the case of Maputo”,

28th September 2010, 14.00 -17.30, The Centre for African studies, ISCTE-IUL, Lisbon.

Through this, the international project seeks to understand the nature of emerging forms of ‘urbanism as a way of life’ in rapidly urbanizing cities in Africa, using Maputo as a detailed case study.

The researchers will present the initial conclusions of two of the three research areas that structure the project: (i) the longitudinal built environment and household socio-economic study for a representative section of the peri-urban areas of Maputo city and (ii) the in-depth ethnographic study of a smaller sample of households vis-à-vis the wider family and social construction of home.

MORE INFOS

Arquivo BualaArquivo Buala

11.09.2010 | par martamestre | espaço, etnografia, Maputo, urbanismo

AZAGAIA tornou-se símbolo da revolta

O “rapper” Azagaia já era antes ostracizado pelas autoridades e fôra convocado, uma vez, para um interrogatório por “atentar contra a segurança do Estado”. Agora é o símbolo vivo de uma revolta em que a juventude está na primeira linha.

Ainda há poucos dias, mesmo em vésperas da revolta, uma das peças cantadas por Azagaia num concerto em Maputo punha em causa o crime económico que grassa em Moçambique. Aí referia o caso do empresário Momade Bachir Suleman, que foi recentemente detido nos Estados Unidos sob acusação de narcotráfico.

Azagaia, de seu nome Edson da Luz, é um músico de 26 anos, filho de pai cabo-verdiano e mãe moçambicana, e tem tudo para se tornar um ídolo da juventude. Ele não se limita a denunciar a corrupção das esferas do poder económico e político, mas também as medidas que directamente atingem as condições de vida da população.

 Em declarações citadas pela agência Lusa, o cantor afirma que “o custo de vida subiu muito em Moçambique, tem consequências diretas sobretudo paras as pessoas que vivem com o salário mínimo ou não têm salário. Basicamente são essas pessoas que se estão a manifestar, e que se sentem excluídas, marginalizadas até certo ponto”. 

Essas pessoas, explica Azagaia, revoltam-se porque “não têm nada a perder”. O cantor toma a defesa dos manifestantes acusados de “marginais”, afirmando que “são marginais, sim, mas no sentido de acabarem por ficar de fora, e são vítimas. São pessoas que não têm nada a perder e a partir do momento em que vandalizam lojas, centros comerciais, percebe-se que são pessoas que não têm nada a perder”.

 Um dos slogans das manifestações de ontem, “O Povo ao Poder”, já antes inquietava as autoridades quando apenas fazia parte de uma das canções de Azagaia. Por essas e por outras, o artista fora uma vez convocado a explicar-se perante a Procuradoria Geral da República, suspeito de “atentar contra a segurança do Estado”.

A convocatória acabou até por reforçar a posição do cantor. Tornou-se claro que, apesar de “continuar a existir censura”, é possível criar um espaço de crítica e protesto, pelo “facto de terem um Azagaia que diz o que diz e continua vivo … E isso são as questões principais, continuo vivo, a fazer as músicas que faço, a aparecer publicamente, e isso faz as pessoas acreditarem que é possível criticar a sociedade, o governo, e sem receber represálias directas”.

Perante a identificação quase automática entre o cantor e a revolta, Azagaia adopta, nas mesmas declarações citadas pela Lusa, um perfil prudente: “É difícil avaliar até que ponto poderei ter influenciado as pessoas, mas uma coisa é certa: tanto eu como Azagaia, e se calhar o fenómeno social Azagaia, e também a imprensa nacional, tudo isto combinado, faz com as pessoas se sintam mais libertas para dizer o que pensam, o que acham”.

Isso não significa, contudo, que Azagaia não tenha consciência dos seus méritos, porque, ao atacar “mais abertamente os problemas, eu faço a minha parte, com a minha música, e isso estimula as pessoas a expressarem-se com maior liberdade”.

Azagaia sabe que o seu sucesso lhe permite irradiar e transmitir uma mensagem, mas não deixa de assinalar o abismo que existe, apesar de toda a empatia, entre um músico de sucesso e esses que o senso comum rotula de “marginais” e que vivem no “caniço”, o ghetto da pobreza suburbana em Moçambique: “estou em Maputo, e isto está a acontecer na periferia. É nos bairros suburbanos que as pessoas sentem de verdade esta subida do custo de vida. A classe média que agora se está
a desenhar, e a classe alta não sentem muito”.

Da revolta, será preciso tirar ensinamentos. Uma das possiblidades encaradas pelo cantor é a mudança de atitude das autoridades: “Espero que o governo seja menos arrogante, que haja mais comunicação entre o governo e o povo. E, acima de tudo, se estamos numa crise, que haja contenção de custos. (…) Espero que o governo ponha mão na consciência e comece a comportar-se como um governo que está a passar por uma crise.”

Se isso não suceder, continuará a estar na ordem do dia a palavra de ordem das manifestações de ontem e das canções de antes: “o povo ao poder”.

 

António Louçã, da RTP

 

05.09.2010 | par martalanca | Azagaia, Maputo, motins, rap

A razão e o sentido de dois motins

Tal como em 5 de Fevereiro de 2008, Maputo viveu ontem um dia de barricadas de pneus ardendo nas ruas, pedradas a carros e montras, cidadãos mortos pelas balas das forças policiais.

Também como nesse Fevereiro, o motim foi convocado em rede por SMS e boca-a-ouvido, alastrando em bola de neve de um bairro popular a outro, à medida que o fumo das barricadas vizinhas ia sendo avistado.

Como em 2008, o móbil imediato dos protestos foi a brusca subida de preços. Então, dos “chapas”, periclitantes carrinhas que servem de transporte público à esmagadora maioria. Agora, da água, electricidade, pão e arroz - sua base alimentar.

Em ambos os casos, ainda, os aumentos ameaçam as próprias perspectivas de subsistência de uma população que precisa de toda a sua criatividade e desenrascanço para, simplesmente, se manter no fio da navalha. Mas, para esses pobres, mais irritante ainda do que os aumentos foi - em 2008 e, muito provavelmente, agora - verem neles uma desconsideração, por parte de quem decide, para com as suas dificuldades e necessidades mais elementares.

Moçambique passou, com o fim da guerra civil, de um regime socializante e paternalista para uma política ultraliberal que trouxe o aumento do desemprego e das elites económicas, coincidentes ou ligadas às elites políticas. Trouxe também a erosão do controle local da população através de instituições partidário-estatais que, se podiam cometer abusos, também podiam canalizar as necessidades e reclamações populares.

O sentimento que hoje grassa nos bairros populares do Grande Maputo é o de uma incerteza global quanto ao futuro e à própria subsistência e, face ao poder político, a sensação de que as suas dificuldades se tornaram irrelevantes para os poderosos e de que não existem canais por onde as suas necessidades e protestos possam ser canalizadas de forma eficaz.

Esta situação e visão permitem que motins como o de ontem possam ser sentidos como a única forma válida de protesto. E que possam ocorrer sempre que uma nova medida política ameace a sua subsistência, enquanto vêem desfilar perante si o que consideram ostentações de riqueza e desigualdade.

Não quer isto dizer que quem protesta violentamente pretenda pôr em causa o Governo ou o partido que o ocupa desde a independência. Maputo é um baluarte da Frelimo e a maioria dos manifestantes de ontem terá votado nela o ano passado.

Só que a visão dos direitos e deveres entre governantes e governados predominante nesses bairros populares não coincide com o hábito europeu (e das elites políticas locais) de aceitar que basta a um Governo legítimo tomar decisões legais para que também elas sejam legítimas.

Estas pessoas consideram, antes, que o poder instituído não deve ser ameaçado, mas, em contrapartida, tem que garantir o essencial de bem-estar e dignidade às pessoas que governa. O governante pode “comer mais”, mas não “comer sozinho”, à custa da fome dos outros. Assim, por muito que o poder seja considerado legítimo, uma sua decisão pode ser ilegítima, se quebrar esse dever.

Ou seja, os amotinados de ontem (tal como os de 2008) protestavam contra uma decisão política concreta e protestavam contra a forma como o poder político é exercido. Afinal, protestavam contra aquilo que consideram uma quebra do “contrato social” que estabelecem com o poder instituído a que se submetem. Uma quebra que, com a repetição de motins no essencial iguais, afirmam já não tolerar.

Claro que, a cada novo motim bem sucedido (e o de 2008 era um claro motivo de orgulho nos bairros pobres), mais se reforça a imagem popular de que essa é a única forma eficaz de protesto. O que coloca o Governo moçambicano perante um difícil dilema: ou não cede às reclamações e aumenta exponencialmente a repressão policial, arriscando o apoio financeiro internacional de que depende, ou se torna mais “tradicionalmente” africano, considerador e dialogante, fragilizando com isso as suas práticas mais autoritárias e os actuais padrões de concentração de riqueza.

 

Paulo Granjo, Antropólogo, ICS-UL Público, 2/9/10

03.09.2010 | par martalanca | greve, Maputo, motins, repressão policial

Solidariedade com os grevistas de Maputo

CONCENTRAÇÃO em frente à EMBAIXADA DE MOÇAMBIQUE

amanhã, sexta dia 3, às 12h /

av. de berna, 7 lisboa

02.09.2010 | par martalanca | greve, Maputo, repressão policial

Em Maputo: seis mortos nos confrontos entre a polícia e os manifestantes

Protesto contra a subida de preços.

Notícia no Jornal Público

Violência nos protestos em Maputo (Grant Lee Neuenburg/Reuters)Violência nos protestos em Maputo (Grant Lee Neuenburg/Reuters)

 

 

01.09.2010 | par martamestre | Maputo

WA GUNE quarteto

sexta-feira 2 de julho as 22h no Mafalala Libre, Maputo

30.06.2010 | par martalanca | Cheny Wa Gune, Maputo

eventos em Maputo

Quinta-feira 3 de Junho às 17h30
AUDITÓRIO DO CCFM
Projecção de filmes: - KARIN MONEIRO
‘Malangatana criou um monumento à paz e amizade a beira Tejo’
- JOSE FONSECA E COSTA Música Moçambique 1980

Quinta-feira 3 de Junho às 20h
TEATRO AVENIDA
Alessandra Celletti, piano, Filipe Pereira, clarinete, Amavel Pinto, guitarra, Paito Pacheco, percussão

Sexta-feira às 20h
TEATRO AVENIDA CONCERTO DE JAZZ

Caroline Henderson

Sábado das 11h até 17h
CENTRO CULTURAL MATALANE, Marracuene
“Concerto pelos direitos da criança”
Artistas convidados: Caroline Henderson, Aclamada cantora de Jazz da Dinamarca e Embaixadora de Boa Vontade do UNICEF
Stewart Sukuma - Lizha James -José Mucavele - Elvira Viegas - Neyma - Valdemiro José - Dilon Djinjdji e muito mais.

03.06.2010 | par martalanca | Maputo