Noemi Alfieri

Turim (1988). É escritora, investigadora e imigrante. É Investigadora Auxiliar em História da Imprensa no CHAM – Centro de Humanidaes, NOVA-FCSH . No CHAM, é também Sub-Directora” O seu projeto FCT, “Mapping anti-colonial networks through literature. Transnational connections of African thinkers in the reconfiguration of space and thought (1950s - 70s)”, foca-se nas conexões entre os projetos editoriais  Mensagem (Lisboa), Présence Africaine (Paris e Dakar) e Black Orpheus (Ibadan). Foi Visiting Fellow do Africa Multiple Cluster of Excellence (U. Bayreuth, 2022/23). No ACM, ganhou financiamento Colaborativo para o  Postdoctoral Working Group: “Digital Trans*formations in Africa: A Space for Intellectual and Material Capital” (UB), que coordena com colegas da UB e da Humboldt U. Berlin. Ganhou recentemente uma Visiting Fellowship no  ASCL - African Studies Centre (U. Leiden, Holanda). Foi Bolseira de Pós-Doutoramento do Projeto FCT-ID Afrolab: Building African Literatures. Institutions and Consecration inside and outside the Portuguese-Language Space 1960-2020, (CLEPUL, FLUL, U. Lisboa. É membro do Conselho Editorial das Práticas da História e da Cultura (Lisboa) Membro Associado do  CREPAL (Sorbonne Nouvelle) e do grupo de Pesquisa Áfricas (UERJ-UFRJ). Em Novembro 2019, fez investigação no CEM Eduardo Augusto Kwamba (ISCED-Luanda). É doutorada em Estudos Portugueses (História do Livro e Crítica Textual) pela NOVA-FCSH com a dissertação: “(Re)construindo a Identidade através do Conflito: Uma Abordagem às Literaturas Africanas escritas em Português (1961-74)”, que recebeu uma Menção Honrosa para o Prémio Mário Soares-Fundação EDP (2021). Tem licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas (Espanhol e Português, 2013) pela Università degli Studi de Turim, Itália. É mestre em Línguas e Literaturas Modernas pela mesma universidade, com uma dissertação sobre literatura angolana (2015). Interessa-se pela circulação de impressos, ideias e seus agentes, bem como pela sua recepção, concentrando-se de momento em projectos editoriais africanos das décadas de 1950 a 1970, com ênfase na Literatura Angolana. Preocupa-se com a mobilidade de objetos, pessoas e ideias através das redes transnacionais estabelecidas na África, Europa e América do Sul por negritudinistas, escritores e intelectuais pan-africanos ou anticoloniais nessas décadas, com especial atenção para a sub-representação das mulheres e das suas agências nas narrações históricas e acadêmicas produzidas sobre e nesses ambientes culturais.

ver mais 

Artigos do autor