Encontro com o escritor Amosse Mucavele - Feira do Livro

Conversa sobre o processo de criação literária em residência. A cultura e literatura moçambicanas. A lusofonia e a importância da leitura. A mobilidade da língua portuguesa. Moderado por Marta Lança (editora da revista Buala) I 89a Feira do Livro de Lisboa Stand BLX – Bibliotecas de Lisboa I 30 maio | 19h

Amosse Mucavele é o escritor vencedor da primeira edição da Residência Literária em Lisboa, criada ao abrigo do protocolo de cooperação celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

Nota Biográfica: Amosse Mucavele nasceu em 1987 em Maputo, Moçambique, onde vive. Poeta e jornalista cultural, coordenador do projeto de divulgação literária “Esculpindo a Palavra com a Língua”, foi chefe de redação de “Literatas – Revista de Literatura Moçambicana e Lusófona”, diretor editorial do Jornal O Telégrafo, Editor Chefe do Jornal Cultural Debate, Editor de Cultura no Jornal ExpressoMoz, Colaborador do Jornal Cultura de Angola e Palavra Comum da Galiza – Espanha. É membro do Conselho Editorial da Revista Mallarmargens (Brasil), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (Brasil) e da Internacional Writers Association (Ohio – USA). Representou Moçambique na Bienal de Poesia da Língua Portuguesa em Luanda (2012), nas Raias Poéticas, Vila Nova de Famalicão (2013), no Festival Internacional de Poesia de Córdoba (2016) e em 2017 participou numa série de atividades em Portugal, nomeadamente: IV Festival Literário da Gardunha, no Fundão; VI Encontro de Escritores Lusófonos no âmbito da Bienal de Culturas Lusófonas, Odivelas; Conversa sobre a poesia moçambicana, no Centro Intercultura Cidade, Lisboa; Palestra na Universidade de Lisboa, entre outras. Com textos publicados em diversos jornais do mundo lusófono, publicou os livros: “A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua – Antologia Poética”, Revista Literatas, 2013 (coordenação) e “Geografia do Olhar: Ensaio Fotográfico Sobre a Cidade” (editora Vento de Fondo, Córdoba, Argentina, 2016), livro premiado como Livro do Ano do Festival Internacional de Poesia de Córdoba; no Brasil (Dulcineia Catadora Edições, Rio do Janeiro, 2016); em Moçambique (Cavalo do Mar, Maputo, 2017).

24.05.2019 | by martalanca | Amosse Mucavele, literatura, Moçambique

Antropologia em Moçambique

19 de Junho, 17h Auditório Sedas Nunes (ICS-ULisboa)Entrada LivreMetro: ENTRECAMPOS

A projecção do documentário Junod, realizado por Camilo de Sousa, é o mote para discutir a história da antropologia em Moçambique. O documentário retrata a vida e obra do suíço Henri-Alexandre Junod (1863-1934), missionário protestante que desenvolveu múltipla actividade: foi antropólogo, linguista, fotógrafo, entomologista e escritor de ficção. Filmado em Moçambique e na África do Sul, países onde Junod viveu, acedemos ao seu retrato através de intelectuais, seguidores e descendentes deste pensador e pioneiro da botânica e entomologia, que situam a diversidade e especificidades do seu trabalho.
A projecção é seguida por uma conversa entre Camilo de Sousa, realizador, Matheus Serva Pereira, investigador especializado em História social da África e Paulo Granjo, antropólogo.
Junod foi produzido em 2006, Moçambique/África do Sul, 46 min. Ganhou o prémio FUNAC no DocKanema. Mais detalhes sobre o filme aqui.

Ciências Sociais e Audiovisual explora o valor analítico e metodológico das imagens em movimento para o trabalho desenvolvido por cientistas sociais. Mais informações sobre o ciclo aqui. Organização: Francesco Vacchiano, Inês Ponte, Mariana Liz, Pedro Figueiredo Neto, Paulo Granjo ICS-ULisboa: R. Prof. Anibal Bettencourt, 9

 

22.05.2019 | by martalanca | antropologia, Moçambique

Mauritania: Bloggers languish in detention two months after their arrest for condemning corruption

Authorities in Mauritania must immediately and unconditionally release two famous bloggers who have been in detention for two months solely for posting on Facebook about alleged corruption in the country, Amnesty International said today.

Abderrahmane Weddady Abderrahmane Weddady Cheikh Ould Jiddou and Abderrahmane Weddady were arrested on 22 March by the Economic Crimes Unit in Mauritania’s capital Nouakchott, charged with ‘malicious accusation’, and detained at the central prison. Their national ID cards and passports were also confiscated by the authorities.

“Weddady and Ould Jiddou are known for their blog posts denouncing human rights violations and have inspired other young people across the country to exercise their right to freedom of expression including online,” said Kiné Fatim Diop, Amnesty International’s West Africa Campaigner.

“Their unlawful detention shows that the Mauritanian government is determined to crush dissent and use charges of ‘’malicious news’’ against perceived critical voices in the country. Two months after their arrest, Weddady and Ould Jiddou are still languishing in detention, and we are calling for their immediate and unconditional release.”

Weddady and Ould Jiddou criticized government alleged corruption in Facebook posts. Their allegations were based on media articles stating that the United Arab Emirates (UAE) had frozen around 2 billion US dollars in bank accounts belonging to individuals close to Mauritanian officials. They were first questioned as witnesses by the Economic Crimes Unit on 7 March, following a call for a judicial inquiry into corruption allegations. They were then arrested on 22 March. Three days later police searched their houses without presenting a warrant and seized Weddady’s computer.

“The Mauritanian authorities should be opened to debates, and criticism from human rights defenders, activists and journalists. Respect for and protection of the right to freedom of expression should be a priority for the authorities, ahead of a Presidential election next month,” said Kiné Fatim Diop.

“We are urging the authorities to release Weddady and Ould Jiddou and respect their rights to peacefully express their opinions.”

Background According to one of Weddady and Ould Jiddou’s lawyers, the Mauritanian Supreme Court refused the lawyers’ request to annul the opening of the procedure and rejected the bail request submission.  A new bail application was reintroduced on 13 May. In a statement published on 22 March the Prosecutor denied media reports of corruption.

 

 

21.05.2019 | by martalanca | Abderrahmane Weddady, mauritania

As Linhas da Terra: Percursos geofilosóficos e geopoéticos no Antropoceno

A língua filosófica e a língua poética podem falar a partir da Terra sem estabelecerem aí morada fixa. Formuladas a partir dela, formaram variantes e entrelaçamentos da linguagem em movimento, uma língua que percorre a terra e aí vai deixando rastos e alguns sulcos. Mas se formos verificar o modo como foi integrado e cultivado esse verbo planetário, a sua transmissão, a sua retórica, o modelo arquitectónico do seu desenvolvimento e o seu arquivo, encontraremos, frequentemente no caso da filosofia, mas a que a literatura não é estranha, categorias e formas que confundem o discurso sobre o mundo e as vozes que podem ser escutadas por intermédio do mundo. Tudo isto fixa a nossa ideia deste e vem pesar à Terra. A língua que passa pelo mundo, traçando nela linhas, é uma língua aberta à polifonia que aí ecoa. É atravessada pela polifonia dos elementos que se movem incessantemente. A polifonia das expressões de milhares de culturas humanas. E a polifonia dos inúmeros seres que vivem connosco. Todas essas vozes – que chegaram a participar da língua aqui evocada – entraram hoje em tumulto enquanto outras foram silenciadas definitivamente. É aquilo a que os humanos chamam o Antropoceno, a Era em que o homem põe fim à diversidade das expressões do mundo teorizando ao mesmo tempo a sua própria supremacia. Cada linha traçada na terra é a marca de uma vida comum e passante. Todos estamos na Terra, mas a consciência dessa situação pode aí ser escutada pelo nomadismo assumido por um corpo ou pela palavra que prolonga esse movimento. 2 A todos os participantes é pedido um certo percurso, partindo de alguma posição na Terra e, daí, traçando linhas que atravessarão as demarcações estabelecidas por esquemas de pensamento. Este encontro é também uma homenagem ao poeta, escritor e pensador Kenneth White, criador da Geopoética, propondo um exercício de escuta e expressão em comum com uma variante possível desta língua, a Geofilosofia. Nem o filósofo está liberto do que de poético lhe trazem as vozes intratáveis da Terra, nem o poeta se encontra dispensado dos saberes inteligíveis ou da reflexão epistémica que o seu ofício contém. «Espaço», «energia» e «luz» são, segundo o próprio, três palavras-chave deste autor. Sabendo de que modo a civilização recorreu a elas, a pergunta pertinente não será tanto a de saber o que fizemos delas e das forças que lhes estão associadas, uma história dos equívocos que nos dispensaram do planeta, mas antes aquela que se questiona sobre o que nelas permanece ignorado, votado à inutilidade e, ainda assim, indispensável a uma vida que se redescobre inteira nesta Terra.

Data: 21 e 22 de Maio Local: Anfiteatro III da FLUL

21-22 May 2019 | Amphitheatre III (School of Arts and Humanities – University of Lisbon)

KEYNOTE SPEAKER Kenneth White

ORGANIZING COMMITTEE

Paulo Borges

Paula Morais

Eduardo Jordão

Marco Martins

SCIENTIFIC COMMITTEE

Viriato Soromenho-Marques

Paulo Borges

Jorge Leandro Rosa

 

 

 

 

20.05.2019 | by martalanca | antropoceno, conferência, terra

Werkleitz Festival Model an Ruin

2019 Werkleitz Festival Model an Ruin as apart of the Bauhaus Centenary Celebration. Ângela Ferreira will participate with the project Zip Zap Circus School and a new sculpture inspired by the Kiosk of Ludwig Mies Van Rohe.on 25 May, Dessau 


20.05.2019 | by martalanca | ângela ferreira

Comemorações do dia de África: A Mulher nas lutas de libertação em África

24 de Maio Sala B1, Biblioteca da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa 15:00 - 19:00

Mesa-redonda sobre A Mulher nas lutas de libertação em África No âmbito das actividades que assinalam as comemorações do 20º Aniversário do CEC (1999-2019) e das comemorações do Dia de África (25 de Maio) na FLUL, esta actividade visa debater a participação das mulheres nas lutas de libertação nos cinco países africanos de língua oficial portuguesa.

Participantes: Maria Paula Meneses (CES/FEUC- UCoimbra),Rosa Cruz e Silva (Universidade Agostinho Neto, Angola), Margarida Paredes (ISCTE/CRIA), Odete Costa Semedo (Universidade Amílcar Cabral, Guiné-Bissau), Vera Duarte (Academia Cabo-verdiana de Letras), Maria Maomé Smith (ONG Men Non, São Tomé e Príncipe) Discussant: Inocência Mata (CEC/CHUL) Moderação: José da Silva Horta (CHUL) OrganizaçãoCEC – Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

  •  
  • [Projectos Discursos Memorialistas e a Construção da História (CITCOM) e GENORE – Género, Normatividade, Representações (MORPHE)],CHUL – Centro de História da Universidade de Lisboa, Curso de Estudos Africanos-FLUL.
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25 de Maio Anf. III, Biblioteca da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, 11:00 – 12.30

Palestra sobre O lugar da língua portuguesa na Guiné-Bissau Profa. Doutora Odete Costa Semedo (Universidade Amílcar Cabral, Guiné-Bissau)

 

20.05.2019 | by martalanca | independência, mulheres, mulheres na luta armada em Angola

Mostrar ou não mostrar, eis a questão - Censura e Sexualidade no Cinema. Curso de Verão

Mostrar ou não mostrar, eis a questão - Censura e Sexualidade no Cinema Início: 8 de julho

Datas: 8 a 12 de julho | dias úteis das 18h00 às 21h00

Docente Responsável: Bruno Marques

Docentes: Ana Bela Morais, Bruno Marques e Érica Faleiro Rodrigues

Áreas: História da Arte e Estudos Artísticos

 

As recentes polémicas em torno da censura – em museus, na imprensa, etc. – têm-se estendido também ao cinema. Pela sua reverberação histórica, estas têm gerado acesos debates na praça pública. Posições dividem-se entre a defesa da liberdade de expressão e os chamados “valores de decência”. O nexo Sexualidade e Censura surge assim como oportuno ponto de partida para repensar, retrospetiva e prospetivamente, muitas das tensões e dos paradoxos que caracterizam esta temática. Ao longo deste curso, pretendemos mostrar como a censura ao erotismo e à sexualidade influenciou a criação, circulação, exibição e interpretação de obras cinematográficas desde o seu nascimento até à década de setenta, influência esta que deixou marcas até à atualidade.

Programa Apresentando uma visão que passa por unidades abertas a uma panorâmica alargada do plano internacional, e unidades com um foco mais particular e específico no contexto Português, este curso propõe uma análise da censura ao cinema desde o cinema mudo até aos anos setenta:

(1) do início da história do cinema ao Código Hayes, na sua estrita relação com as profundas mudanças ao nível da revolução dos costumes na cultura popular;

(2) sobre o papel que o cinema experimental assume enquanto força transgressiva e de contracultura;

(3) sobre a forma como no Portugal marcelista estas mudanças foram sentidas, filtradas e cerceadas, nomeadamente através da existência de uma Comissão de Censura, que revia todos os filmes, nacionais e estrangeiros, antes de serem exibidos em território nacional;

(4) sobre a revolução de 1974 e o fim da censura estatal ao cinema em Portugal.

Neste contexto, procurar-se-á compreender de que forma, e por que razões, excertos, e até filmes inteiros, terão sido, em diferentes contextos e momentos, objecto de interdições. Para tal, abordar-se-ão os seguintes temas: as persistências vindas das antigas ortodoxias dominantes (a moral religiosa, o primado da procriação, o modelo social patriarcal, o controlo da comunidade); as conceções em torno da plasticidade ou maleabilidade das identidades sexuais; as contestações dos padrões de normalidade; os incentivos sociais a um experimentalismo sexual mais igualitário e liberto de preconceitos; a “revolução sexual”, a emancipação da mulher e os movimentos queer no cinema; as representações de práticas sexuais interditas, previamente marginalizadas e de carácter panfletário anti-homofóbico, como posição política em defesa da identidade queer; a objetificação da mulher dentro das estruturas capitalistas.
As aulas serão constituídas por apresentações expositivas, pela projecção de imagens e filmes e pelo debate com os alunos.

Aula 1: Cinema, Censura e Revolução dos Costumes
• O que é censurar?
• Censura institucional, censura social e auto-censura
• Liberdade de expressão: o direito de ofender e seus limites
• Cinema e arte, erotismo e pornografia, quais as fronteiras?
• “O pessoal é o político”

Objetivos: Enquadrar histórica e conceptualmente o tema em estudo
Duração: 3 horas

Aula 2: Da Censura no Cinema Primitivo ao Hayes Code
• O cinetoscópio e os primeiros beijos
• Transgressão e censura no cinema mudo
• Sexualidade e violência nas décadas que precedem o código Hayes
• O que foi e o porquê do código Hayes? Qual o seu impacto?

Objetivos: Compreender etapas importantes da história da censura ao cinema, num contexto internacional.
Duração: 3 horas

Aula 3: Art (core): A Vanguarda e o Corpo Fílmico.
• A cena nova-iorquina da década de 1960
• Os clássicos do Underground
• Os cineastas do Cinema of Transgression
• A Cultura Alternativa Queer.

Objetivos: Compreender a forma como, através do corpo explícito no género do filme experimental, alguns cineastas quebraram tabus e a censura da cultura popular nos Estados Unidos
Duração: 3 horas

Aula 4: Censura ao Erotismo no Cinema Durante o Período Marcelista
• “Primavera marcelista”: abertura dos critérios da Comissão de Censura aos filmes? A censura ao corpo nu e as cenas eróticas.
• Qual o tema mais censurado: o erotismo ou a violência?
• Censurados e proibidos: alguns exemplos concretos de filmes nacionais e estrangeiros
• Análise da evolução do sistema censório aos filmes no período do governo de Marcello Caetano (1968-1974)

Objetivos: Compreender o modo como os filmes eram censurados pela Comissão de Censura na época de Marcello Caetano (1968-1974), incidindo nos cortes respeitantes ao erotismo
Duração: 3 horas

Aula 5: Portugal Revolucionário, da Censura à Legislação
• Como acabou a censura em Portugal
• 74-76: anos de transgressão e cinema pornográfico?
• Produção e Exibição: comparação entre a transição democrática Portuguesa e a Espanhola.
• Os principais debates à volta da lei do cinema: censurar e legislar, que diferenças?
• O cinema dos anos 70 que reflecte sobre a censura

Objetivos: Mapear e analisar o período desde o fim da censura, com a revolução de 1974, até ao aparecimento da legislação para a exibição de cinema em Portugal em 1976.
Duração: 3 horas

 

 

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Bibliografia

DURAND, Pascal. La censure invisible. Paris : Actes Sud, 2016. // LEWIS, Jon, Hollywood V. Hard Core: How the Struggle Over Censorship Created the Modern Film Industry, NYU Press, 2000

BUSTARRET, Claire ; VIOLLET, Catherine. Génèse, censure, autocensure. Paris : CNRS, 2005

BILTEREYEST, Daniel and WINKEL, Roel Vande (eds.), Silencing Cinema_ Film Censorship around the World, Palgrave Macmillan US, 2013

CABRERA, Ana (Coordenação), Censura Nunca Mais - A Censura ao Teatro e ao Cinema no Estado Novo, Aletheia, 2013

MORAIS, Ana Bela, Censura ao Erotismo e Violência - Cinema no Portugal Marcelista (1968-1974), Húmus, 2017

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Ana Bela Morais é investigadora contratada de pós-doutoramento, com o projeto Cinema e Censura: amor e violência em Portugal e Espanha (1968-1974), no cluster DIIA (Diálogos Ibéricos e Ibero-americanos), do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem o doutoramento em Teoria da Cultura subordinado ao tema: Processos de cicatrização: qual a profundidade das feridas? Uma leitura de sete filmes contemporâneos. Entre outras publicações, nacionais e internacionais, publicou um livro pelos Livros Horizonte (2008) que resultou da sua dissertação de Mestrado: Virgílio Ferreira. Amor e Violência e outro, pelas Edições Húmus (2017), que corresponde à sua investigação de Pós-doutoramento: Censura ao Erotismo e Violência. Cinema no Portugal Marcelista (1968-1974). Leciona a disciplina Cinema e Literatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Bruno Marques é investigador contratado de pós-doutoramento no Instituto de História da Arte da NOVA FCSH, onde coordena o cluster Photography and Film Studies. Foi Professor Auxiliar Convidado na FSCH (2016-2017), no ISCE (2010-2015) e na ESAD.CR (2014). Autor do livro Mulheres do Século XVIII. Os Retratos. Coordenou os livros Sobre Julião Sarmento e Arte & Erotismo. Entre outros projetos editoriais, co-editor do número especabial SEX AND CENSORSHIP IN ART da Revista de História da Arte. Co-coordenou as conferências internacionais Arte e Erotismo (NOVA FCSH, 2012), Tempos e Movimentos da Imagem (FCSH e ESAD.CR, 2018) e Whats love got to do with it? Performance, Affectivity, Intimacy (Culturgest, 2019). Autor de vários capítulos de livros e artigos científicos em revistas académicas nacionais (Revista de História de Arte, Aniki, Cultura, Convocarte) e internacionais (Photographies, Philosophy of Photography, RIHA Journal, Quintana e MODOS).

Érica Faleiro Rodrigues é licenciada em Realização para Cinema pela University of the Arts, London. Mestre na área das Ciências da Comunicação por Goldsmiths College e doutoranda em Cinema Português por Birkbeck College, com o projeto de tese Women in Portuguese Cinema Before and After the Revolution: Representation and Reality. É investigadora associada do Instituto de História Contemporânea da Universidade NOVA de Lisboa. O impacto social do seu trabalho como realizadora granjeou-lhe uma Skillset Millennium Fellowship do governo britânico pela realização de documentários sobre o papel da arte na vida de refugiados. Lecionou, como Associate Tutor da University of London, na cadeira de Desenvolvimento de Pensamento Crítico Académico e como professora convidada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na cadeira de Práticas Cinematográficas. É co-editora do futuro número temático da Revista de História da Arte do IHA da FCSH, número este dedicado ao tema Censura e Arte.

 

19.05.2019 | by martalanca | cinema, sexualidade

Coleção Cinemas Pós-coloniais e Periféricos

O primeiro volume da Coleção Cinemas Pós-coloniais e Periféricos, organizado por Michelle Salles, Paulo Cunha, Liliane Leroux, acabou de ser lançado no evento anual da AIM, Associação de Investigadores da Imagem em Movimento. Reúne aqui um grupo de pesquisadores que, no último encontro da Socine em 2018, pensou, de forma bem geral, novos agenciamentos da imagem e a potência de um cinema feito nas margens, a partir de deslocamentos, diásporas e novas disputas em torno do protagonismo daquele que narra/fala “com o outro”, “a partir do outro” e “ao lado do outro”. link para download gratuito 

 

17.05.2019 | by martalanca | cinema, pós-coloniais

Elinga Teatro 1988/2018

A estreia do documentário ‘Elinga Teatro 1988/2018’, dirigido por Paulo Azevedo, acontece no dia 21.05 (terça-feira), às 19h00, no Elinga Teatro  a propósito da comemoração do 31º aniversário da companhia e será seguida de debate/conversa com o realizador, o produtor e parte do elenco.

   O filme é um dos nove vencedores da  terceira edição do Programa CPLP Audio Visual - DOCTV III, e terá emissão nos principais canais dos países da Comunidade. 

Um documentário de observação sobre a companhia que há 30 anos fez sua missão mostrar teatro aos luandenses, numa cidade onde os espaços culturais são insuficientes, onde os teatros coloniais desaparecem implodidos e substituídos pela arquitectura que desponta aos céus. O Elinga Teatro vê-se ladeado pelo luxo das novas construções e a miséria dos que vivem nas ruas da baixa transformada, servindo o seu palco e salas polivalentes às estórias que urgem ser contadas.
   Uma âncora cultural, casa de performances, que contribui para a expressão de narrativas na esperança de participar no desenvolvimento do teatro em Angola, estimular a criatividade artística, a inovação e fomentar o intercâmbio cultural. Sendo das poucas companhias com instalações próprias, está baseada num edifício do século XIX, considerado como um “testemunho histórico do passado colonial” até que foi desqualificado em 2011 pelo vigente Ministério da Cultura. A  eminência da demolição de um dos pólos culturais mais activos do país transformou este teatro no seu próprio mito. A cidade uniu-se pela sua sobrevivência e longevidade em demonstrações, vigílias e eventos em homenagem a uma companhia que influência e transcende o próprio espaço.
   O realizador Paulo Azevedo na sua estreia em documentário aborda a história do Elinga numa perspectiva testemunhal, acompanhando o trilho diário de quem o faz existir e deixa ecoar a dúvida do próprio encenador - “Não há qualquer garantia formal que nós vamos continuar neste espaço”.

Paulo Azevedo é realizador e artista visual, vencedor da 3ª edição do CPLP Doc TV, com o documentário “Elinga Teatro 1998-2018”, trabalha internacionalmente, realiza filmes, documentários televisivos, publicidade, vídeo arte e exposições fotográficas.
Formado em cinema pela Afda Film School, viveu em Lisboa, Londres e Cape Town. No seu trabalho explora diversas técnicas cinematográficas para enfatizar as várias questões sociais com que se confronta no presente.
Ficha Técnica:
Título original: Elinga Teatro 1988/2018
Nacionalidade: Angola
Género: Documentário, Drama
Duração: 52 min
Realização: Paulo Azevedo
Produção: Ingrid Fortez e Catumbila Faztudo
Edição: Rui Salvador
Som Design: Paulo Abelho
Correção de Cor: Paulo Menezes
Música: Victor Gama, Paulo Abelho e MCK
FMedia Produções para o DOCTV III - CPLP Audiovisuais 2019

Por INGRID FORTEZ 


 
 

16.05.2019 | by martalanca | Elinga Teatro

Criação artística e formação: perspetivas para o futuro

Com Graça Fonseca, Ministra da Cultura

Moderação de Ana Cristina Cachola, Curadora e Professora Universitária 16 de maio, 17h_18h ARCOlisboa 2019

Espaço de Apresentações, Pátio Nascente Cordoaria Nacional, Avenida da Índia, Lisboa

Estudantes universitários, alunos e alunas de escolas de artes de todo o país são convidados a participar num encontro com a Ministra da Cultura, Graça Fonseca, que se realiza no dia 16 de maio, quinta-feira, pelas 17h, no âmbito da edição de 2019 da ARCOlisboa.

O encontro Atividade artística em Portugal: perspetivas para o futuro surge de uma proposta feita à Ministra da Cultura pela organização da ARCOlisboa e tem como principal propósito auscultar as futuras gerações de profissionais de artes, artistas e agentes artísticos. Estudantes de artes de universidades e escolas portuguesas são convidados a participar numa conversa aberta com a Ministra da Cultura, colocando questões, partilhando as suas expetativas e múltiplas perspetivas sobre o que poderá ser o futuro da atividade artística em Portugal

O encontro é aberto a toda a comunidade de estudantes de artes e envolve um convite especial a onze escolas e universidades participantes no programa A Arte e os seus Públicos, uma iniciativa conjunta da ARCOlisboa e da Câmara Municipal de Lisboa que, pelo segundo ano consecutivo, permite a centenas de alunos e professores de artes de todo o país o acesso livre à Feira de Arte Contemporânea de Lisboa.

A sessão de perguntas e respostas terá uma duração limitada e recomenda-se às alunas e alunos que desejam garantir a sua intervenção o pré-registo a partir das 16h45 no espaço de apresentações da ARCOlisboa, Pátio Nascente da Cordoaria Nacional, onde irá decorrer o encontro. A participação na sessão de perguntas e respostas é reservada a estudantes do ensino superior, alunos e alunas de cursos de artes. 

 

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16.05.2019 | by martalanca | Arco e os seus públicos

Ciclo de Debates: interculturalidade, língua comum e política da língua

13 de maio 2019 | 18H30 NOVA FCSH | Auditório 1, Torre B Há uma política da língua para os novos desafios da cidadania?

Conversa  António Branco (Professor do Dep. de Informática, FC-UL), José António Pinto Ribeiro (Ministro da Cultura, no XVII Governo Constitucional), João Costa (Secretário de Estado da Educação, Professor da NOVA FCSH, investigador no CLUNL), Teresa Lino (Professora da NOVA FCSH, Investigadora no CLUNL) Moderação Carla Baptista (Jornalista, Professora da NOVA FCSH, investigadora no ICNOVA)

A Língua portuguesa é, tal como outras línguas europeias, uma língua falada em várias nações, nomeadamente do continente africano e, nessa medida, um dos elementos fundamentais do diálogo entre diferentes povos e culturas. A política da língua é, por isso, fundamental no relacionamento internacional dos países europeus, nomeadamente pela sua condição pós-colonial, sendo também cada vez mais importante para responder aos desafios da diversidade cultural e do multilinguismo no seu próprio espaço nacional, em virtude das novas migrações. O processo da globalização e as novas tecnologias da informação trazem ainda outras questões ao papel das línguas na construção das formas da sociabilidade e da cultura, hoje também moldadas pela linguagem digital. As línguas estão pois na confluência de transformações fundamentais das sociedades contemporâneas. Há uma política da língua para os novos desafios da cidadania: os desafios da interculturalidade, da coesão social e da comunicação digital?

Organização: NOVA FCSH (Lisboa) - ICNOVA (Instituto de comunicação) Apoio: Associação de Estudantes (AE FCSH),  Núcleo de Estudantes Africanos e Lusófonos

(NEAL-FCSH) e Núcleo de Estudantes Africanos (NEA-FCT) AFRICAN-EUROPEAN NARRATIVES

Um projeto da NOVA FCSH com o apoio do Programa Europa Para os Cidadãos. 

13.05.2019 | by martalanca | interculturalidade, língua

“Bidon – Nação Ilhéu”

Este documentário, realizado pelos cabo-verdianos Celeste Fortes e Edson Silva, retrata a estória de três personagens femininas e vai mostrar como é que cada um vive a sua relação com o bidão que chega de fora. Um dos casos é de uma menina que vive permanentemente em contacto com a sua mãe, que vive nos Estados Unidos, através do envio de bidões. Outro caso é de uma senhora que tem o sonho de receber o bidão, mas nunca o recebeu. “Ao longo do documentário, vamos ver como é que ela alimenta este sonho de receber um bidão, inclusive porque ela já viveu nos Estados Unidos, mas apesar disso, nunca recebeu um bidão e a partir do percurso que ela faz por algumas lojas da ilha vai procurando as memórias dessa experiência de vida lá fora e vai alimentando este sonho de receber um bidão”. 

A terceira personagem é uma “rabidante” que compra os produtos que vêm nos bidões e a partir da venda desses produtos ela sustenta a sua família.

O “Bidon – Nação Ilhéu”, segundo a mesma fonte, costura essas três estórias para mostrar como é que o bidão é uma peça fundamental na economia e na sustentabilidade do país. Por razões logísticas e orçamentais toda a estória foi construída na Ilha de São Vicente, entretanto, sublinhou que o curioso é que a partir de São Vicente foi possível ter contacto com outras ilhas e outros países, a partir deste projeto.

10.05.2019 | by martalanca | cabo verde, cinema, “Bidon – Nação Ilhéu”

«Canhão de Boca» de Ângelo Lopes

Canhão de Boca, de Angelo Lopes é um documentário inserido no Programa CPLP Audiovisuall, produzido pela O2 Cabo Verde
No contexto de luta de libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral usava a expressão “Canhão de Boca” para se referir à Rádio Libertação como arma mais poderosa do que todo o arsenal de guerra que pudessem possuir. A partir da experiência cabo-verdiana e mas com um olhar sobre o mundo, o documentário “Canhão de Boca” ficciona um programa de rádio com Amélia Araújo, uma das vozes da Rádio Libertação que deu corpo aos programas de difusão dos ideais da luta entre 1964 e 1973; e Rosário da Luz, voz que incorpora a informação crítica como luta da desconstrução contemporânea em Cabo Verde. As suas lutas são próprias de cada tempo, mas são, na sua essência, lutas comuns.
Hoje porque lutamos? Um dos maiores legados filosóficos da luta pela independência é o princípio de que, para sermos livres, precisamos pensar pelas nossas cabeças. Para isso, é essencial combater qualquer tipo de colonialismo e a nossa subjugação a este(s).
Este documentário elege a rádio, meio de comunicação e expressão vinculado à voz, como veículo da discussão contemporânea em torno da utopia da liberdade. A partir de eventuais confrontos, interessam as relações que o espectador reconstrua a partir do seu próprio pensamento.
Com: Amélia Araújo, Rosário Luz e Nuno Andrade Ferreira
Realização: Angelo Lopes Direção de Produção: Samira Pereira Direção de Fotografia: Mamadou Diop Edição de Imagem e Assistente de Camêra: Edson Silva D Sonoplastia: Kisó Oliveira Técnico e Corrector de som: David Medina Correção de Cor: Manuel Pinto Barros Investigação: Celeste Fortes Assistente de Produção: Vanisia Fortes Assistente Administrativa-Financeira: Aldina Simão Design Gráfico: Oficina de Utopias Canhão de Boca é um documentário inserido do Programa CPLP Audiovisual e co-produzido pela O2 Cabo Verde e a (CPLP) Comunidade dos Países da Língua Portuguesa, em parceria com a RTC - Rádio Televisão de Cabo Verde

10.05.2019 | by martalanca | Canhão de Boca, cinema

Debate “História de Angola, as abordagens das diferentes gerações” na UCCLA

No dia 15 de maio, a partir das 17h30, a Mercado de Letras Editores e a UCCLA, a propósito da publicação da 3.ª edição da obra de Alberto Oliveira Pinto - “História de Angola. Da Pré-História ao Início do Século XXI” - propõem-se lançar o debate sobre as perspetivas das diferentes gerações a respeito da História de Angola. Num debate moderado pelo jornalista Fernando Alves, e na presença do Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, vamos contar com os seguintes intervenientes:

- Geração mais jovem: Frederico Lutumba, Helena Wakim Moreno e Júlia Mbumba;

- Geração menos jovem: Adolfo Maria, Alberto Oliveira Pinto, José Ribeiro e Castro e Tomás Gavino Coelho.

08.05.2019 | by martalanca | angola, história

Walter D. Mignolo - Decolonialidade depois da Guerra Fria

Durante a Guerra Fria, a descolonização era o meio para um fim específico: a libertação. E a libertação significava a expulsão do território dos ocupantes imperiais para que os locais (Indígenas, nativos) tomassem conta do seu destino. A conferência de Bandung mantém-se como a referência desse tempo. Libertação não significava nem capitalismo nem socialismo, mas descolonização, a criação do seu próprio estado-nação. O fim da Guerra Fria mudou radicalmente o cenário, fechando alguns caminhos e abrindo novos. Bandung provou-se então ter sido também o sinal da des-ocidentalização.

Nesta conferência, Walter Mignolo, filósofo, professor catedrático, diretor do Centro de Humanidades e Estudos Globais da Universidade de Duke, distinguido com o prémio William H. Wannamaker, autor de livros como The Darker Side of Western Modernity: GlobalFutures, Decolonial Options(2011) e Histories/GlobalDesigns: Coloniality, Subaltern Knowledges, and BorderThinking (1999 e 2012), aborda o significado, o potencial e os limites da decolonialidade após a Guerra Fria, explorando as suas consequências culturais, políticas e económicas.

17 MAI 2019 SEX 18:30 Grande Auditório Culturgest

 Entrada gratuita* Duração 1h30

*Entrada gratuita, sujeita à lotação e mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 18:00

Em inglês sem tradução simultânea

Não haverá live streaming

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06.05.2019 | by martalanca | Walter D. Mignolo

Oficinas, Percursos e Visitas em Maio para os + novos e famílias

 

Museu da Marioneta
PRIMAVERA POR UM FIO · Oficina · dom. 26, 10h30

Casa Fernando Pessoa
QUANDO VEJO ESTA LISBOA · Percurso · qua. 22, 15h

Cinema São Jorge
INDIE JÚNIOR · Oficinas · entre 2 e 12

Castelo de S. Jorge
ANTES DO CASTELO · Visita guiada · dom. 5, 11h
ORDENS MILITARES RELIGIOSAS · Artes bélicas · dom. 12, 11h
NOITE DOS MUSEUS · sáb. 18, das 20h30 às 24h

LU.CA Teatro Luís de Camões
Visitas ao LU.CA

Museu Bordalo Pinheiro
MUSEU BORDALO PINHEIRO INVADE O MERCADO DE ALVALADE · Oficinas
sáb. 4, das 10h às 13h
VAMOS DESENHAR COM… · Oficina de desenho com Jeanne Waltz
sáb. 25, das 15h às 17h30
PASSEAR NA LISBOA DE BORDALO · Visita-percurso · sáb. 25, das 15h às 17h
BENJAMIN RABIER, ILUSTRAÇÕES DO ROMANCE DA RAPOSA DE AQUILINO RIBEIRO
Exposição · 17 de Maio a 15 de Setembro
Actividades com entrada livre: Visitas Guiadas, Sessão de Leitura e Desenho e Oficina de Desenho · entre os dias 18 e 28

Museu de Lisboa (vários Núcleos)
COMEMORAÇÕES DO DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS · Visitas e oficinas
de 17 a 19

Museu de Lisboa - Palácio Pimenta
AZUL E BRANCO, OS AZULEJOS DO PALÁCIO PIMENTA · Visita-jogo · dom. 5, 11h30

Museu de Lisboa - Santo António
O CULTO POPULAR A SANTO ANTÓNIO · Visita orientada · dom. 5, 15h30

Padrão dos Descobrimentos
MAMÃ CHALEIRA · Oficina para pais e filhos · dom. 12, 10h30

03.05.2019 | by martalanca | EGEAC

Wywiad z Nástio Mosquito / Interview with Nástio Mosquito

In the video, the curator of the Army of the Individual Idiom Nastio Mosquito ponders the issues of artist’s identity and responsibility through the voice of James Baldwin, also commemorating the recently deceased Bisi Silva, a Nigerian female artist. Bisi Silva died in a hospital in Lagos on 12 March, aged 54. She was a resourceful curator who funded a non-profit art gallery and education centre in Nigeria’s biggest city of Lagos, which enabled the artistic scene to flourish, allowing contemporary African artists to gain wider recognition. Materials and sources used: - James Baldwin’s speech entitled „The Moral Responsibility of the Artist”, which he gave at the University of Chicago in 1963 https://www.youtube.com/watch?v=PlnDb…, - Richard Sandomir’s article, issued on 25 February 2019 in The New York Times, - interview with Nastio Mosquito by Kasia Tórz from 13 December 2018. realizacja: Irek Bednorz koncepcja: Nástio Mosquito

 

03.05.2019 | by martalanca | Nástio Mosquito

mostra de filmes e conversa com Welket Bungué

TERÇA-FEIRA, 7 DE MAIO 201918h00 - 21h I Hangar 
Apresentação de filmes do realizador Welket Bungué com conversa no final da sessão, na qual o público pode colocar questões sobre aspetos da sua ideologia cinematográfica e auto-retrato fílmico.
Entrada: 3€ (gratuita para sócios)  
VÃ ALMA (4º episódio) (2018) MENSAGEM (2016) e NADA FIZEMOS (2019) AGINAL (2018)> Filme exclusivo, título será divulgado no evento < (2019) BASTIEN (2016) EU NÃO SOU PILATUS (2019)
Balanta e luso-guineense, Welket Bungué, nasceu em Xitole (Guiné-Bissau) em 1988. Filho de Paulo T.Bungué, engenheiro florestal especializado na cultura do cajueiro, conhecedor exímio do território florestal guineense e filho de Segunda N’cabna, ex-militar e aposentada da Guarda Nacional Guineense. Teve como referência materna Mª de Fátima B. Alatrache, senhora de brandos costumes, que exerceu muitos anos como professora na GB. Filho de emigrantes, Welket iniciou a sua formação artística em 2005. É licenciado em Teatro no ramo de Atores (ESTC/Lisboa) e pós-graduado em Performance (UniRio/RJ). É Membro Permanente da Academia Portuguesa de Cinema desde 2015. Em 2012 foi distinguido com “Prémio de Melhor Ator” pela sua interpretação em MÜTTER.

Realizou as curtas-metragens MENSAGEM, WOODGREEN, AGINAL, ARRIAGA (2018) e BASTIEN no qual foi distinguido pelo “Prémio de Melhor Ator” e “Melhor Primeira Obra’” nos prémios Shortcutz 2017. Desde 2016, trabalha regularmente com a companhia de teatro Mala Voadora (Portugal). É também locutor para entidades internacionais, desenvolve Escrita Dramática, Argumento de Cinema, Performances e Teatro. Atualmente vive entre o Rio de Janeiro e Berlim.

02.05.2019 | by martalanca | Guiné Bissau, Welket Bungué

OFICINAS BUALA MINDELO

Inscrições gratuitas, basta enviar email para buala@buala.org


IMAGEM - dias 17 e 18 maio das 15 às 19h 

Pedro Castanheira - Director de fotografia e cineasta. Realizou o filme Rogério de Carvalho - Um Nómada Fiel  (2015) e dirigu a imagem de inúmeros filmes. 

JORNALISMO CULTURAL 20 e 21 das 15 às 19h  no Centro Cultural Português 

 Marta LançaJornalista, programadora, investigadora em Estudos Artísticos. Lançou as revista V_ludo (1999),  Dá Fala (2004, Mindelo) e o portal BUALA (2010). 

*Conceitos e práticas de imagem, direção de fotografia e história do cinema * Dinâmica e conteúdos do BUALA * Publicações independentes e interdisciplinares * Jornalismo cultural nas suas diversas manifestações e formatos * Mediação cultural * Circuitos artísticos nos países de língua portuguesa * Exercícios práticos de escrita e imagem * Promoção de debate.

Objetivo: produzir material escrito e visual com os participantes a publicar no portal www.buala.org/pt

Alexandre Diaphra #afdiaphra - Rapper, poeta, beatmaker e artista multimídia

 SLAM POETRY I Spoken Word Mindelo #13 Txon-poesia, festival internacional de poesia do Mindelo I dia 17 I 21h30 I quiosque da Praça Nova 

SHOWCASE/ Lançamento de ep #IKENGA I dia 19, às 18h30 I Centro Cultural do Mindelo.

 

Co-organização: BUALA e Centro Cultural Português do Mindelo I

Parceria de programação: Txon - Festival de poesia do Mindelo I Apoio: Dg-Artes.

02.05.2019 | by martalanca | Diaphra, internacionalização, jornalismo cultural, Mindelo, Oficinas do Buala

Ciclo Mundos 2019 I Teatro da TrindadeI 30 abril

21h00 REALEJO (Portugal)

Formado em 1990, o grupo Realejo dedica-se à criação e interpretação de música das tradições europeias (a partir da Idade Média), com especial incidência na música para sanfona, instrumento que havia desaparecido completamente no nosso país durante o século XIX. O grupo utiliza instrumentos tradicionais portugueses, a maior parte dos quais construídos por Fernando Meireles que é, atualmente, o único construtor de sanfonas em Portugal. Com três álbuns editados, o Realejo já realizou mais de 200 espetáculos em todo o país e no estrangeiro. A partir de 2000, o grupo começou também a explorar a utilização da voz em temas tradicionais e outros da sua própria autoria. Dotado de um conjunto de músicos talentosos, o Realejo consegue um equilíbrio notável entre a tradição e a modernidade de que resulta uma música inventiva e personalizada, unanimemente elogiada pela mais exigente crítica musical portuguesa.

22h00 SOFIANE SAIDI & MAZALDA (Argélia)

Chamam-lhe “o príncipe do raï 2.0”, o novo expoente do estilo mais febril da música argelina. Natural de Sidi Bel Abbès, aos 15 anos já cantava nos clubes mais lendários de Orão. Em Paris, para onde emigrou, transformou-se numa criatura da noite. Era possível encontrá-lo em cabarets, clubes, bares, a acompanhar DJs à beira do Sena. Depois, chegaram os grandes palcos. Como Khaled com a sua banda mágica nos anos 90, Sofiane Saidi encontrou no sexteto Mazalda o entorno que o ajuda a focar. Uma banda com instrumentos como o saz e o mezoued, mas essencialmente elétrica, trazendo para os nossos dias o raï de sabor clássico que Sofiane tem na voz rouca e quente.

29.04.2019 | by martalanca | música