Recipes for Survival, by Maria Thereza Alves

Pivô @ Kunsthalle Lissabon has the pleasure of presenting Recipes for Survival, by artist Maria Thereza Alves, with an introduction by Michael Taussig. Sunday Feb. 24, 18h

Maria Thereza Alves, Recipes for Survival, 1983.Maria Thereza Alves, Recipes for Survival, 1983.
In 1983, when acclaimed Brazilian artist Maria Thereza Alves was an art student at Cooper Union in the United States, she returned to her native country to document the backlands of Brazil, where her family is from. Working with the local people in a collaborative process that has become the hallmark of her mature work, Alves photographed their daily lives and interviewed them to gather the facts that they wanted the world to know about them. Unlike documentation created by outsiders, which tends to objectify Brazil’s indigenous and rural people, Alves’s work presents her subjects as active agents who are critically engaged with history. Following the images are texts in which the villagers matter-of-factly describe the grinding poverty and despair that is their everyday life—incessant labor for paltry wages, relations between men and women that often devolve into abuse, and the hopelessness of being always at the mercy of uncontrollable outside forces, from crop-destroying weather to exploitative employers and government officials. Though not overtly political, the book powerfully reveals how the Brazilian state shapes the lives of its most vulnerable citizens. Giving a voice to those who have been silenced, Recipes for Survival is, in Alves’s words, “about we who are the non-history of Brazil.” 
This event is co-organized by Giulia Lamoni and Gillian Sneed. The book launch will include a short reading by the artist, followed by a conversation between Alves and Sneed.

Maria Thereza Alves is a Brazilian-born artist descended from the country’s indigenous, African, and European peoples. She is best known for her award-winning work Seeds of Change (2004–2018), which links ecology and colonial history. One of the founders of Brazil’s Green Party in São Paulo, Alves received the 2016–2018 Vera List Center Prize for Art and Politics, awarded to artists who take great risks to advance social justice in profound and visionary ways.
Gillian Sneed is an art historian and independent curator currently based in Lisbon. Her research focuses on contemporary Latin American art and feminist art histories across the Americas. She is a Ph.D. candidate in art history at the Graduate Center of the City University of New York, and she has written for Women’s Art Journal, Flash Art, AWARE Magazine, Art in America, and Texte zur Kunst.

22.02.2019 | by martalanca | Maria Thereza Alves, Recipes for Survival

CES Summer School ARCHIVES OF THE PRESENT | RACISM, ACTIVISM, AND REMEMBRANCE

Applications are now open for the CES Summer School ARCHIVES OF THE PRESENT | RACISM, ACTIVISM, AND REMEMBRANCE (2 to 6 September, 2019), and the programme is already online. This Summer School engages with international struggles for racial justice and the contemporary politics of remembrance. Through interdisciplinary approaches to the analysis of multiple processes and initiatives for the memorialization of European colonialism and its legacy (e.g. monuments, commemorations, exhibitions, digital media, arts, education, community libraries), the School aims to produce an archive of the present with contributions from academics and anti-racist activists from a variety of contexts, namely Belgium, Brazil, Cape Verde, Finland, France, the Netherlands, Portugal, the United Kingdom and the United States.

21.02.2019 | by martalanca | ACTIVISM, racism, REMEMBRANCE

Revista Mundo Crítico

Lançamento do terceiro número da revista Mundo Crítico - Revista de Desenvolvimento e Cooperação, que terá lugar no próximo dia 28 de Fevereiro, pelas 17 horas, na Fundação Calouste Gulbenkian (Sala 1), em Lisboa.
Na sessão, procurar-se-á prolongar a “conversa imperfeita” iniciada na revista sobre as tendências actuais da Cooperação Internacional, entre a antiga Secretária de Estado do Desenvolvimento Internacional britânico, Clare Short, e a coordenadora de assessoria do Instituto de Estudos Socioeconómicos (INESC, Brasil), Nathalie Beghin, com moderação da jornalista Bárbara Reis.
Mais informações serão disponibilizadas na página do evento no Facebook.

21.02.2019 | by martalanca | Cooperação, Mundo Crítico

Mostra Ameríndia, Percursos do Cinema Indígena no Brasil -13 - 17 MARÇO 2019

A produção cinematográfica indígena no Brasil tem contribuído de um modo decisivo para a emergência de novos instrumentos de conhecimento indígena e intervenção no mundo.  Em Portugal, esta mostra de cinema emergiu do interesse de um grupo de pesquisadores/as, programadores/as culturais e ativistas em aprofundar o contributo do pensamento e cinema ameríndios, especificamente dos povos indígenas que vivem no Brasil, para a sociedade contemporânea. 

É neste sentido que a Apordoc, em conjunto com os centros de investigação CHAM, CRIA, ICS,  IHA, e o Museu Calouste Gulbenkian, apresenta a Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil.

Pensado de forma colaborativa com projetos envolvidos na produção e difusão desta cinematografia no Brasil, como a Mostra Aldeia SP, o programa integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. 

A Mostra apresenta uma seleção de filmes em que os coletivos indígenas actuam em diferentes níveis. Por vezes, são cineastas no sentido ocidental e direcionam a câmara para o quotidiano da sua aldeia, rituais ou a sociedade colonial.  Outras vezes colaboram com não-indígenas na produção de obras. As propostas, selecionadas de diferentes momentos históricos e produzidas por diferentes povos indígenas em diversos contextos de produção, dão forma a uma real multiplicidade nas suas escolhas formais e temáticas.

Still 'Já me transformei em imagem'Still 'Já me transformei em imagem'

A presença inédita de quatro cineastas indígenas, Zezinho YubeMaria Dalva Manduca Mateus Kaxinawá (Ayani)Patrícia Ferreira, Alberto Álvares, assim como a vinda do curador e ativista Ailton Krenak e da artista plástica e ativista Daiara Tukano, oferecem ao programa uma singularidade na comunicação com o público. 

A Mostra terá ainda um ciclo de debates e uma publicação que funciona como instrumento de difusão do conhecimento sobre os povos ameríndios, o seu cinema, cosmovisões e lutas na atualidade. 
A sessão de abertura será no dia 13 de Março, com o filme Já Me Transformei em Imagem de Zezinho Yube e haverá um cocktail a partir das 20h00. 

Datas: 13 - 17 de Março de 2019 Local: Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna – Sala Polivalente

R. Dr. Nicolau Bettencourt, 1050-078 Lisboa Sessões: 13 sessões (16h00 | 19h00 | 21h00) + oficina infantil (16 Março - 11h00) 

Preço:  3 euros
Conheça a programação completa AQUIImagens da Mostra
Mais informações em:  www.doclisboa.org    www.gulbenkian.pt

Evento FB.

19.02.2019 | by martalanca | Brasil, Cinema Indígena, Mostra Ameríndia

DALABA: SOL d'EXIL (House of Miriam Makeba)

19.02.2019 | by martalanca | ângela ferreira

Tu e África têm uma história?

 

clicar aqui 

Welcome to African-European Narratives!

Sharing stories … uncovers the diversity of Europe and the potential of the intercultural dialogue within it.

Your story matters … to make sense of African-European memories, present experiences and identities;

to raise awareness of Europe’s colonial past and foster a real post-colonial present.

Participate as co-author …

in this collective work and research

It may take only a few minutes …

to share an inspirational story!

 

18.02.2019 | by martalanca | Africa, African-European Narratives

Circulador em São Paulo

O Circulador é um plataforma de pesquisa baseada na cidade de São Paulo, Brasil, que tem como objetivo identificar e fortalecer as redes de diálogos e cooperação artística e cultural entre os países de língua portuguesa.
Defendendo uma maior integração deste espaço complexo, diverso e descontínuo, o projeto busca desafiar a exclusividade da cooperação cultural do eixo Norte-Sul, articulando conversas entre os principais centros urbanos da CPLP e promovendo encontros mais constantes entre a comunidade artística dos países da comunidade.
O primeiro projeto de publicação da plataforma será produzido em 2019, com fundos do Programa de Ação Cultural (ProAC) da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, e terá como foco a comunidade artística da CPLP atuante na cidade de São Paulo, maior metrópole de língua portuguesa do mundo.


As edições do Circulador operam como suporte para experimentação em pesquisa e para a identificação e exposição da produção jovem destes países em distintos setores da cultura, pautando a reflexão sobre políticas culturais internacionais e a integração deste espaço de língua partilhada.
O projeto está atualmente fazendo um levantamento de profissionais da cultura, de todas as linguagens artísticas, que tenham nacionalidade de algum país ou território de língua portuguesa e que estejam atualmente baseados na cidade ou Estado de São Paulo, ou que pratiquem intensamente o trânsito entre a cidade e outra cidade lusófona. Quem quiser participar da pesquisa ou tenha indicações de perfis pode escrever para a direção do projeto no contato: ocirculador@gmail.com
A publicação será impressa e disponibilizada integralmente em formato digital, sendo também enviada aos principais acervos e bibliotecas de instituições em todos os países da CPLP. Site

18.02.2019 | by martalanca | artistas, CPLP, trabalho em rede

Problematizar a realizar - encontros entre cinema e arte

PROGRAMA 6 28.02.2019 | 18h30

Goethe-Institut, Auditório, Campo dos Mártires da Pátria 37, 1169-016 Lisboa Une jeunesse allemande (2015, 93 Min.) de Jean-Gabriel Périot
Discussão: Alain Brossat, Jean-Gabriel Périot

As obras de arte, nomeadamente aquelas que trabalham a partir de material documental, podem oferecer um apelo particularmente desafiante para refletir sobre a realidade. Enquanto a ligação indexante à realidade que abordam garante ao som e à imagem uma credibilidade especifica, a postura do artista, a sua escolha estética, temática e política, bem como a posição autorreflexiva, podem gerar uma avaliação critica sobre a constituição dessa realidade. É neste ponto que a arte encontra a filosofia. A reflexão sobre a relação entre o mundo factual e a sua apropriação subjetiva, questionando as reivindicações hegemónicas de objectividade e autoridade e problematizando as contradições inerentes à sociedade, são, por imanência, questões filosóficas. Problematizar a realidade – encontros entre arte, cinema e filosofia é um conjunto de programas que decorre de uma parceria entre IFILNOVA (CineLab) / FCSH / UNL, Goethe-Institut Portugal e Maumaus / Lumiar Cité e em colaboração com Apordoc / Doc’s Kingdom. Estes encontros internacionais entre artistas e investigadores focam-se no momento em que a arte, o cinema e a filosofia se entrelaçam num diálogo produtivo.
No sexto programa o encontro é entre o filósofo Alain Brossat e o cineasta Jean-Gabriel Périot, numa discussão em torno do filme Une jeunesse allemande (Jean-Gabriel Périot,

2015). Através de uma complexa montagem de diversos materiais audiovisuais - incluindo filmes experimentais de estudantes da DFFB (Deutsche Film - und Fernsehakademie Berlin), excertos de programas de televisão e de atualidades, e extratos de proeminentes filmes de autor das décadas de 1960 e 1970 -, Une jeunesse allemande procura traçar a politização das gerações mais jovens da então Alemanha Ocidental. Em última instância, esta politização levou à formação do grupo Baader-Meinhof e à sua luta armada, bem como à sua ligação com a política de representação e a produção de imagens. Imagens de protestos por movimentos de esquerda contra as duradouras estruturas fascistas da Alemanha capitalista, no período pós-nazi, são entrelaçadas com declarações de intelectuais e artistas. Estes, por sua vez, são colocados perante imagens que denotam o enviesamento ideológico da comunicação social e as reações das autoridades, invariavelmente exigindo um aumento da repressão estatal. A constelação resultante não só permite uma abordagem dialética do clima político tenso da época, como também convida a uma reflexão crítica sobre o uso político das imagens e a instrumentalização de noções como terrorismo, democracia, esfera pública e resistência.

Alain Brossat (1946) vive e trabalha em Paris. É Professor no Departamento de Filosofia da Université Paris VIII. O seu trabalho abrange os campos da topografia do terror, da deportação e internamento na Europa de Leste e na União Soviética, dos regimes terroristas e pessoas desaparecidas, bem como da estética e das políticas do cinema, com foco em autores como Michel Foucault, Gilles Deleuze, Hannah Arendt, Walter Benjamin, Norbert Elias, Pierre Clastres, Zygmint Bauman, Jacques Rancière, Alain Badiou e Giorgio Agamben. As suas publicações mais recentes incluem: “Ce que peut le cinéma – conversation” (com Jean-Gabriel Périot, 2018), “Interroger l’actualité avec Michel Foucault, Téhéran 1978 / Paris 2015?” (com Alain Naze, 2018), “Le plébéien enragé. Une contre-histoire de la modernité de Rousseau à Losey” (2013), “Autochtone imaginaire, étranger imaginé : Retour sur la xénophobie ambiante” (2012), “Biopolitics, ethics and subjectivation” (editado com Yuan-Horng Chu, Rada Ivekovic and Joyce C.H. Liu, 2011).

Jean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local FilmsJean-Gabriel Périot, Une jeunesse allemande, 2015. Local Films

Jean-Gabriel Périot (1974) vive e trabalha em Paris. Entre o documentário, a animação e o cinema experimental, a maioria do seu trabalho aborda a violência e a história. Realizou diversas curtas-metragens, desenvolvendo um estilo particular no trabalho de montagem a partir de arquivos. O seu trabalho de curta duração, incluindo Dies Irae (2005), Eût-elle été criminelle… (2006), Nijuman no norei (2007) e The Devil (2012), foi exibido em inúmeros festivais e homenageado com prémios. Une jeunesse allemande (2015), o seu primeiro documentário de longa-metragem, abriu a secção Panorama da Berlinale 2015, recebeu prémios em vários festivais e foi posteriormente lançado nas salas de cinema francesas, alemãs e suíças. Natsu no hikari (Summer Lights, 2016), a sua primeira longa-metragem de ficção, estreou no Festival de Cinema de San Sebastian, em 2016, e foi exibido noutros festivais antes de ser lançado nas salas de cinema francesas, em 2017.

Duração da sessão: 150 Min. | M/12 | Entrada livre, sujeita à lotação da sala.

Para mais informações, por favor contactar:
Tel: +351 21 352 11 55 | info@problematisingreality.com | www.problematisingreality.com www.facebook.com/ProblematisingReality

18.02.2019 | by martalanca | arte, cinema, filosofia

Do desaparecimento institucional – Celebrando uma década de Kunsthalle Lissabon

Jacopo Miliani 'A Slow Dance Without Name'Jacopo Miliani 'A Slow Dance Without Name'A Kunsthalle Lissabon celebra o seu décimo aniversário em 2019. Iniciámos a nossa atividade a 3 de julho de 2009 e desde então produzimos e apresentámos mais de quarenta exposições e publicámos catorze volumes, entre monografias, livros de artista e a série Performing the Institution(al). Colaborámos com inúmeras instituições tanto locais como internacionais e desenvolvemos uma reflexão continuada sobre pensamento e ação institucionais no contexto das artes visuais. Foi uma década incrível!

Decidimos comemorar a ocasião não organizando uma festa de proporções épicas, não redigindo um manifesto sobre quão difícil é gerir uma pequena instituição dedicada à arte contemporânea. Decidimos comemorar a ocasião simplesmente desaparecendo do panorama artístico da cidade. Parando para refletir. A Lisboa que foi propícia ao aparecimento da Kunsthalle Lissabon em 2009 tem muito pouco em comum com a Lisboa gentrificada e turistificada de 2019. Dificilmente seria possível começar hoje como começamos em 2009. Queremos refletir sobre a responsabilidade que temos no desenvolvimento desse processo e queremos também refletir sobre o papel crítico que podemos ter no pensamento de outras formas de imaginar a posição que a arte contemporânea ocupa neste xadrez.

Quatro instituições internacionais, quatro parceiras de caminho, irão ocupar o espaço que deixaremos vago. Não apenas o espaço como também a nossa infraestrutura de produção e de comunicação, os nossos recursos e até a nossa presença online. Será como se cada uma destas quatro instituições abrisse uma versão pop-up de si própria em Lisboa durante um certo período de tempo. Terão de negociar com e interagir com um contexto que não é o seu mas para o qual terão que trabalhar publicamente. A Kunsthalle Lissabon será o anfitrião que de tão radical que é, entrega tudo aos seus convidados, desaparecendo nesse processo. A noção de hospitalidade sempre foi um dos pilares centrais do nosso pensamento institucional e, para o décimo aniversário, queremos levá-la ao extremo. Em paralelo, queremos também investigar o desaparecimento temporário como um modo de refletir sobre o tecido cultural de uma cidade como Lisboa, no momento atual. Não fazemos a menor ideia dos resultados que advirão de todo este processo.

A atividade regular da Kunsthalle Lissabon regressará, muito provavelmente, em 2020.

A Kunsthalle Lissabon é generosamente apoiada pela República Portuguesa – Direção Geral das Artes, Foundation for Arts Iniciatives e Coleção Maria e Armando Cabral.

 

 

 

 

12.02.2019 | by martalanca | arte contemporânea, Kunsthalle Lissabon

Figurações de Amílcar Cabral – memória, política e cultura.

O colóquio reúne investigadores de projetos que, a partir de diferentes olhares, estudam e lidam com a figura política, cultural e artística de Amílcar Cabral. Ao longo deste dia, a partir de um ponto de vista interdisciplinar e multiforme, a biografia, o pensamento, a ação política, as imagens e as heranças de Amílcar Cabral, tanto do ponto de vista artístico como político estarão em discussão em mesas redondas temáticas, seguidas de debate. Um debate final reunirá todos os intervenientes.  No próximo dia 22 fevereiro, pelas 9h30, na Sala 1 do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES-Alta).


 

12.02.2019 | by martalanca | Amílcar Cabral, memoirs, memória, política

Hotel Europa / André Amálio Amores pós-coloniais

FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica 2019

MAIO 10 Sex 19.00h & 11 Sáb 22.00h CAMPO ALEGRE Sala-Estúdio 5.00€ • >14

“Amores Pós-Coloniais” inicia um novo capítulo na companhia Hotel Europa, estendendo o ciclo de investigação do colonialismo ao tema do amorEste espetáculo de teatro documental pretende refletir sobre o amor enquanto espaço político, discutindo o que significava amar no espaço colonial e pós-colonial, usando como metodologia um cruzamento entre a pesquisa de arquivo e a recolha de testemunhos reais. Pretende retratar políticas do amor no espaço colonial e perceber como a violência do colonialismo condicionava as relações amorosas. Parte de uma variada e extensa recolha de testemunhos de pessoas que viveram esta realidade, desde antigos soldados portugueses que tiveram filhos com mulheres de África no tempo da guerra a mulheres de origem portuguesa que se apaixonaram por homens negros pertencentes aos movimentos de Libertação. Um olhar também sobre as relações que emergiram entre os países Africanos e os países da Europa de Leste, tentando fazer oescrutínio do que era o amor durante o período Colonial e Pós-Colonial.

Com André Amálio, Tereza Havlíčková, Selma Uamusse, Toni Fortuna, Laurinda Chiungue, Júlio Mesquita /  Criação e Interpretação Musical Selma Uamusse, Toni Fortuna / Cenografia Pedro Silva / Desenho de Luz e Direção Técnica Carlos Arroja / Produção Hotel Europa / ‘1.30h

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Hotel Europa é uma companhia formada por dois artistas de dois países diferentes (Portugal e República Checa) e oriundos das disciplinas da dança edo teatro. André Amálio e Tereza Havlíčková conheceram-se no programa de mestrado MA Performance Making na Goldsmiths University, em Londres. Têm vindo a colaborar juntos, desenvolvendo trabalho que explora as fronteiras entre a dança, performance e teatro num processo de criação coletiva com referências de cultura popular e clássica, criando espetáculos que permitem ao público a oportunidade de viajar entre culturas, tempos e géneros.

08.02.2019 | by martalanca | amor, Hotel Europa

Open Class “Anzaldúa’s Borderlands in the Era of the Border Wall” John Patrick Leary

John Patrick Leary is associate professor of English at Wayne State University in Detroit and a Fulbright fellow in the Faculdade de Letras – 2019. He is a scholar of 19th-, 20th-, and 21st-century US and Latin American culture and the cultural history of capitalism. His first book, A Cultural History of Underdevelopment: Latin America in the US Imagination (Virginia 2016) explored how of US intellectuals have imagined poverty in the Americas. His new book, Keywords: The New Language of Capitalism is a critical lexicon of the popular vocabulary of working life in the 21st century.

15 February 2019 14h, Room 8.2-FLUL

The professor is teaching this semester in the Critical Theory program at the Universidade de Lisboa, and this is the syllabus of the class

Marxism in the 21st century–a syllabus.

 

08.02.2019 | by martalanca | borders, capitalism, critical theory, John Patrick Leary

ATLANTICA: contemporary art from Angola and its diaspora

O Hangar – Centro de Investigação Artística lança o seu primeiro livro, Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora, assinalando o início da editora Hangar Books, especializada em publicações no contexto das artes contemporâneas, com foco nas epistemologias do sul. O evento conta com uma performance inédita do artista Nástio Mosquito e uma mesa-redonda com diversos autores do livro, como Ana Balona de Oliveira, André Cunha, Afonso Ramos, Marissa J. Moorman, Nadine Siegert e Paula Nascimento, moderada por Paul Goodwin.

In the Days of a Dark Safari, 2017, Kiluanji Kia HendaIn the Days of a Dark Safari, 2017, Kiluanji Kia Henda

O livro é uma co-edição HANGAR – CEC e conta com o apoio da FCT, Orfeu Negro e FAS. Organizado pelo HANGAR.

Artistas: Alice Marcelino, Alida Rodrigues, Ana Silva, Binelde Hyrcan, Délio Jasse, Edson Chagas, Francisco Vidal, Grada Kilomba, Ihosvanny, Januário Jano, Keyezua, Kiluanji Kia Henda, Mónica de Miranda e Yonamine

Ensaios: Adriano Mixingue, Afonso Dias Ramos, Ana Balona de Oliveira, Ana Cristina Cachola, Ashleigh M. Barice, Bruno Leitão, Delinda Collier, Denise Ferreira da Silva, Gabi Ngcobo, Maria-Gracia Latedjou, Marissa J. Moorman, Marta Jecu, Nancy Dantas, Nadine Siegert, Negarra A. Kudumu, Paul Goodwin, Paula Nascimento, Pontus Kyander e Raquel Schefer

LANÇAMENTO, MESA-REDONDA, PERFORMANCE

> 16:30 às 18:30 | Mesa-redonda sobre arte contemporânea Angolana
 > 19:00 às 20:00 | Performance de Nástio Mosquito

Jovens e adultos Duração: 3h30 / Lotação: min. 10 máx. 150
5€ bilhete entrada museu | 50% desconto estudantes, desempregados, seniores Local: MAAT: Museu de Arte, Aquitetura e Tecnologia, Sala dos Geradores Parceria HANGAR – MAAT.

JANTAR E FESTA DE LANÇAMENTO

> 21:00 | Mais informação sobre o jantar e reservas: hangarcia.production@gmail.com > 22:00 | DJ Set Radio Cacheu
Local: Espaço Espelho d’Água

ATLANTICA: CONTEMPORARY ART FROM ANGOLA AND ITS DIASPORA

Hangar – Artistic Research Center launches its first book, Atlantica: Contemporary art from Angola and its diaspora, marking the start of publisher Hangar Books, specialising in publications within the context of contemporary arts, with particular incidence on southern epistemology. The event will include an original performance by artist Nástio Mosquito, as well as a round table with several of the book’s authors, such as Ana Balona de Oliveira, André Cunha, Afonso Ramos, Marissa J. Moorman, Nadine Siegert and Paula Nascimento, moderated by Paul Goodwin.

The book is co-edited by HANGAR – CEC and has the support of FCT, Orfeu Negro and FAS. Organized by HANGAR.

Artists: Alice Marcelino, Alida Rodrigues, Ana Silva, Binelde Hyrcan, Délio Jasse, Edson Chagas, Francisco Vidal, Grada Kilomba, Ihosvanny, Januário Jano, Keyezua, Kiluanji Kia Henda, Mónica de Miranda and Yonamine

Essays: Adriano Mixingue, Afonso Dias Ramos, Ana Balona de Oliveira, Ana Cristina Cachola, Ashleigh M. Barice, Bruno Leitão, Delinda Collier, Denise Ferreira da Silva, Gabi Ngcobo, Maria-Gracia Latedjou, Marissa J. Moorman, Marta Jecu, Nancy Dantas, Nadine Siegert, Negarra A. Kudumu, Paul Goodwin, Paula Nascimento, Pontus Kyander and Raquel Schefer

BOOK LAUNCH, ROUND TABLE, PERFORMANCE

> 4.30PM TO 6.30PM | Round table on Angolan contemporary art > 7.00PM TO 8.00PM | Performance by Nástio Mosquito

Suitable for young people and adults
Duration: 3h30 / Capacity: min. 10 max. 150
5€ museum admission | 50% discount for students, jobseekers, seniors
Local: MAAT: Museum of Art, Architecture and Technology, Turbine Hall [Central] Partnership between HANGAR – MAAT.

DINNER AND LAUNCH PARTY

> 9:00PM | More information about the dinner and reservations: hangarcia.production@gmail.com > 10:00PM | DJ Set Radio Cacheu
Local: Espaço Espelho d’Água

Photo: In the Days of a Dark Safari, 2017 © Kiluanji Kia Henda

07.02.2019 | by martalanca | angola, arte angolana

Call para revista VAZANTES v. 3, n. 1

A Vazantes – Revista do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFC, convida propostas de artigos, ensaios, ensaios visuais, escritas experimentais, entrevistas, resenhas, experimentações artísticas, intervenções e demais formatos de contribuição bibliográfica e não-bibliográfica para seu novo número: Vazantes v. 3. n. 1; Junho/Julho de 2019.

Dossiê temático: Imagens Pós-Coloniais, Anti-Coloniais e Decoloniais <<fratura interseccional>>

Editores do dossiê: Michelle Sales (UFRJ), Kaciano Gadelha e Pablo Assumpção PRAZO DE SUBMISSÃO: 01 Março de 2019 (UFC)

Performance 'The Colonial Wound Still Hurts' by Jota Mombaça, Venice, 11 October 2015Performance 'The Colonial Wound Still Hurts' by Jota Mombaça, Venice, 11 October 2015

A colonização, como forma de poder constituinte próprio à modernidade, desencadeou alucinações e paradoxos incalculáveis. Em Crítica da Razão Negra, Achille Mbembe nos ensina que a expansão territorial, econômica e política da Europa através dos vários continentes do planeta arrastou consigo um complexo de fantasias e delírios da onipotência e da imaginação europeia cujos efeitos aparentemente insondáveis coincidiram com o trabalho da morte. O poder da representação na materialidade histórica do colonialismo não se separa facilmente da captura, do esvaziamento e da coisificação dos muitos corpos encontrados pelo caminho, um escândalo que revela a força constitutiva e ao mesmo tempo devastadora dos signos, das ideias e das imagens no campo da economia política. Acreditamos que a crítica da modernidade, do imperialismo e do colonialismo permanecerá inacabada, portanto, enquanto negligenciarmos os diversos modos como a arte e a produção do sensível coincidem com a reprodução escandalosa do “alterocídio” (Mbembe, Crítica da Razão Negra), do racismo e, em última instância, da proliferação da morte como modo de governança.

É com certo atraso histórico que a reflexão sobre o colonialismo no campo das artes no Brasil assume os limites incontornáveis que agora pulsam nas veias produtivas de inúmerxs artistas brasileirxs, ainda marginalizados pelas estruturas hierarquizantes e elitistas da vida artística no país. O senso comum que sempre relegou aos povos originários, aos afrodescendentes e aos negros, o lugar esvaziado da representação/ilustração da vida brasileira é duramente questionado pela potência do debate, por exemplo, em torno da noção do “lugar de fala”. Esse conceito operativo surge no contexto do feminismo interseccional americano para reivindicar a diferença/alteridade dos sujeitos falantes – em detrimento de um sujeito que fala em nome de um saber “universal” – e para reivindicar a diferença reconhecida dos lugares de onde partem os discursos, marcados pela raça, pela classe social, pelo gênero e por outros diversos modos de “negatividade” social.

Algumas artistas e feministas negras brasileiras, como Jota Mombaça e Djamila Ribeiro esgarçam este conceito, levando o questionamento em torno do “lugar de fala” no Brasil para um debate que questiona os traumas, as fobias, os desejos e as pulsões advindas de um passado colonial e o racismo estrutural que marca a sociedade brasileira, heranças do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas oriundas de África para as Américas e o Caribe como parte do desenvolvimento do projeto moderno da exploração econômica colonizadora. A certeza de que é preciso, se quisermos romper com o complexo imaginário, simbólico e afetivo da colonização, uma rotura com o modelo colonialista patriarcal, eurocêntrico, judeu-cristocêntrico e heterossexual, move, nos dias de hoje, uma significativa parte da produção artística no Brasil com a qual queremos aqui aprofundar debates e estabelecer leituras.

De forma diferente, porém relacionada, a produção de uma série de artistas africanos move-se também na direção de temáticas e procedimentos que pretendem rever os discursos coloniais e reorganizar as referências culturais, simbólicas e afetivas que fizeram do continente africano, ao mesmo tempo, uma máquina desenfreada da significação onírica europeia e uma ferida aberta na crise moral, política e semiótica das noções modernas de responsabilidade e justiça. Em Angola, por exemplo, artistas como Kiluanji Kia Henda, Yonamine Miguel, Mónica de Miranda, dentre outros, produzem, na diáspora, olhares inquietantes desse passado colonial e, ao serem absorvidos pelo sistema das artes, impõem novos olhares, outras vozes da história e uma produção artística que redimensiona a maneira com a qual o circuito europeu relaciona-se com a arte “africana”.

O contexto cultural de disputa discursiva também se intensifica na antiga metrópole. Apesar dessas questões em solo europeu causarem repercussões distintas, é cada vez mais evidente artistas portuguesas – como Grada Kilomba, Ângela Ferreira e Filipa César, por exemplo – que se posicionam criticamente em relação ao olhar eurocêntrico e, nomeadamente, à branquitude do sistema das artes, complicando as relações culturais já esgarçadas entre a ex-metrópole e as ex-colônias.

A proposta da Revista Vazantes com o dossiê Imagens Pós-Coloniais, Anti-Coloniais e Decoloniais: fratura interseccional, é fomentar e ampliar uma discussão política do campo das artes no espaço linguístico e geopolítico dos países de língua portuguesa mas não só, capaz de fazer levantar não apenas questões estéticas prementes, como também aspectos políticos em comum, remodulando o campo da pesquisa em artes e desenhando um espaço imaginário comum. Os temas de interesse e a formas de publicação para este dossiê são múltiplos e incluem:

.Práticas e poéticas decoloniais e anti-coloniais hoje

.Relações entre África e arte: da representação, da des-fetichizaçãoArte luso/afro/brasileira e racismo
.Branquitude
.Contrametafísicas nativasFeminismos negros, indígenas e descoloniais: contranarrativas e novos espaços de produção e circulação de imagens

.O corpo e o sagrado na arte e na cultura africana e diaspórica
.Teorias e contrateorias da imagem na África e na diáspora

.Comunidades, memórias, saberes ancestrais
.Cinema negro
.Movimentos queer e anticoloniais na arte e na vidaPedagogias anticoloniais e decoloniais

A Revista Vazantes é uma publicação semestral vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Artes, do Instituto de Cultura e Artes, da Universidade Federal do Ceará. Normas de submissão de propostas

Propostas, dúvidas e conversas sobre este número, favor endereçar para:revistavazantes@gmail.com

PRAZO FINAL PARA SUBMISSÃO: 01 de Março de 2019

Michelle Sales: Professora Adjunta da Escola de Belas Artes da UFRJ na área de Teoria da Imagem, exerceu diversas funções na área da gestão, da extensão e da pesquisa em universidades públicas e privadas no Brasil. Desde 2014, quando foi bolsista do Programa para Investigador Estrangeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, atua também no campo das artes visuais como curadora independente e pesquisadora. É atualmente investigadora de pós-doutoramento no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, e coordena o seminário temático “Cinemas pós-coloniais e periféricos” da Socine, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, além de integrar a Direção da AIM, Associação de Investigadores da Imagem em Movimento de Portugal. Vive e trabalha entre o Rio de Janeiro e Lisboa. 

Kaciano Gadelha: Sociólogo, pesquisador e curador em arte contemporânea. Foi bolsista PNPD CAPES do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFC (2015-2018). Doutor em Sociologia, magna cum laude, pela Universidade Livre de Berlim. Foi docente convidado para o curso “Humilhação, nojo e repúdio no fazer social” no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – Museu Nacional (UFRJ), em 2017. Participou de festivais, exibições e mostras de arte no Brasil e no exterior como palestrante, tais como transmediale – Festival for Art and Digital Culture (Berlin, 2014), Valongo Festival da Imagem (Santos – 2018), Mostra Motumbá – Memórias e Existências Negras (Sesc Belenzinho, SP, 2017), entre outros.

Pablo Assumpção: Professor do Programa de Pós-Graduação em Artes e da Graduação em Dança da Universidade Federal do Ceará, Coordenador Editorial da Revista Vazantes (PPGArtes UFC). Pesquisa e escreve sobre práticas de etnografia experimental, teorias do corpo, performance, espaço urbano e teorias queer. Atuou em 2017 como Global Visiting Scholar no Center for the Study of Gender and Sexuality da Universidade de Nova York. Vive e trabalha em Fortaleza, Ceará.

Equipe Editorial da Revista Vazantes:

Pablo Assumpção (Coordenador Editorial), Patrícia de Lima Caetano (Editora), Deisimer Gorczevski (Editora) e Claudia Marinho (Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Artes da UFC)

o v.2. n.2 (2018) da Vazantes saiu durante as férias e merece atenção. O dossiê “Políticas do Sensível: Sensorialidades, Sensualidades, Corporeidades” foi editado por Patrícia Caetano e Pablo Assumpção, professores do PPG Em Artes da UFC e traz rico material interdisciplinar para complexificar as discussões sobre estudos somáticos na pesquisa em artes.
ACESSO AQUI
Há traduções de Erin Manning, Jill Green, artigos, ensaios e proposições poéticas de Bia Medeiros e AllA Soub, Beth Pacheco (et al), Walmeri Ribeiro, Andreia Oliveira e Tania Galli, Dani Lima, Luciana Hoppe, Joana Ribeiro, Tiago Fortes, Sofia Karam, Catarina Resende, Ruth Torralba, Patricia Caetano, Carlos Alberto Ferreira, Robson Loureiro (et al), Juliano Gadelha, Mara Leal, Kaciano Gadelha, Silvia Figueroa, Kleyton Ratts, Lailah Garbeiro e Ronaldo Fortes,  Ariel Cheszes, Valéria León, Felipe Andrés e Andrea Rey.

Sobre a Vazanteshttp://periodicos.ufc.br/vazantes/about

Vol. 1 N. 1: http://periodicos.ufc.br/vazantes/issue/view/566

Vol. 1 N. 2: http://periodicos.ufc.br/vazantes/issue/view/567

Vol. 2 N. 1: http://periodicos.ufc.br/vazantes/issue/view/703

Vol. 2 N. 2: http://periodicos.ufc.br/vazantes/issue/view/760

07.02.2019 | by martalanca | Imagens, pós-colonial, vazantes

CATHERINE WOOD, discutir o valor dos museus de arte através da perspetiva da performance

O projeto 10,148,451 de Tania Bruguera – artista emblemática que trabalha com performance como uma prática expandida – realizado em 2018 para a Turbine Hall da Tate Modern é o ponto de partida para discutir o valor dos museus de arte através da perspetiva da performance. Neste trabalho culminam questões centrais do percurso de Bruguera como o cuidado, a intimidade e a empatia, que juntos constroem uma crítica ao sistema de valores corporificado pelos museus.

Wood propõe olhar para o modo como Bruguera começou por trabalhar de uma forma íntima as práticas de body art e de protesto, que se posicionavam claramente contra certas práticas materiais na Arte (colecionar, vender, etc.), e se moveu em direção ao trabalho sobre o “corpo social”.

A partir do ponto de partida localizado no próprio corpo da artista, interrompendo e intervindo na infraestrutura humana da instituição, o estatuto do museu como um “guardião” de objetos ou espaço de coleção é posto à prova e ampliado.

Catherine Wood (Reino Unido) é curadora sénior de Performance na Tate Modern e curadora da instalação da artista cubana Tania Bruguera (2018) na Turbine Hall. Foi co-curadora da retrospetiva de Robert Rauschenberg (2017), e do programa anual Live Exhibtion in the Tanks, com Fujiko Nakaya e Isabel Lewis (2017) e Joan Jonas e Jumana Emil Abboud (2018). Foi ainda curadora da exposição Yvonne Rainer Dance Works em Londres (2013), entre outras. É autora de Yvonne Rainer: The Mind is a Muscle (2007) e de Performance in Contemporary Art (2018). Escreve regularmente para catálogos e para publicações como Afterall, Artforum Mousse. 

18 FEV 2019 SEG 18:30 Pequeno Auditório da Culturgest Duração 90 min

* Entrada gratuita, em inglês com tradução simultânea

06.02.2019 | by martalanca | CATHERINE WOOD

I Colóquio NÓS Capacitação, Diversidade e Inclusão Social” (Maio/2019)

1. O I Colóquio NÓS de Capacitação, Diversidade e Inclusão Social visa a reflexão da população mundial acerca das problemáticas decorrentes da violência cometida através das diversas formas de exclusão social, política, religiosa, cultural, intelectual ou económica, nomeadamente através da violência de género, da violência doméstica, do preconceito étnico-racial, da discriminação em razão da identidade e expressão de género, das características sexuais, da orientação sexual, e da desigualdade entre classes.

Através da formulação de comunicados e relatórios realizados por profissionais de diversas áreas que estejam atentas/os às necessidades da comunidade, buscamos a formulação de ferramentas que possibilitem a prevenção e a eliminação dessas condutas opressoras, as quais ferem os Direitos Humanos e os princípios de Dignidade da Pessoa Humana; de Igualdade e Não Discriminação; do Livre Desenvolvimento da Personalidade; entre diversos outros preceitos mundialmente defendidos.

2. Chamada de Artigos:

No âmbito do I Colóquio “NÓS - Capacitação, Diversidade e Inclusão social”, que terá lugar nos dias 29, 30 e 31 de Maio de 2019, no ISEG (Rua do Quelhas 6, 1200-781 Lisboa) encontra-se aberto até ao dia 15 de março de 2019, o período para submissão de artigos para comunicação nos seguintes painéis: 

  1. “Inserção do Sistema de Quotas, Equidade e Sociedade Futura”;
  2. “Pluralidade de Identidades no Tecido Social Português”;
  3. “Violência de Género, Violência Doméstica e Violência Policial”
  4. “As invisibilidades nos Media”
  5. “Falta de Mulheres em posições de poder”
  6. “Assédio Sexual”

Os artigos completos e revisados (máximo de 2 autores/as) devem ser enviados para o e-mail: muximabionews@muximabio.com em documento WORD com as seguintes informações:

  • O painel a que se dirige a proposta;
  • O título do artigo que se pretende comunicar;
  • O resumo do artigo que se pretende comunicar com máximo de 200 palavras;
  • 5 palavras-chave;
  • Uma nota biográfica da/o/s autora/o/s com máximo de 100 palavras.

- Não é requisito o ineditismo dos trabalhos, vez que servirão como fonte de consulta para os workshops;

- Trabalhos publicados devem estar acompanhados dos respectivos dados de publicação;

- Apenas UM (A) dos/as autores/as em coautoria poderá realizar a comunicação do artigo, caso o trabalho seja selecionado e atribuído a algum dos painéis.

- Quaisquer conteúdos que não correspondam com os propósitos do colóquio serão excluídos.

- Apenas serão aceites propostas que contenham todos os elementos supra.

- O resultado dos artigos selecionados para comunicação no colóquio será divulgado até ao dia 25 de abril de 2019.

Pela Comissão Organizadora,

Myriam Taylor

06.02.2019 | by martalanca | Capacitação, diversidade, Inclusão Social, Nós

Os muitos Pidjiguitis da História ** Quem tem medo de um sujeito negro?

OS MUITOS PIDJIGUITIS DA HISTÓRIA

conversa e Exposição benefit para o Observatório do Controlo e da Repressão 

8 de Fevereiro, sexta-feira às 18h30 na Biblioteca (49)

Esta sexta-feira, a biblioteca do RDA 49 irá contar com a inauguração da exposição de desenho de Gonçalo Salvaterra, “OS MUITOS PIDJIGUITIS DA HISTÓRIA”. Os donativos oferecidos pelas obras irão reverter na totalidade para o Observatório do Controlo e Repressão (OCR), que tem apoiado o processo judicial dos jovens da Cova da Moura, alvos de uma violência injustificável por parte da PSP. Para sabermos mais sobre este caso, podemos contar com uma conversa com membros do Moinho da Juventude e com membros do OCR. Até lá, ficamos com a apresentação da exposição:
Lembram-se do Pidjiguiti? Provavelmente não. Eu não me lembro, não era nascido, mas a memória histórica deveria existir. E se essa memória histórica não existe, deveríamos perguntar-nos porquê. Um dia, enquanto caminhava pelo porto de Bissau, vi uma escultura. Um punho cerrado, esculpido em homenagem aos mortos no massacre do cais do Pidjiguiti, que a
3 de Agosto de 1959 vitimou às mãos do fascismo e da sua política colonial entre 40 a 70 marinheiros e estivadores. E porquê? porque se manifestavam em torno de melhores salários. Mas que massacre? Porque não aprendi isso na escola? Acima de tudo, que estórias fazem a história de Portugal? Esta exposição que tem como nome, “Os Muitos Pidjiguitis da História” aborda um passado contestado. O passado colonial que tem vindo a ser discutido um pouco por todo o mundo, mas que em Portugal tem sido atrasado pelo mito do “bom” colonizador. Factos históricos como o massacre do Pidjiguiti, tendem a revelar uma outra face do colonialismo, a sua verdadeira face. A versão de um Portugal heróico feito de descobertas, é aqui contestada. Estas figuras grotescas, carregadas de carvão, e quase monocromáticas, puxam o lado sombrio que a história oficial tende a não querer pegar. Não há aqui espaço para um Portugal branco!
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QUEM TEM MEDO DE UM SUJEITO POLÍTICO NEGRO
conversa com militantes de movimentos anti-racistas

9 de Fevereiro, sábado às 21h30, no RDA 69
Os recentes acontecimentos no bairro da Jamaica vieram, mais uma vez, demonstrar a forma de intervenção da PSP em bairros predominantemente habitados por pessoas pobres e negras. Apesar das imagens filmadas a partir de um telemóvel deixarem pouca margem para dúvidas, o teor das mesmas não pareceu demover uma grande parte dos meios de comunicação social e dos partidos políticos de um discurso que, em termos gerais, criminaliza as vítimas e defende os autores das agressões. A alternativa «à esquerda» a esta narrativa, pressionada pelo calendário eleitoral, limita-se a encarar o caso como um excesso que não representa o importante trabalho desenvolvido pelas forças de autoridade. A violência policial é então reduzida a um problema de caráter de dois ou três agentes, e não a um
problema estrutural, ou seja, a uma prática para-institucional que visa um determinado segmento da população: excluída, excedentária e racializada.
Os acontecimentos verificados no centro da cidade de Lisboa, poucos dias após a divulgação destas imagens, traduzem a afirmação de um sujeito político que recusa este tipo de categorização e intervenção. A um ato explícito de violência racista, este organiza-se, mobiliza-se às centenas, e ocupa pontos centrais da metrópole, onde sabe que tem impacto.
Para trocar umas impressões sobre estes assuntos, o RDA convida todas as pessoas interessadas para uma conversa.

04.02.2019 | by martalanca | colonialismo, história, negro, violência

Affective Utopia I Kadist Paris

Avec Sammy Baloji & Filip De Boeck, Luis Camnitzer, Ângela Ferreira, Alfredo Jaar, Kiluanji Kia Henda, Grada Kilomba, Reynier Leyva Novo et Paulo Nazareth*

KADIST invite Mónica de Miranda et Bruno Leitão, fondateurs et directeurs de Hangar, un centre de recherche artistique situé à Graça (Lisbonne) pour une résidence curatoriale et une exposition.

Développée sur trois chapitres, l’exposition Affective Utopia abordera les questions et les défis relatifs à la production de connaissances artistiques et de pratiques curatoriales en regard des tensions et conflits générés par les problématiques Sud/Nord, des divisions géographiques, de l’assimilation culturelle et du besoin urgent de décoloniser les pratiques curatoriales et artistiques. 

Les artistes de l’exposition abordent différentes façons de penser et d’interpréter la notion d’utopie dans l’art contemporain. Le concept d’utopie implique deux notions liées bien que contradictoires : d’une part l’aspiration à un monde meilleur,  d’autre part le fait qu’elle n’existe dans nos imaginaires seulement qu’à travers les fictions inventées par les artistes. Affective Utopia réfléchit à cette ambivalence et pose la question de comment l’art peut être un outil de réflexion critique sur ses propres processus de socialisation et ses liens avec les concepts géographiques affectifs d’appartenance, d’origine et de diaspora.

Inviter une structure artistique en résidence permet d’expérimenter le déplacement de pratiques contextuelles pour offrir de nouvelles perspectives à des discussions ayant lieu à Paris et à l’international.

A Lisbonne, Hangar conçoit ses expositions comme des espaces d’engagement avec le public afin de depasser sa condition de spectateur, à travers des stratégies génératrices de sociabilité. Les fondateurs de Hangar souhaitent délocaliser cette approche à Paris le temps de l’exposition, en proposant un programme de rencontres en dialogue avec le public dans un autre contexte. 

Hangar est à la fois un espace d’exposition, de recherche et de résidences d’artistes. C’est également un centre éducatif qui organise des temps de discussion dans le but d’unifier les lieux géographiques et de stimuler le développement de pratiques artistiques et théoriques. Hangar cherche à développer des projets artistiques interdisciplinaires qui se concentrent sur la ville de Lisbonne en tant que scène centrale pour la culture contemporaine. La programmation artistique est tournée vers les problématiques Sud/Nord prenant comme référence la position spécifique de cette ville, carrefour géographique ainsi qu’historique.

*Les artistes de l’exposition à KADIST ont tous travaillé avec Hangar à Lisbonne à travers des résidences, des conférences ou des expositions.

With: Sammy Baloji & Filip De Boeck, Luis Camnitzer, Ângela Ferreira, Alfredo Jaar, Kiluanji Kia Henda, Grada Kilomba, Reynier Leyva Novo
and Paulo Nazareth*

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KADIST invites Mónica de Miranda and Bruno Leitão, founders and directors of Hangar, an artistic research center located in Graça, Lisbon, for an art-space residency and exhibition.

Developed over three chapters, the exhibition Affective Utopia will approach questions and challenges relative to the production of knowledge in the arts and curatorial practices: a reflection on the tensions and conflicts generated by South/North issues, geographic divisions, cultural assimilation and the urgent need for decolonization of thought in curatorial processes and artistic production.

The artists in this exhibition discuss the different ways of thinking and performing utopia in contemporary art from a broad range of angles. The concept of utopia entails two related but contradictory perceptions: the aspiration to a better world, and the acknowledgement that its form may only ever live in our imaginations through the artists’ fictional reconstructions of reality. Affective Utopia reflects this general ambivalence, but it also poses the question of how art can be a tool for critical reflection of one’s own socialization process and to one´s connections to affective geographic concepts of belonging, origin and diaspora.

The purpose of the art-space residency is to experiment with delocalizing context relevant practices in order to offer new perspectives on discussions happening in Paris, and internationally. 

Hangar in Lisbon produces exhibitions as spaces of action for public engagement beyond spectatorship and through strategies that produce sociality. 

Delocalized at KADIST during the time of this exhibition, Bruno Leitão and Mónica de Miranda’s project will reframe this approach towards public engagement in another context and towards another audience. 

Hangar is comprised of a center of exhibitions, artistic residencies, and artistic studies. It is also a center of education, talks and conversations that unify geographic locations and stimulate the development of artistic and theoretical practices. It seeks to organize and produce the development of artistic inter-disciplinary projects and visual arts projects that focus on Lisbon as a central backdrop for contemporary culture. Hangar’s artistic program is focused on South/North problematics, taking from the specific position that Lisbon occupies both geographically as well historically.

*The artists in the exhibition have all worked with Hangar in Lisbon through residencies, talks or exhibitions.

Vernissage : le vendredi 8 février 2019
Opening on Friday, February 8, 2019Les chapitres / chapters:
1 — Concrete Utopia 
09.02 — 03.03 Avec / with Sammy Baloji & Filip De Boeck, Ângela Ferreira, Kiluanji Kia Henda
2 —Art as a Critical Tool 07.03 — 24.03 Avec / with Luis Camnitzer, Alfredo Jaar,Reynier Leyva Novo
3 —The Body as a Political Tool
04.04 — 21.04 Avec / with Grada Kilomba andPaulo NazarethLes événements / events*:26.02 Conférence de / talk by Sammy Baloji & Filip De Boeck
07.03 Conférence de / talk by Luis Camnitzer
12.04 Grada Kilomba en conversation avec / in conversationwith Paul Goodwin
*Tous les événements liés à l’exposition auront lieu à 19h au bureau de KADIST. / All associated events will take place at 7 pm, at the KADIST office.

VISIT KADIST, PARIS 19bis/21 rue des Trois Frères 75018 +33 1 42 51 83 49

04.02.2019 | by martalanca | Affective Utopia, Alfredo Jaar, ângela ferreira, Bruno Leitão, Filip De Boeck, Grada kilomba, HANGAR, KADIST, kiluanji kia henda, Luis Camnitzer, Monica de Miranda, Paulo Nazareth, Reynier Leyva Novo, Sammy Baloji

I Mulherio das Letras

Partindo do pressuposto de que as artes e a ciência são ambas um bem colectivo, o I Mulherio das Letras – Portugal acontecerá nos dias 7, 8, 9 e 10 de Março de 2019. O evento tenciona propor uma abordagem da literatura de autoria feminina que possa estabelecer um diálogo entre a academia e a sociedade civil, entre as escritoras e as leitoras. O evento visa alargar as fronteiras da literatura e da arte, bem como perceber dinâmicas identitárias. Neste sentido, abrirá espaço para ouvir e debater a produção literária e académica de escritoras, artistas, investigadoras, jornalistas, etc.

Com actividades descentralizadas, parte do evento terá lugar na NOVA FCSH da Universidade Nova de Lisboa e parte no Palácio Baldaya, com contextual apresentação de duas colectâneas de poesia e prosa de autoria feminina.

Fruto da colaboração entre o CHAM - Centro de Humanidades e o Palácio de Baldaya, o evento enquadra-se no âmbito da linha de Investigação «História das Mulheres e do Género».

O I Mulherio das Letras – Portugal tem como inspiração o I Encontro Nacional do Mulherio das Letras, que ocorreu de 12 a 15 de Outubro de 2017, em João Pessoa, no Nordeste do Brasil.

Compreendemos que os movimentos de mulheres são um componente crucial para qualquer projecto de transformação radical da sociedade. Este evento é, portanto, pensado como uma política de irmandade, como um lugar de retomada de vozes silenciadas e uma ferramenta de discussão e difusão da produção artístico-cultural de autoria feminina.

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Considering we conceive art and science as common good, the first Mulherio das Letras de Portugal will take place on the 7,8,9 and 10 of March, 2019. The event aims to suggest an approach to feminine literature that can establish a dialogue between the academy and the civil society, between the writers and their readers. The event aims to broaden the borders of art and literature, as well as to understand dynamics of identity. In this regard, there will be space to open and debate the literary and academic production of writers, artists, researchers, journalists.

Being an initiative of the thematic line “History of Women and Gender”, of CHAM - Centre for the Humanities, the event will take place between the NOVA FCSH of the New University of Lisbon and Palácio Baldaya. The first Mulherio das Letras de Portugal is inspired on the first Brazilian national meeting Mulherio das Letras, that took place in João Pessoa (northwest of Brazil) between the 12th and 15th of October, 2017.

We think women’s movements are a crucial part of any project of radical transformation of society. This event is, therefore, conceived as a politic of sisterhood, as a place of recovery of silenced voices and, finally, as a tool of diffusion and discussion of the feminine artistic and cultural production.

Coordenadora Geral: Elizabeth Olegario
Comissão organizadora - CHAM: Elizabeth Olegario e Noemi Alfieri. Comissão Organizadora - Baldaya: Adriana Mayrink.
Organização da exposição: João Luís Lisboa.

Apoios: FCSH, CHAM, FCT, Palácio Baldaya, Associação dos Escritores Portugueses, In- Finita Lisboa.

03.02.2019 | by martalanca | CHAM, literatura, mulheres

"Love, gender, body and sexuality in the Arab-Islamic world and in the Sahara" por Corinne Fortier

[CAPSAHARA Lecture Series ] CNRS, Laboratoire d’Anthropologie Sociale (CNRS-EHESS-Collège de France, Université PSL)
4 February 2019, 4pm > 6pm Room Multiusos 2, ID Building, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - NOVA FCSH
Until recently, scholarship on Arab-islamic countries had largely neglected love and sexuality as topics of inquiry. For a long time, the study of kinship systems and Islamic law overshadowed interest in personal sentiment and sexuality. Moments of closeness between men and women have always been possible, perhaps even more so today, thanks to the spread of mixed-gender social spaces (universities, mixed-gender coffee-shops, etc.) and new communication technologies (the Internet, cell phones, etc.). These discrete dynamics shaping the experience of love deserve attention. Love can be thought of as a sentiment that young people can cultivate before marriage, during marriage or as a feeling typical of extramarital relationships as it is the case in Mauritania. Among saharian Moors the sphere of seduction and passion, very often poetized, coexists in parallel with the marital sphere governed by Muslim jurisprudence (fiqh). Courtship in many societies has commonly been a male prerogative, with women generally supposed to manifest their desires only indirectly. The fact that men are considered the subjects of desire and women its object is a major cross-cultural element which ensures men’s appropriation of women’s bodies and structures relations between people of the opposite sex.
Bionote
Corinne Fortier is a cultural anthropologist and a researcher at the French National Center of Scientific Research (CNRS). She is also a member of the Social Anthropology Lab (LAS) (CNRS-EHESS-Collège de France-Universités PSL, Paris). Bronze Medal 2005 of the French National Center of Scientific Research (CNRS). She conducted research in Mauritania and in Egypt as well as on Islamic scriptural sources related to gender, body, love, and family law.
http://las.ehess.fr/index.php?1916,
https://cnrs-gif.academia.edu/CorinneFortier
Organisation
Francisco Freire (CAPSAHARA PI)
AZIMUT - Studies in Arab and Islamic Contexts
CRIA-Centro em Rede de Investigação em Antropologia

  

 

01.02.2019 | by martalanca | Arab-Islamic, body, gender, love, sexuality