Jorge Dias e Su-Ran Sichling

Jorge Dias Maputo (1972). Artista plástico moçambicano. Concluiu o curso de cerâmica na Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), em Maputo, em 1992, e, em 2002, licenciou-se em escultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil.

É membro fundador do grupo Percursos, no Brasil, e do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique (MUVART). Desde 1992, participou em diversas exposições individuais e coletivas em Moçambique e noutros países, como Alemanha, Angola, Brasil, Cabo Verde, Espanha, Estados Unidos da América, Inglaterra, Itália, Portugal e São Tomé e Príncipe.

As suas obras integram coleções institucionais como o Museu Nacional de Arte de Maputo, Banco de Moçambique, Caminhos de Ferro de Moçambique, Transportes Aéreos de Portugal, Banco Mundial (Washington), Fundação PLMJ (Maputo e Lisboa), Instituto Guimarães Rosa (Maputo), Instituto Camões (Maputo), entre outras coleções privadas, nacionais e internacionais.

Foi professor e diretor da Escola Nacional de Artes Visuais (ENAV), tendo lecionado também no Instituto Superior de Arte e Cultura (ISArC), na Universidade Politécnica, no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM) e na Escola Portuguesa de Moçambique. Exerceu ainda as funções de curador e subdiretor do Museu Nacional de Arte e é atualmente coordenador-geral do Instituto Guimarães Rosa em Maputo. Vive e trabalha em Maputo.

 

Su-Ran Sichling (Nuremberga, 1978) é artista e curadora. Concluiu, em 2003, o curso de ceramista. Em 2010, licenciou-se em escultura pela Hochschule für Bildende Künste, em Dresden, e, em 2012, obteve o título de Meisterschülerin do Prof. Martin Honert. Em 2013, concluiu o mestrado em jornalismo cultural pela Universität der Künste, em Berlim.

O seu trabalho artístico e curatorial tem sido apoiado por diversas instituições, incluindo a Fundação Heinrich Böll, o Goethe-Institut, a Fundação Cultural do Estado Livre da Saxónia, a cidade de Dresden, o Instituto de Relações Culturais Externas, a Fundação Liebelt e o Kunstfonds Bonn. Expôs em cidades como Berlim, Dresden, Roterdão, Londres, Düsseldorf, Xangai, Leipzig, Maputo, Osaka e Paris. As suas obras integram coleções como a da Fundação Cultural do Estado Livre da Saxónia e a Fundação Humboldt Forum.

Os seus textos foram publicados em revistas e jornais como Springerinan.schlägeGoethe aktuell e Sächsische Zeitung. Como artista e curadora, colaborou com instituições como o Goethe-Institut de Roterdão, o Museu Etnológico de Herrnhut, a Kunsthalle Mannheim, o Museu Nacional de Arte de Maputo e a Kunsthalle Wien. Lecionou na Universidade Técnica de Berlim e na Academia de Belas Artes de Dresden. Em 2019, coordenou, em parceria com o Museu Nacional da Dinamarca, um workshop interdisciplinar sobre fachadas cerâmicas exteriores para estudantes moçambicanos de arte e arquitetura, em Maputo. É artista independente e vive em Dresden.